Histeria e autoritarismo pulhítico

O poder corrompe, uma vez experimentado, torna-se difícil dele abrir mão. Ultrapassada a pior fase da pandemia, com a esmagadora maioria dos portugueses vacinados e protegidos contra as formas mais graves da doença, perante uma subida exponencial do número de infecções, mas longe de causar um número de mortes ou internamentos comparável ao que assistimos no passado, os pulhíticos que desgovernam a choldra resolveram uma vez mais recorrer à brutalidade decretativa e atentar contra a Liberdade individual das pessoas e economia.

Ao longo de meses, prometeram-nos que poderíamos regressar à vida normal se nos vacinássemos, nunca foram dadas garantias que a vacina impediria o contágio, mas que a protecção seria suficiente para não adoecermos e que eventuais assintomáticos não seriam problema.
Conhecemos o carácter dos pulhíticos, mentirosos, trapaceiros, o que hoje é verdade, amanhã é mentira, no início de Dezembro avançaram com um pacote de restrições, que agora, cedendo à histeria covideira de quem faz da palermia modo de vida e desaparecerá dos palcos mal a distopia termine.
Imaginarem que um vírus com estas características é controlável ou será eliminado com medidas do teor que vêm sendo experimentadas desde Março de 2020, um pouco por todo o mundo, salvo honrosas excepções.
De forma criminosa, muitas vidas foram destruídas, doenças ficaram por tratar, a saúde mental da sociedade está afectada. Lucraram as farmacêuticas, muitos ganharam um palco mediático que não tinham e lhes permite satisfazer vaidades pessoais, outros aproveitam oportunidades para não irem trabalhar, mantendo intocáveis os postos de trabalho e salários garantidos, ao passo que outros, têm que continuadamente reinventar as vidas, para satisfazerem a aspiração securitária dos primeiros. Uns sacrificam-se para que outros lucrem, nesta sociedade cada vez mais imoral.
A Liberdade está cada dia mais ameaçada pelos pulhíticos que nos governam. Começando por Portugal, quem tiver sido minimamente afectado e perdido rendimentos, não pode votar PS a 30 de Janeiro, mas também não deve entregar o seu voto a partidos que tudo consentiram e viabilizaram, ao serviço da narrativa histérico-covideira. A não ser que sejam masoquistas, ou sofram alguma enfermidade cognitiva…

Comments

  1. J. M. Freitas says:

    “Conhecemos o carácter dos pulhíticos, mentirosos, trapaceiros, o que hoje é verdade, amanhã é mentira,” Como se explica que os eleitores (que são puros e imaculados) votem sempre em gente desta, havendo tanta gente boa? Será que estes não se candidatam? Como levar as pessoas a acertarem no voto?
    Quanto à Liberdade. Penso que a primeira condição para se ser livre é estar vivo e de boa saúde. Um morto ou um entubado (em estado de coma!) é livre?
    Quanto ao seu conselho, no final, sobre como votar, parece que então teremos é de não votar (se calhar acabar mesmo com as eleições).
    “Lucraram as farmacêuticas…” Com esta concordo.

    • Filipe Bastos says:

      Como se explica que os eleitores (que são puros e imaculados) votem sempre em gente desta, havendo tanta gente boa?

      É v. que costuma tentar relativizar a canalha pulhítica, não é? Talvez seja daqueles que fala em ‘populismo’.

      Populismo, hoje em dia, é dizer qualquer verdade sobre esta escumalha. É constatar que o rei, além de ir nu, fede. Que a impunidade tem de mudar. Seja como for.

      Os eleitores não são imaculados nem santos; só o facto de ainda votarem nesta partidocracia torna-os cúmplices dela. Mas isso não absolve a podridão do esgoto partidário. Temos de malhar nesta escumalha. Malhá-la e vigiá-la.

      • J. M. Freitas says:

        Devo confessar que a discussão que consiste em chamar nomes não me atrai. Por exemplo quando escreve
        “Populismo, hoje em dia, é dizer qualquer verdade sobre esta escumalha. É constatar que o rei, além de ir nu, fede.” o que é que isto significa? Ou “Mas isso não absolve a podridão do esgoto partidário. Temos de malhar nesta escumalha. Malhá-la e vigiá-la.”? São só palavras ou há mais alguma coisa?
        Estou convencido de que um debate em vez de chamar nomes feios seria muito mais útil. Discorda?

