Presidente da República, ex-primeiro ministro e pioneiro do desenvolvimento irracional que, de resto prolongado por outros, teve como desfecho o estado a que chegámos (Saravá Salgueiro Maia!, com enorme saudade) continua a ser figura libidinosa da nossa democracia. Mais a mais, tendo sido professor de Finanças Públicas e quadro do Banco de Portugal, seria expectável um mínimo de sensatez nas declarações públicas, intervaladas por longos e misteriosos silêncios. Todavia, o discurso incoerente, porque demasiado premonitório e duvidoso, constitui uma das idiossincrasias do PR.
Em encontro com 50 jovens empresários – por deformidade nacional, estamos viciados em números redondos e personagens quadradas – Cavaco, crente na predição dos Orixás, sentiu-se compelido à adivinhação. Na cerimónia, decidiu tecer prematuros e infundados elogios ao período “pós-troika” – um período que, por influência dos Orixás, tem o privilégio de conhecer antes de qualquer outro ser humano, português, maori ou de qualquer origem.
Com sabedoria de quem está animado pela crença na mitologia ‘yoruba’, ainda dissertou sobre a mecânica de alavancas:
“aos empresários da economia pós-troika”, Cavaco Silva afirmou que “as alavancas disponíveis para provocar o crescimento económico são o investimento nacional e estrangeiro, as exportações, turismo; acompanhados de uma redução menos drástica do consumo privado”. [Read more…]






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