Está assim o Porto. Vivo.

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(Santa Catarina, Porto, hoje de tarde)

Já não me lembrava de ver o Porto assim. Tanta e tanta gente que nem se consegue estacionar o carro para passear pelo centro da cidade. Foi assim desde que regressei no início de dezembro e acreditei que depois do Natal já seria possível passear com mais calma. Não se consegue. É um incómodo? É. Antes assim. Prefiro o “meu” Porto vivo que aquele outro, do passado recente, moribundo, vazio, degradado e sem pessoas.

Que bom que é ver este Porto ainda mais pujante que aquele dos anos oitenta, antes dos grandes centros comerciais e dos “Continente”. Esse Porto que conheci com o meu pai e a minha mãe, ele com as suas constantes idas ao alfaiate na 31 de Janeiro ou comprar o “seu” Le Figaro na Bertrand. Ela naquele “seu” Porto das bolas de Berlim e das amêndoas de chocolate na Páscoa na Confeitaria Cunha, da estafa de deixar o carro estacionado no Silo-Auto e fazer todo o centro, toda a baixa a pé. Sem esquecer a fruta na “Bananeira”, o queijo da Serra na loja do senhor do gato à Trindade (e cujo nome não me recordo). Ou do terror de ter a minha mãe a entrar no Silo-Auto no seu peugeot 205 pela saída. Era um Porto vivo, com pessoas e poucos turistas. Hoje é mais que vivo, é pujante e a nós juntaram-se os turistas e a todos une um enorme encanto por esta cidade renascida.

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Não esquecer…

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Porto, 2016, © jmc

Miró por um canudo

 

Juan Miró, Logótipo do Turismo de Espanha

Juan Miró, Logótipo do Turismo de Espanha

 

O bilhete mais barato para ver “os Miró” custa 11 Euros.
Ao utente será inútil argumentar que pagou a colecção do seu próprio bolso, a peso de ouro.

Porto e Gaia, muito mais que um Rio… a separar

De lugares comuns está a blogosfera cheia e poderia aqui recorrer ao chavão de que o rio une, não separa e tal… Mas, a unanimidade instalada em torno de Rui Moreira não permite a similitude total entre as duas realidades políticas das margens, esquerda e direita, da foz do Douro.

Do lado direito, Rui Moreira acaba de receber o apoio do PS e estarão a caminho outro tipo de apoios. Sinto-me tentado a partilhar da opinião do Ricardo no Manifesto74. Não tanto porque sinta como obrigatória a apresentação de uma candidatura do PS a todas as autarquias, mas porque é do debate que nasce a Luz. O Porto vive uma encruzilhada civilizacional – com a crescente presença do Turismo em todas as dimensões da cidades, importa equacionar os caminhos a seguir, nomeadamente no que aos residentes diz respeito. Nunca, em Democracia, o silenciamento que o unanismo provoca pode ser uma opção. E, só por isso, seria mais interessante o aparecimento de ideias e projectos com olhares diferentes para a cidade, que, de uma maneira ou de outra, tem um papel central no futuro do nosso país. Percebo, de qualquer moda a coerência de Manuel Pizarro que abraçando de corpo e alma a cidade durante quatro anos preferiu seguir este caminho, claramente, coerente – admito, até, que no seu lugar tomaria exactamente a mesma opção. Mas e permita-me, caro leitor, que leve o texto para o território das emoções: gostaria de ver mais opções para o Porto. [Read more…]

Futebol: o campeão vai ser…

IMG_20160515_190227Agora que a janela de transferências (gosto muito destes chavões do mundo da bola) está mais fechada do que a porta da SAD AZUL, resolvi dar uma volta pela Google – sim, assim mesmo no feminino, porque se “ela” sabe tanta coisa só pode ser mulher (pancada no autor!)…

Escrevia eu, antes da fuga prá boca sexista, que fui procurar alguns dados que talvez possam ajudar a pensar as diferentes possibilidades para a nova época.

