Capitão Haddock

Depois de “Montenegro numa lancha”, apresentamos “Montenegro num carro dos bombeiros”, seguido de “Montenegro num carro de patrulha” e finalizando com “Montenegro numa sala de partos”.

Se a moda pega…

Macron não descansa enquanto não entregar o país a Le Pen

Primeiro destruiu o centro, depois governou como um Napoleão da Wish, agora confirma aos franceses que não é confiável. A direita alegadamente liberal e moderada é, cada vez mais, a melhor amiga extrema-direita.

Afinal, qual é o limite da liberdade?

Numa altura em que o mundo anda preocupado com vários conflitos, a pergunta que mais se devia colocar é sobre a liberdade. Mas a liberdade como um fim em si mesmo, sem olhar ao lado que nos dá jeito e depois arranjar argumentos que se equiparam ao bola na mão ou mão na bola. Infelizmente, desde há muito que nos foi retirada a real possibilidade de colocar questões legítimas sobre as ações de determinados estados. Sim, podemos colocar as questões, mas não são levadas a sério e não obtém respostas além de um “cala-te, querias viver na Rússia ou na Coreia do Norte, era?”. Vivemos numa era em que um militar antipático interpreta tecnicamente uma guerra e é considerado um assalariado de Moscovo, mas que se idolatra um populista pró-Ucrânia por ter mulher ucraniana e um barbudo que grita asneiras na televisão. Nada procuram sobre a verdade, procuram cavalgar a popularidade de um assunto e desta forma mostrar um caminho àqueles lá em casa que não percebem nada disto.

O Ocidente percebeu que o povo já não tolera a falta de pilares básicos para o funcionamento de uma democracia, entre eles a possibilidade de votar e a liberdade de expressão. Desta forma, teve de arranjar outra forma para controlar as massas. Através de uma falsa ideia de liberdade de expressão, limita as opções dos outros através dos seus instrumentos democráticos. Em vez de permitir apenas comer carne de vaca, permite comer vaca e porco. Aqueles que são beneficiados por este sistema e que alinham no seguidismo ocidental que têm como maiores bastiões os EUA e a NATO dirão que ao menos há democracia. Eu acredito que devemos ser muito mais exigentes com a nossa liberdade, pois estamos mais próximos de sermos a Rússia do que sermos um povo livre.

Condenar agressões a protestantes pró-Palestina em países europeus não é desculpar as atrocidades cometidas pelo Hamas. Defender o direito de Israel existir não é defender um genocídio. Defender Pavel Durov, fundador do Telegram, e a possibilidade de haver informação de dois lados da barricada numa rede social não é defender a invasão russa. Defender que os EUA promoveram uma escalada na Guerra não é defender que a Ucrânia não tem direito a ser defendida. Defender a liberdade de expressão de uma forma ampla no ocidente e combater a turba defensora de governos corruptos e corporações que nos governam oficiosamente não é legitimar ataques aos direitos humanos na Arábia Saudita, na China, no Irão, no Afeganistão, etc.

A liberdade é um bem tão precioso que merece ser cuidada todos os dias como um bem em si mesmo e não apenas quando favorece o meu quintal. Lembremos que nenhum Estado está em condições de dar lições de moral aos outros e que o mundo não se esgota na Europa agradável que temos para viver. Num mundo global, se há algum par que não é livre, então eu não posso ser realmente livre.

É burro, é

Até porque, sabemos todos, os imigrantes – como os emigrantes – são objectos inanimados.

É burro, é…

Harris v Trump

Votar em Harris e lutar politicamente 4 anos, ou votar em Trump e não votar novamente. (Palavras do próprio)

A clareza de Hugo Soares

A dificuldade assumida pelo líder da bancada parlamentar do PSD, sobre escolher entre Donald Trump e Kamala Harris, diz-nos quase tudo o que precisamos de saber sobre as suas convicções ideológicas e sobre o tipo de sociedade que defende. Sobretudo porque a agenda de Kamala assenta essencialmente no modelo social-democrata que surge no nome – e apenas no nome – do PSD.

Mas as palavras de Hugo Soares dizem-nos algo mais alarmante: dizem-nos que um alto dirigente do partido que governa Portugal, e um dos homens mais próximos do primeiro-ministro, considera como opção válida alguém que tentou um golpe de Estado por não aceitar os resultados eleitorais.

Alguém que sugeriu que Putin invadisse aliados da NATO.

Alguém que elogia o estilo de Xi Jinping e se diz amigo de Kim Jong-un.

Obrigado pela clareza, Sr. deputado.

President Harris

Kamala Harris, o discurso de aceitação

Ao contrário do aventador António de Almeida, eu nunca acreditei muito no potencial da candidata Kamala Harris.

Hoje, dou a mão à palmatória: o António de Almeida tinha razão. Assisti em directo, através da CNN Internacional, ao discurso de aceitação de Kamala Harris.

A primeira parte é um tratado de comunicação de massas. Poderoso. Que vai ao coração do eleitorado que importa e a América adora uma boa história “lamechas”. A terceira e última parte, internacionalista, foi de tomates – nem Obama iria tão longe (as mulheres sempre tiveram mais “tomates” que os homens, diga-se). Israel e Palestina no tom e modo certo. Foi preciso esperar por 2024 para voltar a ouvir um grande discurso de aceitação, o último tinha sido em 2008, com Obama.

