Abel não é Jesus

Pelo segundo ano consecutivo, Abel Ferreira liderou o Palmeiras até à conquista da Taça dos Libertadores. Quando o treinador português aterrou em São Paulo, em 2020, o “Verdão” tinha apenas uma Libertadores no palmarés. Em dois anos de Abel Ferreira, passou a ter três. Um feito só ao alcance dos melhores, reflexo da excelência dos treinadores portugueses, que dão cartas nos quatro cantos da esfera, seja na Premier League, seja nas competições europeias, sul-americanas ou asiáticas (nem de propósito, Leonardo Jardim venceu há dias a AFC Champions League, a Liga dos Campeões asiática, ao comando do Al Hilal). Enorme Abel Ferreira! Um verdadeiro campeão.

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O lado negro do futebol ou o futebol como lado negro

 

Na sua crónica de hoje, Miguel Guedes, adepto do Futebol Clube do Porto, considera que os três penáltis que ficaram por marcar a favor do seu clube e uma expulsão “perdoada” constituem exemplos do “lado negro do futebol”.

Fico à espera de saber que expressão usará o cronista para classificar as negociatas escuras de xeques de regimes assassinos ou de magnatas mal-afamados que compram clubes como se fossem brinquedos, o comportamento hediondo de muitos membros de muitas claques que assaltam estações de serviço ou que transformam os estádios em zonas de guerra, a exploração criminosa de operários na construção dos estádios do próximo Mundial, entre outras coisas.

Note-se, a propósito, que esta expressão é usada a propósito de um jogo de futebol em que foi homenageado Tengarrinha, um antigo jogador, morto aos 32 anos, uma idade em que devia ser proibido morrer, consequência de um lado negro da vida. [Read more…]

Direitos Humanos: por cumprir

“Não sou livre enquanto outra pessoa for prisioneira, mesmo que as suas correntes sejam diferentes das minhas” – António Alves Vieira (1987-2018)

Enquanto continuar a haver medo, a luta não terminará. Direitos LGBTQI+ são Direitos Humanos; e enquanto os primeiros não estiverem totalmente assegurados, os segundos nunca serão cumpridos.

Pratiquei desporto muitos anos; futebol, em concreto. Por ter a experiência, sei que estou em condições de dizer taxativamente: o mundo do futebol é um mundo machista e homofóbico. Não se enganem; gosto muito de futebol. Mas as coisas são como são. Por isso, enfrentemos a realidade de frente e mudemos o paradigma.

O medo das represálias por parte do patronato, de colegas e adeptos é avassalador. Saber que se pode ser afastado por se ser homossexual é aterrador, desumano e pressiona, muitas vezes, a que se tome uma decisão. E essa decisão, por norma, tem dois caminhos: a aceitação da vida que se quer levar ou a morte. Não raras vezes, pelo estigma, pelo preconceito, pelo isolamento, este caminho acaba na morte. [Read more…]

PSG, Messi e o autoritarismo que toleramos em nome do futebol

O Paris Saint-Germain, um dos maiores clubes de França, detentor do mesmo número de campeonatos que o Saint-Etienne (9), menos um que o Marselha e um percurso mediano nas competições europeias, é hoje o ícone maior do lamaçal em que chafurda o futebol moderno. Bilionariamente financiado por um fundo controlado pelo monarca absoluto do Qatar, Tamin bin Hamad Al Thani, o PSG é o exemplo acabado, mas não o único, de como a Europa se deixou colonizar pelo dinheiro mais sujo e corrupto que circula no planeta. A mesma Europa do futebol patrocinado pela Gazprom e por outras empresas controladas por ditaduras, onde qualquer oligarca russo, chinês ou saudita adquire um clube, lava a imagem e o dinheiro manchado de sangue. Não admira que Messi lá tenha ido parar. Mais barril de petróleo, menos barril de petróleo, mais mulher lapidada, menos mulher lapidada, tudo se compra, pelo preço certo em euros, na Europa da liberdade e da democracia, onde tantos vêm uma ameaça nos desgraçados dos migrantes que dão à costa na Grécia, e tão poucos se preocupam com os tapetes vermelhos que se estendem para personagens sinistras como o Emir do Qatar.

