E se uma escola pública recebesse o mesmo que uma privada com contrato de associação?

O Director do Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo declara que, em 2015, lhe teriam sobrado 469 817 €. E esta, hein?

Directores de escolas de Coimbra em defesa da Escola Pública

Isto é muito simples: os defensores de privilégios à custa de dinheiros públicos estão necessariamente contra a escola pública e a favor do incumprimento da Lei. A hipocrisia grassa.

Ontem, graças a uma iniciativa da FENPROF, houve uma conferência de imprensa em Coimbra, com a participação, entre outros, de três directores de escolas públicas, homens conhecedores do terreno, que explicam tudo de modo claro e sucinto, desmontando, inclusivamente, a alegada superioridade do ensino privado.

No primeiro vídeo, ouvem-se as palavras do meu amigo Augusto Nogueira, Director da Escola Secundária D. Dinis; depois, Paulo Costa, Director do Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel; finalmente, o Manuel Rocha, Director do Conservatório de Música de Coimbra.

Isto é muito simples: basta ouvir quem sabe. Os vídeos estão a seguir ao corte. [Read more…]

Luís Montenegro ignora o país…

…e preocupa-se com as pessoas. Com pessoas? A besta quadrada está em vias de extinção?

A favor dos contratos de associação

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O pessoal da caranguejola pafiosa continua a divertir-me e a preocupar-me. Neste momento, diverte-me um bocado mais, porque não está no poder. Preocupa-me, porque poderá voltar a estar. A última causa a que resolveram dedicar-se é a da defesa dos colégios, o que é cómico, tendo em conta que os colégios não foram atacados.

Primeiro, enquanto governo, perverteram os contratos de associação, permitindo a abertura de turmas em escolas privadas ao lado de escolas públicas, quando os contratos de associação, re-re-re-re-repita-se, foram criados para suprir a falta de oferta pública e não para financiar a concorrência de colégios ou de cooperativas a escolas do Estado.

Depois, fingem que há um levantamento comuno-marxista-norte-coreano-guerrilheiro-ateu-demoníaco-sindicalista-nogueirista contra os colégios. O diálogo não é de surdos, mas é com gente que se finge surda. O actual governo e os partidos que o apoiam dizem “Queremos rever os contratos de associação.” e a caranguejola pafiosa responde que é uma vergonha, que é um ataque aos privados e até a Nosso Senhor. O actual governo e os partidos que o apoiam falam na necessidade de racionalizar recursos e os caranguejoleiros dizem que há um ataque à liberdade de escolha dos pais e dos encarregados de educação. [Read more…]

O médico e o monstro

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O turista prefere fotografar o mundo a vê-lo. Já o gestor-economista-empreendedor-consultor, mundo, nem vê-lo, apenas medi-lo.

O gestor-economista-empreendedor-consultor é omnisciente, detentor do saber universal, explicador-geral de todas as realidades, incluindo a da missa ao padre. Se não acreditam, perguntem-lhe. As relações humanas poderão existir, se puderem ser contabilizadas, medidas, reduzidas a lucro. Serão dispensáveis, se implicarem despesa ou tempo, outra despesa.

Não espanta que o gestor-economista-empreendedor-consultor pense assim, porque foi esse não-pensamento que lhe ensinaram. Não-pensamento, porque não há verdadeiro pensamento sem sentimentos, sem humanidade. Na realidade, o gestor-economista-empreendedor-consultor é um andróide que vive convencido de que é uma pessoa, porque acredita que todas as pessoas se devem comportar como andróides. [Read more…]

Falência das pastelarias será paga pelos contribuintes

A1 (1)João Salgueiro, um homem que vive no sistema bancário, veio avisar que pode haver mais três bancos na linha de resgate, uma fronteira ainda mais perigosa do que a atravessada por Rambo, Chuck Norris e pelos bravos que foram à procura do soldado Ryan.

Estou admiradíssimo, porque pensava que já não havia bancos por resgatar. Por outro lado, já se sabe que, se há bancos, haverá resgates, porque é essa, actualmente, a função dos bancos: serem resgatados. Não me admiraria que o Banco de Portugal viesse a retirar alvarás a bancos que não sejam resgatados.