        • Filipe Bastos says:

          V. não entende a podridão, não a consegue ver, ou apenas não quer falar dela? Preferia eufemismos?

          As palavras importam. É por elas que começa a apatia, a servidão, a aceitação da injustiça e da iniquidade.

          O parolo respeito por esta canalha – visível em qualquer artigo, debate ou entrevista, no inevitável Sr. Doutor ou Sr. Engenheiro, na reverência pelo ‘bom nome’ que esta canalha nunca teve – é o primeiro passo para tolerar a sua canalhice e impunidade.

          Temos de questionar, desafiar, demolir esse pedestal de respeitinho erigido pela canalha. Temos de chamar-lhe o que é. Temos de desrespeitar a canalha.

          Por isso a invectivo; por isso escrevo paralamento, pulhíticos, António Bosta, Múmia Cavaca, etc.

          Não é só o prazer pueril de chamar-lhes nomes; é recusar-lhes o respeito que querem ter sem merecer. É levar quem lê, em alguns casos pela primeira vez, a vê-los não como senhores, mas como bandalhos.

          • J. M. Freitas says:

            “Temos de questionar, desafiar, demolir esse pedestal de respeitinho erigido pela canalha. Temos de chamar-lhe o que é. Temos de desrespeitar a canalha.”
            Força. Que as mãos lhe não doam (embora eu desconfie de que vai ficar com mais dores nas mãos do que a tal canalha).
            “Por isso a invectivo; por isso escrevo paralamento, pulhíticos, António Bosta, Múmia Cavaca, etc.”
            Acho que já percebi. E se eles lhe chamarem, por exemplo, Filipe Bestas? Quem ganha a guerra dos nomes feios?

          • Filipe Bastos says:

            Quem vai à guerra dá e leva: eles, tal como o Freitas, podem chamar-me o que entenderem.

            Mas eu não sou um político, muito menos um pulhítico. Eu não chulo os contribuintes; eu não tenho poleiro, tacho ou mama, nem os procuro.

            Está a ver, Freitas, à sua atitude eu chamo sonsice: v. sabe que falamos de figuras públicas; e, a menos que seja tão cego e surdo como pinta, sabe que este país é uma bandalheira corrupta justamente devido a essas figuras. A esses pulhas.

            Só que quer falar da trampa sem falar de trampa; quer ser elevado e educadinho enquanto os pulhas lhe cagam e mijam em cima. Educadamente, claro.

            Claro que podemos ser sonsos: é o que fazem o João Mendes e os todos os comentadeiros da TV. Fazer de conta. Eu prefiro falar claro. Claro clarinho.

  2. Paulo Marques says:

    Mas… foi controlado! Tivemos que levar com comparações intermináveis aos sucessos do Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Noruega, onde estão essas comparações agora? No cemitério das boas ideias liberais?
    Que tenham sido mais ajudadas as farmacêuticas é efeito seu e dos seus camaradas, que nos venderam que devíamos sair do caminho dos empreendedores, invés de os controlar, e agora definem o preço. Não só das vacina, como dos tratamentos que o liberal faz de conta que não saíam mais caro, nem que fosse só pela estadia.
    Ou isso ou acha que a conta de centenas de milhares de dólares que alguns receberam é justa, e quem não tenha mérito de poder pagar que morra.
    E quanto os seguros de saúde subir o preço aos lorpas que acreditam na patranha, vão voltar a estar calados que nem os ratos que são. Merecessem. Votem, votem, para devolverem dinheiro aos ricos como o camarada de Lisboa, que vos há-de mijar para cima desta vez.

    • Paulo Marques says:

      E avise aí o camarada de liberdade protegido pela infecção

      https://www.washingtonpost.com/nation/2021/12/21/us-omicron-coronavirus-death-first-reported/

      • Filipe Bastos says:

        Em 330 milhões de americanos, e 10 milhões de covidados, o Omicron matou… um?! Fechemos as fronteiras! Fujamos para as montanhas! Mudemo-nos para bunkers!

        Quer dizer, matou… “The man, who tested positive for the omicron variant before his death … had underlying health conditions that made him particularly vulnerable”. É o costume: se for atropelado e tiver covid, morreu de covid.

        Mas não importa: há que ter medo, muito medo! Fechar tudo. E obedecer ao governo. Mansos, sempre mansos.

        • Paulo Marques says:

          Não, pá, isso era para quem acha que está protegido naturalmente. Nem sequer para o reforço, que ainda ninguém provou a necessidade.
          Mas alguma prudência ligeira ser fechar tudo é de quem não quer ser sério.

