Sismos e Património

Domingo, 1 de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos, a cidade de Lagos acordou com um tempo primaveril. Muitas pessoas acorreram às igrejas para celebrar a missa.

Sentia-se no ar um odor a enxofre.

Por volta das nove e meia da manhã ouviu-se um rugido medonho.

Poucos minutos depois a terra começou a tremer. Abriram-se fendas no chão e muitos edifícios caíram.

Cerca de quinze minutos depois o mar recuou, deixando as praias em seco. De seguida, uma vaga gigante, ou melhor, uma enorme massa de água, surgiu do lado Sueste da Baía de Lagos e abateu-se sobre a frente ribeirinha da cidade, penetrando terra adentro até à zona de S. João. A esta vaga seguiram-se duas outras, intervaladas de pouco mais de dez minutos. A última foi a mais destruidora, não só pela entrada de uma massa de água com cerca de seis metros de altura no interior da estrutura urbana, como principalmente pelo seu refluxo, que arrastou pessoas, construções, haveres e víveres para o mar.

Descrições da época relatam este terrível acontecimento.

 “Pelas 9 ½ horas da manhã do predicto 1º de Novembro, estando o dia claro e sereno como d’estio, vento N. O., ouvio-se um grande trovão surdo; logo passado 3 ou 4 minutos principiou a tremer a terra com espantosa violência; o mar recolheo-se em parte mais de 20 braças, deixando as praias em seco; e arremettendo immediatamente para a terra com tamanho ímpeto, que entrou por ella dentro mais de uma légua, sobrepujando as mais altas rochas; tornando a retrair-se e rompendo por mais três vezes dentro de poucos minutos, arrastando no fluxo e refluxo enormes massas de penhascos e edifícios; e deixando por isso arrazadas quasi todas as povoações marítimas.”

“Continuou a terra a tremer até 20 d’agosto seguinte com poucos dias de interpolação, principalmente nos primeiros 5 mezes, quasi sempre de noite nos quartos de lua nova e velha.”

“Não experimentou menor desgraça a Cidade de Lagos; porque além de ficar inteiramente arrazada, menos huma só caza no Castello, em que costumão residir os seus Governadores, cresceo o mar tão desacostumadamente, como nunca se vio, e acometteu furioso, e soberbo aquella desgraçada Cidade com tanto ímpeto, que não somente a submergio, e occultou nas suas ondas; mas como cobiçoso igualmente das vidas dos seus Cidadãos, e das suas riquezas, se deteve nella aquelle tempo, que foi bastante para esconder nas suas entranhas todos seus habitadores, todas suas alfayas, e tudo o mais, de que necessitavão os mortaes para a conservação da vida que perderão.”

“Lagos está quasi arrazada, padecerão muito os Templos, não se izentou algum do destroço, morrerão 400 pessoas, e muitas ficarão feridas; o mar que entrou pela terra dentro em altura de 7 varas a levou: os fortíssimos muros da cidade, padecerão também esta desgraça, forão conduzidos com a violência das agoas, até os Armazéns, que tendo sido arruinados, a soberba de Neptuno totalmente os precipitou:”

O terramoto de 1755 foi determinante para o futuro da cidade de Lagos, pela magnitude das suas consequências no tecido edificado e no comportamento da sua população.

No seguimento do sismo, a rica capital do Algarve, outrora base dos Descobrimentos, é abandonada pelo governador e pelo exército.

Instala-se um clima de medo, resultado dos terríveis acontecimentos ocorridos e agravado pelas sucessivas réplicas que se fizeram sentir, levando a população em fuga a construir um bairro de barracas de madeira e colmo junto da Ermida de Santo Amaro, a Poente da cidade, área onde os efeitos do sismo e posterior tsunami não foram tão graves. Testemunha-nos um sobrevivente:

“No dia 1º de Novembro de 1755, pelas nove horas da manhã, foi Deus servido mandar um horrível terramoto com alteração do mar, que em poucos minutos arrasou a Cidade de Lagos e as muralhas dela, subindo o mar nas nossas casas, que arrazou, até altura de 13 palmos e meio, levando todos os móveis de muito valor, toda a prata, ouro, dinheiro, 28 pipas de vinho, os trigos, milhos e legumes, a livraria de meu irmão, as escripturas das fazendas que n’ella estavam e todas as moradas de casas que tínhamos nesta cidade e na ribeira.  E por não termos onde nos recolher fizémos barraca em Santo Amaro, onde residimos até que fomos morar defronte do chafariz, onde falleceu meu irmão.”

