Estes governantes são uns pândegos…

Continuo sem perceber a razão porque os sucessivos governos preferem enterrar o que chamam dinheiro público, na verdade é dinheiro esbulhado ao contribuinte, nos Bancos portugueses. Primeiro Sócrates não permitiu a falência do BPN e BPP, mais tarde Passos Coelho fez o mesmo com o BES e por último António Costa com o BANIF. A somar a tudo isto ainda temos os juros pagos à troika, pelo empréstimo destinado a ajudar o sistema financeiro, que supostamente ficaria forte, mas não ficou. [Read more…]

Do lado dos cidadãos: BE e PCP

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A resiliência e competência do movimento cidadão de protesto contra o CETA e o TTIP (os acordos comerciais da UE respectivamente com o Canadá e os EUA) tem sido notável. Entre vitórias e derrotas, há mais de três anos que se vem organizando, adquirindo conhecimento e até perícia em todas as áreas que o acordo abrange, bem como sobre os meandros do processo de aprovação, informando a opinião pública, reunindo milhões de assinaturas, declarando mais de 2.000 zonas (municípios) livres desses acordos, juntando centenas de milhares de pessoas em manifestações.

Quando, no passado dia 15 de Fevereiro, a meio da semana e em horário de trabalho, várias centenas de pessoas se juntaram na manifestação em frente ao Parlamento Europeu, todas elas sabiam que não havia esperança: os eurodeputados de direita e uma grande parte dos que se intitulam de centro-esquerda, iriam abrir as portas para mais um passo no sentido de uma ordem injusta e destruidora do planeta. [Read more…]

Cavaco, as influências negativas e o elogio ao PCP e ao Bloco

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Diz a imprensa, que não há paciência para ler 600 páginas escritas pelo sultão da democracia portuguesa, já chega ter que o manter ad aeternum a caviar, que Cavaco Silva, a propósito do episódio dos avanços e recuos da lei da interrupção voluntária da gravidez, terá afirmado que PCP e Bloco exercem uma “influência negativa” na governação do país.

Muito poderia ser dito sobre as declarações de um indivíduo com tantos amigos a exercer a mais nefasta das influências sobre o nosso país. Amigos que contribuíram activamente para a destruição da economia portuguesa, que roubaram e corromperam, e com quem Cavaco até fez bons negócios. Não admira que tantos estivessem na sua comissão de honra quando se recandidatou em 2011. De bancos percebe ele. [Read more…]

É mesmo para acabar.

“Com a retirada de Obama e a entrada em cena do Luís XIV da Quinta Avenida, o mundo entra noutra fase. Podemos chamar-lhe incerteza mas incerteza é o que menos existe” – Clara Ferreira Alves, Expresso, 21 de Janeiro de 2017.

Quando acabei de ler o artigo desta semana de Clara Ferreira Alves na revista do Expresso fiquei a pensar que nunca como nos últimos tempos concordei tanto com aquilo que ela escreve. Sempre gostei de ler os seus artigos e ainda mais quando discordo das suas opiniões. Mas este seu texto, com o título “É para Acabar”, é do melhor que tenho lido nos últimos anos. Está ali tudo, devidamente retratado e colocado no seu real contexto:

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A maior prova, se tal seria necessário, foram os resultados das eleições nos Estados Unidos. A imprensa a fazer campanha contra Trump e o resultado foi ao contrário. O mesmo se diga no que toca ao Brexit. Retomando o texto de Clara Ferreira Alves:

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Estou plenamente convencido que assim será. Um a um, eleição a eleição os “Trump” mais ou menos letrados por esse mundo fora, a começar pelas próximas eleições em França, vão vencer com o voto popular. Porque o povo está farto. Completamente farto e prefere o “quanto pior, melhor”. As elites merecem que assim seja, para desgraça de todos. Voltando ao artigo de Clara Ferreira Alves:

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Subscrevo tudo isto que a Clara Ferreira Alves escreveu. Para mal dos nossos pecados, estou convencido que assim será. É mesmo para acabar…

As contas dos partidos

O JN noticiou que o PS estará falido, andará inclusive a pedir dinheiro aos militantes. Olhando para as contas do PS ao longo dos últimos anos, de certeza que eu não queria ser fornecedor deste partido. Está em falência técnica há três anos, seguindo uma trajectória preocupante. O PS já veio negar a falência, se formos estritamente correctos não está falido, enquanto os credores aguentarem a situação pode permanecer como está (algo me diz que o PS não terá dificuldade em encontrar quem compre esta dívida e não se importe de a manter…).

Deixando de lado estas questões, a situação é esta:

PS
2015 2014 2013 2012 2011 2010
Activo 15 411 702 14 049 518 27 781 206 10 989 719 12 359 989 14 429 389
Capital (6 260 353) (4 804 742) (1 269 233) 2 403 136 4 384 697 7 248 345
Passivo 21 672 055 18 854 260 29 050 439 8 586 583 7 975 291 7 181 044
Resultado (1 044 243) (3 533 709) (3 837 136) (589 886) (3 152 075) 1 324 001

Valores em EUR

Como estarão os outros partidos?
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Geringonça? Sim, OBRIGADO!

A GERINGONÇA é para muitas pessoas de Esquerda uma primeira experiência de poder. É para muitos a primeira vez em que se olha com Esperança para o Governo. E, só por isso, já valeu a pena – está quebrada uma barreira que nos impedia de aceder ao poder, algo muito pouco democrático nos primeiros 40 anos de Democracia.

Mas, esta solução governativa não é perfeita, nem tão pouco isenta de erros. Obviamente irão acontecer e cá estaremos, como sempre estivemos, para os apontar. Como diz um amigo, respira-se melhor, mas as vantagens na oxigenação da democracia não nos podem inibir de ver e criticar o que não estiver bem.

A trapalhada comunicacional em torno do IMI foi um exemplo de como há muito para aprender com a desonestidade da direita – alô Cristas. E a história das viagens no Euro foi outro aspecto onde a Geringonça não esteve bem – bastaria, por exemplo, perguntar onde estão os Panamá Papers…

Não vou é confundir a árvore com a floresta – acredito na Geringonça e quero muito que ela funcione porque é a melhor solução para Nós, pessoas normais, que vivem longe das mordomias e dos lucros das empresas privadas penduradas no estado. A forma como o Bloco e em especial o PCP se comprometeram nesta solução é um elemento que reforça a força desta equipa.

Vamos, até por isso, continuar a lutar por esta solução governativa que, na Educação, por exemplo, tem muito para melhorar, mas o caminho faz-se assim mesmo, caminhando. Sem cegueiras, mas atentos aos cotovelos da direita.

Perigo iminente de golpe de Estado em Portugal

PSD em negociações com o BE sobre o objecto da comissão de inquérito à CGD. A geringonça absoluta.