      • luis barreiro says:

        És mesmo corno!

        • POIS! says:

          Pois cá está, mais uma vez!

          A suave ironia, a tolerância para com os opósitos, a esmerada educação largamente cultivada nos nossos melhores salões, onde conviveu e convive com a mais fina sociedade e as mais reputadas elites intelectuais, tudo converge nesse Grande Vulto da Cultura que é o por todos conhecido como barrasco, perdão, barreiro.

          Pena é que, como acontece com os génios, evidencie um comportamento algo narcísico e egolátrico, uma compulsiva tesura que o leva a tecer os seus comentários frente ao espelho que, na sua ingénua ufania, toma como norma geral.

        • Paulo Marques says:

          Ufa, contra tal resposta, de facto, não há argumentos. Fico sensibilizado perante tal sentido de comunidade.


  3. Muito bem mas em Espanha morreram 50 mil ou terei ouvido mal?. Não auguro grande futuro para Costa que se não tiver a maioria absoluta fica equiparado a Sócrates em 2010 e nem a Bazuca o irá safar, antes pelo contrário, bazucas há muitas. Lá na Guiné era o que mais havia e deve ter ido tudo para a sucata.


    • Eu sei que número, factos e contas não é o essencial para os comentadores deste blogue, mas em Espanha morreram de/com Covid 88K pessoas. Em Portugal 18K. O que dá mais ou menos o mesmo: 1,82 mortos por milhão de habitantes para nós e 1,88 para eles. Já os genocidas da Suécia (que lá alinharam com o resto da maralha, porque político que tem cu, tem medo) têm 1,47 mortos por milhão de/com Covid por milhão de habitantes.

      • Paulo Marques says:

        Não são genocidas, são exigentes consigo próprios. Não gostam de liberdade, é o que é

        https://www.euronews.com/2021/10/29/sweden-s-covid-19-pandemic-response-was-too-slow-says-commission-report


      • “Em Espanha morreram 50 mil ou terei ouvido mal?.” Perguntei humildemente a quem esclarecido que pelos vistos é pressuroso na arte da exactidão. Nem era ouvido que eu devia ter dito mas que devido ao adiantado da hora. 3 ou 4 da manhã, a televisão nem som tinha para não incomodar a família e em roda pé passava a estúpida informação no EuroNews, lho garanto, acertadamente. Agora passa por exemplo a noticia de 106 mil casos em Inglaterra. Será? Tenho de passar a usar a máquina fotográfica por via das dúvidas (suas).

  4. balio says:

    perante uma subida exponencial do número de infecções

    Não tem havido subida exponencial. Tem havido subida em progressão aritmética. Todos os dias o número médio de infeções aumenta cerca de 100. Sempre o mesmo ritmo aritmético. Isso não é subida exponencial.

    • Paulo Marques says:

      E são irrelevantes nesta altura, excepto para medida de precaução quando a situação muda, como é o caso.
      Para a propaganda de que o centrismo é que é bom, há uma notória falta de bom senso nisto, mas enfim. A província gosta do umbigo.

  5. JgMenos says:

    Tudo vem a propósito de a vacina não ser obrigatória.
    Vai daí, chateia-se toda a gente e retira-se a liberdade aos não vacinados.
    Não valeria a pena assumir que os não vacinados não são livres e vacina-los ou interná-los sem chatear todos os outros e destruir a economia?

    As meias-doses dos direitos e garantias…

    • Paulo Marques says:

      N. Até porque os pastéis de nata não se vendem sozinhos quando nos fecham a porta de saída, como aconteceu outra vez.

    • POIS! says:

      Pois, ora uma boa ideia!

      Um Tarrafal para os não-vacinados! Como já não temos acesso a Cabo-Verde podia ser, pelo Menos, nas margens do Trincão, por exemplo. Ou na praça de touros da Golegã, que agora está, pelo Menos, em época baixa.

      E também se podia fundar uma nova polícia, a PIDEV (Polícia Internacional de Defesa do Estado Vacinado), á qual se podiam mandar denúncias de tipos e tipas que andam nas tascas sem estarem vacinados.

      Uma tão ótima ideia só podia mesmo vir de JgMenos, um verdadeiro especialisna nas meis-doses. É dele, aliás, a seminal obra “Teoria Geral Da Meia-Dose, voliume I – A Meia-Dose Como Prática Sexual Contracetiva”.

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