Á decadência comercial que já se verificava desde o século XVI, é acrescida a decadência urbana.

Até as próprias correntes marítimas na zona se alteraram, baixando a temperatura do mar, e reduzindo a riqueza de peixe nas suas águas.

As descrições da época enumeram os edifícios arrasados que desapareceram para sempre, como a Igreja Matriz de Santa Maria da Graça, o Forte do Pinhão, os Conventos das Freiras Carmelitas e de Santo António, as Ermidas de S. Brás e de S. Roque, o Hospital de S. João de Deus.

Outros foram posteriormente reedificados, apesar de severamente danificados, como o pano Nascente das Muralhas, o Forte da Meia Praia, os Conventos dos Padres Capuchos e o da Trindade, as Igrejas da Misericórdia e Sto. António, as Ermidas de S. João Baptista, N. Sra. da Graça, Santa Bárbara e do Espírito Santo, as Casas da Câmara, a Casa da Vedoria, o Corpo da Guarda.

A estes edifícios acrescem equipamentos fundamentais para a sobrevivência da própria cidade, como o Cais, com a sua função comercial e de apoio à pesca, e o Aqueduto, que assegurava o abastecimento de água potável, vindo desde a Fonte Coberta ao longo da Ribeira de Bensafrim.

Os produtos agrícolas armazenados ficaram soterrados e perderam-se.

A situação de Portugal no início do século XIX, marcada pelas invasões francesas e a guerra civil, agrava a decadência da cidade, adiando a sua reconstrução.

Lagos é ocupada pelos franceses no ano de 1807. No ano seguinte a população revoltada chacina-os, tendo alguns dos que conseguiram escapar pilhado a Igreja de Santo António.

É enquanto cidade Liberal que resiste ao cerco das tropas comandadas pelo célebre “Remexido”, um guerrilheiro ao serviço dos Absolutistas que, na década de 30, se acantona no Cerro das Mós e no Monte Molião, privando os habitantes de se abastecerem de géneros e cortando o abastecimento de água à cidade. O cerco foi tal que a população teve que proceder ao entaipamento das portas da muralha para assegurar a sua sobrevivência.

Esta situação de decadência é descrita numa carta dirigida ao Congresso no ano de 1821 por um cidadão Lacobrigense, de nome Domingos de Mello:

“Tendo nascido na Cidade de Lagos no Reino do Algarve adquiri por isso o direito, e a obrigação de orar a favor da minha Pátria, que sucessivas, e calamitosas circunstâncias têm feito perder a representação de Cidade e antiga Capital daquele Reino; achando-se pobre, e demolida; sem calçadas nas Ruas principais, e públicas; e finalmente sem polícia, e sujeita a moléstias contagiosas pelos vícios resultantes, já da sua falta de limpeza em geral, e já em particular da infecção das águas públicas, pela ruína, e abandono em que se acha o seu Aqueduto (…) não só oferece a impossibilidade de fornecer qualquer gota de água (…) que os habitantes sofrem, e experimentam extremas privações (…) Quem dirá ilustres representantes da Nação, que uma Cidade não tem um Relógio público? Pois é um facto, com pejo o digo: Lagos não o tem (…) Aonde se viu Senhores, um Porto de Mar sem Cais? Pois e Lagos o que existe sem ele? (…) Lagos que noutro tempo floresceu, sendo capital do Reino do Algarve, aonde foi assento dos Generais, tendo ali o seu Castelo, ou Residência, foram afugentados pelo terramoto de 1755, e com eles desapareceu todo o explendor daquela antiquíssima Cidade. A sua decadência desde então, marchou a passos agigantados, e a sua ruína chegou a tal estado que não tem Casas da Câmara!! (…) os dois hospitais que existem (…) são prejudiciais ao melhoramento dos doentes e à saúde pública dos habitantes daquela Cidade.”

