António Borges, economista de puro sangue lusitano, portuense com raízes em Alter do Chão, é figura de que os jornais se servem, ao mesmo ritmo, que a capa da ‘Playboy’ nos lança as provocações corporais das Irinas, Alines, Vanessas, Tamaras, e de outras frutas, oriundas dos quatro cantos do mundo. Há, todavia, uma diferença de tratamento . Elas variam, ao passo que o Borges é único e insubstituível.
A ideia com que fico é de, à míngua de acontecimentos para noticiar e ao excesso de espaço disponível, Borges é um daqueles que está sempre à mão e dá jeito usar a qualquer redacção e editor. Hoje, foi a vez do ‘Público’ que, entre outras qualificações, lhe chama ‘economista controverso’. Ignoro se se trata de linguagem codificada e controverso, neste caso, significa ‘cretino, descarado e bem na vida’.
Traga-se à memória este artigo, na coluna ‘É preciso topete’, de Paulo Gaião, no ‘Expresso’, criticando declarações controversas (ou cretinas), das quais damos os seguintes exemplos:
Há que estender a passadeira vermelha aos dislates do Borges, conselheiro do governo de Passos Coelho, em acumulação com a função de vendedor das jóias da coroa (TAP, Correios e Águas de Portugal). Quando tudo estiver vendido, entraremos no paraíso montados num puro sangue lusitano. Cretinos mesmo!






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