Proposta aos canais noticiosos

Sou muito favorável a um modelo televisivo em que haja uma equipa que atribui notas aos comentadores que acabaram de atribuir notas aos candidatos. Não só introduziria mais justiça neste sistema de avaliação de desempenho, como permitiria um elevado grau de especialização no comentário informativo, abrindo caminho até a que surgisse uma espécie de “governo sombra” do comentário político. Por exemplo: para cada Pedro Marques Lopes, um Pedro Marques Lopes Sombra, conhecedor das suas virtudes e limitações, capaz de avaliar as suas oscilações de humores, simpatias e enfados.

Pensai nisso.

Cobardes e canalhas como o monstro de Santa Comba

O caso da criança nepalesa de 9 anos, agredida por várias outras crianças no recreio da escola, que o insultavam e lhe dirigiam o clássico pregão fascista “vai para a tua terra”, enquanto a espancavam, é todo um tratado sobre consequências do crescimento da extrema-direita.

O caso tem, aliás, autores morais muito concretos. E vocês sabem quem são.

A criança, essa, vive em sobressalto desde então. Acorda durante a noite com pesadelos e tem medo de ir para a escola. Eis a vítima dos descendentes de Salazar: uma criança de 9 anos. Tão cobardes e canalhas como o monstro de Santa Comba.

Os pais, que com a criança chegaram a Portugal em contexto de asilo político, estão integrados na sociedade, têm emprego e rendimento fixo, pagam os seus impostos e trabalham na restauração, onde os portugueses não querem trabalhar.

Esta família, como a esmagadora maioria das famílias que chegaram a Portugal nos últimos anos, representa risco nenhum para a nossa comunidade. [Read more…]

Cristina Ferreira, Manuel Luís Goucha e Suzana Garcia entram num bar extremamente desagradável

Todos os dias, sem excepção, ouço o Extremamente Desagradável.

E raro é o dia que, terminadas as gargalhadas, não fico perplexo com o país em que vivo.

Um país onde charlatões declarados são tratados como autoridades em programas da manhã, onde gold diggers se apresentam como empreendedores de sucesso e onde milhares de pessoas são diariamente aldrabadas com bolas de cristal, amigos imaginários e pirâmides de autoajuda.

Se esta corja de trafulhas fosse sujeita a um décimo do escrutínio a que estão sujeitos os políticos, metade já estaria na cadeia. Ao invés disso, são credibilizados por estações de televisão, alegadamente sérias. [Read more…]