Crónicas do Rochedo XXII – Pedro Passos Coelho

PPC

Quem pensa que a vida política de Pedro Passos Coelho terminou a 1 de Outubro de 2017 está enganado.

Para o PSD profundo, Pedro Passos Coelho é o líder que nunca perdeu umas eleições legislativas. Que ganhou a Sócrates e que, depois de quatro anos a governar com uma política de austeridade violenta, ganhou as legislativas a António Costa. E isso, como já se vê nas redes sociais nas opiniões desse PSD, é algo que não será esquecido. Daí o verdadeiro “tiro ao alvo” diário a Rui Rio, Morais Sarmento e Manuela Ferreira Leite.

Para a maioria dos militantes do PSD, Pedro Passos Coelho é um resistente e um vencedor, alguém a quem a história um dia fará justiça. E quando assim é, está a narrativa do mito em toda a sua força. A mesma que será resgatada após a derrota previsível do PSD nas próximas legislativas. E porquê essa derrota? Porque se o PSD escolher Rui Rio, o eleitorado vai olhar para ele como uma espécie de cópia de Costa na versão sisuda e cinzenta. E entre a cópia e o original… Se, por hipótese verosímil (pois o aparelho manda e muito) Luís Montenegro for o próximo presidente do PSD perde, porque entre o original (PPC) e a cópia a preto e branco em fotocopiadora chinesa de má qualidade, o eleitorado não hesita. O problema do PSD é mais profundo.

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Crónicas do Rochedo #XIV :: A ousadia dos tontos

O comentador de direita(???) que a esquerda mais gosta, João Miguel Tavares, escreveu no Público um artigo em que procura explicar porque não pode um maçon ser Primeiro-ministro em Portugal.

Aguardo pelos próximos artigos onde o autor vai explicar que não pode um membro da Opus Dei ser Primeiro-ministro em Portugal nem uma Testemunha de Jeová e menos ainda um clérigo da Igreja Adventista resvalando nas semanas seguintes para a proibição aos Judeus, seguido do mais que lógico impedimento a qualquer criatura que seja adepta do FC Porto. O mais difícil é começar e JMT já começou.

Porém, uma leitura mais atenta ao seu artigo permite perceber melhor quem quer ele atingir. A maçonaria? Não, este é daqueles que é forte com os fracos e fraco com os fortes. Não. Todo aquele relambório tinha como único objectivo açoitar dois protagonistas da direita portuguesa. E como a esquerda gosta destes fretes! As desculpas e as voltas que o autor deu para chegar a Luís Montenegro e Pedro Duarte. Parece que os dois são da maçonaria. Segundo as fontes do JMT. Porque os visados não desmentiram as referidas fontes/notícias conclui o comentador de direita adorado pela esquerda caviar que eles são da maçonaria. Não sei. Desconfio é que sejam ambos do FC Porto e isso sim, para o JMT e os seus companheiros de luta, isso devia ser criminalizado. O que eu gostava de saber é se qualquer um deles é competente para o suposto cargo. Dispenso, deve ser mania minha, saber se são da maçonaria, da opus ou testemunhas de Jeová ou qual a sua orientação sexual. Mas devo ser eu que estou errado.

Não conheço o Luís Montenegro, penso que me cruzei com ele uma ou duas vezes em cerimónias públicas. Já o Pedro Duarte conheço. E do que conheço considero-o competente para o cargo. Só não sei é se ele o deseja. Se não o deseja, não terá de se preocupar com este tipo de tonto. Se o deseja, então muito cuidado. O ideal é começar, desde já, a usar na manga da camisa uma fita identificadora. Seja ela um triângulo com um olho no meio ou uma estrela de David ou mesmo uma bola de basquetebol azul com um Dragão na parte superior.

É que a ousadia dos tontos é muito perigosa. Mesmo.

Leram o post do CAA

PSD quer explicações sobre refugiados que abandonam Portugal“. E não percebam que era sobre 2012.

O Dr. Luis Montenegro vive num País de FANTASIA!

[Carlos Paz]

O maior PROBLEMA da nossa democracia é, sem qualquer dúvida, a completa falta de escrutínio sobre o PODER JUDICIAL, os seus erros, as suas omissões, a corrupção associada às suas decisões e, principalmente, o DESPOTISMO associado aos seus comportamentos.
Dito isto, o segundo maior problema é o CADA VEZ MAIOR AFASTAMENTO DAS PESSOAS em relação à política, às suas opções e, principalmente, aos seus atores.

Por outras palavras, os eleitores sentem-se afastados dos eleitos. E este afastamento é, infelizmente, real.

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O ressabiamento tem limites

O partido do “que se lixem as eleições” agora também defende que se lixe a vontade do eleitor. Se os deputados são os representantes dos eleitores, não faz sentido nenhum que uns deputados tenham mais força do que outros. É essa a natureza de um sistema representativo.

Há gente que vive mal com a democracia e Montenegro, com esta atitude, mostra bem ao que vem. Além de que mente:

“os eleitores escolhem deputados que têm tal poder que escolhem o governo que querem e o programa que querem” [Público, 20/04/2017]

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Diga lá outra vez, Dr. Montenegro

Um mês depois de ter afirmado que “a bancada do PSD não está ressabiada com nada“, o partido a cuja bancada parlamentar preside o Dr. Montenegro, vem comunicar ao país que ainda não ultrapassou o trauma de viver em democracia. Luís Montenegro acusa o governo de reescrever a história, mas é precisamente o seu partido que a quer reescrever. Uma história em que a democracia representativa, esse capricho da extrema-esquerda, perde a sua legitimidade. Infelizmente, para os alegadamente não-ressabiados da direita, reescrever a história não vai chegar. Vai ser preciso reescrever a Constituição da República Portuguesa. Acontece que, pelo andar da carruagem, PSD e respectivos amiguinhos do Caldas estão cada vez mais afastados dos dois terços de parlamentares necessários para conseguir abolir a democracia representativa. Algo que, é sabido, só pode ser obra do Diabo. O drama, a tragédia e o horror do costume.

imagem via Uma Página Numa Rede Social

Os lesados-ao-contrário do BES

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, considerou hoje (31/03/2017) que a venda do Novo Banco anunciada pelo Banco de Portugal é uma má decisão, que ocorre depois de um processo de desvalorização daquela instituição bancária.[MSN/LUSA]

Ora bem, não foi o PSD que nomeou o seu boy Sérgio Monteiro, pago a peso de ouro (custo total com a contratação de 458 mil euros por ano e meio de serviço)  para vender o Novo Banco? Não era este o ás que ia mostrar quão certa foi a intervenção no BES para, afinal, não ter vendido coisa alguma?

A decisão sobre o BES é má desde há vários anos e políticos destes, como Montenegro, mais valia recolherem-se ao recato destinado aos incompetentes que, por estratégia, decidiram que a banca não era assunto para Conselho de Ministros – mas pagar os desmandos da banca, via decreto-lei, já o foi.