Com o objectivo de aumentar a venda de automóveis novos, mais eficientes e seguros, em 2007 o governo de José Sócrates alterou a tributação automóvel, aprovando o Código do Imposto sobre Veículos e o Código do Imposto Único de Circulação e abolindo, em simultâneo, o imposto automóvel, o imposto municipal sobre veículos, o imposto de circulação e o imposto de camionagem.

O resultado foi um menor esforço fiscal no momento da aquisição do veículo, transferindo para o IUC o montante que deixou de ser cobrado. Para evitar criar uma injustiça fiscal, os automóveis que já haviam pago à cabeça o IA, continuariam a ser tributados anualmente em IUC por valor correspondente ao IMSV, vulgarmente conhecido por selo do carro.
Contanto com o esquecimento colectivo, afinal já passaram 16 anos, o governo de António Costa, aconselhado pelo lobby da transicção energética, decidiu numa manobra de chico-espertice digna de vendedor de banha da cobra, dar o dito por não dito, fazendo tábua rasa da promessa governamental, ainda há quem acredite que o Estado seja pessoa de bem, invocando o pretexto da Justiça fiscal e preocupações ambientais, sujeitando assim os proprietários de automóveis que pagaram à cabeça IA, a tributação anual equiparada aos que não a tiveram tal encargo.
Aliás, quando nos falam em transição energética, devemos imediatamente ter cuidado com a nossa carteira, muito haveria a dizer, mas fico-me pelo automóvel, há meia-dúzia de anos começaram a impingir viaturas eléctricas, nada contra as mesmas, com o argumento que permitiam poupanças significativas de consumo, que tem vindo a revelar-se falso, neste momento carregar um carro eléctrico já é mais caro nos postos de carregamento que abastecer um veículo diesel equivalente e não deveremos estar muito longe do dia em que os carregamentos domésticos atinjam um idêntico nível de preços.
Tenho até dúvidas que esta medida anunciada para 2024 seja Constitucional, mas admitindo até que possa ser legal, seguramente que é imoral pretender obrigar cidadãos que não trocam de veículo porque o que possuem ainda está em bom estado, ficando por provar que sucessivas trocas não deixem uma pegada ambiental mais pesada que um veículo apenas, estimado durante anos, ou proprietários que simplesmente precisem de automóvel para se deslocar e não possuam condições financeiras para a desejável troca.
Perante um cenário económico de incerteza no plano nacional e internacional, instabilidade política e militar, cadeias de abastecimento de componentes em dificuldade ou mesmo ruptura, paragens na produção, como vimos recentemente na Auto-Europa, a oferta de veículos eléctricos pelos fabricantes está longe das ambiciosas metas traçadas. Com esta medida o governo colocará também em dificuldade os Centros Técnicos de Inspecção, oficinas independentes e empresas de distribuição e comercialização de peças e acessórios. São milhares de empregos que também ficam desnecessariamente em causa…






Ja ouvi essa cassete no Laranja Canal mais que uma vez.
Esta versão está ja um bocado requentada
“aconselhado pelo lobby da transicção energética”
O lobby da transição energetica ?
Qual é o teu lobby, mumia paralitica
“lobby da transicção energética”
Mas qual transição energética? Só se for a de fachada, que quer passar os custos todos a quem trabalha e consome; como repara bem na única coisa certa, o carro mais limpo é o que já existe, mas não tem nada de sucessivo. Só continuar a focar em carros é evidência de que não é sério.
Mas essa dos carregamentos domésticos ficarem acima do preço do combustível é risível, ainda por cima em vésperas de aumentar para nos castigar por apoiar um genocídio. A ineficiência das estações de carregamento é só o mercado a ser o mercado.
Não escrevi que o carregamento doméstico já é mais caro que um abastecimento diesel, mas um carregamento eléctrico em postos rápidos já é, para além de demorado. Para além disso o carregamento doméstico não é para todos e temos assistido a caricatas situações de cabos saindo das janelas para a via pública, porque muitos prédios no centro de Lisboa não têm garagens e estão longe de ser casas térreas. Não faltam fotos nas redes sociais.
Quanto ao resto muito haveria a dizer, mas o post é mesmo sobre o anunciado aumento do IUC e não sobre transição energética.
Não faltam fotos nas redes sociais.
Mais um que obtem a informação no Facebook.
Nós os liberocas somos muito avancados
Uma ideologia com 200 anos, mas muito avançada, na defesa dos interesse das elites claro está.
Basta recordar quem esteve por detrás das ditaduras militares na América Latina.
São sempre os mesmos e não se lhes pode levar a mal, pois defendem os interesses deles.
Os explorados é que têm que abrir os olhos e perceber o que é que está por detrás das proclamações “libertárias” das elites.
Acho a posição dos Menos mais frontal e honesta
A bem da Nação
Carlos Almeida
O tempo verbal que usei é ambíguo, mas a ideia é só a de que o petróleo não volta ao preço da uva mijona, e os seus efeitos são para começar a pagar.
