No tempo do Salazar é que era bom

Citando:

De acordo com os dados recolhidos nos Censos de 1970, um em cada quatro portugueses (25,6%) era analfabeto. Essa percentagem de pessoas que não sabem ler nem escrever foi baixando ao longo das décadas seguintes: 18,6% em 1981; 11% em 1991; 9% em 2001; 5% em 2011; e 3,1% em 2021.

Também é verdade que, em 1970, cerca de 68% das casas não tinham duche ou banho, 53% não tinham água canalizada e 42% não tinham instalações sanitárias.

De resto, nesse mesmo ano da morte de Salazar, a taxa de mortalidade infantil registada em Portugal era uma das mais elevadas da Europa: 55,5‰, isto é, morriam 55,5 crianças com menos de um ano de idade por cada 1.000 nascimentos. Em 2024 fixou-se em 3‰, uma das mais baixas do mundo.

Sublinhe-se neste âmbito que, em 1970, apenas 38% dos partos ocorriam em estabelecimentos de saúde.

Efectivamente.

Comments

  1. Whale project says:

    E ainda havia mais, mulher que não fosse legalmente casada não tinha direito a parir o filho do pecado num hospital.
    Mulher que casasse com estrangeiro perdia a nacionalidade portuguesa e passava a ter a do marido se esse pais a quisesse dar. A não ser assim passava a não ter nenhuma.
    Para comprar um aspirador tinha de levar uma autorização escrita do marido. Para trabalhar também e o marido podia a qualquer tempo anular o contrato assinado pela mulher.
    Casamento era para toda a vida e se levasse no focinho ia queixar se ao Papa. Era pior que hoje mas a censura fazia com que nenhuma fosse morta pelo marido.
    Por isso quando vejo alguém que não tem picha dizer que no tempo do Salazar e que era bom sinto gana de lhe pagar um bilhete só de ida para o Afeganistão.
    Mas daqui a nada chega a Joaninha a garantir que era só uma questão de deixar passar o tempo e tudo entraria nos eixos.

  2. Joana Quelhas says:

    Tx. Analfabetismo 1911: 70%
    Tx. Analfabetismo 1920: 70,7% Cresceu 0,7% Viva a Republica.
    Tx. Analfabetismo 1939: 62 % Baixou 6,3 %
    Tx. Analfabetismo 1970: 25 % Baixou 38%
    Tx. Analfabetismo 1980: 18,6% Baixou 16,4% Oops!

    PS: Não é preciso calcular a derivada da função ao longo do tempo pois não ? Os valores assim já são evidentes mesmo para analfabetos.

    Joana Quelhas

    • POIS! says:

      Pois não ó Qwelllassss!

      Mas experimente lá calcular a derivada, que a gente precisa de se divertir!

      Sabe uma coisa, ó Qwelllasss? Isto aqui ainda não é a Trampolândia. Quando se apresentam números diz-se onde foram recolhidos e como. Ou não?

      Vosselência acha que escreve para trouxas. Bem quer igualar os seus ídolos a inventar fakes mas, para isso, era preciso que a meia dúzia de neurónios que lhe povoam a cabeça funcionassem, o que parece difícil.

      A taxa de analfabetismo desceu sempre desde 1900. Não houve nenhum aumento no tempo da República. Entre 1911 e 1920 diminuiu de 68,9 % de analfabetos para 65,2, e para 60,2% em 1930. Foi brilhante? não foi, mas lá que diminuiu foi um facto!

      E em 1940 a taxa era já de “apenas” 52,2%. Vosselência empolou-a para arranjar uma percentagem de queda maior até 1970!

      A parte mais cómica foi ficar-se por 1981. Parou aí? O país fechou para obras?

      Foi para não ter de registar uma queda de 40% entre 81 a 91! E de mais 20% entre 91 e 2001. E de mais 40% entre 2001 e 2011!

      Dados com base em números do INE e dos organismos que o antecederam, reproduzidos no blogue:

      https://censosdeportugal.blogspot.com/2016/09/10-taxas-de-analfabetismo-1900-2011.html

      Vosselência nem para inventar balelas tem jeito! Aproveite para comparar a evolução durante a era salazaresca e a de outros países da Europa e do Mundo.

      Olhe, compare com a evolução na União Soviética: de 78% de analfabetos em 1917 passou-se para cerca de 10% em 1939… já que não é possível a comparação com os países nórdicos, com uma taxa de analfabetismo residual, a milhas da realidade salazaresca…

    • Oh não, a realidade material impediu o Estado Novo de tornar o país completamente irrelevante e uma vergonha na eurolândia.

    • JgMenos says:

      A República já incorporava aquele tique que ainda é o orgulho da esquerdalhada: ainda que seja prejudicial faz-se por ser ‘progressista’.
      Ao instaurar escolas com turmas mistas conseguiu que os pais não mandassem as raparigas à escola.
      O pôr fim a essa prática foi o primeiro impulso na literacia do Estado Novo.
      Um horror, dirá a cretinagem!

      • POIS! says:

        Pois tá claro!

        Atenção: citando, Menos, mas citando

        (A Primeira República) “Ao instaurar escolas com turmas mistas conseguiu que os pais não mandassem as raparigas à escola.O pôr fim a essa prática foi o primeiro impulso na literacia do Estado Novo.”

        Já acabou? já acabou?

