
O Ministro diz que a decisão é só para a tenda de Renata Cambra. Que não seja por isso!
A tenda de Renata Cambra
Uma excelente decisão do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa
Efectivamente:
- protecção,
- Agosto,
- Novembro,
- objecto,
- efectivação,
- adoptar, etc.
Os meus parabéns.
Nótula: O documento (pdf), cortesia cá de casa.



A desordem do Amparo

Conteúdo gerado com recurso à IA.
Luís Neves estava quase a afundar-se. Mas o cão que o mordia, agora dá-lhe carinhos.
Um director da PJ feito Ministro, com a missão de ser o pára-raios do governo, acaba refém da sua própria narrativa e da extrema-direita; ora porque impingiu a narrativa vezes demais tendo depois aceitado fazer parte de um governo moribundo desde o seu início, ora porque não foi transparente em relação aos casos que a si se colavam, ficando na palma da mão daqueles que o quiseram espalmar.
Em política ou comes ou és comido. E Luís Neves está a gostar assim, bareback, sem preservativo nem lubrificante.
Os luíses andam armados em vladimirs, prontos a mostrar que esta aliança é muito pouco democrática. Entende-se, estão a tentar copiar o original… só que não está a resultar, pelo que me parece que o final será feio, porco e mau.
Tic. Tac. Tic. Tac. Tic. Tac…
António José Seguro é um inútil
António José Seguro é um inútil. Sempre foi. Quer como líder da JS, quer como secretário-geral do PS, quer como presidente da República.
Bem, como presidente sempre evitou a vitória do facho-mor, mas a esse até o rato Mickey ganhava.
O país está a ferro e fogo, mas ele nunca tem nada a dizer. Não disse depois da primeira carga policial; não disse depois da segunda carga, a não ser as banalidades que costuma bolçar e que tanto davam para se pôr do lado da polícia como dos manifestantes; e continua sem dizer nada depois da terceira carga policial desta madrugada.
O ministro Luís Neves, que já teria sido corrido há muito se não tivesse todos os poderes presos pelos tomates, tal é a lista de ilegalidades que cometeu na PJ, só se ri dele. Aliás, ele e todos os outros.
António José Seguro, o inútil, deve pensar que vai conseguir passar pelos pingos da chuva. Não vai. As suas mãos estão manchadas de sangue – e não estão menos que as de Pedro Duarte, Luís Montenegro ou Luís Neves.
Eu luto sempre do outro lado da luta
A minha detenção ilegal na acampada do Porto


Hoje, de madrugada, fui detido na praça D. João I de forma ilegal, arbitrária e injustificada.
Por volta das 4 horas, uns 100 polícias de choque saíram das respectivas carrinhas armados até aos dentes. Com cães, capacetes, bastões, coletes à prova de bala, armaduras e tasers.
Investiram então, à bastonada, contra uns 300 manifestantes completamente desarmados que cantavam “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais”.
Por mais que me solidarize com a justa luta dos nossos heróis, estava ali sobretudo para proteger a minha filha de 18 anos, a Leonor. É que esta noite adivinhava-se nova carga policial.
Não consegui protegê-la. Para além das bastonadas, as pessoas começaram a ser empurradas com uma força incomum, completamente desproporcional, a tropeçar e a cair nas escadas que dão acesso ao Rivoli.
Deixei de ver a Leonor quando caí ao chão naqueles degraus. Podia ter sido uma tragédia. Porque outras pessoas começaram a cair em cima de mim. Sentia-me a ser esmagado, só ouvia gritos e pessoas a dizer “cuidado, há gente no chão, não pisem”.
Mas era impossível não pisar. As pessoas caíam umas em cima das outras. Só pensava onde é que estaria a Leonor.
De repente, senti-me a ser retirado de baixo dos outros corpos. Pensei que me estavam a salvar.
Mas afinal eram dois polícias. Levantaram-me e, sem dizerem uma palavra, como se fosse um meliante de delito comum, um criminoso, algemaram-me e levaram-me para a carrinha celular. Nunca me disseram as razões da detenção ou o que quer que fosse. Disse que tinha caído, disse que precisava de saber da minha filha, mas não me responderam.
Na carrinha celular, para além das algemas de metal, colocaram-me umas abraçadeiras de plástico que praticamente não me deixavam mexer as mãos e que me deixaram marcas nos braços.
Olhei para a parte de trás da carrinha. Éramos 7 pessoas e vi, com alívio, que uma delas era a Leonor. Também tinha caído ao chão nas escadas e também fora tirada do chão e levada pela Polícia.
Já na esquadra da rua do Heroísmo, perto da antiga PIDE, tiraram-me as algemas de metal e deixaram apenas as abraçadeiras. Fiquei assim durante 4 horas. Revistaram-me. Fotografaram-me. Fui constituído arguido. Eu e os outros 6 detidos passámos estas 4 horas na “Sala de Apoio à Vítima”. É justo.
Deixaram-nos sair por volta das 8 horas.
Durante todo este tempo, nunca fui informado das razões da minha detenção ilegal.
À parte algumas dores nas costas e um cotovelo esfolado, estou bem.
Tive de esperar 55 anos para ser detido. E sabem que mais? Esta detenção é para mim uma medalha.
Qual é a pressa, coiso da República?

São neste momento 2.30 da madrugada.
Na praça D. João I, no Porto, os manifestantes pela habitação preparam-se para resistir.
14 carrinhas da polícia de choque estão prontas, mesmo aqui à beira, para massacrar uma manifestação completamente pacífica.
Estou aqui. A minha filha também.
Se tentarem bater nela, vão ter de bater em mim primeiro. Podem massacrar-me, mas vou resistir.
Qual é a pressa, coiso da República?
Merda de regime em que temos de escolher entre um fascista e um boneco das Caldas.






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