Juan Carlos não abdica daquilo para que não foi eleito

franco juan carlos

Não há regime mais abjecto que o monárquico. Defender a entrega da chefia do estado a alguém apenas porque é filho de outro alguém, que por sua vez ali estaria por vontade divina, é em tudo contrário aos mais elementares princípios de uma civilização moderna.

Claro que umas monarquias, como a norte-coreana, são ainda mais repugnantes que outras, e é verdade que sob a tutela de um rei pode existir alguma liberdade e democracia, mas estarão sempre incompletas, falta-lhes o elementar princípio de que todos os homens nascem livres e iguais, em direitos e deveres.

O que se passa hoje na nossa vizinhança, onde um nacionalismo doentio tem como símbolo máximo da sua unidade um rei que jurou fidelidade a um assassino, Juan Carlos, o Bourbon herdeiro de um regime fundado por golpistas criminosos que derrubaram uma República referendada, “abdica” em favor de quem não vai a votos, mas é seu filho. Uma monarquia esbanjadora nos gastos, baseada numa montagem mediática chamada 23F, tenta a sua continuação. Há que referendá-la, por muito que isso custe aos vendedores de revistas cor-de-rosa.

A vassalagem

Juan Carlos Bourbon presta vassalagem ao assassino Francisco Franco. Foi a 22 de julho de 1969. Um documento zoológico impressionante, vejam como rasteja um verme perante a promessa de alcançar o poder.

via Joana Lopes