Luís Montenegro clarificou posição de Passos Coelho

Deixou de se saber o que vai pensando Passos Coelho sobre a política do PSD e do país, se regressará ou quando regressará o afinal vencedor das últimas eleições legislativas.

Passos-coelho

Poderá o assunto não ser relevante para muitos, mas a sua juventude, a sua experiência enquanto Primeiro-Ministro e o facto de ter sido o último a ganhar eleições no PSD, leva-me a crer que, sempre que houver eleições legislativas em breve horizonte, será ainda o mais sério candidato a líder e o mais bem-vindo entre militantes, simpatizantes e eleitores.
Ora, esta atitude extemporânea para muitos de Luís Montenegro, seu indefectível número 2, clarificou que Passos Coelho não pensa apresentar-se a líder da oposição em 2019, preferindo aguardar por 2023 onde tem a avisada esperança de [Read more…]

A irrelevância de Luís Montenegro

LM

Fotografia: Lusa/Cofina Media@Sábado

Disse um dia que nunca faria a Rui Rio aquilo que Costa fez a Seguro. Fez pior.

Não teve coragem de se candidatar à liderança do partido, apesar da indisfarçável ambição, refugiando-se por trás de uma barriga de aluguer, que, entretanto abandonou o seu partido para formar o seu próprio núcleo de oposição à direita.

Não teve a decência de deixar o líder eleito disputar uma eleição que fosse, optando antes por atirar o partido para (mais) uma crise interna, ridicularizando e descredibilizando o PSD. Outra vez [Read more…]

Quer ser Primeiro-Ministro? Pergunte-me como.

Não sendo um facto reconfortante, a verdade é que o líder do PSD se constitui, no acto de tomada de posse, como um potencial Primeiro-Ministro de Portugal. É da natureza do nosso sistema político. O que verdadeiramente inquieta nesse sistema político e na actual polémica que envolve o PSD, é que a Luís Montenegro, personagem com ares de vendedor da Herbalife, tenha passado pela cabeça poder chefiar o Governo da República.

O MEL do pote

“O PSD não anda à espreita de uma oportunidade, não está cheio de vontade de ir ao pote”, assim afirmou aquele que teve que escolher entre ter eleições no país ou no partido. Montenegro parece ter decidido ressuscitar a máxima de Marco António Costa. E agora reúnem-se à volta do MEL os que querem eleições no partido por causa das eleições no país. É isto.

Dr. Montenegro

Ele pode não estar melhor, mas os portugueses estão muito melhor sem ele.

Assim vai o PSD, e Portugal não lhe fica atrás…

É natural que em alturas como esta se recorde uma velha e instrutiva história de Churchil, o velho estadista inglês. Conta-se que certo dia recebeu, na bancada conservadora de Westminster, um jovem deputado do seu partido que tinha acabado de ser eleito pela primeira vez. Virando-se para a bancada oposta, onde se sentam os trabalhistas, o jovem deputado comentou: “é então ali que estão os nossos inimigos”. Churchil, com a sua imensa sabedoria, corrigiu-o de imediato: “ali sentam-se os nossos adversários; os nossos inimigos sentam-se ao nosso lado, nesta mesma bancada”. [Read more…]

Que país?

 

“Se o governo estivesse mais liberto do peso da esquerda o país ganharia.” – António Saraiva, presidente da CIP (2018)

“A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor.” – Luís Montenegro, PSD (2014)

Quando o humor se confunde com a realidade

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via o Inimigo Público

Paz, pão e facadas no Negrão

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Fotografia: Miguel Baltazar@Record

O ambiente está pesado, para os lados da São Caeteno à Lapa. Das vaias a Elina Fraga aos tiros de metralhadora de Luís Montenegro, passando pelo indignados Hugo Soares, que acusou a actual direcção do partido de “desrespeito institucional grave”, após ter sido excluído da Comissão Política Nacional do PSD, e Paula Teixeira da Cruz, que acusou Rui Rio de traição pela escolha da antiga bastonária para vice-presidente do partido, o PSD é hoje um gigantesco saco de gatos, trancado numa casa a arder.

