História da Fundação dos FC Porto

Proposta de capa: Leonor Pinto


No dia 14 de Abril de 1893, um grupo de jovens da colónia inglesa, acompanhados de alguns desportistas portugueses, todos ligados ao Velo Clube do Porto, juntaram-se para jogar à bola.
Terá nascido nesse dia uma experiência efémera, que esses jovens baptizaram com o nome de FC Porto. Aínda nesse mês, foi formada uma Direcção que tinha António Nicolau de Almeida Kelly de Aguilar como presidente e Joaquim Ferreira Duarte como presidente da Assembleia Geral.
Sabemos que em Junho os associados do clube se reuniram para aprovar o Regulamento Interno. O que parecia ser um projecto com bases firmes revelou-se, afinal, um entusiasmo da juventude que pouco durou.
Em 28 de Setembro desse ano, nada aconteceu na história do FC Porto a não ser a publicação de uma notícia num jornal de Lisboa a dar conta da sua fundação.
Em Outubro, esse FC Porto terá feito uma tentativa para lançar o clube, convidando Guilherme Pinto Basto, do Club Lisbonense, para um jogo no Porto.
Mas Guilherme Pinto Basto declinou e, ao invés, fez o mesmo convite a Hugh Ponsonby, secretário do Oporto Cricket and Lawn Tennis Club, que aceitou.
O jogo acabou por realizar-se em Março do ano seguinte. Um jogo entre as cidades de Porto e Lisboa que o rei D. Carlos decidiu patrocinar.
O FC Porto de 1893 nada teve que ver com este jogo. Que decorreu no campo do Oporto Cricket, com o equipamento do Oporto Cricket e com Hugh Ponsonby como capitão de equipa. 10 dos 11 titulares jogavam no Oporto Cricket. [Read more…]

Da falta de médicos à falta de professores

Terminadas as férias e “resolvido” o problema dos médicos, pelo menos até ao próximo Verão, virá o problema dos professores.

Não vão faltar notícias diárias acerca dos milhares de alunos que não têm todos os professores.

A Comunicação Social de vez em quando acorda para os problemas do país. Antes tarde do que nunca.

Quanto ao PS, assobiará para o lado e tomará umas medidas ridículas. Poucochinhas, inúteis e injustas – como as de Abril, em que completou automaticamente os horários incompletos dos professores colocados a partir daí, prolongando-os até 31 de Agosto, enquanto mantinha incompletos e temporários os horários daqueles que já tinham sido colocados antes.

O PSD, por seu lado, fingirá que não é nada consigo. E que nunca esteve no poder.

Planeamento? Medidas estruturais? Pensar para além da própria barriga?

E da união da Opus Dei com o Chega, nasceu… o pai de Famalicão

Num país livre e democrático, seitas secretas e que conspiram na sombra contra o Estado de Direito não deviam ter lugar. É o caso da Opus Dei (ou da Maçonaria).
Da mesma forma, um Partido racista, xenófobo, homofóbico, aporofobico, é um Partido que afronta a Constituição da República e, como tal, também não devia ter direito a existir.
Ora, no Portugal do primeiro quartel do sec. XXI, a Opus Dei uniu-se ao Chega e pariu um espécime máis conhecido por pai de Famalicão. Um amish à moda do Minho.
Tal como a Opus Dei que lhe deu forma, afronta o Estado de Direito e as instituições democráticas e sente-se no direito de ter leis próprias para si e para os seus filhos, diferentes das dos comuns dos mortais.
Nada a que o Clero não tivesse direito nos tempos do Antigo Regime. Mas na altura, não precisavam de recorrer a tribunais.
É uma chatice.

