Montenegro espera que os grevistas “deixem os portugueses trabalhar”
Português: Olha lá, o que é que estás aqui a fazer?
Grevista: Greve.
Português: Então és um grevista…
Grevista: Sim, especialmente quando faço greve.
Português: Vai para a tua terra!
Grevista: Mas eu sou daqui!
Português: Daqui donde?
Grevista: Sou português.
Português: Não pode ser!
Grevista: Não pode ser como?
Português: O nosso primeiro-ministro disse que quem é grevista não é português.
Grevista: Olha que carago! Queres ver que perco a nacionalidade por fazer greve?!
Português: Não sei de nada! Se o Montenegro disse, é porque é verdade.
Grevista: Olha aqui o cartão de cidadão, pá!
Português: Isso é um bocado de plástico, deve ter sido o sindicato dos comunas que te arranjou isso. Vai para a tua terra!
Grevista: Então e qual é a minha terra?
Português: Deve ser a terra das greves, sei lá!
Grevista: E nessa terra, as pessoas estão sempre em greve?
Português: De certeza, é gente que não quer trabalhar.
Grevista: Então, um grevista é alguém que não quer trabalhar?
Português: Se quisesse, trabalhava.
Grevista: E se trabalhar, já é português?
Português: Claro.
Grevista: Pronto, às vezes, é preciso não ser português.
Está para breve a colecção Leitão Amaro, concorrente da dos livros da Anita, que aprendia a nadar, que tomava conta de crianças, que ia à escola.
Diário másculo e viril
daqui branquinho e, quando voltou, todo bronzeado, via-se mesmo que era um gatuno, pronto a vender tapetes, a violar as nossas mulheres e a fritar chamuças ao mesmo tempo, porque os monhés, por causa daquela deusa com muitos braços, conseguem fazer tudo ao mesmo tempo.




Marques Mendes, no seu espaço de intoxicação alimentar, 






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