        Ahhhhhhh! Ahhhhhhh! Ahhhhhh! Ai que o Menos é tão cómico! Ai que estou a ficar sem ar! Ahhhhh! Ahhhh! Ai que desculpa tão cómica!Ahhhh! Ai que estou que nem posso! Ahhhh!

        As elites salazarescas e reacionárias em geral sempre combateram a coeducação, baseados nos preconceitos mais rascas. Cita-se este estudo:

        https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/15278/2/84862.pdf

        “Em Portugal, foi com a 1” República) que se abriram as escolas mistas quando o número de crianças não justificasse uma escola para cada sexo. É com Leonardo Coimbral) que se estende a obrigatoriedade escolar para cinco anos em regime de coeducação. Contudo, como refere Helena Araújo (1933), o facto da coeducação ter sido concebida na Lei, não impediu que, entre 1917 e 1927, se tenha estabelecido uma grande polémica sobre esta temática. Esta autora enuncia os argumentos da época contra as escolas mistas e a coeducação, liderados pela Igreja e por sectores monárquicos conservadores, que afirmavam que a coeducação:

        era uma estratégia para subverter a moral das novas gerações;
        colocava as raparigas em perigo por serem confrontadas com a linguagem obscena dos rapazes;

        causava a confusão de papéis sexuais e deformações físicas e psicológicas;
        tornava as raparigas pretensiosas e ridículas;

        representava um perigo para a reprodução da espécie humana;
        tornaria os dois sexos progressivamente idênticos, pelo que perderiam o poder de atracção mútua.

        Grande parte da elite intelectual da época acrescentou a estes argumentos de que “estava cientificamente provado” que as mulheres eram “mais frágeis” e “menos inteligentes”, pelo que demasiado trabalho intelectual lhes era nocivo(3).” (fim de citação)

        O fim da coeducação (em conjunto com um pormenor importante: o abaixamento da escolaridade obrigatória das raparigas para… 3 anos!) foi uma opção deliberada feita por motivos puramente ideológicos, para satisfação da padralhada reacionária, a de sotaina e a de fato e gravata, e das elites provinicianas da era salazaresca.

        O regime salazaresco, por opção e por manifesta incapacidade, não conseguiu minimamente assegurar a escola para todos e todas, mesmo diminuindo o número de anos da escolaridade obrigatória. Foi por isso que se generalizaram pelo país as salas da primária a cargo das regentes escolares (mulheres com pouco mais que a 4ª classe autorizadas a lecionar em casa) ou “colégios” improvisados, muitos de teor religioso.

        Eu andei em duas escolas, na primária: a última era no andar de baixo do meu prédio. E era mista! E a professora rejeitava imensos pedidos de pais que não conseguiam colocar as raparigas na escola pública do bairro, por falta de vagas! E não se passou tudo em 1930, nem em 1940…

        • JgMenos says:

          …e disse!

          • POIS! says:

            Pois estamos a ver o JgMenos…

            Com “o membro” descaído até aos pés… não! São… três pernas??? Ah! Está tudo explicado! É uma cauda!

            Vosselência tem de parar de fazer “jogging” junto a centrais nucleares! Veja lá o que arranjou!

  3. Joana Quelhas says:

    Em relação à mortalidade infantil o comportamento é idêntico ,mas quem quiser que vá consultar, não me vou dar a essa maçada.

    Joana Quelhas

    • POIS! says:

      Pois não dê, ó Qwelllasss!

      Dê o merecido descanso aos dois neurónios que ainda parecem mover-se. Precisa deles para apertar atacadores e outras coisas assim…

  4. Joana Quelhas says:

    Em relação à mortalidade infantil o comportamento é idêntico ,mas quem quiser que vá consultar, não me vou dar a essa maçada.

    Joana Quelhas

    • POIS! says:

      Pois, e neste caso…

      Seria equivalente à elevação da maçada ao quadrado. É para mantermos as coisas no âmbito da matemática, matéria em que Vosselência se tem revelado ás (na).

  5. JgMenos says:

    …e havia aquele pormenor de uma guerra em três frentes que a cretinagem diz que era colonialismo e exploração de regiões que progrediam a bom ritmo…
    Cretinos!

    • POIS! says:

      Pois mas…

      Nem se sabia quem é que fazia tal guerra. Estava sempre tudo tão calmo lá nas frentes!

      De vez em quando lá vinha um caixão, mas era por causa acidentes de jipe e golpes de calor.

      E outros causados pela euforia da malta, principalmente quando iam ser filmados para a RTP a desejar “uma ano novo cheio de propriedades”.

    • A cretinagem eram os nossos alegadamente aliados.

  6. Anonimo says:

    Anda uma teoria de que esses números eram maus, mas na 1ª República eram bem piores, por isso, progresso!!

  7. Whale project says:

    Menos e Joaninha, vão vocês lamber o traseiro ao Quarto Pastorinho.
    Sim, já sabemos que aquele tempo era bom, só era chato era até se poder ir preso por dizer que a vida estava cara.
    E éramos o país mais mal estruturado da Europa Ocidental, o que tinha maiores taxas de analfabetismo, a maior mortalidade infantil, a mais baixa esperança de vida a nascença. E que tínhamos a barbaridade devi divórcio não ser permitido mesmo que a mulher levasse uma sova todos dias.
    Se acham que nesse tempo e que era bom que tal emigrarem para a Argentina?

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