O FC Porto de Pinto da Costa é um circo


Não vale a pena virem falar do passado, dos milhares de títulos conquistados, dos 7 troféus europeus e mundiais e da transformação de um clube regional num clube internacional.
Pinto da Costa foi provavelmente o melhor dirigente da história do futebol. Mas hoje vive da gratidão de todos aqueles que, como eu, viveram toda aquela transformação. Vive do passado, mas a mim o que me interessa é o futuro.
A verdade é que Pinto da Costa e finito.
Há muitos anos. Embora Sérgio Conceição, com o seu trabalho, tenha vindo a esconder a incompetência de quem já não tem idade, nem energia, nem visão, para dirigir um clube como o FC Porto.
A incompetência de alguém cuja única preocupação, neste momento, é a de sustentar, com o dinheiro do clube, uma turba de comissionistas e de tachistas, na qual se inclui a sua família, dirigentes e empresários do seu círculo e uma guarda pretoriana constituída por macacos e macacas. [Read more…]

Carta de amor à Bárbara Bandeira

À Leonor, amor da minha vida

Olá Bárbara.
Pensei muito em declarar-me. E apesar de teres Holanda no nome, acabei por escolher o dia da França, 14 de Julho, para fazê-lo.
A verdade é que te amo.
Ouvi falar de ti pela primeira vez num programa da RTP, o “Cosido à Mão”, em que participaste como convidada.
Valha a verdade que não despertaste grande interesse na Leonor, por isso em mim também não.
Os meses passaram e em meados de 2019 voltei a ouvir falar de ti como cabeça de cartaz das festas de S. Bento das Peras. Apesar de morar em Rio Tinto, não fui. A Leonor nada sabia de ti, por isso eu também não.
Parece que chegaste muito atrasada ao concerto. Ainda hoje, a D. Cátia da minha rua diz mal de ti por causa desse atraso. A D. Cátia é a mãe do Serginho, um amigo da Leonor.
Foi poucos dias depois que o nome Bárbara Bandeira passou a ser uma presença assídua cá em casa.
Era tarde e Inês era morta. Ainda hoje a Leonor, então com 10 anos, lamenta não te ter conhecido alguns dias antes, por isso eu também lamento.
Mas não tivemos de esperar muito tempo. [Read more…]

Rankings das escolas: 21 públicas nos primeiros 25 lugares

O post original já tem alguns anos, mas por continuar muito actual, justifica-se a repetição.
A nossa Comunicação Social acéfala teima em repetir ano após ano um conjunto de dados que nada diz sobre o ensino em Portugal – como comparar uma escola pública gratuita e universal com outra que selecciona os seus alunos?
Assim, como quem de direito não faz o seu trabalho, o Aventar decidiu elaborar o seu próprio «ranking» das escolas secundárias.
Partindo das Classificações de Exame em cada escola, decidimos acrescentar uma variável sócio-económica e uma outra relacionada com o número de alunos que cada escola levou a exame. Estas variáveis destinam-se a corrigir as assimetrias regionais e económicas que se verificam no nosso país e a dimensão de cada estabelecimento de ensino.
Essas duas variáveis traduzem-se da seguinte forma no nosso «ranking»:

– bonificação de 20 pontos (em 200) para as escolas públicas dos distritos do interior do país;
– bonificação de 10 pontos (em 200) para as escolas públicas dos distritos do litoral do país (excepto Lisboa e Porto)
– bonificação de 10 pontos (em 200) para as escolas privadas do interior do país;
– bonificação de 5 pontos (em 200) por cada 100 exames realizados para todas as escolas.

Tendo em conta estes valores, obviamente subjectivos (mas tão subjectivos como a lista que a comunicação social anualmente publica), o «ranking» do Aventar é o seguinte:

1 – Escola Secundária Alves Martins (PUB, Viseu) – 215,69
2 – Escola Secundária Jaime Moniz (PUB, Madeira) – 196,37 [Read more…]

Um povo sem memória é um povo sem futuro (a propósito do ataque à História no sistema de ensino)