O termo “resgate”, neste contexto, parece-me, de qualquer modo, mal aplicado. Estamos a assistir, isso sim, a uma troca de prisioneiros: o banco é tirado da prisão da falência, lugar que passa a ser ocupado pelo contribuinte. [Read more…]

Foda-se!

A indecência merece mais respeito [Ricardo Araújo Pereira, a propósito da mania do “fodasse”]

Santana Lopes ou ortografia sem dogmas

ng3661661Ontem, Santana Lopes, cultivando cabotinamente uma pose de senador, torceu um nariz aborrecido às pessoas que levam a ortografia a sério. Enfadado, declarou que, para ele, a ortografia não é um dogma e que, portanto, alterna, ao sabor dos ventos, entre a ortografia de 1945 e a de 1990, ainda que se orgulhe de ter assinado o AO90.

Ficamos a saber mais: o especialista em língua portuguesa que lhe explicou a necessidade de se fazer um acordo chamava-se Cavaco Silva. Como se isso não bastasse, explicou que isto do AO90 é uma boa tentativa que, tal como a CPLP, falhou. Santana, sem se aperceber, clarifica: o AO90 falhou.

Entretanto, no país, há pessoas que não têm direito à mesma liberdade que o antigo primeiro-ministro: os alunos do Ensino Básico e Secundário serão prejudicados, pelo menos nos exames nacionais, se não utilizarem o acordo. Pelos vistos, o sol ortográfico, quando nasce, não é para todos. [Read more…]

Fazer o Secundário para aprender a escrever requerimentos

1087 Deslocacoes automovel proprioA Educação, em Portugal, continua a ser palco de lutas feudais, o que inviabiliza a existência de pactos, de consensos ou, no mínimo,  de um debate sério.

A instabilidade no sistema de ensino é crónica, sendo ainda pior no âmbito da disciplina de Português, continuamente sujeita a alterações curriculares, terminológicas e ortográficas a um ritmo tal que irmãos com pouca diferença de idade não podem, por exemplo, partilhar o mesmo manual. Mais absurdo ainda: muitos alunos aprenderam duas terminologias gramaticais e duas ortografias ao longo do seu percurso escolar. [Read more…]

A escola ioiô

IoioUm dia, num futuro muito distante, haverá um ministro da Educação que, entre outras coisas, saberá, finalmente, o que é um ano lectivo. Trata-se de um conceito aparentemente de fácil apreensão, excepto se se for ministro da Educação.

Esse ministro ainda ideal, se tivesse tomado posse, por exemplo, em Novembro de 2015, iria ter o cuidado de não alterar o calendário de provas já estabelecido, dando início à preparação do ano lectivo seguinte, procurando demonstrar as razões que poderiam levar à manutenção ou à supressão de provas finais.

Um ministro prudente, desses que o futuro nos há-de trazer, não iria, para cúmulo, impor a realização de provas de aferição depois de o ano lectivo (ó expressão irritante!) já estar a decorrer. É claro que esse mesmo ministro, necessariamente sensato, depois de impor provas de aferição, não poderia, passados alguns meses, anunciar que, afinal, as provas anteriormente impostas passariam a ser facultativas durante o ano lectivo em curso. Por outro lado, esse ministro por vir não obrigaria as escolas a explicar por que razões optariam por não realizar provas cuja realização era exactamente facultativa, ao mesmo tempo que não lhe passaria pela cabeça declarar que, apesar de serem facultativas, preferiria que se realizassem. [Read more…]

O tédio dos alunos

calvinchatice5rmOntem, foi publicada uma reportagem com o título «Para que a escola não seja uma “catedral do tédio” é preciso que os alunos contem».

O ponto de partida é um estudo internacional da Organização Mundial de Saúde sobre a adolescência. Em Portugal, e citando o Público, «apenas 25% dos alunos portugueses com 15 anos disseram que gostavam muito da escola. Mais concretamente, põem em causa as aulas, que consideram aborrecidas, e a matéria que ali é dada, descrita por eles como sendo excessiva.»

