Sabem as incontáveis histórias sobre herdeiros que quando assumiram o património que lhes foi legado, espatifaram tudo? Apesar de não gostar que a analogia se baseie em dinheiro porque, desde logo, a premissa fica pervertida, o certo é que se pensarmos num património de liberdade, justiça e humanidade que nos foi deixado pelas gerações anteriores, esses herdeiros perdulários somos todos nós. Principalmente, nós os europeus.
Durante grande parte do século XX, mas como consequência de um processo evolutivo do pensamento estrutural, milhares de milhões de pessoas prescindiram consciente e, tantas vezes, voluntariamente do seu conforto, da sua segurança, da sua liberdade e até da sua própria vida para que os paradigmas políticos se modificassem substancialmente. Dum passado em que a força era a razão do poder para um futuro em que a equidade, a democracia e o respeito pelos mais fracos passariam a ser as linhas mestras da governação. Mas acima de tudo, um futuro onde a liberdade fosse o âmago da própria vida.
Mas como qualquer imbecil impreparado, infantil, birrento e caprichoso, estouramos com o nosso próprio futuro. Por várias razões. Desde logo porque achamos que a liberdade era um dado adquirido e estava eternamente assegurada. Não percebemos que é algo que precisa de ser alimentado e cuidado permanentemente e sempre na perspectiva que a liberdade apesar de essencial pode ser apenas transitória. Depois o próprio aconchego em que crescemos e que nos foi provido por quem tanto tinha sofrido, transformou-nos em absolutos cobardes. A manutenção do nosso próprio bem-estar passou a ser o único objectivo essencial. E por evidente fraqueza de carácter alteramos medrosamente o conceito de bem-estar. O importante passou a ser a nossa integridade física e a nossa integridade financeira. Medrosamente passamos a desvalorizar a própria liberdade sem perceber que não podemos ser felizes sem sermos livres. Entre correr qualquer risco e deixar que nos acorrentem, esticamos de bom agrado os pulsos para sermos algemados.
Sempre com a artificial desculpa que já estávamos noutro nível e podíamos discutir pormenores imbecis e sem importância porque isso sim, isso era o progresso civilizacional. Sem perceber que o ridículo daquilo que nos entretínhamos a discutir era indício suficiente do suicídio colectivo que estávamos a operar. Sem perceber que a nossa presunção era obviamente algo destituído de qualquer substância. E acima de tudo sem perceber que a nossa cegueira mais não era que uma monumental cuspidela nos nossos antepassados que tanto haviam sofrido. Desde logo porque nos era impossível perceber como é que alguém era capaz de dar a sua vida pela liberdade (principalmente quando na verdade se está a dar a sua vida, a razão para tal deixa de ser a sua própria liberdade para passar a ser a liberdade de terceiros). Desde logo porque passamos a encarar frases como “é melhor morrer de pé do que viver de joelhos” com um sorriso cínico e com um sarcástico “também não é preciso exagerar”.
Desde os anormais que não conseguem perceber que entre capitalismo intransigente e sanguinário e liberalismo vai uma diferença tão grande quanto aquela que existe em algo e o seu contrário até aos hipócritas comunistas que apesar de perceberem perfeitamente a falta de noção e de razão, negaram-se a assumir a inevitável e inexorável falência catastrófica da sua ideologia e por meras razões de sobrevivência apadrinharam ditadores e ditaduras actuais e passadas além que transigiren perante misérias, mortes e autoritarismos devastadores. Passando pelos sociais democratas tecnocráticos que como bons novos ricos acharam que se podia esbanjar tudo o que se angariasse (foi mais rapinar que outra coisa) num estado social tão avassalador que além de ser nitidamente uma inversão calamitosa (porque punha manifestamente “o carro à frente dos bois”), era ostensiva e claramente não um factor de correcção de injustiças, mas um convite sedutor e pernicioso à inércia, ao medo e à passividade. Para estes, os tais sociais-democratas, ainda sobra o odioso de promoverem a ditadura da legalidade onde a força da lei se impunha à própria razão. Se a norma foi emitida por instituição reconhecida e verificada, isso seria argumento suficiente para não ser colocada em questão. Para ter de ser acatada e observada sem “mas nem meio mas”.
E a liberdade, a humanidade, a democracia e a justiça deixaram de estar garantidas (na verdade nunca estiveram) e, num piscar de olhos, voltámos às puras relações de força. Num piscar de olhos ficamos no bordo da ribanceira que nos leva dezenas de anos para atrás. Num piscar de olhos ficamos na iminência de termos de recomeçar quase do zero. Ou até de menos que zero porque a estas nossas gentes de hoje faltam indiscutivelmente o carisma, a garra, a lucidez, a coragem e a determinação que os nossos antecessores tão orgulhosamente ostentavam. Somos indubitavelmente um bando de “amebas” sem “coluna vertebral” ou quantidade de neurónios suficientes para poder perspectivar o que está em causa. Mas, e diga-se a verdade, com um talento infinito para a letargia.
