Foi há uma semana que começou o Campus da Liberdade de 2024. Foi a quarta edição do Campus promovido pelo Instituto Mais Liberdade. Cerca de 200 jovens juntaram-se em Peniche neste evento pró-liberdade, apartidário e que procura tornar acessível mais conhecimento que nos ajuda a desenvolver a nossa opinião.
Ao longo dos quatro dias, tivemos o privilégio de ouvir desde Bruno Ferreira Costa a Margarida Balseiro Lopes, passando por António Vitorino, Carlos Guimarães Pinto, entre outros. E a convite de André Pinção Lucas, eu tive a honra de moderar a conversa com Zita Seabra, que deu o seu testemunho, falando da passagem pelo PCP, do 25 de Abril e do 25 de Novembro. Também houve oportunidade de confraternizar com pessoas vindas de todo o país, a maioria sem atividade política, e trocar ideias sobre o país e o mundo (de nada, Rodrigo Guedes de Carvalho).
E claro, foi por este magnífico certame que começou a utilização constante da palavra “genuflexório” no comentariado nacional. Depois de um momento no primeiro dia de evento, já Carlos Guimarães Pinto, Eva Brás Pinho, Marques Mendes e André Coelho Lima espalharam este termo. Será palavra do ano? Provavelmente, não. Mas é uma boa demonstração de que é possível ser sério e ter bom humor ao mesmo tempo. No fundo, é um momento bastante liberal.
Foi uma honra. Até para o ano, Campus!







Pois é!
Deve ser um apelo ao culto de São Hayek, de forma a promover a sua definitiva canonização.
O primeiro milagre já foi verificado: transformar em liberais os Regimes Salazaresco, Pinochetesco e Videlesco (*).
O segundo ainda não apareceu, mas o Cidadeberço Pintainho (cá), o Calhau (também cá) e o Cotrintintin (por lá) já andam afanosamente à procura.
Ajoelhemos pois!
(*) Entre as amplas liberdades garantidas estava a de escolher o torturador entre público e privado. Até aí era tudo monopólio do Estado, não havia liberdade de escolha nem sã concorrência.
«…A sociedade liberal, opondo-se às sociedades de massa do socialismo e do fascismo, tornou-se ela própria uma sociedade massificada, padronizada e estereotipada.
Quanto mais o homem aspira a ser extraordinário no contexto do paradigma liberal, mais ele se torna similar a todos os outros.
O que o liberalismo traz consigo é precisamente a estereotipação e uniformização do mundo, destruindo a diversidade e a diferenciação…» – Alexandre Dugin
«…O «governo limitado» do liberalismo hoje provocaria inveja e espanto nos tiranos de outrora, que mal podiam sonhar com capacidades tão vastas de vigilância e controle de movimento, das finanças e até mesmo de actos e pensamentos.
As liberdades que o liberalismo nasceu para proteger – direitos individuais de consciência, religião, associação, expressão e autogoverno – são na maioria comprometidas pela expansão da actividade governamental para todas as áreas da vida.” – Patrick J. Deneen
A propósito, faz 51 anos desde o golpe de Estado levado a cabo por Augusto Pinochet que instaurou uma violenta e sanguinária tirania liberal no Chile.
Durante o golpe foram sequestrados milhares de Chilenos, entre eles, Victor Jara que foi assassinado pelas forças de repressão liberais no «Santiago Sports Stadium».
Enquanto aguardava pela morte Victor Jara fez questão de continuar a cantar e a tocar a sua guitarra levando os carrascos liberais a partirem-lhe as duas mãos, mesmo assim fez questão de continuar a cantar.
Foi fuzilado a 16 de Setembro de 1973.
As pessoas sérias, também foram convidadas?
Sim
Sim, mas só as que tinham no currículo serem “pessoas vindas de todo o país, a maioria sem atividade política”.
Pelo que, e a avaliar pela imagem, se tratou de um evento de “sitting comedy”, uma invenção liberalesca que se destina a dar maior opção de escolha aos humoristas.
Aliás, consta até que o “pontapé de saída” do moderador terá sido “Zita, se abra para nós” e toda a malta liberalesca partiu a moca!
Qual Antonio Vitorino ? Aquele lambe botas que gritava frenticamente, extasiado e extravasado, Oh Zé, Ohhh Zééééé levando o corrupto Socrates á categoria de Senhor do Olimpo ‘
Oi ?
Peniche anda mesmo muito mal frequentado! https://www.habeas-corpus.pt/ii-grande-sardinhada-de-peniche
Comparar o Campus da Liberdade a essa brejeirice é mesmo de genuflexório.
Pois.
Embora lá pelo Campus Liberalesco haja muita gente imbuída do célebre enunciado “quer queiras quer não queiras tens de ser liberal”…
Ou seja, em Peniche confluem muitas correntes. Não sou eu que digo são os pescadores.
Acham que a reunião em Peniche de racistas neonazis numa associação de motociclistas e apenas coincidência?
Pensei melhor