Eis a minha reflexão reactiva e a minha reacção reflectida em relação ao caso Luís Neves:
Já agora, contextualize-se: o essencial, uma reacção e mais uma reflexão.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Eis a minha reflexão reactiva e a minha reacção reflectida em relação ao caso Luís Neves:
Já agora, contextualize-se: o essencial, uma reacção e mais uma reflexão.
Depois dos Problemas n.º 1, n.º 2, n.º 3 e n.º 4, chegámos, cinco anos e quase cinco meses depois, ao Problema n.º 5.
Descubra os quatro erros desta notícia:

SOLUÇÃO: [Read more…]
Sanctuary was massive.
—Johnny Marr
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Hei-de ver o filme A Odisseia — aparentemente, o título em português do filme tem um A antes da Odisseia, mas vê-lo-ei na Bélgica, por isso, este pormenor de interesse geral português é-me individualmente irrelevante: verei o filme no inglês original, com legendas em francês e em flamengo.
Felizmente, tenho conseguido desviar o olhar das várias tentativas, nas redes sociais e alhures, de me darem cabo da ida ao cinema. Hei-de vê-lo, pois as minhas impressões iniciais raras vezes (diria nunca, mas isto é tudo muito subjectivo) são afectadas negativamente pelas experiências novas. Acrescentaria mesmo que antes pelo contrário.
Até hoje, a minha versão cinematográfica predilecta da Odisseia é o “O Brother, Where Art Thou?“. Exactamente, essa versão aproximada. Não me estragou a “minha” (todos temos a “nossa”) Odisseia original: longe disso, enriqueceu-a. Vários filmes e séries têm reproduzido obras literárias que aprecio, mas não me recordo de qualquer impacto negativo na minha impressão inicial, nas minhas representações pessoais originais de personagens, narradores, enredos, tempos, espaços.
Apesar de ter visto incontáveis e belíssimos Hamlets, a minha representação pessoal do primeiro acto do Hamlet valeu-me, há poucos anos, uma vitória que me deixou mais eufórico do que o golo do Éder em 2016 ou o vozeirão do Ian Astbury em 1993. Em suma, quando regresso ao texto, é a minha representação original que prevalece.
Ao falar em Hamlet, lembrei-me da Helena de Tróia. Sim, essa. Adiante. O significado da palavra representação é unívoco. A representação respeita todos os elementos da obra? Excelente. Não respeita? Choca? Óptimo.

Antes de regressar ao impacto da instrução na aquisição e aprendizagem de segmentos de uma L2 (porque a vida não é só ficção), vamos à forma como a Odisseia efectivamente acaba. Como diz uma pessoa da minha família, é assim (a tradução portuguesa, na imagem supra, é de Frederico Lourenço):
ὣς φάτ᾽ Ἀθηναίη, ὁ δ᾽ ἐπείθετο, χαῖρε δὲ θυμῷ.
ὅρκια δ᾽ αὖ κατόπισθε μετ᾽ ἀμφοτέροισιν ἔθηκεν
Παλλὰς Ἀθηναίη, κούρη Διὸς αἰγιόχοιο,
Μέντορι εἰδομένη ἠμὲν δέμας ἠδὲ καὶ αὐδήν.
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ἄνδρα μοι ἔννεπε, μοῦσα, πολύτροπον, ὃς μάλα πολλὰ πλάγχθη, ἐπεὶ Τροίης ἱερὸν πτολίεθρον ἔπερσεν
— Hom. Od. 1.1
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Um apontamento da actualidade leva-me a revisitar tema que, como sabeis, ou sabereis, me agrada particularmente discutir. Não, não estou a falar do AO90. Refiro-me a este “do governo [sic] cair”.

A regra que proíbe contracções na presença de um infinitivo pessoal é aparentemente simples de aprender. Em suma, é incorrecto o recurso à contracção de preposição com artigo ou pronome, quando estes iniciam uma oração infinitiva. Por exemplo, na presença de um infinitivo pessoal, os imaginados dos, das, dele, dela, deles, etc., são efectivamente de os, de as, de ele, de ela, de eles, etc..
Vejamos três casos concretos: [Read more…]
A common definition of conspiracy theory is the conviction that a group of actors meets in secret agreement with the purpose of attaining some malevolent goal (e.g., Bale, 2007).
— van Prooijen & van Vugt (2018)
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O Mundial 2026 está prestes a chegar ao fim. Depois da eliminação de França e Inglaterra, ficámos a saber que a final de depois de amanhã, entre Espanha e Argentina, terá sido há muito combinada, pois fará parte de um plano diabólico engendrado pela FIFA. Quem nos conta os pormenores desta coisa sem ponta por onde se lhe pegue é Jimmy Fallon. Efectivamente, no domingo, teremos dois cabeças de cartaz: Lionel Messi e Lamine Yamal. Enquanto todos nos preparamos mentalmente para mais uma final, esta fotografia tem vindo a ser espalhada pelas redes sociais.

