Isto é normal?


O programa da tarde da RTP, agora mesmo, a transmitir em directo de um Lar, com os idosos todos amontoados.

Ascenso Simões no Twitter

 

 

 

 

 

Ontem, no Twitter, o deputado do PS Ascenso Simões insultou todos os que lhe apareceram pela frente a propósito de uma publicação sobre a Iniciativa Liberal.

A violência da linguagem utilizada, sobretudo contra mulheres, provocou uma censura generalizada. Afinal, trata-se de um representante da Nação com responsabilidades enquanto tal.
Mas a agressividade de Ascenso Simões no Twitter não é de hoje. Ora vejamos:

 

 

 

 

A mesma conta, a mesma linguagem desabrida a chamar a atenção da Comunicação Social e até do Polígrafo.
Ontem, depois da polémica, o deputado do PS veio dizer que aquela era uma conta falsa, que não era sua, etc, etc. Eliminou a conta anterior, criou uma nova e, sem explicar por que nunca denunciou uma conta que era falsa, terminou com uma pergunta:

Quem tem estado atento às intervenções de Ascenso Simões nos últimos anos sabe bem qual é a resposta.

Oferecemos viseiras de protecção a profissionais de saúde e lares

Marcelo Rebelo de Sousa, o desertor

Qual é mesmo a pena por deserçāo?

Este Presidente da República não serve para nada

Ao contrário do habitual, a generalidade da classe política esteve bem, incluindo os partidos e o Governo, que decidiu o que tinha de decidir com maiores ou menores hesitações.
Mas no auge de uma crise social gravíssima como a que estamos a viver, onde se meteu o presidente da República?
Em casa. Fez o teste e, mesmo dando negativo, desapareceu de cena durante 15 dias. Escondendo-se do vírus. Ficando à espera que a pandemia termine. Confirmando que os ratos são sempre os primeiros a abandonar o navio.
Para andar pelo país fora a dar beijinhos; ou a atribuir mais de 300 condecorações em 4 anos; ou a telefonar à Cristina Ferreira, ao Manuel Luís Goucha ou a Araújo Pereira, não é preciso um presidente da República.
O que é preciso é um chefe de Estado que dê a cara e que se chegue à frente nos momentos da verdade. Não o fazendo, não serve rigorosamente para nada.

As pessoas deixaram de ir ao médico?


Centro de Saúde de Rio Tinto, hoje, numa sala que costuma estar a abarrotar.

Fechar ou não as escolas

O Conselho Nacional de Saúde Pública diz que fechar escolas só com a autorização das autoridades de saúde.
A Direcção-Geral de Saúde concorda com o parecer do Conselho Nacional de Saúde Pública.
O Governo fará o que o Conselho Nacional de Saúde Pública decidiu. Mas este Conselho não decidiu nada – só remeteu para a Direcção-Geral da Saúde. Que concordou. Mas concordou com o quê?
Fui só eu que não percebi nada?

E o Proença de Carvalho, não assina?

Pelo fim da prisão preventiva de Rui Pinto

E o Ricardo Costa, não assina?

Pelo fim da prisão preventiva de Rui Pinto

E o Luís Filipe Vieira, não assina?

Pelo fim da prisão preventiva de Rui Pinto

E o Luís Meneses Leitão, não assina?

Pelo fim da prisão preventiva de Rui Pinto

Operação Fora-de-Jogo: Vamos ao VAR

 

 

 

 

 

 

 

 

O Fisco não detectou na altura devida, mas agora chegou o VAR e vai descobrir tudo!
Ou não… Tal como no futebol em que o VAR nunca vê nada, este VAR da PGR é palha para burros. Não vai acontecer nada a ninguém. Talvez rectifiquem uma ou outra declaração ao Fisco, não mais do que isso.
Buscas com 18 magistrados e 101 inspectores tributários? Depois de se saber ao tempo que estas investigações estavam a decorrer? Depois de na véspera se ter mencionado no Facebook o que estava a ser preparado para o dia seguinte? Acham mesmo que vão encontrar alguma coisa?
Alguém acredita que um dia a Justiça terá coragem de tocar em Jorge Mendes? Caía ele, caía todo o futebol português e grande parte do futebol mundial.
Não, não vai acontecer. Daí que esta palhaçada de juízes, magistrados, inspectores e polícias todos juntos (cuidado com os ajuntamentos!) seja apenas para inglês ver. Que é como quem diz: Criticam-nos por manter preso o Rui Pinto e não investigar os verdadeiros criminosos, por isso vamos usar as informações dele para fingir que investigamos os outros e, no fim, só ele é que fica preso.
Maquiavélicos. Estes tipos são maquiavélicos!