O site transfermarket dá uma notas (em euros) aos jogadores e aos clubes. Segundo eles, o plantel do SPORT LISBOA E BENFICA terá um valor a rondar os 184 milhões, mais cinco que os vizinhos da frente e mais 7 que a equipa do Porto. Os jogados mais valiosos do SPORT LISBOA E BENFICA são o Salvio, o Rafa e o Pizzi, no Sporting, o William, o Adrian e o Patrício, enquanto no Porto, o Brahimi, o Herrera e o Danilo são os que têm maior valor no mercado.

Diria que, a ver por este factor, teremos um trio de campeões. Curiosamente, no caso do tricampeão o sector mais valioso é o ataque, enquanto nos pretendentes ao trono a maior valia está no meio-campo. Mais longe do objectivo do jogo, portanto. [Read more…]

Rivalidades e hipocrisia

O Aventar não é terreno fértil para disputas futefoleiras, não porque elas não existam, mas porque, normalmente ficam para nós, na Bancada.

Mas, em função da agressividade latente nas redes sociais a propósito do desejo de um Diretor do SPORT LISBOA E BENFICA parece-me que vale a pena trazer a discussão para este estádio, quanto mais não seja para mandar umas bolas para o pinhal.

Vamos lá então à hipótese: é possível ser adepto de um GRANDE sem desejar que o outro perca?porto2

A resposta politicamente correcta será “lá fora, contra os estrangeiros” e tal… Mas, factos são factos – uma adepto do SPORT LISBOA E BENFICA quer que o Porto perca sempre e o inverso não deixa, nunca, de ser verdade. Poderia até apresentar um argumento básico – sem o dinheiro da champions, o Porto ficaria “mais fraco” o que deixaria em vantagem a concorrência, mas não creio que isto seja coisa para grandes racionalidades.

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Sport TV, esse canal anti-Benfica

dizem os Pedros Guerra desta vida. Agora imaginem que este lapso do comentador era ao contrário.

E só faltam 3 dias

Penálti sr. Árbitro

Escrever sobre bola é sempre um momento muito delicado em terras lusas – como alguém terá dito um dia, o futebol é a mais importante das coisas, de todas aquelas que não têm interesse algum.benfica

Mas, em Portugal há uma forma muito estranha de ver futebol – muito pouca gente vê futebol e quase todos, com umas lentes coloridas, observam apenas o que o coração quer ver, mesmo que os olhos teimem em mostrar uma realidade diferente.

O Sport Lisboa e Benfica só foi grande porque Salazar queria. Mais tarde, outros ganharam, apenas e só porque a fruta era de qualidade. De um lado ignoram-se craques como Jardel, Falcão ou Hulk e do outro, jogadores como Oblak, Aimar, Saviola ou Enzo não eram suficientes para se esquecerem colinhos e túneis.

Nos tempos mais recentes, o JJ mudou de lado, lá na BCI da mouraria e assiste sentado e em silêncio aos comentários do seu patrão, que um dia atrás do outro, insiste em dizer que todas as vitórias que Jorge Jesus teve vestido de vermelho, se deveram às caixas do Eusébio. Já agora, uma nota de interrogação: não há por aí uma só alma jornalística que pergunte ao JJ o que pensa ele desse comentário do patrão?

E, chega todo este paleio redondo aos vossos ecrãs, porque o fim-de-semana foi fértil em erros de arbitragem. Jonas saltou para uma falta inexistente, a mesma falta que levou Maxi ao chão. [Read more…]

TAP, passa-te ao caralho!

Quem é que precisa da TAP para o que quer que seja?

O Porto é uma família

com sangue italiano, suponho.

Crónicas do Rochedo V – Pinto da Costa, O Político.

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Uma das características dos políticos é a sua durabilidade. São assim como o coelho das pilhas duracell, “e duram, e duram, duram, duram…”. Não fosse a lei de limitação de mandatos nas autarquias locais (porquê só nas autarquias locais???) e Portugal seria o verdadeiro paraíso jurássico da Europa.

Estarei a exagerar? Não me parece. Ora reparem: António Costa, Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Jerónimo Sousa. Isto apenas para referir as primeiras linhas. Caso contrário, teria de recordar Soares, Cavaco, Jorge Coelho, Jaime Gama, Marques Mendes, Durão Barroso, Santana Lopes, Telmo Correia, Francisco Louçã, etc., etc., etc. Desde os anos 80/90 que estão na primeira linha. Será que é só na política? Bem, nos sindicatos é a mesma coisa. Nas ordens profissionais onde não existe regra de limitação de mandatos idem. E nas grandes empresas? Aspas, aspas.

