A manada

Como já várias vezes escrevi, Portugal não tem a exclusividade das “asneiradas”. Nos outros Países também as há. Muitas e parecidas. Só que aqui, por condições históricas e geográficas próprias que por várias vezes já tentei enumerar, são sempre muito mais “imbecis” (obviamente também porque as sentimos logo no “pêlo”). Temos uma espécie de política e políticos de “fabrico chinês”. Na qualidade. Porque no preço, são “de marca” e daquelas muito, muito caras.

Depois temos a perspectiva com que encaramos os políticos. Por mais que o tentem negar, continuamos a achar que fazem parte de uma espécie de uma “élite”, mais inteligente, mais letrada, mais lúcida, etc.. Mentira. Mentira. A avassaladora maioria deles são tão estúpidos e ignorantes como nós somos. As diferenças, normalmente, encontram-se na “tarimba aparelhística”, na posse de informação essencial que é sonegada aos outros todos, na ausência de escrúpulos para verem executadas as suas agendas próprias e no poder (neste momento quase infinito) de nos imporem restrições, obrigações e proibições.

Desde o seu princípio, quer aqui quer no resto do mundo, a pandemia foi gerida de forma criminosa. Quer pela manifesta e generalizada incompetência na adopção das medidas necessárias, quer pela preferência do recurso ao autoritarismo (nível ditadura) quer até pela (sei que parece uma contradição) enorme competência no aproveitamento negocial e financeiro desta praga.

Como sempre e com especial destaque para os Portugueses, a culpa é, primariamente, nossa. Primeiro porque somos nós que os escolhemos. Segundo porque estamos sempre dispostos (quase sedentos) de novas proibições. O medo incapacitante (sim, somos um País de cobardes) da doença, a generalizada convicção que o vizinho (ou aquele gajo que vimos sem máscara ou os gajos que vão ao futebol ou os “irresponsáveis” que vão para as discotecas, etc.) é que é o responsável por todos os males que nos afectam e a necessidade “bovina” de ter alguém que nos defina a linha entre o “bem e o mal”, fazem-nos terreno fértil para todas e quaisquer privações de liberdade.

As restrições e obrigações que hoje entraram em vigor são desproporcionadas, ineptas e anárquicas. Além de incompreensíveis no seu próprio texto, no seu alcance e na sua execução, pedem o que não há nem poderia nunca haver. São “assassinas” para tanta gente e para tanto negócio, ilógicas em face de tudo o que já nos obrigaram a fazer e a passar e, acima de tudo, completamente desajustadas em função do verdadeiro e real nível de pandemia que atravessamos ou nos arriscamos a atravessar.

Os números reais são encapotados ou então apresentados com dolosas perversões. Nunca se esqueçam que se um gajo infectado, mas sem sintomas nenhuns, morrer de enfarte do miocárdio, nas listas, morreu de covid. Não tenho qualquer dúvida que neste momento, o impacto da epidemia não supera os valores da normal gripe sazonal. Melhor, não supera os valores da gripe sazonal pré-pandemia. Porque esses números serão hoje bem mais baixos face à utilização generalizada da máscara. E não me lembro de alguém, algum dia ter pedido que fosse decretado o estado de emergência ou de calamidade (mais outra evidente contradição jurídica) por causa da gripe.

Se for preciso reforçar o nível de vacinação, reforcem. Mas por favor, não ponham essa missão nas mãos das “duas louras”. Chamem ou façam regressar alguém competente. Nunca se esqueçam que se o “alinhamento cósmico” (eufemismo para o que realmente se passou) não nos tivesse sido favorável, os políticos tinham escolhido o gajo da fotografia (um bandalho sem qualquer princípio ético) para liderar a campanha de vacinação contra o covid em Portugal.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Coisas, edição 30, revisionado para dizer o mesmo nada, mas nunca dizer que fechar hospitais, abusar de médicos, e demais idiotices de contabilidade matam, sempre da perspectiva de só olhar para a província.
    Já nem cansava, não fosse ao mesmo tempo que se despreza e branqueia o verdadeiro autoritarismo que não os afecta.

  2. POIS! says:

    Pois citando…

    “Temos uma espécie de política e políticos de “fabrico chinês”. Na qualidade. Porque no preço, são “de marca” e daquelas muito, muito caras”.

    Ora bem! temos de respeitar! É um saber de experiência feito! E ainda não escreveu as memórias da passagem lá pelos gabinetes do parlamento. Nessa altura é que vamos poder aquilatar ver a qualidade dos laranjões que por lá andavam!

    mas numa coisa eu até sou capaz de concordar: com o Passos esta história do COVID seria muito diferente. Isto nem tinha chegado ao Omicron. O COVID já tinha morrido. Quanto mais não fosse, de ataque de nervos. Aliás, acho que todo o ser vivo que por cá andava esteve quase.

  3. Alexandre+Barreira says:

    …..gostei da “cena”………..”do fabrico chinês”……mas também os há…..”de fabrico de caldas”…..não…não…..não é só o CDS……são vários…..aliás é tipo….”fabrico de caldeirada”…..!!!

  4. Francisco Silva says:

    P.f.,puxem o autoclismo. Quem é que dá tempo de antena a esta merd…?
    O Covid até nem existe…

  5. balio says:

    As restrições e obrigações que hoje entraram em vigor são desproporcionadas

    Não me parece. Basicamente, resumem-se a voltar a ter que usar máscara dentro das lojas. Não é uma coisa particularmente terrível. Afora esse pormenor de ter que colocar a máscara de cada vez que se vai a uma loja, a vida seguirá normalmente.

    • Tuga says:

      “Basicamente, resumem-se a voltar a ter que usar máscara dentro das lojas. Não é uma coisa particularmente terrível.”

      Concordo plenamente.

      Mas os liberocas, têm que fazer prova de vida, porque as eleições estão á porta

    • Paulo Marques says:

      São tão desproporcionadas, que nada muda para muita gente.

    • Paulo Marques says:

      Mas a lenga-lenga tem um fim, quando o Estádio da Luz estiver cheio na mesma.


  6. Um crente do rebanho do Ventura a adjectivar os outros como se os portugueses fossem todos da sua laia!…

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