Leo Messi e o amor à camisola

Não nutro qualquer tipo de sentimento relativamente a Lionel Messi. Não o venero, não o odeio, não me perco em comparações. Também não me é indiferente, na medida em que gosto de futebol, e Messi é, indubitavelmente, um dos mais geniais executantes da modalidade que a humanidade viu jogar. Estará, seguramente, no top 3 da história do futebol, sendo que tal ranking, por não existirem métricas universais ou comummente aceites para hierarquizar o talento dos futebolistas, vale o que vale, por ser do domínio da opinião, e o que não falta no futebol são opiniões.

Dito isto, é com enorme estranheza que vejo algumas reacções inflamadas que a sua saída do Barcelona está a causar. Que lê o que se tem escrito, fica com a sensação que, no mundo do futebol, o amor à camisola ainda impera. Ou sequer existe. Lamento se desiludo alguém, mas a boa velha lealdade entre jogadores e clubes, de parte a parte, é como os linces ibéricos. Existem alguns, poucos, às vezes nasce mais um ou outro, mas são uma espécie ameaçada no limite da extinção.

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Dizem que um homem não chora

…até lhe tocarem no ordenado.
O homem que chora porque o patrão não lhe pode pagar mais do que trinta e oito milhões de euros por ano. Há cada injustiça neste mundo… 

Conversas vadias 24

Aqui está a vigésima quarta edição das Conversas Vadias. A cumprir o dever de vadiar, estiveram três mosqueteiros (ou seja, quatro): José Mário Teixeira, Orlando Sousa, António Fernando Nabais e António de Almeida.

Começámos por servir a vitória do Sporting na Supertaça, atacámos o disparate das janelas de mercado no futebol, provámos um pouco de outras modalidades, à custa dos Jogos Olímpicos, valorizámos Neemias Queta, explicámos o que significa “andar na berlinda”, degustámos a estranha intervenção do Presidente da República sobre a vacinação dos jovens, inquietámo-nos com a D. G. S., lembrámos o fecho da Dielmar, digerimos Bolsonaro e acabámos com sugestões para todos os gostos, incluindo um desgosto.

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Conversas vadias 24







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Cristiano Ronaldo, Coca-Cola e o Europeu dos autocratas

Gostei de ver a UEFA a sair em defesa da Coca-Cola, na sequência da ronalidice a que assistimos há uns dias. Até porque nem todos se podem dar ao luxo de cuspir no prato onde comeram, como fez Cristiano Ronaldo.

Por causa deste episódio, fui espreitar os patrocinadores oficiais do Euro 2020. E descobri que pelo menos um terço das empresas patrocinadoras são geridas por oligarcas e directamente controladas por um regime totalitário:

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Futebol, o verdadeiro dono disto tudo: o caso Pedro Adão e Silva

Futebol. Um conjunto de instituições de exagerado poder, com tentáculos na política local e nacional, há décadas a viver acima das suas possibilidades e em situação permanente de falência técnica, em particular as suas elites, a quem tudo é permitido, seja corrupção, sejam fraudes fiscais, sejam os mais variados abusos de poder, seja o que for. Vale tudo e está tudo bem.

Até no interior do Parlamento se faz o poder futebolístico representar, através dos poucos fóruns onde o unanimismo reina, que são as associações de deputados-adeptos dos principais clubes, onde podemos encontrar um deputado do CDS a brindar com outro do PCP, e que, não raras vezes, até recebem os seus presidentes e outros dirigentes para almoçar ou jantar.