E o Pedro Tadeu, não assina?

Pelo fim da prisão preventiva de Rui Pinto

E o António Lobo Xavier, não assina?

Pelo fim da prisão preventiva de Rui Pinto

E o José Miguel Júdice, não assina?

Pelo fim da prisão preventiva de Rui Pinto

E o André Ventura, não assina?

Pelo fim da prisão preventiva de Rui Pinto

Pelo fim da prisão preventiva de Rui Pinto

Foto AFP/Getty Images


Rui Pinto foi detido em Budapeste a 16 de Janeiro de 2019 e encontra-se preso preventivamente em Portugal há cerca de um ano. A aplicação da prisão preventiva – com períodos de isolamento absoluto – a um cidadão português, quatro anos depois da alegada prática de um crime de extorsão na forma tentada, é inédita em Portugal e não pode deixar de ser vista como uma punição antecipada de Rui Pinto enquanto aguarda julgamento.
O facto de Rui Pinto estar na origem de revelações de inequívoco interesse público que deram origem a investigações jornalísticas conduzidas por consórcios internacionais, como o Football Leaks e o Luanda Leaks,justifica amplamente que as autoridades portuguesas, tal como já o fizeram as autoridades de outros países, reconheçam a importância da informação por si trazida a público e procurem a colaboração de Rui Pinto, assim demonstrando que Portugal está verdadeiramente empenhado em combater a corrupção, o branqueamento de capitais e outros ilícitos criminais.
A prisão de Rui Pinto é tanto mais chocante porquanto contrasta com a liberdade e impunidade de quem pratica crimes com a gravidade dos denunciados pelo mesmo. Rui Pinto deverá, naturalmente, responder pelos crimes que tenha cometido, mas os signatários entendem dever manifestar publicamente a sua discordância com a sua prolongada prisão preventiva, instando as autoridades judiciárias portuguesas a pôr termo a tal situação.

5 de Março de 2019 [Read more…]

Pelo adiamento das eleições para a Direcção do FC Porto

As eleições para a Direcção do FC Porto estão marcadas para o dia 18 de Abril. Precisamente nesse fim-de-semana, o FC Porto desloca-se a Paços de Ferreira e o Benfica à Madeira. Faltarão então 5 jornadas para o fim do Campeonato.
A questão nunca se pôs nos últimos 38 anos por razões óbvias, mas nesta época – e doravante – deixa de fazer sentido realizar eleições na fase mais crucial. Temos um título para ganhar, nunca sonhámos estar tão perto e todos somos poucos para chegar lá.
Não interessa aqui em quem votará cada um de nós (a minha opinião é conhecida).
Jorge Nuno Pinto da Costa ganhará seja contra quem for e seja qual for o resultado do Campeonato, por isso a questão é outra.
O que interessa aqui é não criar ruído à volta da equipa de futebol. Nesta época, por maioria de razão, mas também nas que se seguirão.
Deixem-nos ser campeões e depois façam as eleições. No fim de Maio. No início de Junho. Mas sempre depois dos Aliados.

O Rui Pinto é o hacker do Benfica, Orlando Nascimento é um simples suspeito – o Observador ou um manual de bom jornalismo


O Observador, uma espécie de geringonça da imprensa, criado com o único objectivo de perpetuar a Direita no poder, é todo um tratado de jornalismo. É dirigido por José Manuel Fernandes e isso basta.
Sobre este caso em concreto: o Rui Pinto é um hacker – confirmadíssimo! Ainda não foi condenado, mas O Observador já deve ter tido acesso à sentença final, o que não admira na Justiça portuguesa. Provavelmente, o sorteio do juiz já foi feito e repetido as vezes necessárias até dar o resultado pretendido.
Mas para O Observador há mais: é um hacker do Benfica. Nem a inefável Justiça portuguesa o acusou de qualquer crime relacionado com esse clube, mas para O Observador não restam dúvidas. Qual acusação, qual instrução, qual quê, é prender o moço na prisão para sempre por ser um hacker do Benfica.
Já o presidente do Tribunal da Relação, Orlando Nascimento, apanhado a combinar a escolha de juízes para processos de corruptos, é um pobre suspeito. Coitado, é obrigado a demitir-se sem ter feito nada por meras irregularidades, como diz O Observador.
Orlando Nascimento, Vaz das Neves, Rui Rangel – meras irregularidades, que já se sabe que o Rui Pinto é o único criminoso português confirmado.