A marca do terramoto reflectiu-se na evolução da estrutura urbana e as suas cicatrizes estão patentes um pouco por toda a parte.

Com a destruição da Igreja de Santa Maria da Graça, situada na Porta da Vila, o Centro Religioso é transferido para a Praça do Infante, adquirindo a Igreja da Misericórdia, aí situada, o carácter de Igreja Matriz.

O Centro Administrativo é transferido da Praça do Infante para a Praça Gil Eanes, construindo-se aí, nos finais do século XIX, o novo edifício dos Paços do Concelho, actual Sede da Câmara Municipal de Lagos.

As enormes massas de entulhos resultantes da queda de edifícios provocaram a subida das cotas da cidade, que as recentes prospecções arqueológicas caracterizam, observando-se aterros mais volumosos nas zonas situadas nas cotas mais baixas.

“O mar que correo a praya de Alvor tudo foi tragando. (…) atacou o Forte chamado da Meya praia, e o traçou ao meyo (…)”

Em muitos edifícios observam-se cicatrizes deste acontecimento, como é o caso do Forte da Meia Praia, cujas fissuras actuais foram relatadas nos textos da época, e da Igreja de N. Sra. do Carmo que evidencia sinais de deformações, patentes em cantarias estaladas, desaprumadas e torcidas, e na existência de processos construtivos diversos na constituição da abóbada que cobre a sua nave.

Os edifícios que resistiram, apesar de muito danificados, apresentam uma mescla de materiais, patente em diversos tipos de alvenarias, ou paredes mestras encostadas a outras sem as intersectarem, prova que foram construídas em época posterior.

É de salientar que em muitos edifícios construídos ou reconstruídos nos anos subsequentes à catástrofe aparecem elementos reutilizados, principalmente cantarias, não só aplicadas nas fachadas, como também integrando as próprias alvenarias.

No período pós-terramoto foram introduzidos melhoramentos em termos de características construtivas, que progressivamente foram esquecidos com o atenuar do efeito psicológico provocado na sociedade da época.

Em diversos edifícios do período pombalino, verifica-se uma preocupação em melhorar a sua capacidade de resistência, sobretudo com recurso à técnica de construção com “gaiola”.

Num caso-tipo estudado verificou-se que as paredes exteriores (fachadas e empenas) são constituídas por alvenaria ordinária de pedra argamassada com terra e cal, com espessuras que variam entre 0,80 e 1,00, enquanto as paredes resistentes interiores são em taipa, com espessuras entre 0,60 e 0,80.

As paredes de alvenaria ordinária, constituídas por um misto de pedra e argamassa colocadas em obra com um taipal, são estruturadas com barrotes de madeira verticais, horizontais e em diagonal.

Os tabiques paralelos às fachadas são em pedra e cal, estruturados com barrotes de madeira, e os perpendiculares são constituídos por um encaniçado, ou entrelaçado de canas cortadas longitudinalmente para não permitir a criação de bolsas de ar, revestido a argamassa de cal e areia.

A introdução dos materiais vegetais na constituição das próprias paredes, sejam as chamadas “gaiolas” de madeira ou os panos de encaniçado, revela a preocupação de aumentar a resistência das construções aos esforços de tracção.

 

Nos finais do século XIX  e inícios do século XX, um século e meio depois da catástrofe, Lagos finalmente ressurge com a indústria das conservas e da salga de peixe que relançam a economia local.

Constroem-se então inúmeros edifícios ricamente decorados com trabalhos de cantaria, azulejos e esgrafitos, em estilos Neo-Clássico e Arte Nova, demonstrando a riqueza de uma burguesia urbana em ascensão, que em Lagos é acompanhada pelo estabelecimento de vários industriais gregos e italianos.