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Com o pé que está mais à mão 3

A terceira edição de debate da rubrica “Com o pé que está mais à mão”, em torno da problemática do futebol, com o Sporting e a sua conquista do campeonato nacional como pano de fundo. Sem esquecer arbitragens, presidentes, equipas, treinadores, confusões e lições. E, mais importante, a memória da eterna Maria José Valério. Em debate, estiveram António de Almeida, António Fernando Nabais, Orlando de Sousa, José Mário Teixeira e Fernando Moreira de Sá.

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Com o pé que está mais à mão 3







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Pod do dia – Eu sou campeão

19 anos depois, o Sporting C.P. volta a vencer o campeonato nacional de futebol.

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Pod do dia - Eu sou campeão







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Com o pé que está mais à mão 1

A primeira edição em forma de debate, da rubrica “Com o pé que está mais à mão”.

Um contributo para a elevação cultural, do debate público futebolístico em Portugal (como se fosse possível).

Em debate, estiveram António Fernando Nabais, Fernando Moreira de Sá, Orlando de Sousa e José Mário Teixeira.

Moderação não houve, que isto não é coisa para gente moderada.

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Com o pé que está mais à mão 1







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Pod do Dia – subsídio para o estudo do adepto

O futebol é responsável por uma das maiores mutações do mundo contemporâneo: a transformação do ser humano em adepto.

 

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Pod do Dia - subsídio para o estudo do adepto







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A Euroliga e a infalibilidade liberal

Os liberais defendem a livre concorrência como garantia da melhoria da qualidade seja do que for, de empresas a escolas, passando por hospitais e mercearias, porque o mundo é sempre simples se olharmos para ele com as lentes do dogma.

No mundo das empresas, e de acordo com o pessoal liberal, o sucesso é sempre resultado do mérito. Se alguém ganha mais, é porque fez por isso e, portanto, merece. Se uma empresa tem lucro, é porque os gestores foram competentes. Críticas à distribuição de dividendos por uma minoria ou reclamações por melhores salários são sempre desvalorizados pela onda liberal, em nome da meritocracia – quem não está melhor é porque não dá para mais e, desde que os mercados funcionem, quem estiver em lugares cimeiros estará sempre por merecimento.

Qual não é o meu espanto, quando vejo tanto liberal adepto do futebol a criticar a ideia da Euroliga (que nem sequer é nova), usando, de maneira inábil, o argumento de que tudo isto é contrário à meritocracia, essa alegada essência do capitalismo! Ora, há muitos anos que os clubes que defendem este projecto se transformaram em empresas cujas receitas são, em grande parte, geridas pela UEFA ou pela FIFA, centrais de negócios disfarçadas de confederações. Estes clubes, para usar a vulgata liberal, estão na posição em que estão graças ao mérito, foi esse mérito que lhes deu poder e projecção, tornando as suas marcas globais. [Read more…]

Pinto da Costa desrespeita Pinto da Costa

Pinto da Costa critica arbitragem do Sporting (2021)

“Falar de árbitros é estúpido, mas há muitos estúpidos” (2012)

Superliga europeia? É o capitalismo, estúpidos!

Superliga europeia vai mesmo para a frente

Pod do dia – 31 de Março de 1974

A minha primeira vez.

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Pod do dia - 31 de Março de 1974







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Se eu fosse o árbitro do Luxemburgo-Portugal

Ontem, Cristiano Ronaldo falhou um golo só com o guarda-redes pela frente. Eu, se fosse o árbitro, saía do campo e atirava com o apito.

CR7 em nova modalidade olímpica

Lançamento da braçadeira.

O comportamento de Cristiano Ronaldo foi vergonhoso!

Numa das três ou quatro tiradas avulsas em que despejei nas redes sociais a minha indignação face ao comportamento de Cristiano Ronaldo, pessoa amiga deixou o seguinte comentário:

Mas querias o quê?! Que ele continuasse em campo e não atirasse a braçadeira ao chão, portando-se à altura de um atleta profissional, de 36 anos, que sabe agir com desportivismo e maturidade? Tens cada uma…

Lapidar, ou seja, digno de ser inscrito na pedra – está tudo aqui: a falta de profissionalismo, de desportivismo e de maturidade.