E na véspera do reinício do cataclismo da liberdade, temos apenas uma opção: ou ganhamos força para ombrear com o “lado mau” ou nada fazemos e aceitamos o futuro negro que nos espera. Ou os “bons” rapidamente recuperam o “par de tomates” que fez os nossos antepassados ganharem ou aceitamos bovinamente a escravatura que se avizinha. Ou percebemos que entre um Trump de extrema direita, um Putin do que quer que seja (incontestavelmente soviético) ou um Kim Jong-un de extrema esquerda, há quase só semelhanças. Desde logo porque se estão a marimbar para valores humanos essenciais e apenas reverenciam a força. A força e só a força.
Portanto esta é a hora. É a última hora para recentrarmos a liberdade como o “Graal” que temos de perseguir e recuperar. Pelo qual vamos ter de lutar. E muito. Pelo qual vamos ter de sofrer. E muito. Pelo qual vamos ter de abdicar de tanta coisa. Mesmo muita. E, acima de tudo, pelo qual vamos ter de nos voltar a armar. E não é muito. É tudo.
Em 1940 na iminência e na pendência de Dunquerque, Halifax queria forçar a paz com Hitler. O que equivaleria, no mínimo, a normalizar o Nazismo alemão. No mínimo. Mas provavelmente equivaleria também a reconhecer a Alemanha nazi como potência dominante na Europa. Churchill conseguiu que isso não acontecesse. Apesar de mais tarde ter sido obrigado a normalizar o comunismo soviético e a normalizar um monstro como Stalin, pelo menos, conseguiu que o Nazismo fosse derrotado. À custa de muito sangue, trabalho, lágrimas e suor. À custa de lutar em França, nos mares e nos oceanos, nas praias, no ar, nos terrenos de desembarque, nos campos, nas ruas e nas colinas. À custa de nunca se render.
Agora é o nosso tempo. Agora é o nosso momento. Ou queremos viver livres ou não. Não há outra opção. Não há mesmo.






Vai a cambada costumeira, serventuária do Putin e veneradora do seu agente em Washington, vomitar o seu despudorado horror à falta de eleições num país ocupado e dizer que aí existiu em tempos um tal Bandera que sendo nacionalista e anticomunista é hoje o bandeira alçada pelos lacaios do Império Russo.
Não só não têm eleições, como é impopular numa guerra que provocou e que os próprios cidadãos já rejeitam e sabotam o recrutamento, além dos enormes números de deserção.
O Bandera que trabalhou com os nazis era mesmo fascista, e até a CIA decidiu que um que era demasiado extremista para re-aproveitar; não é qualquer um que o consegue.
Liberdade de quê, já que não é pela”equidade, a democracia e o respeito pelos mais fracos”? De ir morrer pelos interesses económicos do capital imperialista? Pode ir, mercenários da NATO estão lá há uma década, mas continua a não dizer nada à maioria das pessoas; deve ser do wokismo soviético.
A liberdade de viver à custa dos recursos dos outros em troca de uns números infinitos num computador acabou e não volta, e ao menos isso Trump percebe. Excepto, claro, da eurolândia que ladra muito, mas vai ser aceitar as maiores concessões para voltar a ser vassala, porque ai o défice Vuvuzela, Weimar, como os Osórios tanto nos dizem.
Essa tal de ideologia falhada, que permitiu libertar a China, com todos os seus defeitos, até à soberania e domínio em toda a linha, entre outros feitos de outros países impossíveis aceitando o seu lugar na hierarquia mundial, mais uma vez previu o que ia acontecer. Deve ser de controlar o mundo, apesar de falhada. Ali na Argentina das criptocornices é que é, pá.
Já o post provocou três vómitos de incoerências e inanidades.
Se há região num mundo em que ao capitalismo, que por todo o lado impera, corresponde um menor grau, de corrupção, de menor poder oligárquico e uma mais significativa protecção social, é a Europa que esta canalha quer ver submetida a impérios.
«no grego “oligarkhía”, que significa literalmente “governo de poucos”´» – a esta canalha muito os atrai os regimes em que os poucos aí chegam pela treta e a subserviência a chefinhos.
Pois, “provocou vómitos”?
