Impressionante! Há anos, muitos anos, que não assistia a uma manifestação em Lisboa desta envergadura – pelo menos 150.000 pessoas compareceram, embora a PSP, dos “secos e molhados”, corrija em baixa (linguagem bolsista) o número de participantes. No Porto, a mesma PSP adianta a cifra de 50.000 participantes; as notícias e imagens, porém, evidenciam a comparência de mais umas dezenas de milhar. Coimbra, Faro e outras cidades, à sua escala, contribuíram também. De realçar que a imprensa internacional, de Espanha ao Brasil, destacam a maciça participação popular.
O País à rasca saiu à rua. Estiveram presentes várias gerações. Os jovens, natural e saudavelmente, em número superior. Mas, o perfil intergeracional do movimento ‘Geração à Rasca’, de avós, pais, filhos e netos, a clamar por justiça social, incluiu igualmente um grito de revolta e de inconformismo contra os políticos do poder. Os actuais e os futuros, embora seja demasiado claro que, por perda de soberania, as medidas de política social, económica e financeira sejam deliberadas por Berlim – Bruxelas é mera caixa de ressonância, ou nem tanto.






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