25 de Novembro, sempre!

Hoje é dia de celebrar uma das datas mais importantes na nossa democracia e que continua a ser lamentavelmente deixada de lado. O 25 de Novembro simboliza a resistência democrática contra aqueles que queriam tirar Portugal das mãos do povo e colocar nas mãos de Moscovo.

Infelizmente, temos uma parte da direita que glorifica esta data ignorando a importância do 25 de Abril e temos uma esquerda, cada vez mais alargada, que faz questão de defender que o 25 de Abril é muito mais importante, mesmo quando ninguém coloca isso em causa. É claramente um mau a perder por não terem conseguido o real objetivo das forças mais radicais.

Mais do que celebrar esta data, não nos devemos esquecer de todas as atrocidades antidemocráticas realizadas nesse período, nas vozes que foram caladas. Tempos em que havia esquerda e a direita que a esquerda permitia que houvesse. Um democrata não pode aceitar isto.

Estamos em 2021 e a luta pela liberdade e pela democracia está inacabada. Os nossos standards devem ser mais exigentes do que no passado e devem ser menos exigentes do que no futuro. A democracia e a liberdade são bens tão importantes e frágeis, que faz parte da sua natureza estarem em perigo. Antes um exagero pela defesa da liberdade do que espasmos em defesa de um Estado todo poderoso. Continuamos um país atrasado, que dá pouca importância às suas liberdades.

Portugal é um país que protesta que todos os políticos são maus, mas teima em aceitar que estes tenham cada vez mais poder para mandar na vida das pessoas. Os políticos são maus, mas aplaudimos que possam decidir, sem critério, os nossos meses.

No dia em que celebramos o dia em que evitamos cair nas mãos comunistas, sabemos que voltamos a um confinamentos disfarçado, porque é para o nosso bem. Como se um pequeno grupo de pessoas soubesse o melhor para todos do que as próprias vítimas desta hipocondria.

Defendamos a liberdade, gente.

Don’t tread on him!

Esta semana, temos de celebrar o choro da fake media, da esquerda e de todos os que alinham com as agendas dos lobbies que usam a violência para defender as causas do bem. Kyle Rittenhouse foi considerado inocente, como só poderia ser. Perante organizações de extrema-esquerda, alimentadas por radicais que não olham a meios e pelo silêncio de quem não quer ser vítima de um cancelamento em grupo, poucos conseguem condenar os protestos violentos, mas facilmente apontam o dedo ou calam-se quando falamos de um jovem que agiu em legítima defesa. Se o Kyle já não estivesse entre nós, diriam que não podemos generalizar os protestantes e que acidentes acontecem.

Kyle Rittenhouse, nos seus 17 anos, apenas por se defender, atirando sobre indivíduos que o agrediram, aguentou aquilo que quem faz do ódio a sua maior causa nunca enfrentará.

Agora, que nunca se cale. Que não volte a passar por momentos como estes dos últimos dias, que bem devem custar. E que processe cada jornal, cada canal e cada pessoa que o difamaram.

Don’t tread on him!

Ao colo uns dos outros

Um país que tem tantas pessoas a precisar de um salário determinado por decreto para sobreviver é um país condenado ao fracasso. O salário mínimo nunca beneficiará os mais desfavorecidos.

Adeptos 1-0 Governo

Felizmente, penso que esta é a última vez que tenho de escrever sobre essa aberração idealizada pelo governo socialista chamada Cartão do Adepto. Depois de a mesma ideia falhar em vários países, tal como o redondo falhanço em Itália (Tessera del Tifoso), os socialistas fizeram o melhor que sabem: copiar ideias condenadas ao falhanço e que comprometem a liberdade do cidadão sem qualquer utilidade. O governo socialista demora mais tempo a perceber que ideias deve importar do que o Fernando Santos a perceber que William não é um jogador rápido.

Além da ideia em si ser errada à priori, a sua implantação mostrou-nos que não há defesa possível desta lei. A Iniciativa Liberal propôs o fim do Cartão e adotou esta luta desde há largos meses, à qual o PCP e o Chega se juntaram, apesar de não concordar com as contrapartidas apresentadas pelo Chega na sua proposta. Os resultados práticos deste Cartão foram tão maus que até levaram o arrogante PS a abster-se e a ver deputados votarem a favor da proposta da IL. O pior desta votação foi perceber que alguém que queira um Estado menos invasivo na vida das pessoas não se pode rever num PSD amorfo, que nem contra uma medida que afeta diretamente a liberdade individual de cidadãos, neste caso adeptos, consegue ser. [Read more…]

Economia para totós

Como um simples tweet mostra a iliteracia da esquerda. Delicioso.