Foto: Joan Monfort/AP https://www.bild.de/sport/fussball/messi-badet-lamine-yamal-virales-foto-vor-wm-finale-in-new-york-6a588244a4dd37e74df56d54
É uma foto verdadeira, digo-vos eu, que detesto inteligências artificiais utilizadas para falsificações, informações erradas e desinformações. Trata-se de facto de uma fotografia de Messi com o bebé Lamine Yamal. É mesmo, o próprio, é Yamal em versão bebé, com um ainda jovem Messi, numa fotografia autêntica de 2007.
Obviamente, já temos uma multidão a apontar o dedo à FIFA, acusando-a de ter preparado ao pormenor o guião de todos os jogos de futebol dos últimos anos. Isto é, não se trata de uma partida do destino. A manipuladora FIFA é que determinou a existência de uma final Argentina-Espanha, Messi-Yamal. Volta, Searle, eles não sabem o que fazem.
Fallon diz que isto é tudo um absurdo. Também acho. Só um nabo acreditaria numa história tão mirabolante, certamente alimentada por quem odeia Messi e Yamal e, mutatis mutandis, futebol. No entanto… Se pegarmos num microscópio, ou mesmo numa simples lupa, reparamos em pormenores, no mínimo, interessantes.
Eis a pronunciação dos nomes dos futebolistas e treinadores principais presentes no Mundial de 2026, ainda por cima, realizada pelos próprios. É um apontador precioso para linguistas, educadores, estudantes de línguas, jornalistas e população em geral. Um documento destes transporta, obviamente, alguma carga subjectiva. A este respeito, aponte-se a pronunciação de Stephen por Eustáquio, que me traz à memória a de Curry, e relembre-se a palavra Félix, aqui pronunciada ao vivo e a cores pelo excelente Joāo Félix. Por falar nisso, reflicta-se acerca da forma como se pronuncia Haaland, provavelmente o nome de futebolista mais badalado e tudo por causa da dúvida entre uma vogal oral velar baixa não arredondada e uma vogal oral central baixa. Há outras curiosidades, mas não vos quero estragar o filme. As selecções estão por ordem alfabética dos códigos da FIFA (descobri isso por causa da Noruega e da Nova Zelândia) e os jogadores encontram-se ordenados pelos respectivos números.
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
You know, I remember in high school, already I was pretty old. I suddenly asked myself at one point, why do I care if my high school team wins the football game? [laughter] I mean, I don’t know anybody on the team, you know? [audience roars] I mean, they have nothing to do with me, I mean, why I am cheering for my team? It doesn’t mean any — it doesn’t make sense. But the point is, it does make sense: it’s a way of building up irrational attitudes of submission to authority, and group cohesion behind leadership elements — in fact, it’s training in irrational jingoism.
— Noam Chomsky
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Efectivamente, esta será a terceira final nacional seguida dos Knicks contra os Spurs: a final da NBA perdida em 1999, a recente vitória na Taça NBA e o momento que começa daqui a pouco.
Quanto a essa longínqua final de 1999, registe-se a curiosidade da presença, no plantel dos Knicks, de Rick Brunson, o pai do magnífico Jalen Brunson (entrou no jogo 3, no final do segundo período) e, no dos Spurs, de uma das maiores estrelas do basquetebol português: Mario Elie, craque da Ovarense, que viria a ser campeão da NBA por três vezes: exactamente, Mario Elie.
Voltando à actualidade, passados os 4-0 aos Cavs na meia-final (final da Conferência Leste), com uma recuperação histórica no primeiro jogo, vejamos o que acontece frente aos Spurs do extraordinário Wembanyama. Aconteça o que acontecer, já há um campeão: Sochan foi transferido durante esta época dos Spurs para o Benfica… perdão… para os Knicks.

