O que fazer para ajudar bombeiros e vítimas?

Segue a transcrição do texto de Andreia Sanches e Sérgio B. Gomes, no Público. Convém prestar atenção às actualizações.

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Muitas pessoas questionam-se sobre o que podem fazer para ajudar os bombeiros e as vítimas dos incêndios na região de Pedrógão Grande. Para já, Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, diz ao PÚBLICO que há água e leite suficientes, mas que “falta fruta que não seja preciso descascar”. E que também são bem-vindas “barras energéticas”.

Em Pedrógão Grande
O que sabemos até agora sobre a tragédia de Pedrógão Grande
O que sabemos até agora sobre a tragédia de Pedrógão Grande
Quem estiver na zona pode assim deslocar-se com estes mantimentos à zona industrial de Pedrógão Grande, diz Jaime Marta Soares. “Há aí uma equipa de recepção que fará depois a distribuição pelas diferentes frentes.”

Bancos e seguradoras
A Associação Mutualista Montepio anunciou em comunicado a doação de 150 mil euros às vítimas dos incêndios que ainda lavram no distrito de Leiria.

A Caixa Geral de Depósitos criou uma conta solidária – Unidos por Pedrógão – e doou 50 mil euros para apoiar as vítimas da tragédia.
Os dados desta conta solidária são:
Conta Solidária Caixa 0001 100000 330
IBAN PT50 0035 0001 00100000330 42

A Caixa anunciou ainda que vai criar condições diferenciadas para os seus clientes atingidos por esta calamidade.

Também a companhia de seguros Lusitânia, que pertence ao grupo Montepio, comprometeu-se a garantir a “análise célere das situações de sinistro” e a dar uma resposta “tão breve quanto venha a revelar-se possível às necessidades das famílias cujas apólices se encontrem sob sua gestão”.

Cáritas e Misericórdias
A Cáritas Portuguesa e a Cáritas Diocesana de Coimbra já manifestaram a sua solidariedade com todas as vítimas e seus familiares “da tragédia que surpreendeu o país”. Em comunicado, Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, e Luís Costa, presidente da Cáritas Diocesana de Coimbra, onde se integra a área de Pedrógão Grande afectada pelo incêndio, dizem que “estão a acompanhar a situação a partir do local, para onde se deslocam neste momento, com vista a avaliar a situação e poder dar a melhor resposta”. A Cáritas disponibiliza para já 200 mil euros de apoio para “necessidades emergentes da população no local”. Por seu lado, a Cáritas Internacional divulgou um comunicado manifestando solidariedade para com a população portuguesas colocando-se “ao inteiro dispor da Irmã Cáritas Portuguesa na soma de esforços imediatos para o pronto restabelecimento da situação”. O breve comunicado assinado pelo secretário geral da Cáritas Internacional, Michel Roy, não concretiza nem quantifica, no entanto, nenhum tipo de ajuda.

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) anunciou através de um comunicado que está a mobilizar as suas estruturas regionais nos distritos de Coimbra e Leiria para apoiar a população das zonas afectadas pelos incêndios na região centro do país. “Em estreita colaboração com o Governo, entidades locais e instituições de emergência e segurança, as Misericórdias de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Góis, Sertã, Pampilhosa da Serra, entre outras, e a UMP instalaram pontos de acolhimento e de informação para prestar toda a ajuda, apoio e esclarecimentos possíveis.” A UMP avança que está a trabalhar com o Ministério da Saúde na região de Pedrógão Grande para dar apoio às vítimas. A fim de dar resposta às necessidades mais imediatas, a UMP anunciou que irá criar uma conta solidária no Montepio para reunir donativos de apoio às vítimas. Os dados bancários dessa conta não foram divulgados.

Doação de alimentos e bebidas nos quartéis
A Rádio Comercial avança que são bem-vindos fruta e água nos quartéis de Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra e Pedrógão Grande, bem como na base do INEM de Avelar. Ao PÚBLICO a porta-voz da Autoridade Nacional de Protecção Civil pede à população para se coordenar com as corporações locais.

O Sporting Clube de Portugal apela aos adeptos que se desloquem ao Estádio José Alvalade para entregar bens de primeira necessidade aos bombeiros que combatem o incêndio de Pedrógão Grande. Frutas (sobretudo as que são mais fáceis de descascar), barras de cereais e outros alimentos podem ser deixados no Hall Vip do estádio dos “leões”, em Lisboa. O comunicado do clube pode ser lido aqui.

