«É um clube fantástico, desde jovem que os acompanho quando jogaram a final frente ao Bayern Munique [em 1986].» Foi em 1987 e o FCP não é fantástico.
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Os jornalistas do jornal O Jogo são mouros e Tuchel é um exagerado
Com o pé que está mais à mão 2
O rescaldo do Benfica 1-1 FC Porto. Os vermelhos, aliás, encarnados, aliás, vermelhos, António Fernando Nabais e Francisco Miguel Valada e os azuis e brancos Fernando Moreira de Sá, José Mário Teixeira e Orlando Sousa discutiram o grande clássico. Obviamente, com elevação e cordialidade.
O dia em que o treinador do Benfica agrediu um polícia com duas bofetadas
O dia em que o treinador do Benfica agrediu um polícia com duas bofetadas foi o mesmo dia em que um adepto do Benfica matou outro do Sporting, primeiro com um very-light (sucessivamente simulado nos últimos anos) e depois passando-lhe por cima com o automóvel. Um dia de violência incessante, consecutiva e impune dos No Name Boys, a principal claque do Benfica. Quer dizer, o principal grupo de adeptos não organizados. Peço desculpa. Nunca sube.
Foi o mesmo dia em que um adepto do Benfica partiu a cara ao jornalista Rui Santos no parque de estacionamento da SIC. Foi o mesmo dia em que um adepto do Benfica partiu os dentes ao árbitro Pedro Proença. Foi o mesmo dia em que Luís Filipe Vieira torceu o pescoço a um sócio em plena Assembleia Geral, seguindo o exemplo de um outro sócio que agarrara o pescoço de um árbitro em pleno jogo no Estádio da Luz.
Foi o mesmo dia em que um autocarro de adeptos do FC Porto foi incendiado junto ao Estádio da Luz durante um jogo de hóquei. Um jogo, esse ou outro, no qual o próprio autocarro do FC Porto foi alvo de uma emboscada e os jogadores agredidos com tacos de baseball e outros.
O mesmo dia em que o autocarro do Benfica foi atingido por pedradas dos próprios adeptos.
Nesse mesmo dia, do outro lado da segunda circular, [Read more…]
É por estas e por (muitas) outras que, em meios profissionais, recomendo sempre a distinção entre
Porto e FC Porto. Estes “Porto boss” e “Porto’s boss” soam-me demasiado à famosa “quadrilha de Chicago“. E a culpa, obviamente, não é de Sérgio Conceição.

Foto: Octávio Passos.
Hugo Miguel, Pedro Pinho e o Futebol Português entraram num bar…

Ontem, no final do jogo de futebol entre o Moreirense e o FC Porto, um repórter de imagem da TVI foi agredido pelo empresário Pedro Pinho. Sobre este empresário existem várias histórias, algumas lendas e não menos narrativas. Nunca se sabe o que é a verdade ou o que não passa de mera lenda.
Entretanto, segundo a imprensa, tornou-se empresário de futebol (sócio ou antigo sócio de Alexandre Pinto da Costa?) e foi representante de Bruno Fernandes (hoje jogador do Manchester United) e, ontem, alegadamente, agrediu um repórter de imagem da TVI.
Entre agressões a jornalistas (atire a primeira pedra o adepto de um dos três grandes…), cenas de pancadaria entre claques (atire a primeira pedra…), assassinatos de adeptos, intimidações a quem discorda, a jogadores, a treinadores ou a árbitros e dirigentes (venha de lá o calhau), o futebol português é pasto de toda a impunidade. E se uns atiram com o apito dourado, outros atiram com uma porta, a 18, um banco (o BES/BPN) e, quanto a escutas, existem para todos os gostos e feitios. E a impunidade é total. Absoluta.
E depois, depois temos o Hugo Miguel. Tanto na qualidade (sobretudo na falta dela) de árbitro ou de VAR. Depois de todos os mails que foram publicados na internet, depois dos casos denunciados por, entre outros, Rui Pinto, aconteceu alguma coisa? Alguém foi erradicado do futebol? Nada. “No pasa nada”. Citando o nosso Fernando Nabais, “a Federação não faz nada?”. Nada. Nem a federação, nem a liga, nem a justiça, nem os diferentes responsáveis políticos. Nada. “São coisas do futebol”, dizem eles. São, são. Vamos todos acreditar que é isso.
Pela boca morre o peixe…
“Estes gajos do Porto são uns calimeros, sempre a reclamar que são mal tratados pela comunicação social do Al Andalus e tal e coisa”.
Entretanto:

