Tremedeiras

Este texto pode parecer extemporâneo, considerando que ontem lográmos uma clean sheet incomum; mas só em dois períodos vi o F.C. Porto a defender tão mal como tem feito esta época:

  • com Co Adriaanse, assumido kamikaze que – obstinado no seu estilo neerlandês e confiando na amplitude de um jovem Pepe – actuava com um mero defesa central, numa linha de três em que do lado direito actuava Bosingwa; posteriormente, a coisa compôs-se um bocadinho quando ele, ao intervalo de um jogo na Madeira, se apercebeu de que tamanhas buracadas choravam por um trinco e passou a jogar com o Assunção que, tendo ajudado a estabilizar, não prevenia os desacertos de uma equipa desequilibrada;
  • com Peseiro, numa época má demais para descrever e em que Chidozie, o pior central que vi jogar no clube, jogava com regularidade.

Vítor Bruno – com o qual, faço já a ressalva, simpatizo bastante, pessoa e treinador – começou a época com uma autêntica defesa de merda:

  • João Mário é rápido, muito inteligente na combinação com os colegas, cruza bem, mas defensivamente é pior que juvenil, é inexistente. Seria de esperar que já tivesse aprendido alguma coisa com tantos jogos já efectuados na posição, mas não é o caso;
  • Otávio tem características físicas interessantíssimas, mas não sabe o que é futebol de onze, nunca ninguém lhe ensinou, e quando se junta à falta de bases uma arrogância a roçar a comédia, o resultado é o esperado: os erros amadores consecutivos que inevitavelmente cometeu;
  • Zé Pedro é curtíssimo para o nível mais elevado, que é para o qual temos de estar preparados, apesar de conseguir ser competentezinho nas suas limitações. No fundo, Otávio é pior do que o que é porque se julga melhor do que o que é; Zé Pedro é melhor do que o que é porque sabe o que é;
  • Os defesas esquerdos do plantel (Zaidu e Wendell) eram tão fracos que Galeno – o nosso melhor jogador nesses primeiros jogos – actuava na posição.

Ora, actualmente os nomes não desculpam: [Read more…]