
Não se conhecem ainda as vírgulas do acordo, mas ter Julian Assange livre da prisão e da extradição, 14 anos depois da publicação dos documentos que deixaram claro o papel que jogam os EUA, e 5 anos depois de detido em Londres, é uma vitória muito importante. Saem humilhados a CIA e a Scotland Yard, que acumularam ilícitos para ofereceram aos seus patrões uma das mais significativas derrotas dos últimos anos.






Nem por isso, destruíram-lhe a vida e continuam a branquear os crimes que fazem e compram, despedindo quem os publica e processando quando não percebem a dica. Têm a chatice do líder da entidade sionista querer deixar de esconder aquilo que são por interesses de sobrevivência política, como era inevitável que acontecesse, e leve as pessoas a querer descobrir, afinal, quais são as regras internacionais.
Uma “confissão” depois de anos de tortura e tribunais arbitrários ainda servirão para tranquilizar liberais em apoiar a deriva para o fascismo, mas este nunca funciona.
E por falar em liberais, os liberachos continuam muito caladinhos sobre um cancelamento real.
Pois os Estados insistem em ter segredos?
Pode lá admitir-se tal coisa!
E o coitadinho só divulgou o que o gajo que se pirou para Moscovo sacou aos EUA…
O problema não é insistirem em ter segredos, é insistirem que a sua legitimidade deriva do respeito pela vida humana que não têm.
“O fundador da Wikileaks e a justiça norte-americana que o acusava ao abrigo da lei de espionagem fecharam um acordo que põe fim à sua prisão. A seguir rumará à Austrália, o seu país-natal.”
…
Derrota?
Andou fugido, foi engaiolado, e do “outro lado” a vida continua. Só for vitória moral, e mesmo assim é preciso boa vontade
Foi mais um furo no soft power. Podem ser minúsculos, mas quando começar a encher de água, já não há nada a fazer. O quanto estrebucha hoje em dia é excelente sinal, custa-nos é a nós, mas nós não somos o mundo.