O Pravda do Al Andalus

Hoje o Pravda do Al Andalus publica o alegado bate boca entre o Sérgio Conceição e o Paulo Sérgio.
Eu nem queria falar sobre isto para não irritar o nosso comentador Lipinho ou o Dragarto (este é mais complicado pois assina com mais nomes que o Pessoa heterónimos). Porém, não resisti. O Pravda do Al Andalus sabe muito bem que o bate boca começou antes, bem antes. E sabe de onde partiu. Até imagino que saiba o porquê de tanto azedume entre estes dois. Sabe. Mas não interessa ao jornalixo deste pasquim. E já agora, foram bem expulsos, nada a dizer. Aproveitando para solicitar a alguém do departamento médico do grupo Impresa que receite uns calmantes aos seus paineleiros de desporto. É que andam num estado anti Porto tal que receio que lhes dê uma coisinha má.
E agora deixo as minhas mais profundas desculpas aos leitores por ter colocado aqui um link desta folha de couve. Uma vez sem exemplo.
PS: O Lipinho andou a destilar ódio contra o Porto clube, as gentes do Porto, o Porto cidade (e Espinho, Matosinhos, Gaia, em suma, uma geraldina de ódio) e eu não quero que lhe falte nada e, por isso, aqui fica o meu repúdio por algo a que assisti hoje no Porto Canal: a equipa feminina de voleibol do FC Porto esmagou o Benfica mas o grave é o facto de as camisolas da equipa do Porto serem patrocinadas pela Nici num claro sublinhar de estereótipos típicos das gentes do Norte e do Porto em particular. Uma vergonha que só piora quando se repara que no traseiro das referidas atletas está publicidade à Real Companhia Velha, numa clara demonstração machista que deve ser repudiada por todos os lipinhos. Uma vergonha e como diz o nosso Nabais: “A federação não faz nada?“.
(a foto é do Algarve Primeiro)
Sérgio, até 2050 sff
Onde se fala de expulsões, do Al Andalus e outros que tais.
Uma besta é uma besta é uma besta

Ao que parece (acreditando nas fontes) o menino que escreveu e publicou isto é filho do dono da Luís Simões. É a prova provada que o dinheiro não dá educação.
Contas à Braz

É comovente ver a preocupação do comentador-fake-lampião Rui Pedro Braz com as contas do FC Porto. Eu já estou em lágrimas com a preocupação demonstrada por este antigo trabalhador da Benfica TV. O que diz o artista? Que o FC Porto precisa de 96 milhões nos próximos seis meses para pagar “dívidas“. Não te preocupes, pá. Vai mas é ouvir a explicação sobre o Sérgio Milhões, que é de borla e vai ver estas coisinhas para te aliviar a preocupação.
O Pravda de Carnide dixit

Ainda lhes dói, carago. “Falem agora”? Então não foram vocês que falaram? Para desvalorizar a vitória do FC Porto andou o vosso director adjunto a explicar que o homem estava acabado. Por favor, não acabem! Vocês são a nossa gasolina.
Citações: Ide ler o Miguel no jornal O Jogo, ide:
Hoje, o Miguel Carvalho publicou mais um artigo de opinião no jornal O Jogo. É de leitura obrigatória.