Dame menos impuestos, yo necesito Gasolina!

 

Os socialistas são sempre capazes de nos surpreender pela negativa, mas desta vez tenho de lhes tirar o chapéu. Nunca pensei que me permitissem criar uma ligação entre a imortal música de Daddy Yankee e a política portuguesa. Ao contrário desta música que anima qualquer noite a partir das 2h30, as decisões do atual Governo já enjoam. Continuam a sobrecarregar os contribuintes nos bens que têm a garantia de que estes irão necessitar, num tique elitista de quem acredita que Portugal se resume a Lisboa, Porto e mais umas poucas cidades. É impossível a desculpa ser a redistribuição e todos aqueles chavões da esquerda para justificar este saque. Medidas como esta prejudicam exatamente os mais pobres e desfavorecidos, que se verão obrigados a pagar pelo que consomem e pelo que o Governo decide. Pior é a propaganda de que poderão devolver até alguns cêntimos, como se estivessem com o pão na mão a meter pobres felizes por discutirem migalhas.

Obviamente, a extrema-esquerda pela mão do Bloco veio com uma proposta a la Venezuela defendendo a limitação dos preços. Não basta todos os trabalhadores no processo estarem a ser prejudicados, que ainda querem aplicar uma medida que nunca beneficia a economia. O tabelamento de preços é meio caminho andado para a gasolina passar a ser um bem escasso em Portugal. Felizmente, também para o BE, a sua própria medida foi rejeitada… Mas também fico feliz de ver que esta gente que não descansa sem se meter na vida e nos negócios dos outros acaba por ser toda igual, à esquerda e à direita. Há uns meses, já o CHEGA tinha falado em limites de preços à gasolina. Chega a hora H e estatistas de todas as cores revelam a sua aversão à liberdade. Também se nota mais uma vez que a esquerda é contra monopólios, menos se este for do Estado. O que move a esquerda não são as pessoas, mas sim o ódio ao lucro dos outros. [Read more…]

Não ao Cartão do Adepto!

Infelizmente, vamos com mais de dois meses de futebol na atual época e a maior agressão à liberdade individual dos adeptos alguma vez vista continua em vigor. Continuamos a ter os adeptos divididos entre potenciais criminosos que têm de ser perseguidos através de um chip e os que não. Neste momento, levar uma bandeira, uma faixa ou um instrumento de sopro para um estádio de futebol só é permitido se o Governo souber onde andas. E se tiveres menos de 16 anos? Não podes levar uma bandeira de qualquer maneira, porque nem podes entrar nas zonas para quem tem Cartão do Adepto.

 

Ao contrário do que previa, confesso que os adeptos portugueses estão a dar uma excelente resposta. As zonas do Cartão do Adepto estão ao abandono. Os próprios grupos estão a resistir como podem, contornando a lei feita às três pancadas. Tal como já nos habituou, o Estado português adora importar ideias que não resultam. Mas desta vez, já não sou eu a dizer que o Cartão não resulta. É a realidade que o diz. [Read more…]

Somos governados por negacionistas

Nestes tempos que vivemos, aos olhos do Estado e sua armada, a linha entre céticos e negacionistas é bastante ténue. Toda e qualquer atitude que questione decisões do Governo ou das altas instituições em relação à pandemia é intitulada de negacionismo. Os progressistas de antigamente combatiam o sistema em busca de algo mais, os de hoje tornaram-se servos do Estado sem saber muito bem porquê. Talvez por todos termos cada vez mais poder nas mãos, podendo dar opiniões em plataformas ao alcance de qualquer um, boa parte da sociedade deixou de reconhecer o cinzento e tornou tudo numa questão de preto ou branco.

Questionar a necessidade de máscaras com 85% da sociedade vacinada é negacionismo? Questionar a necessidade de máscaras em salas de aula com indivíduos vacinados e que pertencem a um grupo etário com taxa de mortalidade praticamente nula, prejudicando a aprendizagem e dando mais probabilidade a problemas de saúde a longo prazo, é negacionismo? Questionar a eficácia das vacinas, devido aos rumores de uma possível terceira dose ou não, é negacionismo? Questionar as imposições feitas às pessoas que são divididas entre vacinados e não-vacinados é negacionismo? [Read more…]

Para o meu tio.