Ontem assistimos a um novo episódio, que contado parece ficção. Só que não. Fernando Negrão foi a votos, para ocupar o lugar de líder parlamentar do PSD, mas apesar de não ter oposição, conseguiu perder o plebiscito, não indo além dos 39%, o que equivale a dizer que, dos 88 deputados que participaram na votação, apenas 35 deram o seu aval ao candidato único à vaga deixada aberta por Hugo Soares, corrido por Rui Rio dias antes. [Read more…]

Um grupo de amigos chamado PSD

Crónicas do Rochedo XXII – Pedro Passos Coelho

PPC

Quem pensa que a vida política de Pedro Passos Coelho terminou a 1 de Outubro de 2017 está enganado.

Para o PSD profundo, Pedro Passos Coelho é o líder que nunca perdeu umas eleições legislativas. Que ganhou a Sócrates e que, depois de quatro anos a governar com uma política de austeridade violenta, ganhou as legislativas a António Costa. E isso, como já se vê nas redes sociais nas opiniões desse PSD, é algo que não será esquecido. Daí o verdadeiro “tiro ao alvo” diário a Rui Rio, Morais Sarmento e Manuela Ferreira Leite.

Para a maioria dos militantes do PSD, Pedro Passos Coelho é um resistente e um vencedor, alguém a quem a história um dia fará justiça. E quando assim é, está a narrativa do mito em toda a sua força. A mesma que será resgatada após a derrota previsível do PSD nas próximas legislativas. E porquê essa derrota? Porque se o PSD escolher Rui Rio, o eleitorado vai olhar para ele como uma espécie de cópia de Costa na versão sisuda e cinzenta. E entre a cópia e o original… Se, por hipótese verosímil (pois o aparelho manda e muito) Luís Montenegro for o próximo presidente do PSD perde, porque entre o original (PPC) e a cópia a preto e branco em fotocopiadora chinesa de má qualidade, o eleitorado não hesita. O problema do PSD é mais profundo.

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Crónicas do Rochedo #XIV :: A ousadia dos tontos

O comentador de direita(???) que a esquerda mais gosta, João Miguel Tavares, escreveu no Público um artigo em que procura explicar porque não pode um maçon ser Primeiro-ministro em Portugal.

Aguardo pelos próximos artigos onde o autor vai explicar que não pode um membro da Opus Dei ser Primeiro-ministro em Portugal nem uma Testemunha de Jeová e menos ainda um clérigo da Igreja Adventista resvalando nas semanas seguintes para a proibição aos Judeus, seguido do mais que lógico impedimento a qualquer criatura que seja adepta do FC Porto. O mais difícil é começar e JMT já começou.

Porém, uma leitura mais atenta ao seu artigo permite perceber melhor quem quer ele atingir. A maçonaria? Não, este é daqueles que é forte com os fracos e fraco com os fortes. Não. Todo aquele relambório tinha como único objectivo açoitar dois protagonistas da direita portuguesa. E como a esquerda gosta destes fretes! As desculpas e as voltas que o autor deu para chegar a Luís Montenegro e Pedro Duarte. Parece que os dois são da maçonaria. Segundo as fontes do JMT. Porque os visados não desmentiram as referidas fontes/notícias conclui o comentador de direita adorado pela esquerda caviar que eles são da maçonaria. Não sei. Desconfio é que sejam ambos do FC Porto e isso sim, para o JMT e os seus companheiros de luta, isso devia ser criminalizado. O que eu gostava de saber é se qualquer um deles é competente para o suposto cargo. Dispenso, deve ser mania minha, saber se são da maçonaria, da opus ou testemunhas de Jeová ou qual a sua orientação sexual. Mas devo ser eu que estou errado.

Não conheço o Luís Montenegro, penso que me cruzei com ele uma ou duas vezes em cerimónias públicas. Já o Pedro Duarte conheço. E do que conheço considero-o competente para o cargo. Só não sei é se ele o deseja. Se não o deseja, não terá de se preocupar com este tipo de tonto. Se o deseja, então muito cuidado. O ideal é começar, desde já, a usar na manga da camisa uma fita identificadora. Seja ela um triângulo com um olho no meio ou uma estrela de David ou mesmo uma bola de basquetebol azul com um Dragão na parte superior.

É que a ousadia dos tontos é muito perigosa. Mesmo.

Leram o post do CAA

PSD quer explicações sobre refugiados que abandonam Portugal“. E não percebam que era sobre 2012.