Liga dos Últimos: a imprensa desportiva em Portugal
O FC Porto eliminou da Liga dos Campeões o Juventus, eneacampeão italiano (9x consecutivas campeão de Itália – 2011 a 2020), e segue para os quartos-de-final da competição, estando entre as oito melhores equipas da Europa. Fundado em 1893, o clube do Norte de Portugal conta, no seu palmarés, sete títulos internacionais (duas UEFA Liga dos Campeões (1987 e 2004), duas UEFA Liga Europa (2003 e 2011), dois Campeonato do Mundo de Clubes (1987 e 2004) e uma Supertaça Europeia (1987)). O segundo clube português com mais títulos a nível internacional é o SL Benfica, com duas UEFA Liga dos Campeões conquistadas na década de 1960. A diferença, a nível internacional é, como se vê, abismal.
No dia do jogo – ontem, portanto – a imprensa portuguesa agiu como se nem houvesse qualquer clube português na maior competição do mundo de clubes; tanto, que nenhum dos três principais jornais desportivos fez manchete com o jogo. Essa tinha um denominador comum, para Record, A Bola e O Jogo: importante, importante, era a vitória do 4º classificado da Liga Portuguesa, o Benfica, frente ao 12° classificado, o B.SAD. Isso sim, era de extrema importância para os jornais portugueses noticiarem na primeira página com pompa e circunstância. Hoje, depois da vitória do FC Porto na maior competição de clubes do mundo, todos eles se lembraram que o clube nortenho jogou. Não só verificaram que jogou (víssemos as capas do dia anterior e, desatentos, perderíamos o jogo), como passou a eliminatória e, de repente, Portugal orgulha-se. Ou talvez não. Estranho verificar que o FC Porto jogava para o mundo ver, mas que só em Portugal esse facto passava ao lado.
Se tudo isto não bastasse para atestar o desprezo e o desrespeito (e, por que não, a isenção) com que o país trata o clube português com mais títulos internacionais e, por conseguinte, o clube português que melhor representa Portugal fora de portas, no fim do jogo, nenhum jornalista português…repito, para não haver equívoco: no fim da vitória do FC Porto frente ao eneacampeão italiano e consequente passagem aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, nenhum jornalista português endereçou perguntas ao treinador do FC Porto, Sérgio Conceição. Nenhum. Jornalista. Português. Zero. Nada. Nicles. Niente.
O que seria feito e dito se outro clube português carimbasse esta passagem a mais uma eliminatória da competição que todos querem jogar? Quantas manchetes de jornais se encheriam para fazer parar o país? Quantos dias se falaria do assunto, até à exaustão, carregando em ombros jogadores, equipa técnica e presidente? Quantos louvores se ofereceriam aos Deuses e a Jesus? Pergunto: quantos? É típico. Um país que, desportivamente, vive a invejar um clube regional, pequeno na sua expressão face ao poder Capital, e que, historicamente, se habitou a enviar manguitos, na forma de vitórias inequívocas, do Porto para Lisboa e para o resto do território nacional. Somos pequenos demais para o nosso próprio país e grandes demais para o resto do mundo do futebol. Somos Porto.

FOTO: VALERIO PENNICINO
Adoro o cheiro a napalm logo pela manhã
“E eu que pensava que a riqueza reside na nossa enorme diversidade. E eu que pensava que todos contam e são iguais. Sou uma utópica, que, provavelmente, nada sabe sobre o que é ser lusitana” – Hermana Cruz, jornalista.
Melhor que ninguém, uma jornalista do Porto sabe bem o que custa esta espécie de insularidade para todos os profissionais, dos mais diversos ramos, em que se vive fora da “capital do império”. Seja no Porto, em Braga, Vila Real, Coimbra, Aveiro ou Viseu. Sem esquecer Faro, Évora ou Beja, só para citar alguns exemplos. Ontem, tomou como exemplo o Porto, o FC Porto. Volto a citar Hermana Cruz: “Nacionalismo assim, carregado de preconceito regionalista e clubístico, mostra-me o que é ser portuguesa”. Mas o futebol é apenas a ponta do icebergue de um país que, hoje, não passa de um arremedo. E o FC Porto é apenas uma vírgula em toda esta história.
Vamos ao exemplo de ontem em que o FC Porto levou de vencida a Juventus de Cristiano Ronaldo. Por partes.
Alfredo Quintana (1988-2011)

