A partir da canção-hino dos Deolinda o Público apresenta hoje um trabalho sobre a geração que descobriu musicalmente a parvoíce do sistema. Destaco esta afirmação:
A qualificação dos nossos empresários é pior do que a dos operários. E com este tipo de empresários não criamos empregos para diplomados com ensino superior”, acrescenta Alberto Amaral, da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.
Ora essa é que é essa.
A escolaridade dos nossos patrões é das maiores vergonhas do capitalismo português, maioritariamente constituído por pequenas e micro-empresas, muito self mad sucateiro à godinho. Estão à espera que eles contratem licenciados? E mestres e doutores? E o orgulho?
É que o segredo do luso-empreendedorismo tem muito da arte de bem traficar influências, do contrato ganho debaixo da mesa, dos robalos e outras simpatias, e isso não se aprende nas universidades, mas na afamada escola da (má) vida. No país onde se glorifica um Berardo, que fez fortuna no esclavagismo mineiro sul-africano, estão à espera de quê?






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