Cobardes e canalhas como o monstro de Santa Comba

O caso da criança nepalesa de 9 anos, agredida por várias outras crianças no recreio da escola, que o insultavam e lhe dirigiam o clássico pregão fascista “vai para a tua terra”, enquanto a espancavam, é todo um tratado sobre consequências do crescimento da extrema-direita.

O caso tem, aliás, autores morais muito concretos. E vocês sabem quem são.

A criança, essa, vive em sobressalto desde então. Acorda durante a noite com pesadelos e tem medo de ir para a escola. Eis a vítima dos descendentes de Salazar: uma criança de 9 anos. Tão cobardes e canalhas como o monstro de Santa Comba.

Os pais, que com a criança chegaram a Portugal em contexto de asilo político, estão integrados na sociedade, têm emprego e rendimento fixo, pagam os seus impostos e trabalham na restauração, onde os portugueses não querem trabalhar.

Esta família, como a esmagadora maioria das famílias que chegaram a Portugal nos últimos anos, representa risco nenhum para a nossa comunidade.

Pelo contrário, fazem os trabalhos duros que não queremos fazer, pagam muito mais impostos do que as contribuições sociais que recebem e geram economia, porque são, também eles, consumidores.

No entanto, os paladinos da virtude alegadamente cristã, que falam nos valores disto e daquilo, são os primeiros a colocar a vida destas pessoas em risco.

Não porque eles tenham feito aumentar a criminalidade, não porque eles nos estejam a roubar empregos ou sequer por serem economicamente insustentáveis.

Até porque nada disto aconteceu.

A motivação dos autores morais da violência contra esta criança, e contra outros imigrantes, é apenas uma: a visão extremista de uma sociedade autoritária, da qual fazem parte o racismo, a xenofobia e a supressão das liberdades individuais, em nome de uma identidade e de um modelo de família que pretendem impor coercivamente.

Fica atento: a história diz-nos que “eles” vêm sempre primeiro pelos outros. Pelos imigrantes, pelos ciganos, pelos homossexuais, pelos que são diferentes.

Mas de quem achas que eles virão a seguir?

Se estão nas tintas para o sofrimento de uma criança de 9 anos, achas que querem saber de ti?

Comments

  1. joe do CHEGA says:

    leva os tudos para tua casa membro da esquerda corrupta

    • E ainda lhes quer tirar o mínimo rendimento do seu trabalho com que pagam a sua habitação?

    • POIS! says:

      Pois, até porque para casa de Vosselência…

      Seria certamente demasiado gravoso. Principalmente para mulheres e crianças, que devem ser poupados a cenas tristes.

      Nem o altar ao Pastorinho que meteu em cima do pechiché da entrada frente ao qual Vosselência se benze de cada vez que vai ao WC disfarça a coisa.

      Não será por acaso que a casa de Vosselência, lá no bairro, é conhecida como a Joespelunca do Chegaralho.

    • Santiago says:

      O Ventura já foi bater com as costas na prisão por ter sido corrompido e permitido que o Lalanda e Castro levasse para casa 1 milhão de euros limpinhos e lavadinhos?

  2. esteves ayres says:

    “onde os portugueses não querem trabalhar”, não concordo com essa sua opinião, sabemos que não é verdade, isso é um slogan da burguesia e da extrema-direita, para explorar cada dia que passa os operários e de mais trabalhadores…

    • Asnonimo says:

      Por salários miseráveis, faltou escrever.
      Em Portugal, como em qualquer país.

  3. Eu ajudo, a seguir são os comunistas, se os houver, e os sociais-democratas, seja lá bem o que isso fôr. Mas os laboratórios de conflictos que financiamos também servem para isso, e a aprendizagem das técnicas e tecnologia está em bom andamento por essa Europa.
    Mas parece que afinal têm razão sobre o aumento da criminalidade, a deles próprios.

  4. balio says:

    Não conheço o caso em concreto, mas questiono que idades têm as crianças agressoras e se essas crianças têm verdadeira consciência racista ou xenófoba. É que, para ter tal consciência, é precisa uma compreensão do mundo que, tipicamente, falta a crianças de dez anos.

    Eu diria antes que se trata de uma agressão juvenil similar a tantas outras, mas em que os perpetradores gritaram, de forma mais ou menos inconsciente, umas coisas que tinham ouvido e que pensavam, nebulosamente, ser apropriadas ao momento.