Isto é tudo muito bonito, são todos muito democratas e tal e coisa mas largar o lugar é que nem pensar. Se é assim em tudo porque raio teria de ser diferente no futebol? Pois.

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Prefiro, de facto, o BENFICA

É assim que MST escreve, hoje, na Bíblia do jornalismo Luso.

Portistas, subscrevem? mst

Peseiro amigo,

o Famalicão, hoje, acabou de te tirar uma preocupação. Agora podes pensar só  na champions.

Todos ao monte

Eu vou à farmácia e à funerária, tudo no mesmo dia, num conjunto de iniciativas na área da saúde. Claro que também sou adepto, do SPORTING CLUBE DO PORTO & BENFICA. Sou, também, um fã do Jorge Lopetegui Vitória (sim, do Rui Barros também, apesar dele ser do tamanho de outra candidata).

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Continua a rotatividade

Que chegou agora ao topo.

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Parece-me que se trata de uma opção verdadeiramente discutível e vejo com bons olhos o movimento #ficalopes.

Rede Bombista? Foste tu?

Sede do PS Porto alvo de vandalismo. Nunca mais dou ideias

O verdadeiro problema está nas lideranças dos partidos políticos.

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Nestes últimos dias reli uma biografia de Francisco Sá Carneiro e alguns dos seus discursos.

Eu que acredito muito pouco nos principais actuais dirigentes do PSD questionei-me como foi possível uma deriva tão grande nos princípios, nos valores, nas causas, na ética e na coragem política que eram a força do PPD-PSD.

Francisco Sá Carneiro era mesmo um homem e um político único. Os seus discursos, o seu carisma, o seu olhar e a sua força transmitiam convicção, verdade, coerência e um verdadeiro e enorme sentido de estado.

Apenas, por isso, conseguiu fundar, com sucesso, um partido genuinamente português, fora da lógicas doutrinárias europeias puras da democracia-cristã, do socialismo ou do comunismo.

É pura evidência que estamos perante um problema grave de falta de lideranças, de homens e mulheres, que consigam voltar a mobilizar os portugueses para um grande e verdadeiro desígnio para o nosso país.

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Privatização dos transportes no Porto:

O Governo fez um estudo. Mas também fez um caderno de encargos que descura as necessidades de serviço público. Rui Moreira não alinha. Mais info aqui.

Carta a Julieta

Querida Julieta

Soube que ganhaste o Prémio Mulher Flash Lifestyle. Tentarei, durante uns breves instantes, fazer de conta que não estou orgulhoso disso e vou fingir que não votei em ti. Mais: terei, até, o desplante de declarar alto e bom som que só te deram este prémio para te compensar do facto de o teu Futebol Clube do Porto não ter ganho nada pelo segundo ano consecutivo (sei bem as dores físicas que esta provocação me vai valer, no nosso próximo reencontro). Como se isso não bastasse, considero-me discriminado por não ter sido, pelo menos, nomeado, porque num tempo em que se fala tanto da igualdade de géneros seria justo que um homem pudesse concorrer ao Prémio Mulher.

Na minha qualidade de pseudo-intelectual peneirento, é claro que nunca admitirei que leio a Flash nem mesmo nas salas de espera dos consultórios médicos (se alguém me apanhar com uma na mão, aberta numa página em que se veja uma rapariga em trajes menores, saiba que o meu interesse é puramente etnográfico ou coiso ou eventualmente) . Para além disso, revolta-me que dêem a uma mulher tão portuguesa e tão portuense um prémio cheio de inglesices, mas a verdade é que vivemos num tempo em que os hotéis são sempre Qualquer Coisa Spa, Wellness, Business and Golf Center. Se aquela gente em Lisboa te conhecesse verdadeiramente, terias ganho o Prémio Mulher Estilo de Bida, carago! (e “carago!” faria parte do nome do prémio)

Ser professor num tempo em que a Educação é um dos maiores desinvestimentos do país é muito difícil. Pior do que isso só trabalhar na direcção de uma escola, tendo em conta que ser criança ou adolescente é estar sempre em crise, o que é ainda pior em tempos de crise, para não falar das constantes reviravoltas impostas por um ministério que parece apostado em desorganizar a vida dos estabelecimentos de ensino. [Read more…]