É difícil, em qualquer jogo, com a adrenalina no máximo, manter a serenidade? É, mas aos que devem ser exemplos exige-se que façam o mais difícil. É difícil dominar uma bola que vem com força, é difícil driblar em corrida, é difícil rematar com os dois pés, é difícil saltar a 2,56 metros de altura durante 1,5 segundos e cabecear, é difícil ser o melhor marcador de sempre. É difícil não perder a compostura, quando um golo é mal anulado no último minuto de jogo.

É grave que o português mais conhecido no mundo, ídolo da juventude, abandone o campo e atire com a braçadeira de capitão, como se fosse um menino mimado e malcriado.

Também é grave que uma multidão de adultos apoie este comportamento: pais e filhos, jornalistas e cronistas, recorrendo à habitual conversa da inveja, das conspirações das arbitragens ou da necessidade de defender a tribo, elogiaram o que Cristiano Ronaldo fez ontem. O povo português talvez devesse redireccionar esta capacidade de revolta para outros assuntos e, no mínimo, não elogiar a falta de educação só porque joga por nós.

O palhaço e o anão do caralho

No fim-de-semana, os portugueses puderam assistir a um debate entre um palhaço e um anão do caralho. Quando temos a possibilidade de ouvir vozes autorizadas, não devemos desperdiçar a ocasião e todos sabemos que, desde o mundo académico do futebol até ao campo relvado da política, não há melhor do que um palhaço e do que um anão do caralho.

A garantia de que estas duas designações estão bem aplicadas releva do facto de que os participantes no debate as aplicaram um ao outro: coube ao anão do caralho designar o outro como palhaço, levando a que este, simpaticamente, confirmasse que o oponente era exactamente um anão do caralho.

O rigor, como se sabe, nasce, frequentemente, do distanciamento – nada melhor do que um Outro para nos definir. Ainda recentemente descobri a minha condição de bovino, quando um simpático automobilista me chamou a atenção para o facto de me ter esquecido de assinalar a mudança de direcção, gritando-me ternamente: “Ó boi, olha o pisca!” E aquele momento foi, para mim, uma epifania, o reconhecimento de que só um animal ruminante poderia andar a pastar no meio do trânsito, sem explicar para onde vai. Mugi uma desculpa e pensei em palha. [Read more…]

É um grunho, mas é nosso grunho

Ontem, Sérgio Conceição foi, mais uma vez, expulso do banco, mostrando, novamente, uma total falta de autocontrolo. Segundo parece, a explosão ter-se-á dado, no momento do segundo golo, em resposta a uma provocação que teria saído da boca do treinador do Portimonense, aquando do empate.

A adrenalina, como se sabe, não é boa conselheira, e o cérebro reptiliano ainda cá está, cheio de memórias do tempo em que descemos das árvores e em que éramos impelidos a atacar os nossos semelhantes porque pertenciam a uma tribo diferente e vinham apagar-nos a fogueira e roubar-nos as mulheres ou a comida ou as duas. O futebol, visto ou jogado, acorda o australopiteco que vive dentro de nós.

Apesar de tudo, esperançado no efeito civilizador da evolução, tenho a convicção de que, por respeito aos grunhos que eram os nossos antepassados, devemos ser melhores.

Chegado aqui, não me espanta que Sérgio Conceição continue a não conseguir controlar o grunho que também é, porque a sua personalidade, no meio da gasolina que é o mundo do futebol, só poderá ser assim. Neste momento, já nem sequer tem a desculpa de ainda ser um jovem em formação. Na verdade, já tem, como é costume dizer-se, idade para ter juízo.