Sim, é uma solução ainda coxa em vários aspectos, mas o tempo de carregamento é facilmente ignorável estando a capacidade instalada nos vários sítios onde o veículo estará parado durante a quase totalidade do seu tempo. Ao contrário das wunderwaffen de captura de carbono, funciona e é escalável – é preciso vontade e menos apps.
Não falei do tempo, mas do preço. Neste momento só é mais barato usar eléctrico se puder carregar em casa. E nem todos podem. Um dia destes nem em casa será mais barato e não é preciso que o petróleo desça, basta que a electricidade continue a subir…
Mas no presente, carregar em casa ainda é mais barato.
https://expresso.pt/economia/transportes/2023-10-13-E-mais-caro-percorrer-100-quilometros-num-carro-eletrico-carregado-na-via-publica-do-que-num-carro-a-gasoleo-00a1d438
Pois claro!
Só que a subida do preço da eletricidade, incluindo a disponibilizada nos carregamentos, é produto. de quê?
Pois da “liberalização” desengfreada desse setor estratégico de da sua entrega total a privados!
Como defendem, para tudo e mais alguma coisa, os Impetuosos Liberalescos do Dr. Calhau.
Pergunte lá para o lobby do “Deixa Estar Como Está Que Depois Logo Se Vê E, De Qualquer Maneira, Nessa Altura Já Cá Não Estamos”, que eles devem ter a solução. Têm para tudo, desde a crise da habitação, da saúde, da educação, até às cuecas de senhora.
O preço da eletricidade também é, obviamente, completamente livre da treta do mercado europeu que obriga a pagar o preço mais caro existente.
Não há transição, há acrescento
https://www.dutchnews.nl/2023/10/we-need-to-bust-the-myths-about-the-transition-to-clean-energy/
Pois, mas não é o único problema relacionado com automóveis.
O pior é o que aconteceu recentemente na Autoeuropa: mais uma greve selvagem, ou ainda pior, comandada pelos sindicaleiros comunas, que paralisou aquilo tudo durante quase um mês, enquanto a malta afeta á Comissão de Trabalhadores, e outros afins, se divertia à fartazana na Colónia de Féria da CGTP, situada no Meco.
Não fosse a insistência dos camaradas chineses e espanhóis, que improvisaram até umas rodas dentadas para que não voltassem de mãos a abanar, e ainda hoje lá estariam!
E não foi sem surpresa que, quando voltaram ao trabalho, porque se pôs mau tempo no Meco, encontraram uma das linhas de montagem já empacotada em caixotes de cartão, pronta a ser enviada para as Filipinas, juntamente com mais umas encomendas para os “Casados no Paraíso”.
Foi por um triz que a Autoeuropa não se deslocalizou definitivamente! Não tomem juízo e vão ver!
Acredito que seja uma ameaça à Autoeuropa com a necessidade menos trabalhadores para tarefas diferentes, mas não é algo que se possa impedir. As empresas que não se adaptarem ficarão para trás.
Pois. Já a malta das caixas de cartão está safa. Em breve as deslocalizações vão passar a ser diárias.
É o progresso!
Pois, lá tem de ser!
Temos de escolher um lobby!
A coisa está entre o lobby “Da Transição Energética” e o lobby do “Deixa Estar Como Está Que Depois Logo Se Vê E, De Qualquer Maneira, Nessa Altura Já Cá Não Estamos”.
O Ilustre Postador já escolheu, na sequência do adorado Calhau, líder da Impetuosa Liberalesca, um partido extremista que se recusa a condenar os ataques dos poluidores em geral e dos terroristas imobiliários.
Ah e tal comodismo, o tuga não vive sem carro.
Pois não… então fora de Lisboa e Porto, é verdadinha. A não ser que ande de carroça. Ou não tenha de cumprir horários.
Andem de bicicleta como nos Países Baixos, carago, eles são desenvolvidos e sabem viver bem. Se bem que tenho ideia de que se um neerlandês tivesse que subir a minha rua, passava-lhe logo a vontade de pedalar.
Há quanto tempo nos vendem as cidades de 15 minutos, ou os horários escolares desfasados… tudo grandes ideias no papel, devem acontecer no mesmo dia do aeroporto novo na Capital.
Em que país? Só se for nos Países Baixos, onde, por coincidência, é possível fazer o dia a dia de bicicleta e transportes públicos.
Em que país? Qual país?
“Andem de bicicleta como nos Países Baixos”
Nos Paises baixos e na Suécia, a maior parte das pessoas dentro das zonas urbanas anda de bicicleta ou de transportes públicos
Em deslocação interurbanas, nos Paises Baixos usam maioritariamente a excelente rede de comboios que tem e que cobre perfeitamente um pais plano e relativamente pequeno
Mas no caso da Suecia, as distancias propiciam o uso dos carros entre cidades. A distancia entre Malmo no Sul e Kiruna no Norte são 1850 Km, mais do que a distancia de Liaboa a Paris. Mas nas cidade, muito pouca gente anda de viatura particular
A rede de comboios é excelente, mas não propriamente barata. Se bem que há empresas que cobrem deslocações diárias dos “colaboradores”.