A desvalorização, o desprezo com que as Ciências Sociais são encaradas, não é de hoje.
Ciências como a História, que nos dão o passado, a memória, a identidade, começam lentamente a ser apagadas do sistema de ensino.
Em algumas escolas, no 3. ciclo, História é unida à Geografia e à Cidadania (uma disciplina que engloba tudo como se fosse tudo a mesma coisa). Noutras escolas, vão mais longe e apagam mesmo o nome da História e da Geografia. Passam a chamar-lhes Ciências Sociais. Noutras ainda, História e Geografia já desapareceram do 7. ano. Ou deram-lhes 50 ou até 25 minutos semanais.
Do 3. ciclo, rapidamente se seguirá o secundário e depois o superior. Afinal, quem quererá seguir uma disciplina que não existe?
Compreende-se. Para o poder político, quanto mais ignorante for o povo, melhor. Mais fácil é de conduzir a manada. E nada melhor do que apagar toda a sua identidade, a sua memória, o seu passado.
Há quem chame a isto democracia.

Chora, bebé!

Porque há ajudas que podem valer uma vida

 

 

 

 

 

 

Ainda a propósito do meu último post, agradecimento eterno à Bárbara Bandeira. Poucos fariam o que ela fez a troco de nada. Obrigado, Bárbara.

A Leonor, a Bárbara Bandeira e uma história de amor

Há momentos que dificilmente se esquecem, Leonor.
Enquanto eras informada pelos médicos do Hospital de S. João de que terias de ficar internada, enquanto eras picada para te colherem sangue, choravas por não poderes ir ao concerto da Bárbara Bandeira em Junqueira. «Ó pai, se voltar a comer bem, posso ir ao concerto de Felgueiras no dia 27?» – perguntavas-me já mais calma meia hora depois.
Compreende-se. És uma menina que viu os primeiros sinais de doença aparecerem há dois anos e que, a partir daí, perdeu amigos e praticamente todos os interesses na vida, a não ser a Bárbara.
Desde então, e apesar de todas as tentativas, é praticamente a única coisa que te interessa: os concertos, as fotografias com ela no final (já tens tantas!), as entrevistas, os clubes de fãs, as páginas dedicadas.
Desta vez, a doença veio com uma força inacreditável. Começou com a recusa do pequeno-almoço e progrediu rapidamente. Sem o sabermos, terá sido na mesma altura que deixaste de almoçar na escola. Daí até pulares o jantar e passares 24 horas sem comer, foi um pequeno passo. 24 horas… 48… 72. [Read more…]

Professores: O regresso dos mortos-vivos

Estão doentes durante o ano lectivo inteiro, mas ė vê-los a regressar todos ao serviço na última semana de aulas.
Parecem os mortos-vivos.
Nada de grave. Em Setembro, voltarão a cair de cama gravemente enfermos.
É uma minoria, eu sei. Mas uma minoria extremamente ruidosa. Fazem tanto pela má imagem pública dos professores como fez a escumalha de Maria de Jesus Rodrigues há uns anos.
Como é que eu explico isto a quem se queixa da escola?
O ensino público resistirá. Porque, apesar deles, continua a ser o único sistema justo, democrático e inclusivo.
Lições de moral não recebo. Sou de Esquerda, sou professor e nunca renunciei a alunos nem mandei outros colegas para o desemprego só porque as aulas tinham acabado.
Ao pessoal de Direita que pensa poder usar isto como guerra ideológica, pode dar meia volta.

As gentilezas da Câmara Municipal de Gondomar


A Câmara Municipal de Gondomar, empenhada numa campanha a favor de maiores acessibilidades e inclusão na deficiência, nem por isso esquece os mais desfavorecidos – os condutores, aqueles que nada têm a não ser um automóvel nas mãos.
Vai daí, numa rua de movimento da freguesia de Valbom, acabou de colocar uns pilaretes no passeio, mas a cerca de um metro de distância da estrada. Não fosse o caso de esta solução pôr em causa a frágil suspensão dos veículos, a Câmara não poupou nas despesas e decidiu rebaixar o passeio nesse trecho da rua. Gentiliza extrema para os condutores, que assim não têm de subir o passeio.
Não é uma obra antiga. É coisa feita e terminada há dois ou três meses. É Valbom, mas no resto do concelho é igual.
Diz que a Associação Salvador está muito contente com esta solução em prol dos condutores portugueses.