Sobretudo, imperou em todo o seu discurso o bom senso e como este faz falta à política na actualidade

Luís Montenegro, o Action-Man português

Quando somos miúdos, grande parte das brincadeiras nas quais nos envolvemos tem que ver com a criação de realidades paralelas. Criamos os nossos próprios mundos, nos quais podemos ser quem quisermos. Sejam super-heróis, desportistas, músicos ou até um simples emular da idade adulta, fruto da ansiedade infantil de crescer.

Essa atitude vai diluindo-se à medida que vamos crescendo. Levamos a vida mais a sério, crescemos, ganhamos outro tipo de responsabilidades. E digo isto com pena, pois acredito que é saudável, sobretudo mentalmente, que essa atitude se vá mantendo. É uma questão de sanidade.

Um dos bonecos que eu tive em criança, e aquele que mais me marcou, era o Action Man. Uma figura tipicamente masculina do imaginário americano (afinal, foi uma resposta ingles , talhado para salvar o mundo, matar vilões e saltar de helicópteros. Quem melhor para me permitir evadir da vida infantil? [Read more…]

Mantém-te firme, André Villas-Boas

Evanilson foi vendido por 37 milhões a pronto mais 10 milhões por objectivos, dos quais 5 milhões, diz a imprensa, são perfeitamente atingíveis. O Porto assegurou ainda 10% de uma futura venda do jogador.

Por si só, estes números já me parecem configurar uma boa venda. Sobretudo para um clube deixado em falência técnica pela anterior gestão.

Mas a melhor parte desta transferência não são os milhões recebidos. São os milhões que não foram pagos aos intermediários do costume para vender o jogador. É a sensação, nova a refrescante, de não ver o meu clube pagar a não-sei-quem para fazer coisa nenhuma. A confirmar-se, estamos no bom caminho. Assim vale a pena pagar quotas.

Mantém-te firme, presidente!

Miúdos à porrada, no recreio

Ser adulto é um fingimento. No fundo, somos o que sempre fomos. Podemos engravatar a pose, podemos usar umas palavras mais perfumadas, mas basta um raspão na epiderme e lá está o miúdo que amua ou que se revolta ou que tem medo. Também lá está o bebé manipulador que aprende a chorar quando tem fome ou quanto quer atenção.

Do reino animal, ficou-nos, ainda, a ideia de que um olhar mais demorado é uma provocação. O país, o bairro, a escola, o clube, levam-nos também a acreditar que pertencemos a um grupo essencialmente virtuoso, num contraste sempre avassalador com os outros.

A nossa infantilidade pouco latente, contaminada pela agressividade do animal e pela doutrinação das histórias que nos enchem o imaginário de inimigos, criou os adultos que dirigem o mundo desde sempre, que se bombardeiam uns aos outros, quando antes chutávamos com mais força ou dávamos uns empurrões no recreio.

As razões apontadas pelos adultos que governam o mundo para se agredirem uns aos outros são variantes dos motivos infantis “Eu já cá estava!” e “Ele é que começou!”. No recreio, isso dava direito a um ou outro olho negro; no mundo actual, há gente com armas que custam milhões e matam milhões.

O Thomas Müller (com trema) é melhor do que o Pepe

Mas Pepe, por exemplo com as quinas ao peito, saiu sempre na frente do pelotão, numa atitude de custe o que custar, defendendo o que levava no peito, nem que isso significasse pegar-se com um alemão (Thomas Muller).
Luís Pedro Ferreira

***

Faltou ao autor acrescentar os factos que se seguiram ao “pegar-se com um alemão”: Pepe foi expulso, Thomas Müller (com trema) marcaria mais dois golos (ao todo, marcou três) e a Alemanha goleou Portugal (4-0). Nesse jogo, Portugal perdeu com Pepe e foi humilhado por causa de Pepe. Foi Pepe quem impossibilitou e foi Müller quem brilhou. Os arruaceiros não são exemplo desportivo — como não são as pessoas sem boa educação e com falta de cortesia ou de delicadeza. Mas há sempre quem insista em contornar a realidade. This is NOT the West, sir. E este episódio foi só há dez anos.

Além do trema que faltou ao “alemão” (falha indicada a vermelho, na epígrafe), o autor enganou-se no sítio do acento. Efectivamente, no título: *heróismo em vez de heroísmo.

Siga.

***

 

Não merecemos os atletas que temos

Até ontem, poucos sabiam quem era Iuri Leitão. Ser campeão do mundo e triplo campeão europeu não chegou para fazer capa de jornal ou estar nas trends no Twitter. Até hoje.

O mesmo acontece com outros atletas, como a medalhada Patrícia Sampaio, a ginasta Filipa Martins, os canoístas João Ribeiro e Messias Baptista, a nadadora Angélica André ou os triatletas Vasco Vilaça e Ricardo Batista, agora mais conhecidos após participações de excelência nestes Jogos.

Dir-me-ão que o negócio é quem mais ordena e que as outras modalidades, para lá do futebol, não vendem.

Enquanto argumento estritamente económico, é legítimo. Enquanto statement de uma nação que as ignora durante 4 anos, com raras excepções, para depois exigir medalhas e considerar um quarto ou quinto lugar “fraco” não. É a prova de que não merecemos os atletas que temos. Mas temos e devemos ter muito orgulho neles. E exigir que tenham melhores condições para representar o país. O desporto português não pode ser só futebol.

Criptomoedas, uma das maiores fraudes da história

gerou perdas de 5,1 mil milhões na passada Segunda-feira.

Jogos Olímpicos? Criem os Jogos Transolímpicos…

Já temos os Jogos Olímpicos e já yemos os Paraolímpicos. Para manter a disputa de forma justa e leal criem os Transolímpicos. Não façam é merdas como esta que a atleta italiana sofreu. Uma vergonha.