Na passada terça-feira, faleceu João Figueiredo, membro português do Tribunal de Contas Europeu. Foi Juíz Conselheiro do Tribunal de Contas, Secretário de Estado da Administração Pública, Diretor dos Serviços Prisionais, Presidente do Instituto de Reinserção Social, Chefe de Gabinete do Ministro da Justiça e Chefe de Gabinete do Secretário de Estado adjunto do Ministério da Justiça.

No meio de tanto prestígio, trabalho e mérito, João Figueiredo teve o azar de levar este rapaz que vos escreve como sobrinho. Irmão do meu pai, o meu Tio era um exemplo para mim. Pela capacidade de trabalho, pela forma como se preocupava com aqueles que o rodeavam, com a gestão de tempo que fazia… Acreditem: eu perguntava como é possível ele ter 24 horas apenas nos seus dias.

Cada dia que passa torna este vazio mais difícil de aguentar. Esta ideia de que não poderei voltar a desafiar os limites de pensamento com ele para ouvir um “ó Francisco Salvador”.

No meio de tanto dever que tinhas, cada momento contigo parecia que tinhas preparado durante anos. Vivias os momentos e sabias viver.

Ainda me lembro quando fui a Leverkusen alimentar o vício da bola. Estava em Colónia com uma amiga. Estavas no Luxemburgo com a minha prima e o namorado dela. Vieste do Luxemburgo a Colónia para nos buscar, fomos a Aachen e depois a Maastricht. Voltaste a deixar-nos em Colónia. O que nos rimos nessa viagem. Até o “Ana Maria” do Trio Odemira metemos para ouvir o verso fantástico “os beijos de mel que estavam cheios de fel”.

Mas ficaram muitos museus para vermos. Ficaram muitos monumentos para admirar. Ficaram muitas cidades para visitar. Ficou muita arte por ser interpretada. Ficaram muitas piadas por fazer.

E conselhos também, mas aí era diferente. Tinhas a capacidade de me colocar a questionar-me, sem que tivesses uma influência direta. Davas-me o teu ponto de vista, sem intenções que eu ficasse do teu lado. Ajudavas-me a apurar o meu espírito crítico. E discordávamos tanto. Gostava de discordar de ti. Gostava de te questionar. De ver a tua capacidade de criar pontes, de ver o outro lado e encontrar pontos comuns.

E foi um orgulho para mim ver tanta gente a dizer isto mesmo no dia da tua despedida. O impacto que tinhas nas outras pessoas é inqualificável.

Dedicaste-te sempre aos outros. Fosse no sofá da sala ou na mesa da cozinha, num ministério, num tribunal, na Igreja, em Portugal ou na Europa: foi sempre pelo bem comum. Estiveste do lado certo. Abraçavas as lutas certas. Não há voto de pesar ou bandeira nacional que tenha ido contigo que se aproxime minimamente aos ensinamentos que me deixaste. Vou-me tentar portar bem. Agora, por motivos de agenda, não dará. Mas voltaremos a estar juntos para comer uma sandes de salmão.

Obrigado, tio. Faz boa viagem.

 

Ciência Política das setas

Num país em que assistimos a pontapés à democracia todos os dias, tiram-se conclusões sobre partidos por causa de propost… debat… comíci… Jogos de setas. É por jogos de setas. Referir que no mesmo local foi dada voz a um ativista anti-Putin é que já não dá jeito.

Dia de Portugal

O país. A bandeira. O hino. As suas gentes. Hoje é o dia de Portugal. Apenas se falta cumprir.

O Cotrim mentiu-nos…

E o Público também. Recentemente, surgiu uma notícia do Público a alegar que o João Cotrim Figueiredo “não vê porque não repetir modelo dos Açores” com PSD e Chega. Vá lá, meteram as aspas até Açores, mas este título trata-se claramente de mais uma tentativa de descredibilizar a IL e colocá-la como braço direito do Chega. Não há uma entrevista que seja feita ao líder da Iniciativa Liberal sem uma referência ao Chega. Se querem escrutinar o trabalho da IL, ao menos que se faça com verdade. Questionem o porquê da abstenção em medidas pró-LGBT, por exemplo. Que já agora também discordo, porque deveria ser voto contra, visto que orientação sexual nunca deve ser um fator de desempate. Achar que a IL é contra LGBT é quase o mesmo que achar que a IL é contra aviões ou bancos. Questionem a abstenção em relação à audiência do Rui Pinto. Tenta coisa que têm, mas a única forma que encontraram para tentar melindrar liberais é falar do Chega. Ora, liberais dão palco a fachos por irem a umas palestras, mas trazer o Chega para a conversa todas as entrevistas é mero escrutínio.