PCP nunca mais

Desde que posso votar, há mais de 30 anos, votei quase sempre no PCP. Por causa da defesa dos trabalhadores, dos mais carenciados, do papel do Estado na sociedade.
Defendi sempre o PCP publicamente. Comecei a escrever no 5 Dias, um nome mítico da blogosfera, e foi a partir daí que nasceu o Aventar.
Nunca tendo sido comunista, via o PCP, ainda assim, como aquele que mais se aproximava das minhas posições.
A política internacional era outra coisa. A defesa sistemática de Ditaduras e de regimes autoritários. A Coreia do Norte ser uma Democracia. A China. A Venezuela.
Ao defender um regime nazi como o de Putin. Ao hostilizar um país que após décadas de opressão russa caminha finalmente, desde há 8 anos, para a democracia plena. Ao insultar Zelensky, um presidente democraticamente eleito em 2019 e que em três anos teve de lidar com uma pandemia e uma GUERRA. Ao relativizar uma invasão cujos argumentos não diferem muito dos de Hitler («conquistar espaço vital»), o PCP tem as mãos cheias de sangue.
E desta vez não dá mais para ignorar. As mãos sujas de sangue do cão assassino Putin não são muito diferentes das mãos sujas do PCP e de todos os que continuam a defender o indefensável.
Seja o Jerónimo de Sousa, seja o Miguel Tiago, seja a obscura e sinistra professora de Filosofia da Ponta do Sol a que o Aventar (infelizmente) em tempos deu guarida.
Para mim, PCP nunca mais. Acabou. Não vai dar para esquecer.

O estado a que chegou a Biblioteca Municipal do Porto

Frementes de agitação e de movimento, os funcionários da Biblioteca Municipal do Porto afadigam-se, atropelam-se para entregar os 5 volumes diários permitidos aos 3 leitores presentes.


A pandemia começa a desaparecer, as medidas vão sendo suavizadas, mas há uma instituição – pelo menos uma – que não sai do caminho que trilhou e que vem dos tempos dos confinamentos.
Como se estivesse tudo igual. E a pergunta é: até quando?
A Biblioteca Municipal do Porto continua a apresentar barreiras incríveis a todos os que tentam fazer alguma coisa.
Continua a ser necessário fazer a requisição prévia -com dias de antecedência – do que se quer pesquisar.
No caso de periódicos, por exemplo, agora lembraram-se que só podem ser pedidos 5 volumes por dia.
Ou seja, quero fazer uma consulta rápida, porque sei exactamente a data que procuro. Demoro uma hora com os tais 5 volumes e não posso fazer mais nada o dia todo. Só no dia seguinte…
E tudo isto se tiver sorte. Se alguns dos volumes estiverem em mau estado e não puderem ser consultados, paciência. Só para terem uma ideia, toda a colecção do «Jornal de Notícias» está fora de consulta até cerca de 1970. Idem para outras referências da cidade como o «Comércio do Porto ou «O Primeiro de Janeiro».
Apesar de haver muitos dicionários e enciclopédias na Biblioteca, parece que por ali ninguém conhece o significado da palavra restauro. [Read more…]

A voz dos portugueses de bem

O Putin da RFM


Lembro-me de uma polémica com a Rádio Renascença lá para os finais dos anos 80 do século passado (não, antes que me perguntem, ainda não tenho 100 anos).
Descobriu-se, nessa altura, que a emissora católica tinha uma lista de músicas proibidas, porque contrárias à Fé católica. Como o «Menino do Bairro Negro» do Zeca (Frase fatal: «Bairro negro / Onde não há pão / Não há sossego»); «Cálice» do Chico Buarque (Frase fatal: «Pai / Afasta de mim esse cálice (Pai) / De vinho tinto de sangue»); ou o «Vídeo Maria» dos GNR (Frase fatal: «Por parecer latina/ Suponho que o nome dela é Maria / É casta, eu sei, se é virgem ou não / Depende da tua fantasia»).
Recordo, a propósito, a forma ousada como o PSR, nos Tempos de Antena para as Legislativas, através da voz de António Macedo, emitia essas músicas precisamente na Renascença, acompanhada das denúncias ao comportamento da Emissora.
Décadas depois, a RFM, chancela da Renascença para um público mais jovem, refinou o lápis azul da censura. Agora, censuram também as músicas estrangeiras mas de forma subtil. Quando chega a altura do palavrão, ouve-se um silêncio tão rápido que só dá pela putinice quem estiver atento e conhecer bem a música. [Read more…]