Será do post, ou terá sido o facto de Vosselência ter decidido comer ao pequeno-almoço o resto das papas de sarrabulho que cresceu do jantar e que, por sua vez, já tinha repetido, do almoço, ao lanche?
Ou será da acidez da casta Carrascão de Alcoentre com que Vosselência insiste em acompanhar o matinal repasto?
Ou do arrozinho de incoerência com lascas de inanidade à moda de Menos, cuja receita já vem da célebre bisavó, a eminente salazaresca Pascatrolha de Menos?
O poder oligárquico é tão poucochinho que se verga ao de outros, servindo os cafés e fornecendo as salas de reuniões. Pelo menos, até Janeiro último. Mas se alguém sabe lidar com oligarcas, tem sido a China, com os “ai a liberdade” dos fanáticos do capital.
Mas gosto da admissão que Portugal não tão assim tão grande.
Mas gosto da admissão que a corrupção em Portugal não tão assim tão grande.
Ou admissão de que Portugal não é assim tão grande.
Pois, como diria o fabuloso “penseur” gaulês Charles Garçais Osoire…
“le libéralisme est bel, les liberalistes sauvages est que donne cap d’el”.
Pois, como diria o fabuloso “penseur” gaulês Charles Garçais Osoire…
“le libéralisme est bel, les liberalistes sauvages est que donne cap d’el”.
Olha, ficou a dobrar!
Mas ainda bem, porque acaba por ser uma homenagem ao célebre “penseur” Garçais Osoire, neste momento a preparar a sua 3843ª despedida dos leitores deste blogue.
Vai cá fazer muita falta. Não sei como iremos aguentar as horas até à 3844ª. Vai ser duro!
Tanta conversa, tanta palha, para nada. Lá voltou a estafada comparação com a II Grande Guerra (quando as circunstâncias, os antecedentes e o “modus operandi” são completamente diferentes).
Esquece-se de algumas coisas:
Se o nazismo não triunfou, não foi le “heroica luta dos ocidentais (USA incluídos). Se não fosse o enorme erro estrtégico cometido por Hitler ao invadir a URSS (Operação Barbarossa), teríamos neste momento a maioria da Europa a falar alemão.
Quem, na realidade, mais contribuiu para a derrota do nazismo foi precisamente esse “grande inimigo da liberdade” chamado URSS.
Os “paladinos da liberdade” que a UE tanto se empenha em defender actualmente, são precisamente os herdeiros do nazimos (go figure).
Já agora, a para relembrar os mais distraídos (ou is ingrantes) deixo aqui uma cronologia dos acontecimento que precederam a invasão da Rússia em 2022 (em inglês):
“Timeline of the Ukraine War (February 2014 to February 2022):
Feb 2014: Sochi Winter Olympics underway, Team Obama toppled the democratically elected government of Ukraine’s pro-Russian leader Viktor Yanukovych.
2 May 2014: Massacre of Russian-speaking Ukrainians in Odessa by thugs bussed from Kyiv – triggering civil war.
17 Dec 2021: Team Biden rejects Putin’s proposed mutual security accords that would have left “neutral” Ukraine intact.
18 Feb 2022: During Winter Olympics in China, Organization for Security and Co-operation in Europe (OSCE) documented Ukraine’s ramped up cease fire violations along the entire civil war LOC – from Luhansk to Right-Sector controlled Mariupol.
19 Feb 2022: At the Munich Security Conference, Zelensky said Ukraine will get and deploy nuclear missiles.
20 Feb 2022: On 60 Minutes, on the final day of the Olympics in China’s, Ukraine’s Minister of Foreign Affairs Dmytro Kuleba said: “Ukraine will never honor the Minsk cease fire.”
21 Feb 2022: Russia captured a Ukrainian soldier, killed five others after they crossed over the border into Rostov, Russia. Russia recognizes the breakaway Donbass and Luhansk Republics.
24 Feb 2022: Russia launches SMO with 90,000 troops – not a “full scale invasion.” Russia intervened to protect the ethnic Russians living in the civil war-torn Donbass.
Não é nada, pá. Quem derrotou os nazis foi o Bandera, por isso é que lhe erguem estátuas.
«Quem, na realidade, mais contribuiu para a derrota do nazismo»
Sim, se foram deixados a pagar com sangue a aliança que viabilizou a guerra foi acertado cálculo, salvo não os terem mandado para casa deixando-os a criar raízes por quase 50 anos em terra que davam por conquista.
A história pode repetir-se com um policiote armado em czar e com um coirão de um empreiteiro arvorado a líder político.
Quanto ao calendário temos um pormenor e uma ausência:
– o democraticamente eleito Viktor Yanukovych, foi-o com base no compromisso de se aproximar da UE: não o fez; provocou a revolta; disse recuar…mas optou por fugir para a Rússia e gozar a reforma.