    Ainda me lembro de quando eu andava na escola. Não faltavam agressões…

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Não conhece o senor e não conhece ninguém. Pelo que já se soube hoje, parece que tudo não passou de um embuste da “esquerda caviar” para criar um “acontecimento”.

      A escola onde, supostamente, teria acontecido o “linchamento” (não fazem a coisa por menos) já veio desmentir, e nem sequer tem estudantes nepaleses daquela idade.

      • balio says:

        A escola onde, supostamente, teria acontecido o “linchamento” nem sequer tem estudantes nepaleses daquela idade.

        Segundo ouvi nas notícias ainda ontem, o menino nepalês mudou de escola depois do triste acontecimento.
        Se a escola afirma que atualmente não tem nenhum aluno nepalês, pode estar a dizer a verdade. Não tem agora… mas terá tido recentemente.
        (Não estou com isto a dizer que o acontecimento aconteceu mesmo. Estou apenas a dizer que pode ter acontecido mas a escola estar a fugir a reconhecê-lo.)

        • Fernando Manuel Rodrigues says:

          A alegada escola DESMENTIU o que aconteceu. Não tem NEM TEVE alunos nepaleses daquele idade. Entretanto, questionada sobre a situação, a “senhora” que ontem tão pressurosamente prestou declarações hoje remeteu-se ao silêncio (supostamente para proteger a criança – hoje ela precisa de “protecção” mas ontem não precisava).

          Eu tive ocasião de dizer, já ontem, que este caso me “cheirava a esturro” e a pedir que me indicasse, ao menos, onde podia ver o suposto vídeo. Atá agora, nem vídeo, nem queixa, nem participação policial… NADA. Apenas as “declarações” duma fulana qualquer em busca de protagonismo e o habitual alarido da “esquerda caviar”, sempre muito lesta a cavalgar as ondas do “racismo” e da “xenofobia”.

          • balio says:

            Hmmm.
            Portanto, de acordo com o Fernando Manuel Rodrigues, tudo não terá passado de um “crime” similar ao alegado “arrastão” da praia de Carcavelos, há uns anos…
            Não há dúvida de que a presença de estrangeiros faz aumentar a criminalidade de formas inesperadas e peculiares…

    • E o que é que é a consciência racista ou xenófoba? Não é preciso grande desenvolvimento para os miúdos serem cruéis uns para os outros, até lhes deram o nome de adolescência. Depois é só imitar fazê-lo a quem menos se pode defender.

  5. JgMenos says:

    Levamos séculos a livrarmo-nos dos dogmas religiosos e agora temos esta fradalhada esquerdalha a despejar dogmas a toda a hora para definir comportamentos e políticas!
    Gritam ‘blasfémia’ a tudo que lhes desrespeita a p*ta da cartilha, inventam demónios, e as almas penadas são os que dizem opor-se ao seu catecismo.

    E a ordinarice vai ao ponto de um qualquer incidente com crianças ser uma conspiração demoníaca.
    Falta de vergonha!
    Mete-te com os do teu tamanho coirão!

    • POIS! says:

      Ora pois!

      O problema é mesmo tudo, nos dias de hoje, ir parar aos media e às redes sociais. Na Gloriosa Era Salazaresca isso não acontecia porque, a Bem da Moral da Nação apanhavam com o carimbo azul de “não acontecimento”.

      Pancada com crianças? Ora, até as deixava mais rijas!

      Prontas para, pelo Menos, aguentarem os acampamentos da Mocidade Portuguesa. Aquelas tendas de lona salazaresca metiam água por todo o lado e era preciso ter ossos de boa qualidade.

      Nada que o Precioso Líquido Salazaresco que dava de comer a um milhão de portugueses ao pequeno almoço não conseguisse resolver!

      • Fernando Manuel Rodrigues says:

        Parece que, das duas uma: Ou faltou-te “comeres” ou “comeste pela medida grande”.

        • POIS! says:

          Pois não!

          Eu nunca segui as diretivas salazarescas. Na minha casa tal personagem nunca foi bem aceite.

          Pelos vistos, lá pela de Vosselência seria diferente. Era branco ou tinto? Palheto?

    • Não podem ficar todos para a Chaga e para a Igreja, há que partilhar.

