Kate e William louvam o casal Obama

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Da selectiva lista de convidados para o matrimónio real do ano, da plebeia Kate com o príncipe William, também foi excluído o casal Obama. O que é um louvor para ele, Presidente da República, e Michelle, sua mulher, primeira-dama dos EUA.

As relações históricas e institucionais entre o Reino Unido e os EUA levariam, naturalmente, a admitir que o Presidente norte-americano e mulher, independentemente dos ideais e credos religiosos que professam, ou da cor da pele, fossem convidados a participar no ‘Royal Wedding de 2011’, em Londres. Porém, nem sempre o óbvio acontece. Ou é justamente o oposto do que aparenta ser.

Para a aristocracia bem-pensante – idiota e cabotina, acrescento eu – preto é preto, seja ele Presidente da República, escriturário, empregado de café, servente de pedreiro, desta ou  daquela nacionalidade. Para preto, a nacionalidade é questão vital cuja comprovação através de ‘certidão de nascimento’ não se dispensa (Não vão ter nascido em África e dizerem-se norte-americanos).

No ‘Royal Wedding’ de Kate e William, o desfecho eclesiástico e institucional de uma ‘união de facto’ de que a aristocracia, monárquica ou republicana, se diz adversária, prevalece o pífio  ‘Reservado o direito de admissão’. Neste sentido, não surpreende que, além da aristocracia reluzente, tenham assento no evento ícones da estupidificação universal, como o casal Beckham e Elton John.

Devo lembrar ao casal de noivos que também houve reis e rainhas negras. Nzinga Mbandi Ngola, a célebre Rainha Ginga de Matamba e Angola foi uma delas.

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