Também já não me espanta, embora me preocupe, o facto de haver quem veja no descontrolo de Sérgio Conceição as virtudes essenciais do portismo. Os argumentos são variados: o quem não se sente não é filho de boa gente; o as pessoas do Norte são mesmo assim; o somos Porto, contra tudo e contra todos; o isto é a luta contra o centralismo lisboeta que nos oprime; o futebol não é para meninas. E milhares de adultos, incluindo pais de família, independentemente das habilitações literárias ou da classe social, exaltam as tristes figuras em que o treinador do Porto é useiro e vezeiro. Se uns querem deitar fora o bebé e a água do banho, estes defensores de Sérgio Conceição acreditam que a banheira, o bebé e a água do banho são um só e têm de ser conservados. [Read more…]

Sérgio, até 2050 sff

Onde se fala de expulsões, do Al Andalus e outros que tais.

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Sérgio, até 2050 sff







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Com o pé que está mais à mão – A trajectória do Sporting desde a contratação de Rúben Amorim até ao presente

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Com o pé que está mais à mão – A trajectória do Sporting desde a contratação de Rúben Amorim até ao presente







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Pod do Dia – Apito dourado

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Pod do Dia – Apito dourado







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Pod do Dia – As lágrimas de Conceição

Pode alguém, numa qualquer poltrona lá longe, roubar-nos este momentos? É o Pod do Dia no PodAventar.

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Pod do Dia - As lágrimas de Conceição







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O grande Vítor Oliveira partiu

Mais ainda do que a morte de Maradona, que sempre foi exímio a rebentar com a sua saúde, ou de Reinaldo Teles, apanhado nas malhas impiedosas da covid-19, encontrando-se em estado grave e ligado a um ventilador desde final de Outubro, choca-me a morte repentina do grande Vítor Oliveira, treinador que tanto deu ao futebol português, especialista na subida de equipas do segundo escalão para a Primeira Liga, e que passou pelo clube da minha terra, o CD Trofense. Hoje foi fazer a sua caminhada matinal, sentiu-se mal e já nada houve a fazer. Tinha apenas 67 anos e deixa um vazio no futebol português que não mais será preenchido, pelas características únicas de um jogador-treinador que passou por duas dezenas de clubes e que ficará para a história como o Rei das Subidas. Respeito pelo percurso inigualável e paz à sua alma.

Acabaram os Eders gordos!

Finalmente, acabou o tempo em que jogávamos à grande e à francesa e voltamos a jogar à “quase que era” e à portuguesa. Confesso, tinha saudades!

António Costa’s Tancos-Vieira connection

António Costa foi a Tancos, pegou numa bazuca pelas orelhas e rebentou com os dois pés. O que ainda ninguém percebeu foi porquê. O que terá passado pela cabeça de Costa, a velha raposa política que sobreviveu a Sócrates para derrubar Passos com uma Geringonça, para se atirar de cabeça contra uma parede de betão? Estará a pôr-se a jeito para perder as próximas eleições? Para forçar antecipadas? Terá sobrestimado a sua popularidade, que já conheceu melhores dias? Ninguém sabe. Tirando o próprio e os assessores que terão passado o chão a pano. [Read more…]

Política aos pontapés

As autarquias portuguesas estão cheias de favores nem sempre indirectos a clubes de futebol da terra, com actuais e antigos autarcas em mesas de assembleia geral ou, até, em altas instâncias do futebol nacional, histórias de empreiteiros que tinham de dar dinheiro ao clube concelhio para terem direito a aprovação de obras, cedências de terrenos municipais em condições muito vantajosas para o usufrutuário e às custas de dinheiros públicos e um larguíssimo etc. de corrupção ilegítima e ilegal. O leitor pode divertir-se e aprender, fazendo, no dr. Google, buscas como “Presidente da câmara de (nome do concelho) futebol”.

A presença de António Costa na comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira é, apesar do contexto escandaloso, uma melancia do Entroncamento no cimo de um bolo já demasiado azedo. O primeiro-ministro tem, naturalmente, direito às suas preferências clubísticas, mas não pode tomar partido nem que seja na associação de chinquilho mais obscura, por mais honrada que seja. [Read more…]