Os perigos do Salão Erótico de Lisboa

O ano passado fui ver, de perto, ao vivo, as "pornstars". Desde garotinhas com ar triste até mocetonas sem pinga de constrangimento, passando por mulheres com o vício e uma vida dificil, marcados a desgosto na cara enrugada, disfarçada com montes de cosmética, há de tudo. Não há é ponta de alegria.

 

Voyeures de meia idade como este vosso amigo, ficam embasbacados por perceberem que aquela gente é, afinal, como toda a gente. Desmanchada a feira, vão para casa com o "namorado" tomar conta dos filhos e pagar as contas da casa como cada um de nós.

 

Compram-se uns vídeos para se conseguir trocar duas palavras com a "diva" e pede-se um autógrafo que vem com um sorriso cúmplice.Tudo parece mais um talho que uma feira, com montes de corpos "ao dependura" na montra ou ao monte no estrado foleiro que dá suporte ao "show".

 

Mas não se julgue que  é isento de perigos, não é de todo. Aproximei-me de um gajo conhecido, produtor  e realizador de cenários que  iniciam jovens raparigas de Leste na indústria. Com uma certa repugnância, confesso, mas cheguei-me perto para ver de que matéria seria feito o escroque. Então não é que quando dei por mim estava a apertar a mão à besta? E o gajo com ar de "estrela"? Não me contive e gritei-lhe " fuck you !

 

Dei comigo expulso do recinto de pornografia por indecência e má figura, pelo cívico de serviço!