Lamento de uma morte anunciada

ggm
Sabíamos que estava para acontecer, mas resistimos à ideia. Não queremos acreditar que a obra está completa, porque a sentimos infinita. Gabriel Garcia Marquez – o jornalista, o escritor, o cidadão integro e corajoso – é uma daquelas presenças que, para muitos de nós, mede a dimensão dos homens bons. E dos grandes artistas. Quem sentiu o arrebatamento da leitura de Cem Anos de Solidão sabe bem o caminho pelo qual se descobrem estas simples evidências. “Ninguém merece as tuas lágrimas, e quem as merecer não te fará chorar”, dizia. Não choremos, pois. Sobre a morte, pensava o escritor que a melhor é a morte por amor. Não sei. Mas sei que se é verdade que a medida de um homem é, não o quanto ele ama, mas o quanto é amado, Gabriel é gigantesco.

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