Por seu lado, os responsáveis da página de Facebook On Coimbra, que agrega conteúdos sobre recursos culturais do distrito de Coimbra, telefonaram para várias corporações de bombeiros da região e divulgaram uma lista com o tipo de ajuda que se pode levar a cada um os quartéis:

Bombeiros Penela:
– Águas
– Fruta

Bombeiros Voluntários de Góis:
– Águas
– Fruta e outros alimentos
– Soro fisiológico (urgente)
– Pomadas para queimaduras

Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo:
– Águas
– Alimentos não perecíveis (ex. enlatados)
– Fruta
– Leite
– Soro fisiológico

Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital:
– Águas
– Alimentos não perecíveis

Bombeiros Voluntários Ansião:
– Águas
– Fruta
– Barras de cereais energéticas e bolachas
– Sumos

Bombeiros Vol. Coimbra:
– Águas
– Leite
– Barras de cereais energéticas

Bombeiros Sapadores de Coimbra:
– Aceitam donativos que serão depois entregues nas corporações mais necessitadas

Bombeiros Voluntários de Brasfemes:
– Águas
– Barras de cereais energéticas

Bombeiros Condeixa:
– Águas
– Barras de cereais energéticas
– Leite
– Sumos
– Conservas
– Fruta

Bombeiros Leiria:
– Aceitam donativos que serão depois entregues em Pedrógão Grande (cobertores e roupa, águas, leite, barras de cereais energéticas)

Bombeiros Alvaiázere:
– Água
– Fruta
– Barras de cereais energéticas

No final da lista, a página On Coimbra, deixa duas notas:

– “As águas, sumos, leites e outros alimentos, solicitam-se gentilmente, se possível, em doses invidivuais/pacotes pequenos para poderem ser distribuídos por cada bombeiro.
– Infelizmente, não foi possível estabelecer contacto com os Bombeiros Voluntários de Pedrogão Grande e Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos”.

Espectáculos de solidariedade
Um grupo de artistas da zona de Leiria anunciou um espectáculo de solidariedade para com as vítimas do incêndio que deflagrou este sábado em Pedrógão Grande. O concerto vai realizar-se no dia 24 de Junho, às 21h30, no Teatro José Lúcio da Silva. Entre os artistas e bandas participantes estão David Fonseca e Orquestra Jazz de Leiria, Academia de Ballet e Dança – Annarella, Omnichord Records, Samp Pousos, Orfeão de Leiria Conservatório de Artes e Fade In – Associação de Acção Cultural. Segundo informação transmitida pelo Teatro José Lúcio da Silva nas redes sociais, os bilhetes no valor de 15 euros estarão à venda nas suas instalações a partir de segunda-feira.

40 °C à sombra

Now I stand here waiting.

Gilbert/Hook/Morris/Sumner

Vicious
Hey, why don’t you swallow razor blades

— Lou Reed

ºF = (9 x ºC / 5) + 32 ou ºC = 5(ºF + 32) / 9

IPMA

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40 °C à sombra? Por cá, nem por isso. Contudo, por aí, como reiterava alguém, no longínquo Verão de 1993, diz que sim.

Todavia, no sítio do costume, independentemente dos alertas, quer os ocasionais no Público (há ligação no Ciberdúvidas, embora as palavras que aí se encontram a negrito não sejam as do original), quer os habituais cá por casa, a temperatura mantém-se extremamente estável.

Deve ser do calor.

Efectivamente.

«Piratas informáticos a quem o FC Porto terá pago milhões de euros»

Errado! O FC Porto terá pagado (regular). Com ter e haver, regular (pagado). Com ser e estar (e ficar, andar, ir e vir), irregular (pago).

Marcelo pede ao Brasil para “fazer o melhor possível” nas Confederações

«Marcelo pede à seleção para “fazer o melhor possível” nas Confederações». Exactamente.

Eventuais esclarecimentos

Amanhã, já é tarde.

