O caso António Figueira

O António Figueira, que não conheço pessoalmente mas que fui lendo com prazer e agrado no 5 Dias e no Albergue Espanhol,  foi encontrado pelo Miguel Abrantes em pleno acto de nomeado para um cargo de assessoria do actual governo.

Vai daí vomitou a Madame Mubarak contra o pulha, e escarraram mais uns órfãos e viúvas do defunto aprendiz de filósofo. Curiosamente não fizeram o mesmo quando Correia de Campos desejou que o Ministro da Médis acabasse o seu trabalho de privatização do SNS (e pelas negociações em curso, pouco faltará para Maria de Lurdes Rodrigues fazer o mesmo no que toca à educação). O negacionismo dos que esqueceram ter o programa do actual governo sido negociado por Teixeira dos Santos com a troika, que ele chamou, chega a ser ridículo. Já agora posso assegurar que entre os assessores dos ministros socretinos havia pelo menos um que era, e é, de esquerda. Mais, por estranho que pareça, conheço pessoas de esquerda que ainda militam no PS. E até, vejam lá, sei de quem adivinhou a Ferreira Fernandes, no seu tempo de trotskista, o destino de carpideira mor da direita, embora não me conste que tenha ganho a lotaria.