Em memória do menino de Havana que veio para Portugal cumprir o desiderato de ser o melhor do mundo, e que nosso país, pátria que já era a sua de coração, se tornou grande e nos tornou grandes. Um gigante do desporto português. Uma força viva da natureza, com uma capacidade de trabalho, com uma entrega e com uma paixão abismal pela sua profissão. O nosso desporto ficou mais pobre. Adeus Alfredo. Obrigado por tudo!
Pod do Dia – As lágrimas de Conceição
Pode alguém, numa qualquer poltrona lá longe, roubar-nos este momentos? É o Pod do Dia no PodAventar.
Quando Pepe diz: «É inacreditável o Pizzi
acabar o jogo», não há um jornalista que responda: «o Pizzi não acabou o jogo, senhor Pepe, o Pizzi foi substituído ao minuto 77»?
O FC Porto é notícia por ter deixado de ser o actual campeão europeu de Sub-19?
Não! O FC Porto deixou de ser o actual campeão europeu de Sub-19, mas é notícia porque o Benfica não conseguiu ser campeão europeu de Sub-19. Quando o Benfica falir, o FC Porto perderá a razão de existir.
Ide festejar para as Antas, sff
Agradecia aos adeptos do FC Porto que, durante os festejos, se afastassem das imediações da Ponte Luiz I. A minha gata não suporta nem foguetes nem buzinadelas e dormiu muito mal durante esta noite (foi a minha Mãe que disse). Muito obrigado.
Supremo confirma multa ao FC Porto por comportamentos correctos de adeptos?
Segundo o Record, houve “comportamentos incorretos”. Ora, como sabemos, correto não é correcto. Logo, um comportamento incorreto é correcto.
Eleições no FC Porto: O meu apoio a Nuno Lobo
Durante a campanha eleitoral que agora termina, Jorge Nuno Pinto da Costa fez-se de morto. É um papel que ele tem desempenhado na perfeição nos últimos 12 anos, com excelentes resultados para si próprio, embora não tão bons para o clube que lhe paga principescamente.
Um título nos últimos 7 anos…
Nada que impeça, no entanto, uma vitória confortável e mais 4 anos de mandato. Até aos 87 anos.
Para a generalidade dos portistas, o seu crédito é ilimitado. Ninguém percebeu que a célebre frase “largos dias têm 100 anos” não era uma figura de estilo. Tinha um sentido literal. 100 anos mesmo.
O que os seus apoiantes também não perceberam é que falar dele sempre no passado é muito mau para o que ele é hoje em dia: passado. Sem rasgo, sem visão, sem energia.
De que precisava o FC Porto? Precisava de um Pinto da Costa. Mas esse já morreu há muito e não volta mais.
E como quem de direito não teve tomates para se apresentar contra ele e será conivente com mais 4 anos de agonia, resta-me agradecer e apoiar quem os teve.
Neste caso, apoio Nuno Lobo, cujo portismo, conhecimentos de futebol e experiência de gestão são inquestionáveis.
Para além disso, mesmo que ele não o saiba, une-me a ele um passado em comum na mítica claque dos Dragões Azuis. Na altura em que, juntos, há mais de 30 anos, corríamos o país de lés a lés a gritar “Pinto da Costa allez allez”.
O FC Porto não é o clube da cidade do Porto
O FC Porto é o Porto, quer queiram quer não!
— Pôncio Monteiro (1940-2010), 7 de Março de 2002O FC Porto é o FC Porto e é o clube da cidade.
— Rui Moreira, 12 de Maio de 2018… e quem tiver amor à cidade não pode deixar de ter ao FC Porto.
— Pinto da Costa, 31 de Maio de 2020