O grupo Mercan, um hotel no Porto, os vistos Gold e o restaurante Nova Luanda


Na foto, podemos ver as obras de construção, no Porto, do futuro Belas Artes Hotel do grupo Mercan, entre o jardim de S. Lázaro e a Batalha e quase em cima do restaurante Nova Luanda e da habitação que o sobrepuja.
Tudo bem, a Câmara Municipal emitiu a respectiva licença. Tudo legal. Ou não fosse o município de Rui Moreira um velho parceiro de negócios do grupo Mercan (a Selminho não estava disponível?)
Não percebo nada do mundo dos negócios. Mas vejo que o Mercan é um grupo com sede no Canadá, cuja principal actividade é a consultoria a nível de imigração. Está especializada nos sectores da imigração, investimento e recrutamento de estudantes e trabalhadores estrangeiros.
Não percebo realmente nada do mundo dos negócios, mas consigo ver que o futuro Belas Artes Hotel aparece publicitado como um investimento de grande valor pela empresa Mercadia Cambodia. Esta parece fazer parte do grupo Mercan e tem a sua sede em Phnom Penh, no Cambodja.
Os eventuais interessados em investir no projecto, cujo custo total ultrapassa os 15 milhões de euros, terão de desembolsar 350 mil euros. A grande vantagem apontada é a possibilidade de aceder ao Golden Visa Portugal 2022. Ou seja, os famosos Vistos Gold.
São 44 os investidores previstos.

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A CNN Portugal acabou de nascer

E já morreu de velha.

A Câmara de Gondomar a dar fome às criancinhas das escolas


Esta é a sopa que deram hoje aos alunos na cantina de uma das EB 2 3 de Rio Tinto. Via-se o fundo do prato.
Já na última quinta-feira, na mesma escola, recusaram a fruta (melancia) a uma criança do 6. ano, com o argumento de que já tinha acabado. Mas a criança, não sendo cega, viu que era mentira.
Foi o primeiro dia de aulas e deu-se um desconto.
Hoje não.
Nesta municipalização da Educação à moda de Gondomar, que inclui ter de pagar uma taxa para carregar o Cartão Escolar obrigatório, ninguém está a salvo.
Numa outra escola do concelho, neste caso secundária, tudo o que os professores consomem (cantina, bar ou papelaria) vai para o livro. Bem, é mais um caderninho mal amanhado onde o professor regista aquilo que consumiu.
Alguém na Câmara de Gondomar esqueceu-se que tinha de emitir cartões para os professores e que as aulas começavam em Setembro. Fizeram para os alunos e mesmo assim chegaram mesmo em cima da hora.
Deve ser a isto que chamam municipalização da educação.
Ao menos, salva-se a forma como a Câmara protege os alunos na saída das escolas – as passadeiras devem ser sagradas. Ou se calhar não…

A forma como a execrável EDP trata os seus clientes


Se existisse uma concorrência real, isto não acontecia. A minha esperança é que um dia exista e que a EDP, a mais execrável das empresas portuguesas, tenha o destino que merece.
Tinha 67 euros para pagar, de factura de electricidade, até ao dia 6 de Agosto.
Deixei passar o prazo (acontece, escusam de vir os moralistas de serviço que nunca erram).
No dia 24 de Agosto, recebo SMS da EDP com ameaças de recorrerem a Tribunal e de me cortarem a luz. Recebo também uma carta de um advogado com as mesmas ameaças.
Isto tudo por causa de um atraso de 17 dias de um cliente há 30 anos que, como é óbvio, não tem nem nunca teve qualquer valor em dívida.
E sabendo a EDP que está impedida de cortar os seus serviços por falta de pagamento.
Respondo aqui da mesma forma que respondi ao advogado: Podem encher o cu com o meu incumprimento, da mesma forma que o têm enchido há décadas aos políticos portugueses corruptos.
Vou mudar para outra fornecedora qualquer, claro. E vou fingir que a EDP vai ficar muito preocupada e que realmente vai perder um cliente.