São deste período os edifícios que maiores preocupações causam em termos de comportamento aos sismos, dado que a memória colectiva já tinha esquecido o terramoto, o que se traduziu na redução do dimensionamento dos elementos estruturais, no aumento das altimetrias e no abandono dos elementos de reforço.

Diariamente ocorrem sismos imperceptíveis para a nossa sensibilidade, mas que provocam danos nas construções tradicionais, criando fissuras ou agravando o estado de fissuras existentes, provocando o descolamento  da intersecção de paredes mestras, o seu desaprumo ou o abatimento de fundações, que, acompanhados pelo efeito de lavagem pela água das chuvas, vão minando a coesão da construção e fragilizando as suas características estruturais.

Assim, a primeira condição para que o conjunto edificado tradicional resista de forma satisfatória a um sismo de magnitude apreciável é que esteja em bom estado de conservação.

No entanto, a recuperação de edifícios tradicionais não pode resumir-se à sua reparação, pois embora estas construções reagindo de forma satisfatória a esforços de compressão, reagem de forma muito deficiente a esforços de tracção, pelo que se torna necessário introduzir melhoramentos neste campo.

Contudo, inúmeras intervenções incorrectas fragilizam a resistência das construções tradicionais.

Já está sobejamente comprovado que a escolha de materiais como o cimento em argamassas e rebocos aceleram o processo de degradação dos edifícios tradicionais, criando uma falsa protecção de revestimento, enquanto o seu interior vai sendo degradado por acção do efeito das infiltrações por capilaridade originando o aparecimento de patologias internas.

É fundamental a utilização de argamassas compatíveis com as características da construção existente, constituídas por cal e areia e caiadas ou pintadas com tinta inorgânica, permitindo à parede “respirar”.

As acções de fragilização resultantes da abertura de montras nas fachadas, demolição de paredes resistentes interiores substituindo-as por vigas, ou a redução da largura das paredes para ganhar mais algum espaço põe em risco a capacidade de resistência das construções aos sismos, constituindo hoje em dia um procedimento condenável, com a agravante que na maior parte dos casos se operam nos pisos térreos, ou seja, no próprio suporte em que a construção assenta.

A introdução de elementos estruturais de betão armado é desaconselhável, já que funcionam como uma estrutura paralela, que, reagindo de forma independente do resto da construção, com maior elasticidade, provoca danos na própria estrutura que se pretendia reforçar.

Em contrapartida, têm tido resultados satisfatórios as intervenções baseadas na introdução de elementos de aço para fazer face a esforços horizontais, sejam sob a forma de tirantes de ligação entre fachadas e empenas, pregagens em intersecções de paredes ou cintagem de cunhais.

A construção de lajes de betão como substituição das estruturas de madeira dos telhados, muitas vezes assentes nas próprias paredes resistentes, origina o efeito de pêndulo invertido que se torna fatal durante a ocorrência de sismos.

A estrutura da cobertura deve ser leve e manter os elementos que a constituem devidamente interligados.

A importância da amarração da estrutura da cobertura ao seu suporte é também fundamental para que resista satisfatoriamente.

Os pavimentos devem também ser solidários com as paredes, contribuindo para o reforço da construção em relação aos esforços laterais.

A pregagem de novos pavimentos sobre os existentes é também um factor de aumento de resistência global da construção.

Refira-se que os edifícios tradicionais situados nos centros históricos não reagem aos sismos de forma isolada.

Formam uma unidade estrutural com aqueles com que confinam, ou seja, reagem em conjunto sob a forma de agregados ou quarteirões.

Por esse motivo, nos edifícios construídos no pós-terramoto observa-se uma preocupação em fazer coincidir os alinhamentos das paredes resistentes interiores paralelas às fachadas, procurando-se uma reacção colectiva eficaz à ocorrência de um sismo.