Afonso

Já me tinha cruzado com ele numa destas noites, a cidade ainda celebrava e uma figura sonâmbula deambulava pelas ruas. Tapava-se com um cobertor como se fosse um manto, caminhava com passos incertos sob o seu cobertor verde na noite fria. Vi-lhe o rosto de relance e não percebi que fosse tão novo, 17 anos de fugas e solidão.  O Jornal de Notícias conta hoje a história do Afonso, o miúdo cigano a crescer sozinho nas ruas, entregue à bondade dos estranhos, à indiferença da maioria, ao descaso das autoridades, à crueldade de quem acha graça a vê-lo alcoolizado. [Read more…]

Algo de diferente para 14 de Fevereiro

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Para comemorar o dia dos afectos, ou do amor, ou do que lhe quiserem chamar, o Sim, Nós Fodemos vai organizar precisamente no dia 14 de Fevereiro a sua Primeira Conferência. Com o tema geral «Sexualidade e Deficiência», este evento ocorrerá no Porto, no Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos, na Rua Passos Manuel 178, 4º andar (frente ao Coliseu). Não sei se concordam comigo, mas eu acho de um enorme sentido de humor que algo que pretende incutir tão bons hábitos tenha lugar no Maus Hábitos (que é um nome irónico, dado o que por ali se faz).

A interessantíssima agenda é a que se segue:

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Boas cercas fazem maus vizinhos

Não exagero se disser que me sinto ofendida pela intenção hoje noticiada da Comunidade Israelita do Porto (CIP) de fazer erguer um muro à volta da sinagoga do Porto. Considera a CIP que os atentados terroristas em França e o aumento do anti-semitismo na Europa aconselham a protecção da sinagoga, coisa que se traduz num muro de 3,5 metros de altura e arame farpado.

E se me sinto ofendida é porque essa comunidade não tem motivos para sentir-se ameaçada no Porto, não houve nesta cidade nenhuma manifestação de anti-semitismo que justificasse a construção de um muro, e avançar com a sua construção é um acto de desconfiança em relação à cidade que não tem justificação histórica nem é sustentada por nenhuma ameaça concreta na actualidade. [Read more…]

A estátua merecida

As carquejeiras vão ter o monumento que o Porto lhes deve. A apresentação da maqueta irá realizar-se no próximo sábado, na JF do Bonfim.

Porto!

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Eu não queria falar sobre o tema. Só quem nunca esteve envolvido na criação de raiz de projectos de marketing territorial se dá ao luxo de falar levianamente. É um trabalho duro, de enorme desgaste e óptimo para ser criticado pelos “bitaiteiros” do costume.

A nova imagem da marca Porto/Cidade não é indiferente. E aqui está um elogio aos seus criadores. Mesmo torcendo o nariz ao ponto final. Luís Paixão Martins, cujos seus sentimentos pela sua Lisboa se equiparam aos nossos sentimentos pelo nosso Porto, aproveitou para escrever sobre o tema puxando a brasa à sua sardinha.

Porque os gostos se discutem, aqui fica o meu: para mim, o Porto é ponto de exclamação e não ponto final. A exclamação das vendedoras do bolhão, dos frequentadores da baixa transformada em “movida Almodóvar”, do cimbalino pedido ao balcão, do Velasquez em dia de bola no Dragão, etc, etc, etc. O ponto de exclamação de sentimentos fortes. De entusiasmo. De arrebatamento. De cólera. Do antes quebrar que torcer.

Porto!

 

(imagem gentilmente palmada ao blog Bibó Porto Carago!

Teatro no Porto: Rádio Saudade

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 O TIPO  (Teatro Inédito do Porto) estreia amanhã Rádio Saudade. É no Teatro da Vilarinha e custa apenas cinco euros. Como ainda falta algum tempo para a estreia, o futuro espectador pode ler a sinopse e a ficha técnica. O mesmo espectador pode ficar a conhecer o curriculum desta jovem companhia teatral.

Feira do Livro do Porto: o regresso

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Organizada pela Câmara Municipal do Porto. O programa de actividades é variado.