    • Tuga says:

      Que bonito

      O estimado Salazarento menor, quando lhe cheira a violência fica todo excitado.
      Não lhe chega a violência que os colegas da Escola de Sete Rios faziam nos bons velhos tempos.
      Saudades

  6. JoaoSemRegras says:

    Realmente o que não falta por essas escolas são espancamentos. Alguns dão-se ao luxo de os colocar nas redes, tal o receio de serem punidos. Nem indo aos casos em que a família se junta para ir dar uns ensinamentos a professores.

    • Fernando Manuel Rodrigues says:

      Desde que os alvos não sejam as “minorias protegidas” está tudo bem. “No pasa nada”

  7. JgMenos says:

    Cambada de imbecis!
    Sempre vão fundamentar a sua indigência mental na ficção que vêm criando há 50 anos sobre o que foi o Estado Novo e Salazar.
    Bem se esforçam os coirões em tentar apagar memórias do que seja trabalho sério e determinado em bem governar a ‘coisa pública’.
    E quando invocam as liberdades políticas, fazem-no para prestigiar os que os antecederam na propaganda dos totalitarismos que ambicionam, do pensamento único que tentam impingir, armando-se de uma dignidade moral que não têm.

    • JgMenos says:

      Só faltou dizer que para cambada, no seu catálogo de memórias autojustificativas, não constem nunca as dos que evocaram ou evocam os seus princípios fundamentais e alcançaram posições de esfectivos poderes de Estado.
      Sempre escondem os efeitos do que resulta de as ambições da ralé se assentarem no Poder.

      • British says:

        What ??

        • JgMenos says:

          It has to be said that for cambada, in his catalogue of self-justifying memories, there are never those of who have evoked or evoke its fundamental principles and have reached positions of effective state powers.
          They always hide the effects resultjng from having the ambitions of the rabble served by state powers.

          • British says:

            What ???

          • POIS! says:

            Pois, British, tá difícil de entender…

            Tratar-se -à de “ambitions” que JgMenos sente no “rabble”, pois terá sido mal “served”, sentiu pouco “power” por parte dos “powers”.

            Nestas coisas do “rabble” é um tipo muito exigente. Há quem o ache mesmo insaciável.

    • POIS! says:

      Então, ó Menos? Que descontrolo é esse, carago? Vosselência afinou?Então é porque foi mesmo na “mouche”…

      Pois citando, Menos, mas citando…

      “Cambada de imbecis!
      Sempre vão fundamentar a sua indigência mental na ficção que vêm criando há 50 anos sobre o que foi o Estado Novo e Salazar”.

      Ora nem mais! Que comovente autocrítica!Que rabecada está Vosselência a passar a si próprio e à restante cambada de seguidores do Oliveira da Cerejeira!

      Há 50 anos a produzir argumentos sobre tão grande estrela e nem um filme de jeito! Aquela de o porem nú, com um terço na mão, agarrado a um vestido que cá deixou a Garnier, então, é mesmo uma cena completamente sem sentido!

      Assim não vão lá!

    • Só há um pequeno problema, ainda há muita peste grisalha a contar o que sofreu e o que viu, por muito que os queiram atirar para o “sector privado e social” homicida.

  8. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Agora que o dito “caso da criança nepalesa de 9 anos, agredida por várias outras crianças no recreio da escola” já foi desmentido, fico à espera de ver o que vai dizer o Mendes.

    Lamentavelmente, parece que se trata de mais uma infame desinformação e manipulação da esquerda caviar. Algo a que já nos vamos habituando.

    • Asnonimo says:

      Pronto, não foi no recreio, foi fora. Quanto muito desresponsabiliza a escola (ao que parece também não houve queixa formal), mas não apaga o facto de andarem aí grupos organizados a aviarem quem bem lhes apetece.

      • Fernando Manuel Rodrigues says:

        Foi fora o quê? O que aconteceu realmente? Quem são os responsáveis? Já se sabe alguma coisa? Ou continuamos no “diz que disse”?

        • Vai-se a ver, ainda estava de saia curta!

        • JoaoSemRegras says:

          O diz que disse é a comunicação social. Infelizmente os políticos, activistas e comentadeiros, opinam sem terem os factos. Básicamente, o mesmo que aqui faz.
          As autoridades têm que investigar. E punir. Ou os agressores, ou os falsos denunciantes. Mas a sério, numa óptica de investigação criminal, não de espectáculo. Mas isso seria pedir muito
          Até porque o público exige resultados imediatos e actualizações constantes. O que é um paradoxo, pois já tiraram as suas conclusões.