Amigos Improváveis, um excelente programa de ficção


Terminou ontem a primeira série de Amigos Improváveis, programa de ficção emitido pela SIC nas últimas semanas. Ali, em meia dúzia de casas diferentes, um jovem anónimo vai viver durante um mês em casa de um idoso, trocando saberes e experiências e caindo na inevitável generation gap.
Toda a produção é excelente, fazendo crer que estamos na presença de um reality show com pessoas comuns. Na verdade, o elenco (a personagem D. Maria Lina é qualquer coisa!) os cenários escolhidos (a casa de Sacóias é um sonho) e todo o guião são verdadeiramente notáveis. A SIC está de parabéns.
Terminado o programa, os jovens voltarão à Escola Superior de Teatro e Cinema, onde foram recrutados; e os idosos, actores retirados, regressarão ao merecido descanso na Casa do Artista.
Hoje mesmo, começa a edição dos Amigos Improváveis Famosos. É de supor que os jovens recrutados digam que sim, que conhecem muito bem os famosos que os vão receber, que eles são muito famosos. Mas também isso não passará de pura ficção.

Uma Justiça de ladrões e de corruptos

Como é possível acreditar na Justiça portuguesa quando todos os dias aparecem novos casos de corrupção que envolvem os mais altos cargos das magistraturas? Quando durante anos fizeram dos tribunais o seu quintal privado? Quando durante anos roubaram, manipularam e venderam sentenças?
Dizem-nos que há falta de funcionários e de magistrados e que por isso milhares de processos estão parados. Dizem-nos que muitos outros prescrevem por causa dos recursos e alçapões legais que a lei permite.
Só que afinal, à luz do que diariamente se vai sabendo, é muito mais do que isso. Os processos de Santa Engrácia, invariavelmente ligados aos poderosos, estão parados durante anos e acabam por prescrever de forma deliberada porque alguém paga para que isso aconteça. Os processos vão parar a determinados juízes porque alguém paga. As acusações são mal feitas com o objectivo de não pronunciação dos arguidos porque alguém paga. As sentenças são vendidas a quem pagar mais.
Vitalino Canas, um maçon inqualificável, ponta-de-lança dos poderosos a caminho do Tribunal Constitucional, representa o grau zero do estado a que chegou a Justiça em Portugal.
Depois do que sabemos, é impossível não questionar o passado. Os processos de Macau e de Mário Soares, minuciosamente descritos nos Contos Proibidos e minuciosamente arquivados por Cunha Rodrigues; o processo Casa Pia, que atingiu de forma selectiva apenas políticos do PS e esqueceu Paulo Portas, que então estava no Governo; o Freeport de Alcochete, cujas denúncias foram cortadas à tesoura por Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento; a Tecnoforma de Passos Coelho; a Quinta da Coelha de Cavaco Silva; e tantos, tantos outros.
Quem pagou? Quem recebeu? Quanto pagaram?
Como é que podemos acreditar nesta gente?
E como é possível acreditar que vai acontecer alguma coisa seja a quem for? A Ricardo Salgado? A José Sócrates? A Luís Filipe Viera e ao Benfica? A Rui Rangel? A Vaz das Neves?
Não vai. Nada. Aconteceu a Ricardo Sá Fernandes, condenado por ter gravado uma conversa que incriminava um corrupto mafioso que a Justiça não incomodou; e aconteceu a Rui Pinto, extraditado ilegalmente e preso há mais de um ano por ter revelado os segredos de uma sociedade de advogados que trabalha para os poderosos e de uma empresa mafiosa sediada em Malta, entre muitos outros.
Com eles, a mão foi firme. Porque esta Justiça de ladrões e de corruptos não gosta que lhes estraguem o negócio. E o seu negócio são os poderosos.