O Público pediu a opinião de seis jovens que integraram o projecto Dream Teens e consultou, ainda,  Ilídia Cabral, docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, para além de dois professores, Ricardo Montes, autor do ProfLusos, e Luísa Mantas, antiga mediadora do EPIS.

Em resumo, as aulas, em Portugal, são aborrecidas e os alunos deveriam ter uma palavra (eventualmente a mais importante ou mesmo a única) sobre, por exemplo, o currículo. Para cúmulo, segundo parece, os professores portugueses ainda não descobriram as novas tecnologias e não aprenderam a lidar com os “nativos digitais”, continuando, portanto, a leccionar a uma grande distância do século XXI. [Read more…]

O irrevogável e o esbofeteador

Retrato_oficial_João_SoaresAmeaçar críticos com umas bofetadas não fica bem a um ministro e não me escandaliza que seja causa para a sua demissão, porque, apesar de tudo, é bom distinguir uma conversa entre amigos de uma proclamação. Ora a promessa de umas estaladas no facebook não é uma conversa entre amigos, ao contrário do que se pensa, especialmente num mundo em que os jornais e as televisões escrutinam, ao milímetro, o que se escreve nas redes sociais.

Confesso que também não me escandalizaria que João Soares ficasse no governo, após um pedido de desculpas, mesmo que não fosse sincero, até porque isso da sinceridade, no fundo, só pode ser verdadeiramente medido por quem fala. Nas nossas relações sociais, passamos a vida a representar papéis, o que nos obriga, muitas vezes, ao exercício de uma saudável hipocrisia, patente em mentiras piedosas ou prudentes. Aproveito, a propósito, para recomendar o filme A Invenção da Mentira, passado num mundo em que todos diziam a verdade.200px-Retrato_oficial_Paulo_Portas

Mesmo sabendo que um erro de um lado não desculpa um erro do lado contrário, não consigo, contudo, deixar de pensar que a ameaça boçal de agredir dois críticos é muito menos grave do que a apresentação de uma demissão considerada “irrevogável” com efeitos directos sobre a estabilidade política e sobre a economia do país.

Alguns poderão dizer que não são situações comparáveis. Têm razão: Paulo Portas não teve sequer a dignidade de manter a sua decisão e colaborou, despudoradamente, no empobrecimento de milhares de portugueses; João Soares foi só pateta.

Número de alunos por turma? Depois vemos isso!

GroeningCartoonNos últimos dez a quinze anos, várias vozes – com uma desfaçatez cada vez maior – têm defendido que a qualidade dos professores é o principal (ou o único) factor de que depende o sucesso dos alunos (mesmo que não haja sequer a preocupação de se saber exactamente o que é o “sucesso dos alunos”).

Na realidade, a repetição dessa ladainha tem servido para justificar várias medidas que deveriam escandalizar qualquer cidadão que se preocupe verdadeiramente com a educação dos jovens.

Colocar quase exclusivamente a responsabilidade do sucesso dos alunos no desempenho dos professores serve, antes de mais, para esconder a importância de muitos outros agentes sociais e individuais (entidades oficiais, meio socioeconómico, encarregados de educação, etc.). A própria interpretação dos rankings torna-se, deste modo, muito mais fácil, permitindo aos simplistas de serviço falar, com a descontracção dos ignorantes, em “escolas melhores” e “escolas piores”. [Read more…]

Atentados em Bruxelas

Cobertura no Público em actualização permanente.

Como se faz uma escola?

6a00e54f8422f488330120a67f5ca3970c-800wiApesar de o ponto de partida poder induzir em erro, a reportagem sobre a Escola Básica 123 do Curral das Freiras deve ser lida com muita atenção, porque proporciona ensinamentos acerca do modo como as escolas se devem organizar para ajudar os alunos provenientes de meios desfavorecidos. Proporciona ensinamentos a quem queira aprender, entenda-se.

Explico-me, antes de mais, acerca do ponto de partida: a reportagem só acontece por causa dos resultados dos exames, insistindo, portanto, na ideia de que estes servem para avaliar a qualidade do trabalho das escolas (o próprio título da peça é indicador desse tique: “Escola da vila mais pobre da Madeira é uma das melhores do país”). [Read more…]

Ministério da Educação: mais uma volta, mais uma viagem!

