
Hoje, véspera dos 170 anos da morte de Garrett, haverá um protesto, entre as 15h00 e as 19h00, junto da casa onde nasceu o glorioso escritor, devido à aparente vontade de se transformar aquele monumento num hotel. O protesto é dinamizado pela companhia portuense Teatro Plástico — e na manifestação será lançada uma petição para que se classifique e e salvaguarde o edifício.
A propósito, deixo-vos uma nótula apensa a artigo que escrevi há uns anos.
A segunda nota diz respeito à nossa terra natal, minha e de Garrett. No Porto, Garrett é homenageado na estátua que se encontra em frente à Câmara Municipal do Porto (CMP), na Praça de Almeida Garrett (para quem não souber, a da Estação de S. Bento e cuja placa evoca o Glorioso Escritor) e, mais recentemente (há 20 anos), nos jardins do Palácio Cristal, passámos a ter a Biblioteca Municipal Almeida Garrett. Esta é a fachada. Depois, temos a casa onde ele nasceu, a qual, em vez de ter sido atempadamente recuperada, embelezada, valorizada, foi sendo esquecida, desprezada, deixada ao abandono, durante decénios, tendo ardido em finais de Abril de 2019, precisamente na semana em que a CMP fez uma proposta de compra, para aí instalar um pólo do Museu do Liberalismo. Ardeu tudo da casa, menos, ironicamente, a fachada. Ainda por cima, como podemos ler no Público de há três dias, «Desde Abril de 2019, nada foi feito para recuperar esta peça que faz parte do património histórico da cidade e do país». A fachada continua.
Ide, protestai.







Transformar a casa em hotel é que a preservará e valorizará. Valorizar algo é dar-lhe valor, e o hotel dará valor à casa. Em vez de a deixar a expensas dos contribuintes.