De José Calado a Moussa Marega: Homofobia e racismo no futebol

José Calado, jogador do Benfica, foi porventura o primeiro a reagir da forma que se impunha ao ódio e violência no futebol português. Em Outubro de 2000, durante o Benfica – Braga, abandonou o jogo ao intervalo e recusou-se a regressar ao relvado depois de ser vítima de insultos homofóbicos durante toda a primeira parte. O jogo decorria no Estádio da Luz e os próprios adeptos do Benfica passaram os primeiros 45 minutos do jogo a chamar-lhe maricas e paneleiro por causa de um boato que então circulava em Lisboa relacionado com o cantor Melão.
20 anos depois, todo um país se levanta para defender Moussa Marega, jogador do FC Porto vítima de insultos racistas em Guimarães.
Os hipócritas dirão que o país evoluiu muito.
Mas é mentira. No Dragão, o único estádio que conheço, são frequentes os sons a imitar macacos – e não me parece que o objectivo seja o de homenagear o «querido Líder» dos Super Dragões. Até um jogador da casa é facilmente apelidado de «preto do caralho» se falhar algum passe ou perder um golo certo.
Nos outros estádios do país, de norte a sul, acontece exactamente a mesma coisa.
Se lhes perguntarem se é racismo, dirão que não é. E no entanto, usam a cor da pele para atingir. Da mesma forma que usariam a orientação sexual se algum jogador se atrevesse a admiti-la. Usam hoje e continuarão a usar no futuro, mesmo que de vez em quando um qualquer José Calado ou Moussa Marega obrigue os hipócritas de serviço a sair da toca.
Dir-me-ão que as coisas tendem a melhorar. Talvez, embora não tenha visto grande coisa até ao momento.
Mas sim. É possível que, daqui a muitos anos, se veja com estranheza o facto de o guarda-redes adversário ser chamado de filho da puta sempre que executa um pontapé de baliza.

Os privados não farāo eutanásias. Pudera!

É óbvio que os hospitais privados não vão fazer eutanásias. Manter os clientes vivos, custe o que custar, é um excelente negócio.
Não é preciso ser um mago da gestão para perceber que um cliente vivo continua a pagar, enquanto que um cliente morto deixa de o ser.
A questão aqui não é a de saber se eles querem ou não, mas se podem. E por razões óbvias, não devem poder.
Num assunto tão sensível como é o de organizar a morte medicamente assistida de alguém, temos de nos assegurar de que todas as questões éticas são tidas em conta e que o lucro, naquele momento, não faz parte da equação.
Da mesma forma que só o Estado faz julgamentos, da mesma forma que só o Estado devia fazer exames de acesso à Universidade, só para dar um exemplo, também só o Estado deve poder praticar eutanásias.
Porque só o Estado oferece todas as garantias necessárias. Ou seja, o SNS. Aquele para onde os privados mandam os clientes que deixam de poder pagar ou cujas doenças não conseguem curar.

Eutanásia: Mataram, mas não querem deixar morrer

 

Mataram milhares de portugueses fruto das suas políticas governativas. Porque não era possível salvar vidas a qualquer preço. Longe vão os tempos em que só restava esperar que os portugueses morressem.
No entanto, agora querem impedir que um adulto, consciente e de livre vontade, decida abreviar o seu sofrimento extremo.
Querem impedi-lo a qualquer preço. Que o povo deve ser ouvido, dizem. Como se algum dia tivessem tido algum interesse no que pensa ou no que diz o povo.

Até os mortos aparecem para falar sobre a eutanásia


Fala-se de despenalização da morte medicamente assistida e eis que, de repente, o reino dos mortos dá sinais de vida.
Os próximos tempos prometem.

João Rafael Koehler, candidato a Presidente do FC Porto


Ao fim de mais de 30 anos, aparece finalmente um candidato a Presidente do FC Porto.
Chama-se João Rafael Koehler, é empresário e um grande portista.
Se vai conseguir vencer Jorge Nuno Pinto da Costa? Não, não vai. Mas vem trazer um vento de democracia a um clube jovem, moderno, virado para o futuro. Mas cuja Direcção, anquilosada, decrépita, parou no tempo há muito, muito tempo.
Bem-vindo, João Rafael!

A incompetente Lucília Gago

Não se pode dizer que o Governo e o papagaio-mor da República estejam descontentes com a escolha de Lucília Gago para PGR.
Inoperância? Incompetência? Protecção aos poderosos?
Pois foi precisamente para isso que ela foi lá colocada!, como haveria de estar a desiludir?
Com Joana Marques Vidal, o Ministério Público parecia querer transformar-se naquilo que realmente devia ser. Com Lucília Gago, voltou a ser aquilo que os políticos querem que ele seja.
O episódio de hoje é apenas triste, nada mais. E vai ser assim até ao fim do mandato.
Que, com sorte, ainda será renovado.