Foto: Peter Spark/Movephoto
***
Como muito bem escreve Ana Gomes, «Rui Moreira e acompanhantes na lista do Conselho Superior do FCP não se enxergam». Efectivamente, depois do blá-blá-blá (“o azul não tem qualquer conotação clubística“) e da afronta (“o FC Porto é o FC Porto e é o clube da cidade“), só faltava mesmo a Rui Moreira a rampa de lançamento no conforto da estrutura do FC Porto e uma inadmissível espargata entre o comando dos destinos da cidade do Porto e a ambição de ser presidente do FC Porto. Com a rampa de lançamento montada, é claro, veio a anunciada passagem de testemunho. Tudo isto é, obviamente, ridículo e, pior, esta promiscuidade política/futebol é inaceitável.
O FC Porto é um clube da cidade do Porto e merece da parte de Rui Moreira exactamente o mesmo respeito, carinho e interesse que merecem todos os outros clubes onde se pratica futebol na cidade do Porto. Clubes como o Boavista, o Pasteleira, o Salgueiros, o Bom Pastor, o FC Foz, o Académico, o Ramaldense, o Desportivo de Portugal, o S. Vítor ou o Sport Clube do Porto merecem tanto respeito como o FC Porto. O Porto não tem clube de futebol. A Associação de Futebol do Porto tem uma selecção e é muito boa. Mas o Porto, como tereis ainda agora lido, não tem clube de futebol. Dois dos melhores futebolistas portugueses de sempre (o Humberto Coelho e o João Vieira Pinto) são portuenses, nunca jogaram no FC Porto, não são portistas e foram ídolos do Glorioso. Sou portuense, sou benfiquista ferrenho e até sou sócio do Benfica, mas Rui Moreira e Pinto da Costa, garanto-vos, não gostam mais do Porto do que eu. Convém que haja menos propaganda e menos mistura de assuntos sérios (a gestão da cidade e as condições de vida de quem mora e trabalha nessa cidade) com futebolices, vaidades pessoais e rampas de lançamento.
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Pelo adiamento das eleições para a Direcção do FC Porto
As eleições para a Direcção do FC Porto estão marcadas para o dia 18 de Abril. Precisamente nesse fim-de-semana, o FC Porto desloca-se a Paços de Ferreira e o Benfica à Madeira. Faltarão então 5 jornadas para o fim do Campeonato.
A questão nunca se pôs nos últimos 38 anos por razões óbvias, mas nesta época – e doravante – deixa de fazer sentido realizar eleições na fase mais crucial. Temos um título para ganhar, nunca sonhámos estar tão perto e todos somos poucos para chegar lá.
Não interessa aqui em quem votará cada um de nós (a minha opinião é conhecida).
Jorge Nuno Pinto da Costa ganhará seja contra quem for e seja qual for o resultado do Campeonato, por isso a questão é outra.
O que interessa aqui é não criar ruído à volta da equipa de futebol. Nesta época, por maioria de razão, mas também nas que se seguirão.
Deixem-nos ser campeões e depois façam as eleições. No fim de Maio. No início de Junho. Mas sempre depois dos Aliados.
João Rafael Koehler, candidato a Presidente do FC Porto

Ao fim de mais de 30 anos, aparece finalmente um candidato a Presidente do FC Porto.
Chama-se João Rafael Koehler, é empresário e um grande portista.
Se vai conseguir vencer Jorge Nuno Pinto da Costa? Não, não vai. Mas vem trazer um vento de democracia a um clube jovem, moderno, virado para o futuro. Mas cuja Direcção, anquilosada, decrépita, parou no tempo há muito, muito tempo.
Bem-vindo, João Rafael!
O Directivo e o Colectivo
Não é *Diretivo, jornal A Bola: é Directivo. Como o *Coletivo, jornal A Bola, é Colectivo. Mais respeito, sff.
Francisco Seixas da Costa é um javardo

