Esquerdista = Trafulha

Este inenarrável aldrabão é figura frequente e constante, pelo menos, na SIC Notícias. É apresentado como Professor de Relações Internacionais (que é uma espécie de ambiguidade académica onde quase todos, mesmo os que da vulgaridade nunca sairão, podem exibir para terem um título). Não sei se é ou não, sendo certo que dado o “modus operandi”, a probabilidade de, realmente, o não ser é grande.

O que esconde (eu diria envergonhadamente, mas vergonha é conceito que escapa à esquerda) em absoluto é o facto de ser do Bloco de Esquerda. 

Já imaginaram se a verdade fosse um real paradigma na comunicação social e um gajo destes fosse apresentado como o que efectivamente é: “temos agora Marcos Farias Ferreira, Professor de Relações Internacionais (?) e membro do Bloco de Esquerda que nos vai falar de…”. Pois. Lá se ia a credibilidade. Que na verdade não tem, mas que quer ostentar através da omissão. 

Para não falar da quantidade de mentiras, falácias e invenções que regularmente lhe saiem da boca e que normalmente passam impunes porque também normalmente, não tem contraditório. Num embrulho sem sentido nem lógica, excepto o figadal ódio a Israel e ao Judeus. 

Eu devia ter alguma compaixão porque ainda esta noite levou um banho de sapiência, lógica e inteligência do Diogo Noivo. Foi de tal maneira que e recorrendo a uma imagem futebolística, ainda deve andar à “procura dos rins”. Foi de tal maneira que se tivesse um pingo de vergonha (pois), não punha um “pé na rua” durante “p’raí” 30 anos. 

Nunca a esquerda foi tão trafulha como agora. Nunca para se ser esquerdista foi tão necessário ser-se, antes de mais, um “vigarista intelectual”.

Mas neste “crime” comunicacional que também visa perpetuar a proverbial e infindável incapacidade dos Portugueses para percepcionarem com verdade, com factualidade, com transparência a informação que lhes é necessária para sustentar opinião, decisão ou voto, a SIC Notícias é muito mais que cúmplice. Porque este indivíduo não é, de maneira nenhuma, caso único. Porque só no nevoeiro do logro, da omissão e do enviesamento, a esquerda pode ter esperança em sobreviver. Mesmo que essa sobrevivência tenha como implacável consequência, a nossa desgraça, a nossa miséria e a nossa infelicidade. 

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Fodido, fodido foi a direita espanhola ter apostado todas as fichas numa vitória generalizada dos partidos da sua esfera de ação, onde, pasme-se, apesar da retórica moralista, proliferam inúmeras coligações entre a extrema direita do VOX e o PP, a nível regional e autárquico, mesmo onde o PSOE teve maioria relativa. Perderam porque apesar do exército de meios de propaganda, apesar de uma pandemia, apesar de uma inflação galopante durante meses, as quais, o governo de Espanha, muito pouco poderia fazer, esqueceram do óbvio. Não somos todos burros, apesar de por ai haver muitos. E todos se lembram ainda do tempo da Troica, cá e lá.
    Tal como nesta pocilga, os órgãos de comunicação social de reverência do lado de lá, dominados na generalidade pela esfera de influência do PP, com excepção do El País, deram como garantida uma vitória eleitoral da direita, com sondagens atrás de sondagens, sem apelo nem agravo, esquecendo-se de que quem decide são aqueles que nunca se manifestam.
    Leio alguns matutinos espanhóis, mais o El País, o único decente, diga-se, e depois de uma monumental campanha contra o ligação PSOE/SUMAR/PODEMOS, nem assim conseguiram triunfar.
    Não contentes, apesar da decisão soberana do eleitorado, estão dispostos a tudo, até pressionar o sistema judicial cheio de resquícios franquistas, a dar um Golpe. Ou seja, uma trafulhice a roçar a cretinice.
    A direita espanhola não aprendeu nada com Portugal. A sua sobranceria levou-a a uma derrota humilhante, não pelos números em si, mais pelas favas contadas.
    A mim apetece-me fizer-lhes:
    O Sanchez meteu-lhes o dedo no cu, com aquela jogada de mestre da antecipação das eleições, tirando claros dividendos disso, e agora choram baba e ranho, a dizer que não vale.
    Foda-se! Grandes democratas estes!