— Rodolfo Reis, 11/6/2017

— As treeless as Portugal we’ll be soon, says John Wyse, or Heligoland with its one tree if something is not to reafforest the land. Larches, firs, all the trees of the conifer family are going fast. I was reading a report of lord Castletown’s…

— James Joyce, Ulysses

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas—a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra coisa todos os dias são meus.
AC

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Estamos em meados de Junho (“It is this hour of a day in mid June“). Todavia, não estamos exactamente em “16 June [1904″ 2017], ou seja, ainda não é Bloomsday. Hoje, Fernando António Nogueira Pessoa faria 129 anos. Hoje, não há Diário da República, logo, não há nem fatos, nem contatos, como houve em barda no dia 8 de Junho de 2017.

Contudo, ontem, houve Diário da República, por isso, lembrando «It’s the ads and side features sell a weekly, not the stale news in the official gazette», cá está «Published by authority in the year [one thousand and 2017]» e sistematicamente assim (umas vezes com mais, outras com menos), como é, aliás, sabido, desde Janeiro de 2012.

Efectivamente — e não «(effectively or presumably)».

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»Es war spätabends, als K. ankam«

Back to the 1890s, there was a very famous campaign manager, Mark Hanna, who was a star of campaign management. He was asked once: “what does it take to win an election?”. And he said: “it takes two things, the first one is money… and I’ve forgotten what the second one is”.

— Noam Chomsky

O que eu pergunto são coisas verdadeiras, correctas e reais.

— Rodolfo Reis, 3/6/2017

And it seems like twenty-five years of
Promises

Gary Marx & Andrew Eldritch

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Muitos fatos e muitos contatos.

Onde? No sítio do costume. Quando? Hoje.

Contatos

Fatos: [Read more…]

Pelo fato de não existir obra em curso

Eu falo com factos concretos.

— Rodolfo Reis, 28/5/2017

Cæs. The Ides of March are come.
Sooth. I sar, but not gone.

— Shakespeare, “Julius Caesar” (Folio I, 1623)

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O regresso do motivo que determinou tal fato

Rich. Downe, downe I come, like glist’ring Phaeton,
Wanting the manage of vnruly Iades.
In the base Court? base Court, where Kings grow base,
To come at Traytors Calls, and doe them Grace.
In the base Court come down: down Court, down King,
For night-Owls shrike, where moũting Larks should sing.

— Shakespeare, “Richard II” (Folio 1, 1623)

Will you chew until it bleeds?

Trent Reznor

Rich. Now is the Winter of our Discontent,
Made glorious Summer by this Son of Yorke:
And all the clouds that lowr’d vpon our house
In the deepe bosome of the Ocean buried.

— Shakespeare, “Richard III”  (Folio 1, 1623)

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Eis, de novo, o motivo que determinou tal fato.

Efectivamente.

De facto, já dizia o velho Spooner,

there are some people who appear to be strong, whose idea of what strength consists of is persuasive, but who inhabit the idea and not the fact. What they possess is not strength but expertise. They have nurtured and maintained what is in fact a calculated posture. Half the time it works. It takes a man of intelligence and perception to stick a needle through that posture and discern the essential of flabbiness of stance.

Exactamente.

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Unidos de fato

Don’t you know the truth is killing you?

William Henry Duffy & Ian Robert Astbury

Shy. The villanie you teach me I will execute, and it shall goe hard but I will better the instruction.

— Shakespeare, “The Merchant of Venice” (Folio 1, 1623)

No one to blame always the same.

Trent Reznor

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Unido de fato?

Com o titular de uma habitação pública já atribuída?

Exactamente: «unido de fato com o titular de uma habitação pública já atribuída».

Efectivamente, andamos nisto há muito tempo. [Read more…]

A possibilidade de contatar e a selfie de Simão Sabrosa

Don’t you get it yet?

— Henry Rollins

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É possível contatar? Sim, é possível.

Onde? No sítio do costume.

Quando? Desde Janeiro de 2012.

Quanto ao jornal que adopta a resistência silenciosa em vez da expressão, eis uma selfie de Simão Sabrosa (os meus agradecimentos a um excelente leitor do Aventar).

É verdade que a tradução «Simão Sabrosa tira uma selfie das críticas a Fernando Aguiar» é estranha. Contudo, não tenho culpa. Não assinei o AO90. Quem assinou o AO90 foi quem escreveu «agora facto é igual a fato (de roupa)» . Como é sabido, não escrevi tal coisa. Logo, a culpa não é minha.

Continuação de uma óptima semana.

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Rui Vitória tem razão

«o jogo nas Antas — o momento em que nós também marcamos o golo, quase a acabar — foi outro ». Exactamente.