A talibã Carmo Afonso


A propósito da defesa dos Talibã feita por Carmo Afonso há uns dias.
Todos conhecemos os crimes dos americanos (cujo interesse pelos Direitos Humanos no mundo é zero), a sua responsabilidade na criação dos Talibã e a forma como apoiam regimes igualmente execráveis como o da Arábia Saudita. Todos conhecemos a forma como o ocidente tem tratado o resto do mundo há centenas de anos.
Todos sabemos que a vida da maioria dos afegãos e em especial das afegãs continuou a ser o inferno na Terra durante o domínio americano.
Mas Carmo Afonso acha que, para vincar as responsabilidades do ocidente, tem de defender os Talibã. De romantizar o seu percurso de vida até à chegada ao poder. De relativizar os seus crimes. De compará-los aos trabalhadores da serra do Caldeirão.
Carmo Afonso reconhece-lhes valores. Porque, no fim de contas, “não houve atrocidades”.
Não houve atrocidades – lembrem-se sempre disto.
Para além de tudo, Carmo Afonso é incoerente. Muito incoerente. [Read more…]

O Pimenta salazarista

Deu ao Chega a sua primeira medalha nestes Jogos Olímpicos.


Jogos Olímpicos: Os portugueses de bem e a escumalha do Chega

Enquanto os ideólogos do Chega se entretinham a desenhar o seu cadastro étnico-racial, os grandes Jorge Fonseca e Patrícia Mamona traziam para Portugal as duas únicas medalhas até ao momento.
Deixem-me acrescentar aqui, mesmo sem medalhas, as grandes Auriel Dogmo ou Liliana Cá.
São estes os portugueses de bem, são estes os portugueses que realmente interessam.
Transformaram a dor em amor.
Transformaram o ódio em amor.
São mais portugueses do que eu – porque amam e ogulham-se do seu país.
São portugueses ao ponto de pedir desculpa aos seus compatriotas quando perdem.
Não deviam fazê-lo.
Portugal é que tem de lhes pedir desculpa. Por tudo. Pela falta. Pela omissão. Pela escumalha que criou, que dirige e que vota no Chega.
Esses, que fazem jus à herança racista, colonialista e imperialista de Portugal, mas que nada são a não ser isso mesmo: escumalha racista, xenófoba e homofóbica que envergonha o país que dizem seu.

O FC Porto faz hoje 115 anos


O meu FC Porto, fundado por José Monteiro da Costa, faz hoje 115 anos.
O meu.
Existiu outro FC Porto, em 1893, que teria feito 128 anos no último dia 14 de Abril, não fosse o caso de ter acabado logo no ano seguinte, em 1894.
Provas, provas e mais provas não faltam. Foram 2 clubes diferentes e os próprios iniciadores de 1906 o disseram nos jornais já em 1952 (ver foto).
Há mais de um ano que tento publicar a História da Fundação dos FC Porto, mas infelizmente nenhuma editora se mostrou interessada.
Na verdade, não é assim tão importante. Um clube é muito mais do que a sua antiguidade.
E o meu FC Porto não é maior ou mais pequeno por ter sido fundado em 1906.
Porque é o meu FC Porto.