09911Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) deu início à estafeta da prova de Dez anos para destruir a Escola. Isabel Alçada ainda ajudou um bocadinho. Nuno Crato (NC) recebeu o testemunho e conseguiu piorar o péssimo. É caso para dizer que, desde 2005, na Educação, os ministros fazem como os santos: ajudam nas descidas.

Quando Tiago Brandão Rodrigues chegou ao Ministério, houve críticas, porque não se lhe conhecia opiniões sobre Educação. Nada que impedisse MLR de ter completado uma legislatura desastrosa, sendo hoje uma senadora com obra publicada, como muitos ignorantes atrevidos. Por outro lado, o facto de NC ter perorado tanto sobre Educação não o impediu de ser um dos maiores desastres da área. [Read more…]

Pordata Kids. Kids!?

pordatakidsÉ muito provável que os derivados do inglês venham a ser os crioulos do futuro, porque as ciências (incluindo algumas sociais)  e a tecnologia já se exprimem em língua inglesa ou, pelo menos, numa espécie de dialecto em que se misturam termos ingleses com resquícios da língua materna.

Ainda assim, continuo a acreditar que usar uma língua implica pensar sobre ela (e não apenas ficar a contemplar a sua evolução) e agir em sua defesa. É claro que defender a língua materna sem pensar poderia levar a exageros como preconizar que se substituísse Oxford por Oxónia, como já chegou a ser proposto. É igualmente claro que o português já está carregado de antigos empréstimos que acabaram por ser adquiridos, o que também faz parte da natureza das línguas. Por isso, e usando de um conservadorismo metódico, não combato palavras como “futebol”, mas irrita-me que as pessoas esperem feedbacks das propostas que fizeram. [Read more…]

O predador que fala

Se eu fosse um desempregado a morrer de fome, tenho a certeza absoluta de que preferiria um emprego mal pago à morte por inanição, porque o mau, como é evidente, será sempre melhor do que o péssimo.

Não se pode condenar, portanto, o indivíduo que, diante das circunstâncias, opta por uma vida um pouco menos miserável, se é isso que a vida ou o país ou os dois têm para lhe oferecer.

Contudo, enquanto, num país, houver um único cidadão que esteja limitado a escolher entre a frigideira e o fogo, é o país que está a falhar. Se essa situação se multiplica, estamos a falar de um país falhado.

Há uns anos, escrevi sobre enfermeiras que trabalharam a troco de comida (houve quem chamasse a isso empreendedorismo); mais recentemente, espantei-me com o empreendedorismo da exploração de outros enfermeiros; pelo meio, comentei os elogios dirigidos a um menino muito empreendedor.

António Saraiva, ao defender que é preferível a precariedade ao desemprego, confirma o seu papel de macho alfa no bando de bestas quadradas que chamarão empreendedorismo ao acto de tentar encontrar comida no meio do lixo.

Um território dominado por predadores desta estirpe será sempre uma selva. Sociedade e civilização são conceitos diferentes.

Momento Lili Caneças

Segundo António Saraiva, da CIP, o mau é melhor que o péssimo.

Quero saber qual é o NIB deste senhor!

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Encontrado no mural do Sérgio Cordeiro.

Maria Luís não é a única

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Marido de Maria Luís Albuquerque sem mãos a medir

ameaçou ir aos cornos de todos os utilizadores do Facebook que se atrevam a criticar a mulher.

Deus apresentou queixa?

Russo está a ser julgado por negar a existência de Deus.

Bendito o cartaz…

…e o fruto do seu ventre, Nuno Melo.

O seu pai era duas pessoas

O seu pai era duas pessoas —

Um velho chamado José, que era carpinteiro,

E que não era pai dele;

E o outro pai era uma pomba estúpida,

A única pomba feia do mundo

Porque não era do mundo nem era pomba.

E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.

                                                     Alberto Caeiro

Confesso que não tenho problemas com humor. Quando se trata de rir, não tenho nada sagrado. Consigo rir até daquilo que me revolta: acho imensa piada a Sócrates, a Passos Coelho e até a Cavaco Silva, por exemplo, mesmo sabendo que são três dos grandes problemas do país.