    • JgMenos says:

      Qual a emoção acerca disso?
      Pois a esquerda dá o que não tem, carácter, pelo poder?
      Independência para a Catalunha e o País Basco não lhes causa nenhum transtorno, até dariam o cú pelo poleiro.

      • Porque é que a auto-determinação devia causar transtorno a alguém?!?

        • Rui Naldinho says:

          Para uma bestialidade como o Menos, nós fomos um resquício do período Filipino, quiçá do Renascimento. Ou seja, não temos razão para existir como Estado.
          Não percebe que a Guerra da Restauração na qual nos envolvemos para nos libertamos do jugo castelhano, foi um conjunto de confrontos armados travados entre o Reino de Portugal e a Coroa de Castela, desencadeados após o início da Guerra dos Segadores (ou Sublevação da Catalunha), e que se estenderam por um período de 28 anos, entre 1640 e 1668.
          Não percebe que os Castelhanos fizeram uma opção clara pela Catalunha, em detrimento de Portugal, mais por medo da intervenção militar anglo saxónica no confronto, em nosso apoio, o que já tinha acontecido em 1385, do que pelo nosso poder bélico, que manifestamente, não tínhamos.

      • POIS! says:

        Pois será que…

        O Partido Nacionalista Basco é, assim, muito de “esquerda”? Ou será que a palavra “basco” passou a significar, para a bandolheira direitrolha, automaticamente “esquerda”?

        Sim o PNV, aquele a quem o Feijoocas propôs votar a sua investidura, oferecendo como parceiros os VROXes que os querem ilegalizar?

  2. Não me recordo de alguma vez o Professor Marcelo Rebelo de Sousa ter sido apresentado, na sua homilia dominical, como “membro do PSD”. Marques Mendes idem, tal como muitos outros. Será porque se a filiação partidária fosse anunciada os portugueses perceberiam como a opinião na comunicação social, sobretudo nos espaços mais nobres, é ultramaioritaramente dominada pela direita, e, em particular, pelo PSD?
    Desde que este Carlos Garcês “espuma de raiva” Osório decidiu tornat-se mais vocal, o ar aqui pelo Aventar anda um bocado carregado. Diversidade de opinião é importante, mas certamente arranjariam escribas de direita com nível intelectual um pouco mais elevado.

    • Ed Raant says:

      100% de acordo. Há ali muita raiva escondida. E já não há cu para o ler

  3. Nortenho says:

    E ninguem cala este marrano ?

  4. Quem é essa gajo no canal do militante nº 1 do principal partido de oposição, facto que já não é necessário avisar, nem é trafulhice?
    E é isso que resta para justificar um genocídio? Mas alguém que queira notícias fora da província ainda consome a tralha feita cá dentro? Explica muita coisa…

  5. Acácia Libório says:

    O Senhor Osório não gosta de argumentos racionais. Parece-me não ser costume noticiar a filiação partidária de quem aparece na televisão, pivots incluídos. E qual é a filiação partidária do Snr Osório?
    E afinal o Snr Marcos Ferreira é ou não Professor de Relações Internacionais?

  6. Tenho que dar os parabéns ao Carlitos: consegue escrever palavras e palavras sem dizer nada a não ser insultos. Deve fazer sucesso lá na bolha partidária; não tem é por onde dar votos, felizmente.

  7. Anonimo says:

    Qual é ao certo o problema? Ser professor de RI? Ser um mau (também os deve haver) professor de RI? Ser do Bloco? Aparecer na SIC sem indicação de ser do Bloco?

  8. Independentemente das ideologias a economia fará a seleção. Para nós portugueses a troika não deve demorar.

  9. POIS! says:

    Pois deve ter sido…

    Um comentário feito de propósito para chatear O Supremo Escriba do Presente Post.

    Já o ouvi várias vezes (aliás estou a vê-lo neste preciso momento, na RTP 3 e não vi nem ouvi nada de falacioso ou etecetras).

    Pelo que o problema é mesmo o comentador ser do Bloco. Coisa que não acontece com alguns sioneiros de serviço, porque não estão inscritos em lado nenhum.

    Podem ser laranjões, liberaleiros ou Pastorinhos de serviço à vontade, mas nunca inscritos. E, assim, acumulam carradas de credibilidade (tal como o postador de serviço).

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