O funcionário da Salsa que foi despedido por criticar o presidente da Câmara Municipal da Trofa

Primeiro, vamos aos factos.
Um funcionário de longos anos da Salsa, quadro da empresa que fora responsável pelas vendas no leste da Europa, é avisado de que não poderá continuar a trabalhar na empresa enquanto escrever no seu blogue pessoal contra o presidente da Câmara Municipal da Trofa.
O funcionário recusa a intromissão da entidade patronal na sua vida privada e a coisa resolve-se com a sua saída da empresa e uma indemnização que atinge os 5 dígitos.
O funcionário é o João Mendes, meu amigo e autor do Aventar. O blogue é o E a Trofa é minha.
Perguntei ao João se podia escrever sobre um assunto que já conhecia há algum tempo mas que ele acabara de assumir sem rodeios no Facebook. Mostrou-se preocupado com a minha segurança, mas eu não. Assim como assim, não há melhor seguro de vida do que este.
Depois dos factos, vamos às considerações.
A Salsa tem 120 lojas próprias e está presente em centenas de outras lojas em 35 países espalhados por todo o mundo. Conta com mais de mil funcionários, numa actividade que, para além da produção própria, inclui a prestação de serviços a marcas externas como a Ralph Lauren, a Zara ou a Massimo Duti.
O que leva uma empresa deste calibre a subjugar-se desta forma ignóbil aos pequenos caciques do concelho onde está sediada?
Como é que uma empresa mundial consegue ser ao mesmo tempo tão paroquial e tão pequenina na relação com o poder político da terrinha? [Read more…]

O gangue de Pedro Adão e Silva quer tomar o poder no Benfica

A cara mais visível é a do cozinheiro João Noronha Lopes, agora secundado pelo seu cunhado Jorge Mattamouros (nem um argumentista para arranjar este nome), mas o verdadeiro ideólogo da tomada de poder no Benfica é Pedro Adão e Silva.
O mesmo que, durante anos, não teve qualquer problema em debitar a cartilha que lhe era entregue por Carlos Janela e que ele seguia sem qualquer pudor.
O que mudou afinal? A descoberta dos emails? Os sucessivos casos na Justiça? As dívidas de Vieira?
Não, não e não. Pedro Adão e Silva continuou a defender Vieira mesmo depois disso tudo. Atacando Rui Pinto e os seus emails, que num dia eram roubados, no dia seguinte inventados e no outro descontextualizados. E atacando quem punha em causa a idoneidade de Vieira.
O que mudou [Read more…]

Já está formada a equipa de Pedro Adão e Silva

Esqueceu-se dos escravos?

Marcelo pede que se aproveite a bazuca como não se aproveitou o ouro e as especiarias

O meu nome é Richard

Por ser de Esquerda, nunca poderia gostar deste Governo. Não obstante, aceitei todas as medidas desde Março de 2020. Afinal, era uma pandemia e ninguém estava preparado. Erros compreendem-se num contexto global de ignorância total.
Deixei de aceitar e de compreender.
Permitir festejos como os do Sporting Campeão e, muito pior, organizar de forma metódica a vergonha da Final da Liga dos Campeões ultrapassa todos os meus limites.
Nunca me preocupei minimamente com o vírus (viver não é assim tão interessante), mas respeitei sempre. Compreendi. Cumpri. Aceitei. Nunca por mim, sempre pelos outros.
(mesmo quando o meu melhor amigo me rejeitava só porque vinha nas notícias)
Não mais.
A partir de agora, sem máscara nem distanciamento social, o meu nome é Richard.

Rui Pinto e o chiqueiro da política

O chiqueiro criado por Salazar é o mesmo em que chafurda João Cotrim DE Figueiredo e André Ventura.
De Cavaco a Passos Coelho; de Marcelo a António Costa; de Ana Catarina Mendes a Telmo Correia, chafurdam todos no mesmo chiqueiro.
Todos eles têm medo do Rui Pinto e do que ele pode revelar sobre Ricardo Salgado e restante pandilha. Estão todos implicados, são todos amigos.
Vivem todos no mesmo chiqueiro.
Hoje, Fernando Paulo Ferreira, João Paulo Correia, Jamila Madeira, Isabel Oneto, Hugo Carvalho, Fernando Anastácio, Joana Sá Pereira, Cecília Meireles e João Cotrim DE Figueiredo foram apenas os porcos de serviço.
O dia 27 de Maio não foi trágico para a democracia portuguesa. Foi mais do mesmo.
Para aqueles deputados, aliás, foi só mais um dia no chiqueiro.