Depois disto, ainda há pessoas que não perceberam o que se passou nos Açores. Não percebem que o acordo da IL é apenas e só com o PSD. Querem um desenho? Então tomem um desenho. Pode ser que seja desta.

E agora chegamos à parte mais grave. Cotrim mentiu-nos e não há como fugir às evidências. Ainda em tempos de legislativas, Cotrim disse não se juntar ao Chega.

Mais tarde, diz o mesmo numa entrevista ao Expresso.

Desta vez, não foi o JCF, mas sim Tiago Mayan a afirmar que não há hipótese para iliberais.

E agora, chegamos à mentira. JCF disse no Polígrafo SIC que seria a última vez que afirmava que não haveria acordos nenhuns com o Chega.

Ora, pois… É mentira. Infelizmente, repetiu dia 17/05 com Miguel Sousa Tavares.

E como se não fosse suficiente, ainda repete na RTP1, no 5 Para a Meia Noite.

Felizmente, temos esta excelente recolha do Myles. Para deixarem de perguntar e mentir sobre as posições liberais, talvez o Cotrim tenha de tatuar na testa “Chega é merda”.

Espero que da próxima vez, não haja resposta. Obviamente, virão os donos da virtude dizer que quem cala consente, mas não há motivo nenhum para repetir isto. Lamentável que os OCS dêem tanto palco a um partido como o Chega que apenas tem um deputado. Mas depois, os mesmos que acham isto normal são aqueles que gritam normalização a cada esquina.

A Comunicação Social de direita

É incrível. A Comunicação Social portuguesa, que é totalmente de direita, não se revoltou com estas declarações do Trump. Se fosse outro, abria os jornais todos.

A democracia à PCP

Ainda há quem consiga dizer sem rir que o PCP é um partido importante para a democracia. Por muito menos, acusaram a direita portuguesa de legitimar fascistas. Desta vez, a pérola é esta. Haja decência.

À minha maneira, à minha maneira…

Muitas reações de esquerdas ao MEL podem ser interpretadas da seguinte forma: Sim, podes ser se direita, mas dentro dos nossos limites.

Milton Friedman

Parece simples. Deixo-vos com esta excelente palestra.

2021

O ano em que a Ryanair faz melhor oposição do que o PSD.

(imbecil)

Alguém se sentir tratado de forma diferente pelo seu género ou etnia deve ser horrível. O episódio de ontem demonstrou a qualidade do jornalismo, em que nenhum teve o trabalho de ler a notícia. E demonstra a imbecilidade de quem a escreveu.

Futebol e sociedade

Há 31 anos, o Maksimir, estádio do Dínamo Zagreb, foi palco de uma batalha entre os adeptos croatas e sérvios. Diz-se que foi um “pontapé de saída” para a Guerra.

Na foto, Boban, considerado um herói por muitos por ter defendido um adepto contra a polícia.

Futebol e sociedade de mãos dadas.

Liberalismo vs Iliberalismo

A Iniciativa Liberal não é por ter liberal no nome que se torna automaticamente defensora dos valores liberais. É pelas atitudes. Pelas propostas. Pela postura.

O Chega é um partido que está nos antípodas da Iniciativa Liberal. A única coisa que pode parecer terem em comum é o combate ao socialismo, mas nem isso. Não basta parecer, há que ser de uma forma construtiva.

Aqui, aos 8mim27sec, JCF afirma não se coligar com o Chega. Mas talvez seja antigo. Nas presidenciais, devem ter sido mais meigos para tirar o segundo lugar à Ana Gomes.
Aqui, Tiago Mayan desconstrói na perfeição a narrativa iliberal do André Ventura. Mas pronto, também não eram legislativas.
E aqui, aos 15min e 25sec, mais recentemente, JCF volta a afirmar, pela última vez, que não há hipótese com o Chega.

Tal como o João, também gostava que fosse a última vez que um liberal tenha de repetir o óbvio.

P.S.: Esperemos que da próxima vez o Primeiro-ministro não tenha de gastar mais do que o seu tempo para responder a um deputado único que representa uma ideologia ultrapassadéééérrima.

O Mayan é bloquista ou a Marisa é liberal?

Ou quando assumem a coligação? É que até acabam as frases um do outro… 😍😍 (Este merecia emojis de um recém-adulto, perdoem)

Faz o que eu digo, não o que eu faço

Com que então, pactos de silêncio? Se os donos da virtude descobrem ist… Afinal não. São os mesmos. Vindo de onde vem, isto é o cúmulo da hipocrisia.