Francisco Seixas da Costa até nem parecia ser um mau embaixador. Mas é – sejamos claros! – um javardo. Deixemo-nos de eufemismos. E os políticos que se revêem no seu estilo são isso mesmo – uns javardos.
Para além de javardo, é cobarde. Atira a pedra e esconde a mão. Não gostou que lhe respondessem à letra no Twitter, vai daí fez-se de calimero (como se os primeiros insultos não tivessem partido dele) e a seguir bloqueou a sua conta.
Para além de javardo, não sabe escrever. Revêem-se escreve-se com dois e. Com um e, fica revêm-se – se não sabe o que significa, pergunte ao seu colega Jorge Ritto.
Quando penso em Francisco Seixas da Costa, penso num dos coveiros da Linha do Tua. A mando de Sócrates e de Mexia, prestou junto do ICOMOS um trabalho essencial para a construção da barragem e para a destruição de uma das mais belas linhas férreas do mundo. Espero que tenha sido recompensado em conformidade.
Entretanto, muito atento ao fenómeno futebolístico, ficamos a saber por si que os adeptos do FC Porto são javardos e que todos os sportinguistas apoiantes de Bruno de Carvalho também o são. De fora da sanha javarda de Francisco Seixas da Costa fica Luís Filipe Vieira. Pelos vistos, o discurso por ele proferido na Assembleia Geral do Benfica há pouco tempo – «Não comprámos o filho da puta de um resultado», «Jorge Mendes não tem um caralho de um jogador, caralho» ou «Isso é merda» – não é suficiente para ser apelidado de javardo.
Pois é, senhor embaixador, o respeitinho é muito bonito.
«FC Porto punido pela FIFA por influência dos fundos e informações incorrectas numa transferência»?
Não acredito. Parece impossível! O Record grafou incorrectas! Excelente.

É verdade que depois há umas infrações,

mas as incorrectas mantêm-se estáveis.
Uma óptima notícia!
Gloriosa nótula: Obrigado, Rui Miguel Duarte.
Perspectivas de Adriano
Ce provincial ignorait le grec, et parlait le latin avec un rauque accent espagnol qu’il me passa et qui fit rire plus tard.
— Marguerite Yourcenar, Mémoires d’HadrienGod, how I miss the subjunctive! […] Far be it from me to use the subjunctive in a lecture. But, anyway, I just did.
— John SearleJe pense qu’il faut avoir ressenti ce que Proust a ressenti pour pouvoir trouver du plaisir à la fameuse histoire de la madeleine, pour n’en rester qu’à ça. Et encore, la madeleine de Proust c’est le Don Quichotte contre les moulins: il suffit d’une anecdote pour résumer la totalité du livre.
— Michel Onfray
***
A ortografia portuguesa continua na mesma: estável na sua instabilidade. Repare-se na crónica publicada no Expresso, acerca do jogo de futebol A.S. Roma-FC Porto de ontem. Começa tudo muito bem, do ponto de vista da ortografia portuguesa europeia e da “unidade essencial da língua portuguesa”, com perspectiva (e quartos-de-final, mas não nos dispersemos).

Efectivamente, em primeiro lugar, para impedir o fechamento (ou elevação) da vogal, convém meter uma consoante (como já expliquei aqui e ali): neste caso, o c. Além disso, em segundo lugar, a tão propalada “unidade essencial da língua portuguesa” é mantida pela recaída do Expresso, mas posta em causa pelo próprio Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990: no Brasil, mantêm a perspectiva; por cá, criaram a perspetiva.
Todavia, logo a seguir, a crónica do Expresso resvala para terrenos de 1990, com esta receção.

Portanto, perspectiva por um lado, mas receção por outro.
Quanto ao sítio do costume…

Exactamente.
Continuação de uma óptima semana, se possivel, com mais recaídas.
***















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