Estupefacto sem pê

É só porque há pessoas que são muito maiores do que parecem, mas claro que isso só se aprende quando elas deixam de estar.

— Carla Romualdo

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Antes de passarmos à inusitada ocorrência de estupefacto sem pê (+ vogal), há pouco detectada e transmitida por amigo atento, consultemos a edição de hoje do Diário da República.

Efectivamente, tudo como dantes, no sítio do costume.

Agora, para registo [Read more…]

Aparentemente, «o acréscimo das taxas decorrente deste fato não é significativo»

Excelente guarda-redes.

— Rodolfo Reis, 28/5/2017

As he [Noah Smith] says, sometimes there are vast literatures of nonsense, or at any rate of dubious quality, that mainly serve to protect vested intellectual interests.

Paul Krugman

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Efectivamente.

Porque hoje é sábado

E, porque hoje é sábado, eu vou dizer para vocês o poema [do] Dia da Criação: um dia terrível, não é?

— Vinicius de Moraes

… and it feels like home.

— Madonna

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Efectivamente, porque hoje é sábado.

via Instagram

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Say ‘cheese!’

© Evan Vucci / AFP – Getty Images

Reflictamos acerca «do que se exige e espera das instituições públicas»

Now, promise you’ll stay right there… I shan’t be long.

— Bond, James Bond

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Pelo menos, escrevem ‘inserção’, ao contrário dos autores do AO90.

Quanto a esta ocorrência na primeira página do jornal que em tempos de liberdade de expressão prefere resistir silenciosamente, os meus agradecimentos a um excelente leitor do Aventar.

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(Roger Moore, 1927-2017).

O expediente específico

Ensuma l’essència, recula cap a la natura salvatge i frondosa, cap als boscos de fusta olorosa nodrits amb romanís, farigoles i espígols i regats amb ungüents de pluja, amb colònia de llac i salt de riu, que han acabat impregnant en les planes que ara gaudeixes les olors d’una vida escapçada.

— Anna Ortiz i Huguet, “Llibre objecte/Libro objecto (L’olfacte)”

Uma vergonha.

— Rodolfo Reis, 21/5/2017

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Obrigado, Jornal Económico

Pela ortografia que por vezes aparece no Expresso.

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Efectivamente, não pode ser

The people ahead of them are shooting up to the stratosphere, and then comes the scapegoating.

Noam Chomsky

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Amigo atento enviou-me esta primeira página, com palavra criada exclusivamente para a norma portuguesa pelo Acordo Ortográfico de 1990. É sabido, desde d’Andrade e Viana, que a ‘rutura’, além de inventada, é “injustificada”. Contudo, ei-la.

Além disso, tratando-se do presidente da direcção do Sporting, a grafia correcta é ‘ruptura’.

Exactamente.

Aliás, como é sabido, pelo menos desde que se leu aquilo que ainda há pouco escrevi («palavra criada exclusivamente para a norma portuguesa pelo Acordo Ortográfico de 1990»), no Brasil, [Read more…]

É muito fácil

Every word I said is what I mean

Chris Cornell & Hunter Shepherd

May I continue?

— Noam Chomsky

“Somos Porto”. É fácil dizer [ˌsomuʃˈpoɾtu].

— Rodolfo Reis, 14/5/2017

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De facto, também é fácil dizer “Portugal vinculou-se ao Acordo Ortográfico“.

Repare-se: [puɾtuˌɡaɫ vĩkuˌɫosɨˌau̯ ɐˌkoɾdu ɔɾtuˈɡɾafiku].

Muito fácil.

Efectivamente.

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Chris Cornell (1964-2017)

[Read more…]

Augusto Santos Silva «escreve segundo as normas do novo Acordo Ortográfico»

Escreve?

A sério?

«Segundo as normas do [Read more…]

A ortografia do jornal A Bola

Como vimos, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade evita a adopção do AO90 em notícias do Benfica.

Contudo, o jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade adopta o AO90 em notícias do F.C. Porto, adulterando o nome de uma claque.

Depois de ter reagido à proibição de exibir uma tarja com «O espírito de campeão vive? Apenas nos nossos adeptos», espero que esta claque exija uma retractação ao jornal da resistência silenciosa em tempos de liberdade.