P.S.: Isto não é sobre o caso, mas sim sobre a conduta do Partido. Não confundir.

A semana inesquecível

A semana em que a intervenção muito boa de João Cotrim Figueiredo, ainda que ultrapassado pela Cecília Meireles e pela Mariana Mortágua, é o centro da discussão. Os liberais são mesmo irrelevantes na política portuguesa.

Preguicite esquerdista

Nada contra quem escolhe fazer carreira na política, mas é engraçada a revolta com o currículo espetacular do João Cotrim Figueiredo. Pelos vistos, mostrar trabalho é negativo. Resumo de grande parte da mentalidade portuguesa.

Vai-te a eles, Cotrim!

Passa mais um dia e a parece que não há esquerda competente a refutar liberais. Começa a ser cansativo precisarmos apenas de desfazer as mentiras e não debater propriamente assuntos. Mas compreendo, fica difícil argumentar contra as ideias que maiores benefícios trazem para as pessoas, deixando de alimentar os vícios do Estado e dos seus minions.

 

Ontem, o João L. Maio teve de recorrer a um tweet de 2019 para tentar encontrar alguma incoerência no discurso do deputado único liberal, o João Cotrim Figueiredo. Mais: é sobre uma notícia de 2008. O João diz que o João Cotrim Figueiredo, “em 2008, na qualidade de administrador da PH (Privado Holding), detentora, na altura, do BPP (Banco Privado Português), pediu ao Estado 750 milhões de euros (tendo recebido 450 milhões)”. Mesmo 12/13 anos depois, é necessário espalhar mentiras? João Cotrim Figueiredo foi nomeado administrador da PH em Janeiro de 2009 e esteve apenas meses. Se ao menos as datas batessem certo, podíamos estar aqui a discutir a situação, mas nem isso.

 

Não sei ao que leva à esquerda precisar destas mentiras e aldrabices de pensamento. Talvez se deva à sua inveja por pessoas bem sucedidas revestida por uma luta pela igualdade social. Em relação a ontem, quase de certeza que se deve à coerência liberal. Aqueles que defendem lucros privados e prejuízos privados. Que não escolhem amigos, quando está em causa o dinheiro dos contribuintes. Já o Tiago Mayan tinha enfrentado André Ventura, em pleno debate, sobre o Vieira. Desta vez, foi a vez do JCF brilhar e bem. Até teve um bom momento de humor e tudo.

 

Cotrim, vai-te a eles. E sempre que a cabeça deles inchar, sugere-lhes desenhos animados. Ouvi dizer que nunca acaba mal.

 

Agora vou fingir que esta época de futebol não existe e celebrar o oitavo aniversário do golo do Kelvin.

 

Esquerdecer do centro

Uma das conversas que vem sempre à mesa, quando alguma das franjas mais radicais tem uma postura pouco democrática para o outro espetro, é sobre o que são os extremos. Para analisarmos isto, temos de perceber, antes de tudo, onde é que está o centro.

É bastante comum ouvir que não há extrema-esquerda em Portugal. Normalmente, quem o diz é a própria extrema-esquerda ou então uma esquerda que precisa de aliados para combater a ascensão da extrema-direita. Chega a ser enternecedor ouvir os argumentos “complexos” da extrema-esquerda, desculpando-se com a existência de movimentos ainda mais radicais. Obviamente, há extrema-esquerda em Portugal e é representada também pelos comunistas e pelos bloquistas. Atenção, lá por ser extrema-esquerda, considero que o Bloco tem forças democráticas dentro do Partido e que são suficientes para me fazer confiar muito mais nele do que no PCP. Esta é a esquerda, não só partidária, que usa exatamente as estratégias que detesta no seu adversário. Ora, estigmatiza o outro lado, chegando mesmo a pedir a ilegalização de um partido, mas considera inaceitável uma declaração vergonhosa sobre o seu, como foi no caso de Suzana Garcia. Considera-se a verdadeira esquerda, a única possível, considerando tudo o resto, até uma esquerda mais aproximada ao centro, algo que distorceu os “reais” valores. Citando Francisco Mendes da Silva, “É uma lei infalível da política: quando um adversário se aproxima de nós, é porque é um livre-pensador; quando um dos nossos se aproxima do adversário, é porque é um traidor.”. Tem uma visão única para a sociedade, como se de uma disquete se tratasse. Demonstra-se contra instituições que promovem a paz, mas fecha os olhos a células terroristas. No fundo, quase ninguém se assume de um extremo, tal como nenhum criminoso diz “Pronto, fui eu, fui eu que matei o puto. Para que prisão vou?”. [Read more…]

E se fosse um adepto?

