
Para outras gerações, como a do meu pai, os capitães foram outros, como o saudoso Fernando “Bibota” Gomes ou João Pinto. Para mim, o Porto teve um, e apenas um grande capitão. E o seu nome era Jorge Costa.
Jorge Costa não era o mais dotado tecnicamente. Mas era a voz de comando de um Porto que sentia, lutava e jogava à Porto.
Um Porto que não se ajoelhava, que não vacilava ou se perdia em vaidades, que comia a relva e deixava tudo em campo.
Um Porto nobre e leal, autor de algumas das mais belas páginas desse livro de honra de vitórias sem igual que cantamos no início de cada jogo.
E o Jorge Costa era o Bicho que fechava a defesa desse Porto, que punha os adversários em sentido e que empurrava a equipa para a frente com o grito audaz da sua ardente voz. Que ecoava pelo estádio com um trovão lançado por um deus grego.
Um jogador do Porto, à Porto, com o Porto no coração azul e branco.
Para a história ficam centenas de jogos pelo nosso Porto, coroados pela conquista de muitos títulos nacionais, pela Taça UEFA e pela Liga dos Campeões e Intercontinental, que marcaram uma das fases mais bonitas e felizes do nosso clube. E da minha juventude. Devo-lhe muitas alegrias.
Descansa em paz, Capitão.
Obrigado pela entrega, cada vez mais rara, pelo exemplo e por tudo o que deste ao nosso clube.
Descansa em paz. Correste muito por nós.






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