      • POIS! says:

        Uma achega:

        Não desresponsabiliza tanto como vulgarmente se entende. O Estatuto do Aluno (Lei 51/2012), no seu artigo 10º (Deveres do Aluno), alínea i).dispõe como segue:

        “Respeitar a integridade física e psicológica de todos
        os membros da comunidade educativa, não praticando quaisquer atos, designadamente violentos, independentemente do local ou dos meios utilizados, que atentem contra a integridade física, moral ou patrimonial dos professores, pessoal não docente e alunos;”

        Sublinhe-se o “independentemente do local e dos meios utilizados”. Na minha modesta interpretação tal significa que, sempre que um determinado ato tenha relevância para o meio escolar, que tenha sido produzido no seu âmbito ou se reflita na vida e no meio escolar é passível de procedimento disciplinar por parte da direção da escola.

        Conheci pessoalmente um caso em que a um aluno responsável por uma agressão de certa gravidade, perpetrada num centro comercial situado junto a uma escola secundária, foi alvo de procedimento disciplinar e sancionado com suspensão, ao mesmo tempo que decorriam os trâmites de processos criminal e cível aberto por queixa dos pais da vítima.

        • POIS! says:

          Esclareço, para que não se levantem dúvidas, que a vítima também era um aluno da escola.

          • Fernando Manuel Rodrigues says:

            Pois… Esclareço, para que não haja quaisquer dúvidas, que neste momento, NÃO HÁ VÍTIMA, NÃO HÁ SUSPEITOS, E NÃO HÁ CRIME.

            Há apenas rumores, para já sem fundamento.

          • POIS! says:

            Pois a conversa não se dirigia a Vosselência nem vislumbro a necessidade da resposta.

            Não sei se foi lapso ou se o palheto do pequeno-almoço já estaria a fazer efeito.

          • Não há investigação, e, portanto, não se sabe se há. Completamente diferente.

  9. Helena says:

    O texto contém várias imprecisões, que me desculpe o autor do mesmo. A saber:

    A criança de 8 anos (agora tem 9, na altura tinha 8) foi linchada à porta da escola, e o principal linchador já tinha 11. O pai é segurança privado.
    A criança linchada, portanto a vítima, já tinha problemas para dormir antes deste acontecimento, pois partilha o quarto com a irmã mais nova, que chora muito durante a noite.
    O pregão não foi “vai para a tua terra”, foi “vai-te embora que ninguém te quer cá”. É parecido, mas convém ser preciso! Que confirme quem ouviu!
    Os pais, conforme foi dito, “chegaram a Portugal em contexto de asilo político”, ou seja não como migrantes nem sequer como refugiados. Isto porque a família era perseguida no Nepal pelas opiniões políticas da mãe. Porém no mesmo parágrafo é dito que trabalham em restauração, o que não corresponde à verdade. A mãe é camareira e o pai conduz um uber.
    “Até porque nada disto aconteceu” é a frase mais acertada de todo o texto.

  10. Júlio Santos says:

    E o que fazem lá as professoras, o diretor e o pessoal auxiliar? Estão ali á espera do fim do mês para receberem o deles? Ou também estão todos exaustos?

  11. Victor says:

    De certeza que não andaste na escola, além de te achares que eu é que sei eu é que sou bom
    Todos sabemos que defendes a esquerda corrupta e não passas de uma figura sem vida própria . O escreveres sobre um assunto em que te baseias nas revistas cor de rosa e sem teres o mínimo de conhecimento,devias arranjar outro espelho
    E já agora vê se o parque das Azenhas já tem condições para mudar a fralda aos bebés,ou já não interessa.
    Para ti continua a ignorância a ser um posto

    • João Mendes says:

      Parabéns, acabaste de ganhar mais um ajuste directo. Aproveita bem, a mama vai mudar de dono. Depois vais mesmo ter que trabalhar.

      • João Mendes says:

        (A menos que vendas o rabiote ao próximo Isaltino, claro.)

    • POIS! says:

      Pois mas…será???

      Olha! É o burreiro camuflado de “Victor”! Não tinham reparado? Pudera, está camuflado!

      Largou duas tábuas de lamparquet que estava prestes a assentar para largar aqui mais uma poia da sua cerebral asnice.

      Bem que queria passar despercebido. Só que exagerou na camuflagem ( a caravela no cu deu particularmente nas vistas…) e foi logo apanhado!

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