Cristiano Ronaldo foi suspenso por 30 dias e multado em 255 euros por ter abandonado o estágio da selecção da Federação Portuguesa de Futebol.
Um castigo feito à medida para não faltar a nenhum jogo. Sim, que sem ele a equipa nem saberia o que fazer.
Pelos vistos, o facto de Cristiano Ronaldo ser capitão não foi agravante. E o curriculum foi uma atenuante, quando devia ser uma agravante.
Ainda sou do tempo em que Ricardo Carvalho foi suspenso por um ano pelo mesmo comportamento. E nem sequer tinha a agravante de ser capitão de equipa. Embora devamos reconhecer que tinha uma agravante de peso. Afinal, tinha sido Campeão Europeu pelo FC Porto e isso é algo que neste país não se perdoa facilmente.
30 dias de castigo por desertar? Está visto que em Portugal Cristiano Ronaldo pode tudo. É o único que pode ter o seu director de comunicação dentro dos estágios da selecção, é o único que pode ter o seu roupeiro particular, é o único que pode receber a família durante a concentração. E é o único que pode desertar sem consequências mesmo depois de emitir um comunicado a enxovalhar o seleccionador nacional.
No fundo, Cristiano Ronaldo é o menos culpado disto tudo. Tal como o menino mimado que faz birras não tem culpa, ele também não. Faz o que o deixam fazer. É inimputável.
E a senhora presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, que até tem (dizem…) um curso de Direito? Pode ter licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Vergonha é que não tem nenhuma.







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