A construção de edifícios de betão armado “ombro a ombro” com os edifícios tradicionais é fatal para estes últimos, já que a sua menor resistência e elasticidade não lhes permitirá reagir em conjunto com os primeiros, sendo por isso objecto da sua agressão.

As novas construções devem procurar evitar danos nas construções vizinhas, mantendo uma margem de segurança de 6 cm entre empenas.

Os elementos apensos às fachadas e coberturas, como por exemplo aparelhos de ar condicionado, palas, publicidade, antenas, ou vasos com plantas, constituem um perigo real em caso de sismo, pela forte possibilidade de queda.

Assume um papel decisivo uma escolha correcta dos procedimentos técnicos de conservação e reforço estrutural, a qual deve resultar de um processo de diagnóstico.

Nas intervenções no Património Monumental a abordagem deverá ser realizada de forma rigorosa.

O projecto de reforço estrutural da Igreja de N. Sra. do Carmo analisou de forma exaustiva a situação do edifício e estabeleceu os procedimentos técnicos a implementar para a sua recuperação.

Da análise realçamos:

Levantamento das anomalias e levantamento estrutural/construtivo.

Levantamento topográfico de precisão da geometria actual da abóbada, paredes da Nave, e dos cunhais.

Poços de reconhecimento das fundações das paredes.

Reconhecimento geotécnico dos solos de fundação com ensaios de penetração dinâmica.

Caracterização das propriedades mecânicas das alvenarias através de ensaios de macacos planos.

Caracterização física das argamassas existentes nas paredes e abobada através de ensaios com o esclerómetro de pêndulo (indicado para argamassas) e de arrancamento de uma hélice (força de arrancamento).

Análise estrutural, com modelação das paredes do edifício incluindo a abobada, de forma a enquadrar as anomalias existentes e identificar as partes da construção a reforçar.

Caracterização física e química das argamassas existentes nas paredes e abobada _ determinação da composição mineralógica da argamassa e seus componentes, areia e ligante, mediante difracção de raios X; determinação da relação areia-ligante e a determinação da granulometria da areia por fracções; determinação do teor em sais solúveis; estudo micro-morfológico das amostras através de observação microscópica de luz reflectida.

Como soluções técnicas destacamos:

A garantia da estabilidade da abóbada será efectivada mediante a aplicação de tirantes metálicos que limitem os impulsos e deslocações das paredes.

O restabelecimento do monolitismo dos cunhais Noroeste da Sacristia, garantindo a ligação entre as duas paredes de alvenaria exteriores ortogonais, ao longo de toda a altura do edifício, será assegurado através de selagem com injecção de caldas, e através da introdução de pregagens metálicas horizontais pelo exterior, em ambas as direcções, cruzadas de forma alternada.

As paredes de fachada Norte e Poente da Sacristia, após selagem das fissuras, e consolidação do cunhal, deverão ser cintadas com duas chapas metálicas corridas (interior e exterior), ao nível dos tectos (dois níveis), decapadas e metalizadas, atirantadas entre si com varões de aço inox, devidamente selados com ligante adequado.

A reparação de alvenarias e rebocos deve processar-se com recurso ás técnicas originais, utilizando-se para isso as argamassas de cal e areia.

As pinturas devem ser à base de cal ou com recurso a tintas inorgânicas.

Bibliografia

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“Projecto de Consolidação e Reforço Estrutural da Igreja de Nossa Sra. do Carmo, Lagos”

Lisboa, Outubro de 2004

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Câmara Municipal de Lagos, Outubro de 1992

SOUSA, FRANCISCO LUIZ PEREIRA DE

“O Terremoto do 1º de Novembro de 1755 em Portugal e um Estudo Demográfico”

Serviços Geológicos, Lisboa, 1919

VASQUES, JOSÉ CARLOS

“Lagos e a Instabilidade Sísmica”

CEMAL, Lagos, Setembro de 2002

VICTOR, LUÍS ALBERTO MENDES

“Risco Sísmico Centro Histórico de Lagos”

Centro Europeu de Riscos Urbanos, Lisboa, 2006

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