Na última segunda-feira, após o jogo entre o Moreirense vs FC Porto, um agente desportivo agrediu um jornalista. Obviamente, a discussão foi tornada num debate clubístico em que se tenta provar que uns são melhores do que outros. Parece que ainda não perceberam que é impossível racionalizar algo que apenas mexe com emoções. Mas pior do que isto foi não ter visto quase ninguém a falar do alegado crime em si – uma agressão. Também não vi ninguém a defender um tratamento especial aos agentes desportivos a partir de agora. O que não seria se tivesse sido a agressão de um adepto? Aí caía o Carmo e a Trindade. Aí teríamos de acabar com as claques. Aí teríamos de calar os adeptos. Aí teríamos uma ação policial digna de criminoso terrorista.

Não esqueçamos que, neste mês, houve episódios de abuso policial sobre adeptos do Sporting que foram apenas esperar a sua equipa. Vai haver cartão do polícia? Houve uma discussão grave que envolveu o treinador do Sporting e noutro episódio envolveu o treinador do FC Porto. Vai haver cartão do treinador? [Read more…]

A democratização do dia da Liberdade

Há uns meses, os liberais foram criticados por defender, em alguns pontos, intervenção estatal. A esquerda, incluindo o primeiro-ministro, começou a criticar como se fosse alguma novidade. Sempre foi assim e continuará a ser: os liberais são atacados por aquilo que não são. Agora, a história mantém-se na mesma linha, mas os liberais já não são acusados de serem socialistas e estatistas. Agora são salazaristas.

Depois dos últimos anos, era mais do que esperado que para as Autárquicas este fenómeno aumentasse. A Iniciativa Liberal está a fazer tão bem o seu trabalho, que os adversários teriam de arranjar qualquer coisa para criticar o partido. Já fizeram o seu filme por causa de ajustes diretos que envolvem Bruno Horta Soares, como se os liberais fossem contra colaborações com o Estado e, obviamente, iriam continuar. Honestamente, pensava que mais tarde ou mais cedo ia aparecer a notícia tipo “Candidato Liberal à Junta de Onde o Diabo Perdeu As Botas não recicla”. Mas não, foi uma notícia que, numa perspetiva, coloca em causa os valores liberais. Supostamente, foram apresentados dois candidatos a Viseu que têm opiniões pouco liberais. Um optou por declarações fortemente desrespeitosas, a outra optou por algo ainda pior: deu a entender que admira Salazar. Ora, momentos infelizes qualquer um tem. Qualquer um já se excedeu atrás de um ecrã? Podemos dizer que sim. No entanto, fazer apologia a um regime que enclausurou o povo português? Não. Isso não. [Read more…]

Estes que querem celebrar o 25 de Abril…

A IL, até agora, em 47 anos de democracia, só participará nas celebrações pela terceira vez. E depois vêm com a desculpa esfarrapada que o partido só foi fundado em 2017. Enfim, que bandalhos.

E se a Celeste fumasse?

No dia 25 de Abril de 1974, uma senhora, a Celeste, estava no meio de uma Revolução. Entretanto, um militar perguntou à Celeste se tinha um cigarro. Ela respondeu que não, mas que tinha cravos e ofereceu um. Foi assim que Celeste começou a distribuir cravos e deu esta simbologia ao dia em que se deu o pontapé de saída para tornar Portugal democrático.

Agora, imaginemos que Celeste fumava. Imaginemos que não tinha cravos e tinha dado um cigarro. Ainda bem que não foi assim, pois não ia colocar miúdos a fazer cigarros de papel. Foram cravos. Os cravos que representam a nossa liberdade.

Nunca deixem que alguém vos tire a liberdade. Nunca queiram tirar a liberdade a ninguém. E por muito que sintam que do outro lado há pessoas dessas disfarçadas de democratas, não permitam que isso vos leve ao outro extremo. A luta pela liberdade deve ser feita por ela em si e não por ressentimentos.

Fiquem com a Grândola em versão Karviná tocada por uma professora de música checa. E fiquei com os cravos feitos por miúdos que todos os dias enfrentam desafios ligeiramente mais árduos que os meus. O 25 de Abril é de todos. Obrigado por terem festejado comigo.

Fascismo nunca mais!
Viva à Democracia. Viva à Liberdade!