O portuguesinho pela-se pelo elogio estrangeiro, vem à tona do orgulho pátrio respirar se lhe elogiam o pastel de nata ou uma das dez praias mais belas do mundo.
A The Economist considerou Portugal «a economia do ano», um título entre muitos outros que resultam de uma espécie de erotismo dos campeonatos. Pelo que vou lendo e ouvindo, fico com a impressão de que se mantém o hábito da masturbação enquanto se olha para revistas, tal tem sido o entusiasmo provocado pela distinção de que a nossa economia foi alvo.
Luís Montenegro, também a olhar para a revista, exultou, claro, em nome do governo, talvez da nação, reclamando méritos.
Entretanto, os ordenados continuam baixos, as casas, caríssimas, a legislação laboral a caminho da valorização da precariedade. O que vale é que Portugal é a economia do ano. Como diria o mesmo Montenegro, os portugueses não estão melhores, embora o país esteja muito melhor.






Um grande sucesso!!!!
Servir turistas mobilizando imigrantes é razão de enorme orgulho pátrio.
Vai uma grevezinha para comemorar?
Pois ia, mas é melhor ter cuidado!
Desde que a Autoeuropa foi empacotada e mandada para as Filipinas por causa daquela superselvagem greve de umas penosas 24 horas que quase levaram à falência, por contágio, de toda a indústria automóvel na Europa e arredores, é melhor pensarem melhor.
Talvez trabalharem com uma fita vermelha no cabelo, em sinal de protesto, seja mais eficiente! Haja imaginação!
O que vale é que a extrema-direita tem outros planos, só não diz é quais são.
O prémio do The Imperialist é, e sempre foi, por destruir a economia e tornar-se uma república das bananas ao serviço dos interesses multinacionais.
Há quem se orgulhe, e também ganhe muito com isso.