As carquejeiras

 

No final de 1930, o lisboeta «O Século» enviou ao Porto o repórter Adelino Mendes para ver e contar a vida nas ilhas e bairros pobres da cidade. O jornalista ficou particularmente impressionado com as carquejeiras:

Surgem diante de mim vultos indistintos, cujos contornos, a certa distância, mal se definem. Dir-se-ia que vem ao meu encontro uma fila de ouriços, arrastando-se lenta e dolorosamente pela rampa que conduz ao rio.
– São as mulheres da carqueja! Vão assim, sob estas cargas, até às Antas, até Paranhos, a quase duas léguas de distância, às vezes! (…)
Paramos. As desgraçadas passam, com os enormes feixes às costas, arfando e resfolegando, pela ladeira acima. Assisto à escalada torturante dum calvário que não tem fim. Sobre os muros da rampa, os ouriços humanos depõem, de vinte em vinte metros, os carretos.

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Latim em risco na cidade do Porto

Desde 2005, os ministros da Educação têm como única função retirar, o mais possível, o Estado da área que estão a tutelar: o que interessa, portanto, é cortar. É claro que isso é anunciado com eufemismos vários como a “optimização de recursos” ou o célebre “fazer mais com menos”, essa frase cinicamente repetida por Nuno Crato. É em nome dessa poupança criminosa (porque é evidente que há poupança virtuosa) que, entre muitas outras medidas, se aumentou o número de alunos por turma e se diminuiu o número de horas semanais atribuídas a algumas disciplinas: o único objectivo é despedir professores e funcionários.

Para além disso, há uma visão utilitarista do ensino que acaba por contribuir para o empobrecimento geral do currículo, com reflexos gravíssimos na formação integral do cidadão, que deveria estar ao alcance de todos. A coberto de palavras como “empregabilidade” e “empreendedorismo”, há áreas, como as Humanidades, que ficam transformadas em luxos acessíveis alunos cujos pais se preocupem com a referida “formação integral”.

Não é possível negar, a propósito, a importância da generalização do estudo do Latim. Assim, por um lado, se houvesse Ministério da Educação em Portugal, deveria existir um maior número de alunos a estudar Latim; por outro, o Latim, tal como outras disciplinas consideradas fundamentais, deveriam ser alvo de uma discriminação positiva que permitiria abrir turmas pequenas ou mesmo mínimas.

Na cidade do Porto, a segunda cidade do país, o Latim está em risco de desaparecer. Foi lançado um alerta para que os alunos interessados se matriculem na Escola Rodrigues de Freitas, de modo a poder-se encontrar um número mínimo que possa permitir a formação de uma turma. Realce-se, a propósito, que os professores Alexandra Azevedo e Jorge Moranguinho têm aí realizado um trabalho meritório na área do ensino do Latim, valendo, ainda, a pena lembrar que António Gil Cucu, aluno da escola, ganhou, há pouco tempo, um prémio internacional, mesmo se não mereceu apoio do Estado, ao contrário dos milionários que fazem parte da selecção nacional de futebol.

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Sons do Aventar – The National – Primavera Sound Porto

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Escrever sobre o concerto dos The National na noite de ontem no NOS Primavera Sound do Porto não é fácil. Acreditem. Nada fácil. Por isso este vai ser longo…

O Parque da Cidade (Porto) é especial e quem “descobriu” o seu potencial para um festival como este merece receber as “Chaves da Cidade” numa próxima cerimónia da CMP ou mesmo uma Comenda pelas mãos do PR. O local é irreal de tão bom. A fauna não fica a dever muito ao espaço. São poucos os festivais que se organizam por cá onde se consegue assistir a concertos sem ter de aturar hordas de bêbados ou teenegers histéricos/as a tudo o que acontece e ao que ainda está para acontecer. Isso e malta de costas para o palco na conversa, literalmente a marimbar-se para a música e a incomodar quem está ali pela música, como acontece em demasia no SW. Aqui, tirando uma ou outra excepção, estamos todos pela música aproveitando o espaço e o ambiente. É por isso que, juntamente com Paredes de Coura, este é o “meu” festival. A escolha das bandas é de excelência e o público idem.

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