CLICKBAIT: De Nick Brewer a Raquel Varela

Na série “Clickbait”, da Netflix, Nick Brewer é raptado e acusado de ter assassinado uma mulher. Aos cibernautas é pedido que divulguem o vídeo onde Nick segura cartazes onde supostamente assume a acusação e prometem consumar a vingança assim que o vídeo atinja os 5 milhões de visualizações. A série explora muito bem o ambiente doentio que se vive à volta da cultura do cancelamento, capaz de levar até às últimas consequências as conclusões sobre qualquer caso, mesmo quando se está longe de ter todos os elementos de análise sobre um determinado assunto. Para estes novos Torquemadas a verdade é um detalhe praticamente irrelevante, posto que jogam tudo na guerra pela percepção e nas respectivas consequências, em si suficientes, caso bem sucedidas, para atingir os seus objectivos.

Ao contrário do sistema de justiça, e também ao contrário do que devem ser os pressupostos do jornalismo de investigação, a justiça digital não precisa de factos, nem de contraditório, nem de verificação de dados. A acusação basta. A narrativa dessa acusação é o fio condutor que vai convencendo aqueles que clicam antes de pensar e aqueles que clicam com os olhos postos nos seus desejos e não na realidade. Em qualquer caso de clickbait importa mais a percepção do que a verdade, mas isso não basta para que todos acabem a comer gelados com a testa.

Nas últimas semanas, onde o “caso Raquel Varela” tem persistido em algum alinhamento, percebemos que aqueles que acusaram a historiadora de fraude, apostaram tudo nesse enviesamento, numa sucessão de estórias sem história, de casos sem casos, onde mais do que a verdade, prontamente desmentida com factos, bastaria a percepção da fraude para ganhar a maioria da opinião pública e ferir a credibilidade da figura nos vários contextos onde exerce a sua actividade. Ora, sem exorbitar da paciência de ninguém, vejamos o tema em cada um dos eixos que se foram sucedendo na imprensa que desistiu de fazer jornalismo:

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Portugal com Israel? Em nosso nome, não!

A Federação Portuguesa de Futebol não está à altura do país que representa. Nem tão pouco, quero acreditar, dos seus jogadores e adeptos. O meu país é outro. É o país que encheu o Martim Moniz contra a radicalização do colonialismo israelita, o seu apartheid e o genocídio do povo palestiniano. É o país que acolheu sempre com muito carinho as Flotilhas da Liberdade contra o bloqueio criminoso que Israel impõe à Faixa de Gaza desde 2008. É o país onde a maioria dos judeus não aceitam ser exportados para ir colonizar uma terra que não lhes pertence. É o país que reivindica uma cultura mediterrânea onde as culturas se partilham e não se combatem, onde as várias heranças se combinam sem síndromes caducas de superioridade. É o país que reconhece a legitimidade do Estado da Palestina. A Israel sobra apenas o poder do dinheiro e meia dúzia de trolls invertebrados que o defendem a troco de subvenções. Caso o jogo se mantenha que ao menos haja alguém a lembrar a parte de Portugal que nos orgulha e a envergonhar a parte de Portugal de que não nos faz falta nenhuma.

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Terceira intifada palestiniana contra a radicalização da ocupação israelita | Do cessar-fogo à guerra por outros meios | Semana #3

Sobreviventes prestam homenagem às quatro vítimas do ataque aéreo

 

Quando daqui a poucos dias a Federação Portuguesa de Futebol vender o seu prestígio para ajudar a lavar as mãos de Israel, no último jogo de preparação para o campeonato da Europa, fará sete anos do ataque aéreo à praia de Gaza, que tirou a vida a quatro crianças que jogavam à bola. Escolho o dia da criança para lembrar este crime de guerra, num território que é vítima de crimes de guerra em número suficiente para ilustrar todos os dias e onde as crianças não têm nenhum sossego. Como diz Gabor Maté, sobrevivente de Auschwitz, médico e ex-sionista: “na Palestina as crianças não sofrem de stress pós-traumático porque nunca há o ‘pós’ e o trauma se acumula indefinidamente”. Fernando Gomes, presidente da FPF, Fernando Santos, treinador, Cristiano Ronaldo, capitão de equipa, e os jogadores que aceitem em silêncio este ultraje, devem saber que não estão a jogar um simples jogo de futebol. Estão a ser usados pela propaganda de um estado confessional e criminoso, para o ajudar a esconder o terror da sua natureza genocida. Temos provavelmente a melhor geração de jogadores de futebol de sempre, falta demonstrarem se são ser humanos à altura do seu talento. Apelo, do meu singelo lugar da arquibancada, para que se recusem a jogar e para que aproveitem a atenção da opinião pública para se juntarem ao lado certo da história, denunciando um regime que não pode continuar a ser normalizado por todos os campos da sociedade. Para Israel não se trata de um jogo, trata-se de um indulto que todos se devem recusar a subscrever. Todo o colaboracionismo é cúmplice, num tema onde a neutralidade joga a favor de quem agride.