SAN ANTONIO, TX – 29 de Março de 2024: Victor Wembanyama (#1), dos San Antonio Spurs, defende contra Jalen Brunson (#11), dos New York Knicks, a 29 de Março de 2024, no Frost Bank Center, em San Antonio, Texas. Darren Carroll/NBAE via Getty Images https://bleacherreport.com/articles/10114948-knicks-jalen-brunson-scores-61-victor-wembanyama-electrifies-nba-fans-in-spurs-win
Eis uma cábula, com o calendário e os plantéis (se detectardes erros, utilizai sff a caixa dos comentários).
Calendário (hora portuguesa):
PLANTÉIS

Efectivamente, reparai naquele Vladirmir em vez de Vladimir. Terá sido um sismo ou um avião de combate a passar a barreira do som? Não confundir a luz com o som. À luz, o paradoxo do pai e da mãe. Ao som, o Chuck Yeager (e o Sam Shepard).
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Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.
With an eye toward future replication and extension studies, we address a range of conceptual and methodological issues that scholars should further elaborate, expand, and refine.
— Saito et al. (2022)
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A confeção não existe no Brasil. Basta perguntar-lhe, a ele, ao Vocabulário da ABL:

E a confecção?

A confecção existe no Brasil.
No entanto, onde se adopta a escrita em português europeu, por causa daquele “critério fonético (ou da pronúncia)”, inventado em cima do joelho e aplicado às três pancadas, acontece exactamente o contrário, pois debalde procuramos confecção em dicionários com AO90.
Encontramos apenas nos dicionários em português europeu de qualidade, ou seja, sem AO90: [Read more…]
ESMA, Rennes, França, Trans Musicales 2025, 4 de Dezembro de 2025
Ontem, por volta desta hora, tivemos Kim Gordon, no regresso a Bruxelas (Noha Khaldi fez um bom apanhado da noite e em flamengo, comme il faut).

KG, AB, 15/04/2026, FMV
A baixista dos maravilhosos Sonic Youth e autora de Girl in a Band apresentou-nos PLAY ME. No final da lista deste disco, chegados a BYEBYE — uma despedida diferente da BYE BYE do anterior The Collective — ouviu-se uma enxurrada de referências aparentemente proibidas pela actual administração dos EUA, palavras/conceitos cuja menção justificará a anulação de propostas, de subsídios, lá se vai a investigação fundamental, lá se vão as bolsas, lá se vai a América. Pois, a AB insinua que sim.
Ei-la, uma enxurrada (e no original, porque soa melhor):
Efectivamente, isto iria acontecer, mais tarde ou mais cedo. Nem falo do triplo (parabéns, Neemias Queta!), falo disto.

Tivera sido no jogo contra os Knicks e, aqui no Aventar, teríamos sido dos primeiros a dar conta do recado. É o improviso, é a falta de rigor, é o costume.
Foi contra os Pelicans: de Nova Orleães. Nova Iorque ≠ Nova Orleães, como selecção ≠ seleção.
Exactamente.
Eis os pontos altos do jogo, com o melhor basquetebolista português de todos os tempos a marcar o primeiro triplo na NBA aos 6:07:
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.
Furthermore, most people within the top 1 percent are what Leona Helmsley called “little people,” as in “Only the little people pay taxes.” The ultra-rich — the 0.1 percent, the 0.01 percent, the 0.00001 percent — pay much lower tax rates than the merely rich.
—Paul Krugman
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A fiscalidade leva-me a regressar ao excelente Krugman.
Perante esta publicação no Diário da República, quem paga as “novas taxas para a freguesia” deve protestar e recusar-se a pagar e quem cobrou essas taxas deve devolver o valor e exigir a respectiva correcção. Além disso, repare-se que estas “novas taxas para a freguesia”, no singular, poderiam ser “nova taxa para a freguesia”, sim, mas também “nova taxa pára a freguesia” — adiante.

Efectivamente, há muitas ocorrências afins no sítio do costume e ninguém se mexe: nem a autoridade (desautorizada desde que o “agora facto é igual a fato (de roupa)” veio à tona), nem quem, na presença de *fatos, cobra e paga as tais “novas taxas”. Sendo verdade que ficar especado a especular é uma prática indígena — e um interessante caso grafofonémico — a história do espetador a espetar descansa-nos quanto à norma a seguir: a de 1945/73.
Exactamente.
Por outro lado e mudando de assunto, estivera eu em Nova Iorque e teria ido ver este fabuloso Knicks–Celtics.

Neste instantâneo da partida, vemos os meus dois jogadores predilectos da NBA da actualidade: Jalen Brunson (com a bola) e o inconfundível Neemias Queta (para completar o ramalhete, à direita, temos Towns e White).
Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
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Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)
A *redação, também *março, depois *afeta, mas não pára. Não pára? Duas vezes? Sim, pára. Exactamente.


Efectivamente, brutal. A ver vamos.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
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