O cartaz do Bloco de Esquerda está a dar que falar e ainda bem, que a vida não pode ser só foras-de-jogo mal assinalados ou penalties por marcar. A piada sobre a dupla paternidade de Jesus não é das piores, mas já vi melhores. No que respeita a humor sobre Cristo ou sobre religião, é difícil sequer alguém aproximar-se de  A Vida de Brian ou do poema de Caeiro de que retirei um excerto para servir de epígrafe a este texto.

Felizmente, vivemos num país em que a liberdade de expressão ainda vai reinando, o que permitiu a muitos comentar o cartaz. Bom sinal. [Read more…]

Desigualdades socioeconómicas e sucesso educativo ou a descoberta da pólvora

Saiu um estudo da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, intitulado Desigualdades socioeconómicas e resultados escolares – 3.º Ciclo do Ensino Público Geral.

Na p. 2, podemos ler: “Em termos de resultados e conclusões, o estudo sugere que em Portugal há uma relação muito forte entre o desempenho escolar dos alunos e o meio socioeconómico dos seus agregados familiares. Por exemplo, entre os alunos cujas mães têm licenciatura ou bacharelato, a percentagem de “percursos de sucesso” 2 no 3.º ciclo é de 71%, enquanto entre os alunos cujas mães têm habilitação escolar mais baixa, equivalente ao 4.º ano, a mesma percentagem de percursos de sucesso é de apenas 19%.” Leia-se, a propósito, a notícia do Público: “Quando a mãe tem a 4.ª classe, só 19% das crianças têm um percurso limpo na escola”.

Não nego a importância destes estudos, mas a verdade é que a correlação entre o desempenho dos alunos e o meio socioeconómico/sociocultural em que vivem é conhecida e reconhecida há vários anos, porque o assunto está estudado e porque os professores confirmam isso todos os dias.

Curiosamente, no mesmo estudo, há uma preocupação em repetir a ideia de que isso não equivale a destino:

as estatísticas apresentadas no estudo sugerem também que o nível socioeconómico não equivale a destino, ou seja, não determina de forma inapelável o desempenho escolar dos alunos. (p. 3)

Apesar de estas disparidades muito acentuadas mostrarem que as condições socioeconómicas das famílias têm um impacto elevado nos resultados escolares dos alunos, um impacto porventura maior do que o desejável, ao mesmo tempo é necessário salientar que as condições socioeconómicas não equivalem a um destino traçado, pois existem outras influências e fatores importantes em jogo. (p. 13)

Dos resultados da nossa análise subsiste, todavia, a importante mensagem de que o nível socioeconómico não equivale a destino, ou seja, não determina de forma inapelável os resultados dos alunos, escolas e regiões.

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Zezé Camarinha condecorado por Cavaco…

… com a Ordem do Tesão de Ouro.

Cavaco Silva e a PIDE

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Encontrei esta imagem no mural da Ana Cristina Leonardo, que, por sua vez, remete para uma publicação do José Simões no Der Terrorist.

Uma imagem vale mil palavrões. Vai longa a noite. Para além de Cavaco Silva, assina Jorge Braga de Macedo.

Ex-governante inaugura escola aberta há dois anos

inaugurar 

verbo transitivo

  1. Dar princípio a.
  2. Expor pela primeira vez ao público.
  3. Estabelecer pela primeira vez.
  4. Iniciar o serviço de.
  5. [Pouco usado] Consagrar, dedicar.

Passos Coelho irá presidir à cerimónia de inauguração de uma escola que já está em funcionamento há dois anos. O convite a Passos Coelho foi feito por Celso Ferreira, também do PSD e Presidente da Câmara de Paredes.

Em primeiro lugar, é de louvar esta manifestação de caridade por um homem que caiu do pedestal em que viveu desde 2011. Apesar de já não ser primeiro-ministro, não deixa de ser uma pessoa. Celso Ferreira está a dar a Passos Coelho um terno beijinho no dói-dói. [Read more…]

Dia 1 de Abril

Começa o 36º Congresso Nacional do PSD. Faz sentido.