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Terceira intifada palestiniana contra a radicalização da ocupação israelita | Acompanhamento | Semana #2

Ao final da segunda semana a radicalização da ocupação israelita vê-se forçada a recuar, não obstante o seu poderio militar e a brutalidade da destruição imposta, sobretudo na Faixa de Gaza. A Palestina venceu em várias frentes, apesar das 250 vítimas, um terço delas crianças. Em 73 anos, Benjamin Netanyahu é o líder mais fragilizado da história do campo sionista e a resistência palestiniana ganha pela primeira vez o apoio de massas da opinião pública mundial. Israel estava apostado numa espécie de “solução final” com a sua radicalização, provocada estrategicamente a partir das questões de Jerusalém, mais saiu mais isolado que nunca, com um líder sem legitimidade, no limiar da guerra civil dentro das fronteiras da ocupação e com menos margem para continuar o genocídio do povo palestiniano com a impunidade com que o tem feito até agora.

Aqui fica o arquivo no Aventar do acompanhamento da segunda semana do conflito, da inédita greve geral ao cessar-fogo:

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Terceira intifada palestiniana contra a radicalização da ocupação israelita | Acompanhamento | Semana #1

Crônica | Viagem à Palestina: parte II - Resistência | OpiniãoSemanalmente irei compilar no Aventar alguns dos textos que tenho escrito sobre a terceira intifada palestiniana contra a radicalização da ocupação israelita. Posto que a generalidade das redes sociais tem vindo a apagar conteúdos que não sejam pró-israelitas, farei o arquivo na plataforma WordPress, que não tem, até à data, histórico de censura digital alinhada com o sionismo.

#Nakba73 #SaveSheikJarrah #FreePalestine #JerusalemIntifada #PalestineUnderAttack #GazaUnderAttack #AlAqsaUnderAttack

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Super Segunda Liga

A quatro jornadas do fim, na super segunda liga, ainda há cinco equipas na luta pela promoção. No fundo da tabela algo parecido se passa para evitar a despromoção. Trata-se de uma das ligas mais competitivas de que tenho memória, que merecia da parte dos media outra atenção. O título não deve escapar Estoril, o Vizela, pelo futebol que pratica e pela vantagem de três pontos face à concorrência, está bem lançado para ser David entre Golias no próximo ano, sendo que entre Académica, Feirense, Arouca e Chaves, uma destas equipas medirá forças com a equipa que da primeira liga fique no lugar do playoff.

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Derek Chauvin condenado pelo assassinato de George Floyd

O assassino de George Floyd foi justamente condenado mas, como tantos outros casos o demonstram, a condenação dificilmente seria a que foi se a resposta popular não tivesse acontecido. Os arautos do lema “à justiça o que é da justiça” deviam pensar que a justiça é menos injusta quando é obrigada a ouvir o que se passa para lá das portas dos tribunais. Não se trata de voltar ao tempo dos linchamentos e das fogueiras, nem tão pouco de transferir para as redes sociais ou para os fósforos que deixaram os EUA a ferro e fogo a tarefa do sistema de justiça, mas trata-se de não deixar que os tribunais, por mecanismos que ninguém entende, arrisquem um exercício da lei contrário às evidências. Todos vimos George Floyd a ser barbaramente assassinado por Derek Chauvin naqueles intermináveis oito minutos. O vídeo que o registou até pode ser ilegal, mas sem ele teria prevalecido a tese da defesa e seria só mais um negro sem nome a morrer de ataque cardíaco, na vala comum da brutalidade policial. Esta sentença não resolve tudo, mas deixa os racistas fardados, nos EUA e no mundo, com o gatilho mais manietado.

A corrupção não pode ser normalizada

José Sócrates não foi tramado por um juiz com mais ou menos agenda política, nem por uma escolha feita de forma alegadamente enviesada. Segundo me pude informar em fonte próxima do Ministério Público (MP), à data da atribuição do caso a escolha dos juízes era feita de forma manual em todos os processos e o procedimento não foi um exclusivo para o caso Marquês. De resto, isso mesmo clarificou o Conselho Superior de Magistratura, que na entrevista da passada quarta-feira, dia 14 de Abril, na TVI, José Sócrates não se coibiu de enlamear. O juiz Carlos Alexandre até pode ter uma agenda política, mas a sua escolha não teve um procedimento diferente de todos os outros processos que foram atribuídos à data e durante o longo período que durou a falha técnica na distribuição digital e onde a distribuição manual foi a regra, e não consta que haja uma catadupa de reclamações relativas a esse mecanismo de distribuição.