O Dr. Luis Montenegro vive num País de FANTASIA!

[Carlos Paz]

O maior PROBLEMA da nossa democracia é, sem qualquer dúvida, a completa falta de escrutínio sobre o PODER JUDICIAL, os seus erros, as suas omissões, a corrupção associada às suas decisões e, principalmente, o DESPOTISMO associado aos seus comportamentos.
Dito isto, o segundo maior problema é o CADA VEZ MAIOR AFASTAMENTO DAS PESSOAS em relação à política, às suas opções e, principalmente, aos seus atores.

Por outras palavras, os eleitores sentem-se afastados dos eleitos. E este afastamento é, infelizmente, real.

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O ressabiamento tem limites

O partido do “que se lixem as eleições” agora também defende que se lixe a vontade do eleitor. Se os deputados são os representantes dos eleitores, não faz sentido nenhum que uns deputados tenham mais força do que outros. É essa a natureza de um sistema representativo.

Há gente que vive mal com a democracia e Montenegro, com esta atitude, mostra bem ao que vem. Além de que mente:

“os eleitores escolhem deputados que têm tal poder que escolhem o governo que querem e o programa que querem” [Público, 20/04/2017]

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Diga lá outra vez, Dr. Montenegro

Um mês depois de ter afirmado que “a bancada do PSD não está ressabiada com nada“, o partido a cuja bancada parlamentar preside o Dr. Montenegro, vem comunicar ao país que ainda não ultrapassou o trauma de viver em democracia. Luís Montenegro acusa o governo de reescrever a história, mas é precisamente o seu partido que a quer reescrever. Uma história em que a democracia representativa, esse capricho da extrema-esquerda, perde a sua legitimidade. Infelizmente, para os alegadamente não-ressabiados da direita, reescrever a história não vai chegar. Vai ser preciso reescrever a Constituição da República Portuguesa. Acontece que, pelo andar da carruagem, PSD e respectivos amiguinhos do Caldas estão cada vez mais afastados dos dois terços de parlamentares necessários para conseguir abolir a democracia representativa. Algo que, é sabido, só pode ser obra do Diabo. O drama, a tragédia e o horror do costume.

imagem via Uma Página Numa Rede Social

Os lesados-ao-contrário do BES

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, considerou hoje (31/03/2017) que a venda do Novo Banco anunciada pelo Banco de Portugal é uma má decisão, que ocorre depois de um processo de desvalorização daquela instituição bancária.[MSN/LUSA]

Ora bem, não foi o PSD que nomeou o seu boy Sérgio Monteiro, pago a peso de ouro (custo total com a contratação de 458 mil euros por ano e meio de serviço)  para vender o Novo Banco? Não era este o ás que ia mostrar quão certa foi a intervenção no BES para, afinal, não ter vendido coisa alguma?

A decisão sobre o BES é má desde há vários anos e políticos destes, como Montenegro, mais valia recolherem-se ao recato destinado aos incompetentes que, por estratégia, decidiram que a banca não era assunto para Conselho de Ministros – mas pagar os desmandos da banca, via decreto-lei, já o foi.

Acha estranho, deputado Montenegro?

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Acho estranho que Luís Montenegro ache estranho que “o primeiro-ministro e os seus “acólitos” estejam “com tanto medo” que o Parlamento “queira descobrir a verdade” sobre o acordo com a equipa de António Domingues na Caixa Geral de Depósitos (CGD)“. Não que me pareça estranho que um primeiro-ministro e respectiva entourage se possam sentir aflitos com a descoberta da verdade, seja lá que verdade for, mas que o senhor deputado veja aqui qualquer tipo de estranheza.