Efectivamente, é óptimo

Exactamente. Efectivamente. Viva o Benfica.

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Quite possibly

Segundo Euan Ferguson, «Portuguese is quite possibly the loveliest language in which to sing soft, good, songs».

«Talvez devagarinho possas voltar a aprender»

Efectivamente. Parabéns, Salvador. Ah! Viva o Benfica!

«É muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa»

CYRANO. Un baiser, mais à tout prendre, qu’est-ce ?
Un serment fait d’un peu plus près, une promesse
Plus précise, un aveu qui veut se confirmer,
Un point rose qu’on met sur l’i du verbe aimer.

Edmond Rostand, “Cyrano de Bergerac

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«É muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa».

Efectivamente, parece propaganda ortográfica. Não é. Mas parece, até estilisticamente. «É muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa», de facto, neste caso, trata-se de propaganda futebolística. Contudo, vamos àquilo que nos interessa.

Em ‘reataram’ e ‘realizada’, o primeiro ‘a’ (= <a>) corresponde à vogal oral central média baixa [ɐ].  É escusado virem com o ‘reatam’, em que o primeiro ‘a’ (=<a>) não corresponde à vogal oral central média baixa [ɐ], mas à vogal oral central baixa [a], pois em em ‘reatam’, o primeiro ‘a’ (=<a>) encontra-se em posição tónica. Como diria o outro, «there’s the rub».

Exactamente.

De facto, um cê faz imensa falta.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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Extracto → extrato → estrato

um estrato de tomate criado em Portugal

— Expresso (Caderno Economia), 18 de Julho de 2014, p. 14, apud Paulo J. S. Barata, “Um estrato (muito) mal extraído“, Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 31 de Julho de 2014.

alunos oriundos de diferentes extratos socioeconómicos

— Dire[c]ção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.”Resultados Escolares por Disciplina, 2.º Ciclo – Ensino Público, Ano le[c]tivo 2014/2015“, apud Expresso8 de Maio de 2017, às 15h07

Talvez devagarinho possas voltar a aprender

Salvador Sobral (interpretação)/Luísa Sobral (autoria)

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Para quem não estiver a par destes temas importantes, um redactor da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência escreveu ‘extratos’ em vez de ‘estratos’ e este descuido foi notícia no Expresso. Como é sabido (embora o Expresso não acrescente a nótula), extratos constitui um duplo erro: além de neste contexto ser mesmo ‘estratos’, a palavra ‘extratos‘ não existe em português europeu. A palavra grafemicamente correcta é extractos.

É curioso que o Expresso dê tanta importância a este assunto. Percebo que um especialista como Helder Guégés o faça. Contudo, para quem, como o Expresso, adopta o AO90 de forma tão descontraída (além deste exemplo, também temos este, aquele ou mesmo aqueloutro) e para quem, como o Expresso, comete exactamente os mesmos erros (ver epígrafe) agora apontados a outrem , este excerto à laia de comentário académico

Entre tantos números, escalas, percentagens, gráficos, etc., incluídos nas 58 páginas do documento, dir-se-ia que os autores do mesmo se deixaram levar pelo lado contabilístico que marca este trabalho,

parece um bocadinho areia atirada para os olhos dos leitores (areia para os olhos, note-se, e não arena para os óculos).

Será curioso verificar se [Read more…]

A vergonha habitual, no sítio do costume

Beat. he that hath a beard, is more then a youth: and he that hath no beard, is lesse then a man.

— Shakespeare, “Much Ado About Nothing” (Folio 1, 1623)

George: Good, better, best, bested. [Back to Nick] How do you like that for a declension, young man? Eh?

— Edward Albee, ‘Who’s Afraid of Virginia Woolf?’

Uma autêntica vergonha.

— Rodolfo Reis, 10/6/2015

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Por razões habituais, óptimas, espectaculares, excelentes, formidáveis e estupendas (a lista de atributos algo aleatórios encontra-se activa),

não consegui ver em directo o Glorioso e não actualizei o ponto da situação no sítio do costume.

Efectivamente, [Read more…]

Ecco il mio destino

 

Oui tellement faux
Mon seul tourment et mon unique espérance
Rien ne t’arrête quand tu commences
Si tu savais comme j’ai envie d’un peu de silence

Dalida & Alain Delon

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Leituras matinais

Exactamente: 2017 = 2002.