José Sócrates também não foi tramado por um Ministério Público mais ou menos competente, por falta de provas ou por provas forjadas como insinuam quem faz paralelos com o caso Lula da Silva, nem mesmo por uma investigação excessiva do ponto de vista temporal. De resto, o juiz Ivo Rosa conclui sobre várias das provas organizadas pelo Ministério Público, sendo que muitas delas não produzem, na sua opinião, motivo de julgamento, apenas porque o prazo de prescrição do procedimento criminal pelos crimes que entendeu imputar já se encontrava, na sua leitura, decorrido. No mesmo sentido, basta uma análise ao tempo médio das investigações do MP para concluir, ainda mais num caso tão complexo como este, que sete anos é um prazo mais que razoável para levar a cabo esta investigação.

José Sócrates também não foi tramado por uma cabala política dirigida contra o PS, posto que muitos dos poderosos que estavam envolvidos nos seus alegados esquemas de corrupção estão longe de ser do partido, e caso o Tribunal da Relação (TR) entenda recuperar alguns dos casos que o juiz Ivo Rosa não deu aval para julgamento, veremos que há ao barulho figuras de todos os quadrantes dos negócios comuns do bloco central.

José Sócrates, tenhamos claro, foi tramado apenas por si próprio. Pelo seu gosto por aquilo que ele gosta, pelo envio sistemático de fotocópias em numerário que não conseguiu provar serem fruto do seu trabalho ou património, e pela sua soberba, que o levou a achar, veremos se com razão, que estaria indefinidamente acima do escrutínio público e impunemente acima das leis.

Mas recapitulemos a trama no seu essencial:

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Conspirai, conspiracionistas

Matthew Champion, editor da VICE, insinua que a rota do navio Ever Given, que está a bloquear o canal do Suez, levanta algumas suspeitas. Entretanto o preço do petróleo já subiu mais de 5% com o incidente, que continua sem fim à vista num dos canais mais importantes do planeta.

Em defesa do sindicalismo

 

Sou insuspeito de qualquer simpatia por Joe Biden. Estou entre os que entendem que o imperialismo não muda a sua natureza em função dos EUA serem liderados pelo Partido Democrata ou pelo Partido Republicano, mas já não seria mau que por cá esta mensagem fosse clara e assumida por quem tem poder político. Quando temos um patronato que se acha acima da lei, que de forma sistemática e em diferentes sectores condiciona de forma inaceitável a liberdade de associação e acção sindical, é urgente a defesa do sindicalismo e a consciencialização de que, sem as organizações colectivas dos trabalhadores, o regresso às catacumbas do tempo onde os direitos laborais eram uma utopia vai ser difícil de evitar. Organizados, mesmo em contextos adversos, os trabalhadores têm tudo para defender os direitos que ainda têm e avançar para novas conquistas. Divididos e desprovidos de sindicatos ficam sujeitos à impunidade de patrões e governos, expostos a todo o tipo de tropelias sem armas de autodefesa, numa espécie de ditadura do patronato com as vítimas a digladiarem-se umas contra as outras numa espiral de infinita precariedade e desumanização. Se devemos à luta organizada dos trabalhadores muitas das conquistas que hoje temos como direitos naturais, é do mais elementar bom senso defender a inviolabilidade da luta organizada dos trabalhadores.

“A moral deles e a nossa”*

Recupero no título* deste post aquele que é um dos textos mais importantes do velho Trotsky, onde se aborda a questão da moral sem a dualidade dos fariseus da burguesia nem os pruridos da pós-modernidade. Acho que a reflexão sobre “a moral deles e a nossa” é particularmente útil num tempo onde muitos pressupostos andam do avesso, com os admiradores do riot porn a defenderem medidas de repressão sobre direitos, liberdades e garantias, com a caricatura das ideias a ser o centro do debate ao invés da ideia em si e, em sentido contrário, aqueles para quem toda e qualquer manifestação de descontentamento devia ser punida com violentas cargas policiais, andam por estes dias mais condescendentes e sensíveis à importância de um elevado nível de tolerância democrática. Uns, alegadamente fanáticos pela saúde pública, rejubilam pela alegada contaminação de um negacionista, outros, fanáticos pela liberdade, não entendem que parte das medidas em curso (e outras que ficaram por tomar) terão feito sentido. Boa parte de uns e de outros reproduzem o mesmo problema. Em defesa da nossa moral, porém, devemos evitar capitular aos métodos que combatemos nos outros, a não ser, lá está, quando o método é ele próprio portador do fim que procuramos e não uma via para se obter resultados contraditórios. Eu iria de bom grado à manifestação de Bristol e não desceria de maneira nenhuma a Avenida da Liberdade contra as medidas de confinamento desprovidas de programa político, ambas são manifestações, mas uma é acertada e a outra não.