Senão vejamos: esta posta começa com uma montagem, gentilmente roubada (mesmo à esquerdalho) à radicalíssima Uma Página Numa Rede Social, que nos confronta com alguns exemplos, em muito idênticos ao referido por Montenegro, de situações em que o anterior primeiro-ministro e respectivos “acólitos”, entre eles o próprio Dr. Montenegro, estariam “com tanto medo” que o Parlamento quisesse “descobrir a verdade” que acabaram por impedir que os directores da Autoridade Tributária fossem ouvidos a propósito do caso da Lista VIP, que Cavaco respondesse por escrito a propósito do caso BES, que Passos Coelho (ironia máxima) fosse ouvido sobre as suas dívidas à Segurança Social e que Maria Luís Albuquerque respondesse perante os deputados sobre os polémicos swaps. [Read more…]

O principal nomeado para o Prémio Quanta Falta de Vergonha na Cara 2017

“Porque aquilo que nós estamos a fazer com esta acção (votar contra a descida da TSU na Assembleia da República) é salvar a concertação social e não parece”– Luís Montenegro na Grande Entrevista, RTP, em 18-01-2017

Não há tréguas enquanto vivermos nas trevas

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Existe, neste país, um único jornal de esquerda, que não podendo ser considerado um jornal, mas antes um órgão de comunicação partidário, não entra nas contas da imprensa convencional. Qual é a diferença? A diferença é que o Avante! assume a sua parcialidade. Tal como qualquer publicação que emana de um partido político, com a excepção do blogue disfarçado de jornal que a extrema-direita do PSD e a ala anti-democrata-não-cristã do CDS criaram para manipular o país. [Read more…]

Passos, o pândego

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Este Passos é um pândego.

Líder do PSD deixa recado ao partido: não faz oposição a “olhar para as sondagens”. Em vez do diabo, afinal espera que em Janeiro venham os reis magos.

A questão é que não faz oposição. E o país precisa dela, em vez da chicana política de Passos Coelho.

A sério que não olha para as sondagens? A sério mesmo?
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Com que então, agora o Tribunal Constitucional já não é um empecilho

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Os blogues da direita relatam a coisa: o PSD quer fazer queixinhas ao Tribunal Constitucional. Ainda há pouco tempo, o TC era uma instituição retrógrada e a transformar numa  “Secção Constitucional” do “Supremo ou da Relação”.

O líder parlamentar do PSD [Luís Montenegro] admitiu, em entrevista à Rádio Renascença, a possibilidade de extinguir o Tribunal Constitucional

“O PSD já teve um líder que o defendeu [a extinção do TC]” 

Teresa Leal Coelho disse que o deputado tinha no currículo a “mancha” de ter sido juiz do Tribunal Constitucional

Decisão exige “coragem política”, diz Noronha Nascimento: Presidente do Supremo defende extinção do Tribunal Constitucional

Ter memória é chato.

Breaking news: PSD elogia a Geringonça

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É o drama, o horror e a tragédia para os milhares de apoiantes radicalizados do PSD. Pela voz de Luís Montenegro, o maior – apesar de cada vez mais pequeno – partido da oposição reagiu aos números do INE que revelam um crescimento económico de 1,6% no terceiro trimestre de 2016. E a reacção, dado o histórico recente de paranóia e demagogia, era tudo menos expectável:

Há uma boa notícia para o país, que de alguma forma surpreende todos aqueles que perspetivavam nas últimas semanas um crescimento inferior

Claro que, convenhamos, quem perspectivou um crescimento inferior ao agora conhecido foi precisamente o PSD, que em conjunto com o partido liderado pela sua candidata à CM de Lisboa, continua a apostar todas as fichas nas potenciais desgraças disponíveis. Contudo, a retórica catastrofista não só já não colhe frutos como estará, especulo eu, relacionada com os sucessivos trambolhões que todas as sondagens têm proporcionado ao PSD. Vai daí convém trocar a cassete, gasta e sem conteúdo, e substituí-la por uma outra com maior adesão à realidade. Afinal de contas, não é todos os dias que Portugal lidera o que quer que seja na zona euro.

Preço de Amigo

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© Miguel Baltazar

Afirma o insigne deputado da República e presidente da Assembleia Geral da Rádio Popular – Electrodomésticos, SA, Dr. Luís Montenegro, que a este preço António Domingues (Presidente da CGD) não seria contratado pelo PSD. Não esclarece se o contrataria a preço de amigo ou com desconto em cartão.

Numa altura em que as dificuldades materiais são tantas e a compra de gestores públicos se afigura uma despesa incomportável – há mesmo quem a considere supérflua – é de algum modo reconfortante saber que há na Assembleia da República quem realmente se preocupe em poupar.