Mais football leaks e o grande Rui Pinto


A Sábado desta semana dá conta de uma série de investigações fiscais aos principais clubes portugueses. Essas investigações incluem fraudes, lavagem de dinheiro e desvios de dinheiro. “Todos suspeitos”, diz a revista.
Lida a reportagem, nada de novo relativamente ao que o Expresso avançou em 2018. E em 90 por cento dos casos, um elemento em comum, Jorge Mendes, o Dono Disto Tudo.
Como portista, fico muito contente que tudo seja denunciado. Infelizmente, nada de novo. Há anos e anos que o clube ganha milhões em transferências, mas o dinheiro desaparece como que por encanto. Principalmente depois de 2004, com os mais de 100 milhões em vendas, foi o descalabro, ao ponto do clube sofrer a humilhação de ser intervencionado pela UEFA.
Para algum lado há-de ir o dinheiro e o grande Rui Pinto já deixou em tempos algumas pistas, com as referências à família Pinto da Costa.
Que se investigue tudo até ao fim. Se for essa a única forma do FC Porto se ver livre desta SAD decrépita que está a levar o clube para o fundo, que seja.
Infelizmente, mais uma vez, nada acontecerá a ninguém. Não vai acontecer ao FC Porto. Não vai acontecer ao Benfica nem a Jorge Mendes – se estes caíssem, caia todo o regime com eles.
Neste país de ladrões de colarinho branco, como muito bem diz Joaquim Jorge, a PGR já se assegurou de que os poderosos nunca serão incomodados. Basta a procuradora Gago contrariar os seus subordinados.
Para a Justiça, o único culpado é o Rui Pinto.
O tal que de repente passou a ser bom para alguns. O tal que para outros passou a ser mau.
Para quem não estiver infectado por clubites, partidarites ou interesses, Rui Pinto não é parcialmente bom ou mau. Não. É todo bom (salvo seja).
Tudo o que divulgou e vai continuar a divulgar será sempre muito mais do que qualquer erro que tenha cometido.
Envolva Pinto da Costa, Luís Filipe Vieira, Ricardo Salgado, Antônio Costa ou Marcelo Rebelo de Sousa.

Na hora de defender os poderosos, a procuradora Lucília não gagueja

Digam uma, uma só investigação a poderosos conduzida pelo Ministério Público que tenha resultado na condenação dos arguidos.
Digam uma, uma só medida de Lucília Gago tendente a combater a corrupção.
Se calhar foi convidada para isso mesmo, para não incomodar os poderosos. Porque quando alguém os incomoda mesmo, ela até vai buscá-los a Budapeste se for preciso. Até tira meios humanos às investigações para esvaziar o que está em curso.
Não satisfeita, e não vá o diabo tecê-las, decidiu que os procuradores hierárquicos dos magistrados possam alterar qualquer uma das suas decisões.
Sendo assim, pode começar já pela vergonhosa quebra do segredo de justiça do primeiro-ministro. Mesmo que algum procurador corajoso queira ir para a frente com o caso, a senhora procuradora Gago encarregar-se-á de fazer abortar o processo.
Afinal, manda quem pode e ela, que é apenas um peão, obedece.

Quem nos defende da DECO?


A DECO é uma organização que, supostamente, devia defender os consumidores. Pois bem, agora precisamos de alguém que nos defenda da DECO.
O spam na caixa de correio é constante. Mails e mais mails, sempre com promoções e ofertas.
Muitos incautos vão na onda, aliciados com um pagamento baixo no primeiro ano e com uma oferta de inscrição, que ultimamente tem andado entre o smartphone e o tablet. A oferta chega sempre a casa, o problema é que ao fim de duas ou três semanas já avariou. É assim há anos.
Quando temos problemas com alguma instituição ou empresa, podemos contar com eles. «Consulte os nossos especialistas», dizem. E nós consultamos. E esperamos. Sentados, de preferência. Porque geralmente a resposta nunca chega.
No final, para além de uma revista que faz testes a produtos que não nos interessam, voam todos os meses 15 euros da conta. É a única coisa que, na DECO, nunca falha.
Perante tanta incompetência e inoperância, se calhar vou fazer queixa à DECO. Sentado, claro.