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150 anos da Comuna de Paris

A primeira grande experiência de poder operário aconteceu em Paris, há 150 anos. De lá para cá outras lhe sucederam mas quem vive do seu trabalho continua à procura de um regime político que abandone a exploração do ser humano pelo ser humano e abra caminho a uma sociedade baseada numa relação igual entre todos os iguais, sem que a propriedade dos meios de produção se sobreponha a tudo o resto. Enquanto não nos voltamos a encontrar nas barricadas, é ir lembrando o cancioneiro que os pioneiros nos deixaram.

Que esquerda sobra a Medina ou como vencer Moedas e o regresso de Coelho e Portas?

Toda a direita, como não é surpresa, anda excitadíssima com a eterna promessa dos liberais-radicais, o pafiano Carlos Moedas. Uma espécie de Svilar, de Labyad ou de Imbula, mas oriundo da Harvard Business School. Carlos Moedas foi Secretário de Estado do famigerado governo de Passos Coelho e Paulo Portas que aprovou a lei das rendas que esvaziou, entre outras, a cidade de Lisboa, mas tem a distinta lata de chamar de “renovação” ao processo de estratificação da capital, com os pobres a serem expulsos do centro para aí dar lugar a uma disneylandia de hotéis e a uma catadupa de lofts, experiências gourmets e airbnbs, que transformaram o metro quadrado da capital num dos mais caros da Europa e do Mundo, uma Meca dos apreciadores do casino imobiliário. Não creio que haja memória, na já longa história da cidade, de um apartheid social como o que se verifica nos dias de hoje, patrocinado a duas velocidades pelos dois partidos do bloco central. Sendo Medina o outro lado da moeda de Moedas, haverá alguém de esquerda fora do arco da governação com capacidade de disputar um projecto de recuperação para a cidade que tenha como prioridade a devolução da cidade às pessoas que nela trabalham? Sobrará esquerda que perceba que tentar derrotar Carlos Moedas com Fernando Medida é o mesmo que caçar moscas com mel?

Graciano será o primeiro desastre de Ventura

Isto anda tudo ligado embora suspeite que os animais que estão ao colo não têm culpa nenhuma. Em todo o caso, centrando o debate onde mais importa, parece-me provável que neste contexto o Chega vá ter na CML o seu primeiro desastre eleitoral. Das duas uma, ou não elege vereadores ou elege Graciano o que, a bem dizer, ninguém pode vender como uma vitória. Estou de resto convencido que até o próprio Ventura votará Moedas sem dizer nada a ninguém.

Uma década depois da Geração à Rasca

Faz hoje dez anos que muitos de nós ocuparam as principais ruas do país e da diáspora, naquele que foi o primeiro grande protesto contra a precariedade, organizado por fora das estruturas habituais. O que começou na Geração à Rasca continuou na Plataforma 15 de Outubro, na Acampada do Rossio, na Primavera Global e por fim na plataforma Que Se Lixe a Troika. Estou convencido que cada um destes movimentos, com méritos e defeitos próprios, nasceram todos neste dia e fazem todos parte de um movimento mais amplo a nível internacional, que esteve nas acampadas de Madrid, de Wall Street ou na ocupação da praça Tahrir, no Egipto, e marcou, de forma indelével a última década da resistência. Em Portugal não se teria derrubado Sócrates tão cedo e a Troika da Pàf talvez tivesse durado mais um governo. Não sabemos, mas sabemos que ninguém se arrepende de ter dado o corpo ao manifesto.

Auriol Dongmo, Pedro Pichardo e Patrícia Mamona: três medalhas de ouro contra a arianização do orgulho nacional

Os racistas, como não gostam da diversidade do que é “ser português”, podem bem ir-se da sua terra. Estas medalhas não são de todos, são de todos os que não querem expulsar ninguém com base na sua cor de pele ou terra natal. Estas medalhas são de Portugal com tudo o que Portugal é, menos daqueles que insistem em voltar às cavernas onde Portugal era apenas filho de si próprio. Parabéns Auriol Dongmo, Pedro Pichardo e Patrícia Mamona! Parabéns Portugal!

O Mamadou fica, os fascistas vão embora!

Pode ser um desenho animado de texto que diz "0 QUE FOI, MAFALDA, FICOU LOUCA? A GENTE TEM QUE CAMINHAR NHAR COM A HUMANIDADE, MIGUELITO CAMINHAR COM A HUMANIDADE!"

Juntei-me aos muitos que têm vindo a público deixar Em Carne E Osso que não queremos andar para trás em matéria de direitos adquiridos e de civilidade. A ofensiva contra Mamadou Ba tem uma intenção clara e, independentemente do acordo ou desacordo com o que ele pensa e diz, todos devem levantar a sua voz contra a tentativa de o silenciar, seja pela catadupa de ameaças à sua integridade, seja pelo mais recente apelo a que seja expulso do país.

Aqui fica o meu testemunho:

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