– em Março de 2014 a Rússia invade a Crimeia
Tudo matéria sem importância para os putinescos!
O Bandera é que ressuscitou…
Estimado Salazarento menor
” policiote armado em czar ”
Isso é feio. Não se fala assim de um colega de profissão
Pois, «Quem, na realidade, mais contribuiu para a derrota do nazismo»…
Foi o Oliveira da Cerejeira!
Estamos espantados por Vosselência não ter mencionado o papel decisivo do regime salazresco no desfecho da guerra.
Sim, foi o Oliveira da Cerejeira que pôs o Hitler na ordem!
Quando, a troco de umas barritas de ouro, lhe vendeu volfrâmio impregnado com uma substância que o fazia derreter. Mesmo a 20 graus negativos, as armas iam-se abaixo, enquanto os soldadescos alemães ficavam tesos que nem carapaus de escabeche.
Essa substância, desenvolvida secretamente nos laboratórios da PIDE, só por preconceitos esquerdeiros não consta da tabela periódica!
Chama-se POS (Premangantónio Oliveiróxido Salazarácido).
– o democraticamente eleito Viktor Yanukovych, foi-o com base no compromisso de se aproximar da UE: não o fez; provocou a revolta; disse recuar…mas optou por fugir para a Rússia e gozar a reforma.
– em Março de 2014 a Rússia invade a Crimeia
A “revolta” foi organizada por Victoria Nuland, e paga com os fundos da USAID. Nessa mesma “revolta”, as milícias nazis tipo zov já tiveram um papel predominante.
Ainda assim essa “revolta” não correspondia à vontade a maioria do povo ucraniano. Como em todas as revoltas, faziam muito barulho, mas eram relativamente poucos. Claro que os “mérdia” ocidentais, a soldo, se preocuparam muito a ampliar a dita “revolta”, forçando assim à demissão de Yakunovich.
A Crimeia foi invadida depois que a Ucrânia ameaçou forçar à desocupação da base naval de Sebastopol pela Rússia, para aí instalar uma base naval da NATO. Alem disso, e como TOA A GENTE SABE, a Crimeia não é, NEM NUNCA FOI, ucraniana. Essa “invasão” estava tão justificada que, no Ocidente, ninguém “tugiu nem mugiu”. Até a Ucrânia se conformou com a perda da Crimeia, e só voltou a falar do assunto depois de 2022.
E vai daí… quem garantiu a integridade territorial da Ucrânia quando esta deu as bombas atómicas à Rússia?
A Ucrªania não “deu” merdade nenhuma. Ninguém pode “dar” o que não é seu. As armas eram da União Soviética, e após o colapso da União Soviética, era natural que passassem para o país herdeiro (Rússia).
NUNCA FORAM UCRANIANAS, tal como a Crimeia. Acabem de vez com esses mitos. A Ucrânia foi integrada no Império Russo no séc. XVIII, por vontade própria, para escapar ao domínio polaco. Desde a Idade Média que não há uma Ucrânia independente.
Em 1991 foi reconhecida a República da Ucrânia, mas obviamente que o espólio da era soviética teria de voltar aonda ele pertencia. Por que motivo deveria esse novo país ficar com armas que não eram suas? Já agora, a frota do Mar Negro, ancorada na base de Sebastopol, também deveria passar para a Ucrânia, não?
E eu com vencido que a União Soviética era era uma união de Repúblicas Socialistas, sendo a Ucrânia uma delas, e vem me dizer que era o Império Russo?!
Estou chocado!
Pois não diga, ó JgMenos…
O Vencido está aí mesmo ao pé de Vossa Ecelência?
Já há muito tempo que não apar ecia porcá!
Por onde andou esse manga não? Dê-lhe lá um abraço cádamalta!
Allô allô Vidigueira, o carro já cá canta!
Foi o JgMenos!
Estimado Salazarento menor
O caríssimo Salazarento serôdio, gosta muito de chamar ignorantes a gente que não conhece.
Temos pena que a escola de Sete Rios, não lhe tenha toda a informação, que precisava para as suas invenções.
Mas acontece, há sempre gente que sobre um determinado assunto, sabe mais do que nós. É como dizia o sr padre Guterres, é a vida!
Para que é que havia de criar raízes na união soviética, se poderam integrar a NATO e a estrutura civil da Alemanha logo no pós-guerra?
Quanto ao Yanukovych, como se vê agora o resultado da eurolândia ter baixado as calças à América, uma coisa é ter relações, outra é querer ser comido daquela maneira que o Menos diz que é pecado.