Convém dizer que cada estação tem um parque de bicicletas enorme, é normal éum neerdlandês ter uma bike (que não é uma coisa barata, já agora) por cidade.
Mas se a cultura é forte, a verdade é que o relevo é determinante. Em Portugal é impossível fazer deslocações de bicicleta, mesmo que curtas, como nos NL.
O relevo ou a falta dele é absolutamente decisivo. Na Holanda o monte com a cota mais alta em relação ao nível do mar tem 50 m em Harhem no leste da Holanda. Em Harhem houve um grande batalha com os alemães na WW2 com muitos paraquedistas aliados chacinados pelos alemães.
Nesse monte de 50 m de cota há lá um capela com uma guarda de honra permanente de tropa de diferentes países em homenagem aos caídos nessa sangrenta batalha. A cota média do país deve ser na ordem de poucos metros com zonas com cota negativa.
No entanto querem convencer-nos de que Portugal pode ser uma Holanda
Basta o tuga deixar de ser comodista e começar a dar ao pedal.
“No entanto querem convencer-nos de que Portugal pode ser uma Holanda
Basta o tuga deixar de ser comodista e começar a dar ao pedal.”
Não é uma solução para Lisboa, Porto, Coimbra, Portalegre, Santiago do Cacem, etc muitas outras cidades com colinas.
Mas há muita cidade plana como toda a faixa costeira desde F Foz ate Espinho, passando por Aveiro, Mealhada, de resto zona onde tradicionalmente a bicicleta foi muito usada mesmo no tempo das pesadas “pasteleiras.”
Mas mesmo aí o uso perdeu-se e o uso das bicicletas limita-se aos pos adolescentes pseudo desportistas com fatinhos de licra todos coloridos e bicicletas de competição e não pessoas normais dos 15 aos 65 anos que usam a bicicleta normal e não de competição, para ir para o trabalho/Escola todos os dias, como se pode ver em Amsterdão, Malmo ou Estocolmo.
Hoje em dia uma bicicleta norma é, feita de ligas leves com mudanças e muitas vezes com motores e baterias eléctricas auxiliares não tem nada a ver com as “pasteleiras” que se usavam na zona da Bairrada e Aveiro nos anos 50/80 .
Mas vai demorar muitos anos ate chegarmos ao nível de utilização da Suécia, Dinamarca ou Holanda, até porque os meninos ciclistas com fatinhos de licra não representam nada do ponto de vista dos hábitos de transporte.
A Figueira, comparativamente a Amesterdão, é a Serra da Estrela. 😀
Concordo na generalidade, mas há alguns pontos:
cidades como Aveiro as deslocações serão já mais longas (e esse é um problema acrescido em Portugal), logo a bicicleta começa a deixar de ser opção
Cidades como a Figueira não têm grande trânsito automóvel (com excepção da ponte), pois o reduzido tamanho da mesma permite tráfego pedonal e de bicicletas. Mas sim, deviam investir mais em ciclovias em cidades pequenas do que propriamente em Lisboa e Porto. As ciclovias nos grandes centros urbanos servem para passear, pouco mais.
Outro ponto interessante nas ciclovias, raramente são desenhadas para servir escolas. Porque a rapaziada jovem tem melhores pernas para pedalar, e não está culturalmente ligado ao automóvel, se calhar devia ser a prioridade no desenho das rodovias para bicicleta
Bom artigo,
Só lme surpreende a falta de empatia de outros concidadãos pelos mais necessitados, chega até a ser chocante.
É por este tipo de pessoas que o país tem os governantes que tem.
Oi ?
Aos liberocas quem os conhecer que os compre.
A informação de quem escreveu o post sobre o aumento do IUC já esteve em todos os canais de TV, desde o público ao SIC notícias e ao canal americano.
Ele resolveu fazer aproveitamento partidário do assunto
Há uma petição a solicitar o cancelamento do aumento, petição que já assinei, mas não colocou o link para quem quiser assinar a petição.
O aproveitamento de uma situação que prejudica de facto quem tem menos dinheiro é típico de liberocas.
Se lá estivessem faziam pior como o passado do Coelho demonstrou
Aqui vai o link
https://peticaopublica.com/?pi=PT117993
Fui la ver e a petição já tem quase 300 mil assinaturas.
Pode ser que o jumento do ministro das finanças que consegue perder as eleições em Lisboa para um assumido anticomunista, use a cabeça para pensar nem que seja por 10 minutos e reverta ou altera os valores a pagar
Ja vai nos 313 mil. Era bom que chegasse pelo menos ao meio milhão, para ver se esses asnos arrepiam caminho
Esses neoliberocas com carros anteriores a 2007 que não se querem converter à transi(c)ção verde, têm é de ser carregados com impostos. Até devem ter guito escondido no Panamá, mas recusam-se a comprar o novo Tesla só porque preferem poluir com os seus tubos de escape ultrapassados.
Aposto que votam todos IL e Chega.