© Fernando Timó—teo

As pieguices de Luís Montenegro

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O artista, já dizia Diácono Remédios, é um bom artista. E Luís Montenegro, gostemos ou não do personagem, é, efectivamente, um bom artista. Mas a desfaçatez da sua intervenção de ontem no Parlamento é de bradar aos céus. Quem ouviu o líder parlamentar do PSD, fica com a sensação de que os anos em que o seu partido governou não terão realmente existido. Que trabalhadores e pensionistas não foram espremidos até ao tutano. Que o estado-providência não foi profundamente afectado. Que os portugueses não foram alvo de um brutal aumento de impostos. Que não se vendeu património do Estado ao desbarato. [Read more…]

Pessoas, essas distraídas

Eu sei que a vida quotidiana das pessoas não está melhor, mas não tenho dúvidas que a vida do país está muito melhor do que em 2011” – Luís Montenegro, enquanto líder da bancada parlamentar do PSD, em Fevereiro de 2014.

Hoje podemos dizer que o país está pior, embora as pessoas não estejam bem conscientes disso” – Pedro Passos Coelho, enquanto líder do PSD, acumulando com primeiro-ministro no exílio, em Outubro de 2016.

O primeiro baseava-se na baixa dos juros da dívida e do défice para se justificar, optando por ignorar o brutal aumento de impostos, a crescente injustiça social, os corte nos salários e nas pensões e os orçamentos inconstitucionais.

O segundo argumenta que existe aumento de impostos e injustiça social, que o orçamento não é transparente e que as pessoas estão mais pobres, escolhendo desvalorizar a baixa do défice, algo onde ele havia falhado, fazendo tábua raza da baixa de juros e pretendendo repôr salários e pensões não tem impacto na qualidade da vida das pessoas.

A hipócritas e cínicos, como estes dois, o que lhes desejo é que sofram pessoalmente na pele os problemas que causaram com os cortes e impostos que fizeram aplicar cegamente aos que já viviam no limiar do suportável. Apenas isto.

Estratégias de médio prazo

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Em entrevista ao jornal Público, Luís Montenegro argumenta que tanto o presidente da República como a União Europeia têm sido “colaborantes” com o actual governo. Parece-me uma evolução digna de registo, quando comparamos a actual situação à anterior em que Belém era habitado por um elemento decorativo e enfadonho e a relação com a União Europeia era de absoluta submissão. [Read more…]

Aquela alegada promiscuidadezinha público-privada que não agita a São Caetano à Lapa

AMIDC

Não tão grave pela posição ocupada, mas igualmente promíscuo, foram três outras alegadas ofertas de passeios ao Euro2016, menos escrutinadas pela imprensa, ou não tivesse sido um dos seus grandes barões a alegadamente pagar a factura. Falo das viagens, bilhetes e refeições alegadamente pagas pelo empresário Joaquim Oliveira aos deputados do PSD Luís Montenegro, Luis Campos Ferreira e Hugo Soares. A minha fonte? A mais insuspeita possível: o Observador. [Read more…]

O irrevogável e os medíocres

PPLM

No dia em que o Parlamento se vê finalmente livre de Paulo Portas, Luís Montenegro brindou o país com um belo momento de ternura e humor quando, na qualidade porta-voz de “uma nota muito sentida” da bancada do PSD, exaltou o respeito, a admiração e – pára tudo – o “sentido de colaboração e cooperação que foi possível manter com o CDS-PP e com o seu presidente, o deputado Paulo Portas, nos últimos anos“. Sim, estamos a falar do mesmo Paulo Portas que tirou o tapete a Passos Coelho quando, em Julho de 2013, apresentou a sua demissão, para rapidamente “reconsiderar”, perante a irrecusável oferta de se transformar em vice-primeiro ministro e amealhar mais um ministério para o seu pequeno partido. Escusado será recordar o embaraço, a crise política ou os custos para a economia que resultaram da fome de poder de Paulo Portas. Mas castas são castas e o sapo, indigesto que foi, há muito que atravessou o aparelho e lhes saiu pelo rabiote. Resta a admiração dos aprendizes que sonham um dia ser mestres do calculismo e da intriga política. Os tais a quem Portas, num momento de clarividência, um dia chamou medíocres.

Foto: João Relvas/Lusa@DN

Luís Montenegro ignora o país…

…e preocupa-se com as pessoas. Com pessoas? A besta quadrada está em vias de extinção?

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