Sons do Aventar – O Miguel Torga dos Blues

Sonny Boy Williamson personifica a autenticidade e a pureza dos Blues. Sem filtros. Personagem única. Ouçam-no.

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Sons do Aventar - O Miguel Torga dos Blues
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Conversas vadias 16

A décima sexta edição destas “Conversas vadias” rondou: Reino Unido, Lista Verde, pandemia, Portugal, turismo, Champions, tio Joaquim, Lisboa, Porto, PSP, traduções, SIC Notícias, vacinas, EUA, Bélgica, Regionalização, poder local, história, ciência, José Gomes Ferreira, teses, conspirações, BES, Sérgio Conceição, China, Tiananmen, homenagens, Benfica, Jorge Jesus, pandemia, “pandumia”, planetas, Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, censura, Iniciativa Liberal, controlo de informação, liberdade, internet, e as recomendações dos vadios a não perder.

E quem foram os vadios? Foram António Fernando Nabais, Carlos Araújo Alves, Francisco Miguel Valada, João Mendes, José Mário Teixeira e Orlando de Sousa. Mais a ausência especial de Fernando Moreira de Sá, que está à espera que chova para regressar ao meio de nós (ámen).

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Conversas vadias 16
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A homofobia não tem ideologia, mas…

Assinala-se hoje o Dia Internacional contra a Homofobia. Um dia que nos recorda a todos o muito que há a fazer para combater a incivilidade, o preconceito e a crueldade, neste país em que os brandos costumes continuam a esconder níveis elevadíssimos de machismo, homofobia e perseguição, que começam em casa, se estendem à vida escolar e vivem instalados em alguma comunicação social, em alguns partidos políticos e numa série de instituições, publicas e privadas, onde a mentalidade retrógrada impera.

Não gosto de colocar a questão da homofobia em termos de esquerda e direita, por se tratar não de uma questão político-ideológica, mas de decência e humanidade. Contudo, é evidente que, num país em que a direita está cada vez mais refém do passado e de um conservadorismo bacoco e não raras vezes extremista, a luta pelos direitos da comunidade LGBT continua entregue e dependente da esquerda, que não é responsável pela aparente demissão da direita destas questões, excepção feita à Iniciativa Liberal.

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25 de Abril é mais do que liberdade

Porque

„Só há liberdade a sério quando houver

a paz o pão

habitação

saúde educação,

só há liberdade a sério quando houver

liberdade de mudar e decidir

quando pertencer ao povo o que o povo produzir.“ 

E quando a Justiça for célere e eficiente para todos e deixar de funcionar com tempos e medidas diferentes para pobres e ricos.  E já agora, sem deixar alçapões para os poderosos aplicarem estratagemas.

 

Pod do Dia – 25 de Abril quase sempre

Há 47 anos, no dia 25 de Abril, aconteceu-me uma coisa inédita: a minha mãe disse-me que eu não ia à escola, sem sequer estar doente ou estar a fingir que estava doente. Foi o que se chama uma verdadeira revolução.

 

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Pod do Dia - 25 de Abril quase sempre







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O 25 de Abril também se festeja aqui

Esta foto é da @streetart_mallorca e o autor do grafiti é Abraham Calero. Está na Rambla em Palma de Maiorca. Porque a Liberdade é universal. Porque o 25 de Abril é de todos. Porque Celeste Caeiro não será esquecida.

Esquerda Direita Volver 11 – De quem é o 25 de Abril?

Na décima primeira edição do “Esquerda Direita Volver”, o tema é “De quem é o 25 de Abril?”

Sob a moderação de Francisco Miguel Valada, debateram António de Almeida, Fernando Moreira de Sá, João Mendes, José Mário Teixeira e Orlando de Sousa.

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Esquerda Direita Volver 11 - De quem é o 25 de Abril?







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Saudades de quê?

Ainda me arrepio com as histórias, as músicas e os relatos de quem viveu a guerra e a revolução. Com os documentários, as reconstituições cinematográficas e as fotografias daquele dia inicial inteiro e limpo. Com a coragem daqueles militares, que arriscaram a liberdade e a vida para que todos pudéssemos ser livres e – finalmente – viver. Com a existência clandestina dos bravos da resistência antifascista. Com a realização daquela aparente utopia, que na madrugada que todos esperavam emergiu das trevas e limpou o céu. Com o privilégio que foi nascer em democracia, sem nunca, de forma alguma, ter estado sujeito à censura, à perseguição ideológica, à prisão arbitrária, à tortura ou à morte às mãos de um qualquer carrasco da PIDE. Por delito de opinião.

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Banda sonora para um dia inicial inteiro e limpo

Era meia-noite e vinte. No programa Limite, da Rádio Renascença, começavam a soar os passos coordenados que antecedem os versos da icónica Grândola Vila Morena. Estava em marcha a Revolução dos Cravos. A madrugada que a liberdade esperava, a alvorada da democracia, o dia inicial inteiro e limpo.

25 de Abril Sempre, fascismo nunca mais!

O Aventar não é um blogue de direita. Nem de esquerda. É do pluralismo e da diversidade

Lembro-me bem dos tempos do passismo, em que a esquerda aventadora, onde me incluo, estava em ebulição. O Aventar é um blogue de esquerda, de esquerdalhos, afirmavam os juízes virtuais. E eu, esquerdalho que vê a coisa de dentro, pensava para mim que o Aventar não era de esquerda nem de direita, mas o simples facto de haver um governo de direita no poder, dava um gás adicional à esquerda da casa.

Alguns anos volvidos, leio por aí que o Aventar deu uma volta, e os juízes virtuais decretam agora que somos um blogue de direita, de direitalhos, e eu olho para o painel de autores e ele pouco se mexeu. Mesmo esta última vaga de jovens talentos, chegada nos últimos meses, praticamente ainda não publicou, com a excepção do Francisco e do João. [Read more…]

João Cotrim de Figueiredo: E depois do Adeus

(João Cotrim de Figueiredo, Presidente da Iniciativa Liberal e deputado à Assembleia da República)

A revolução estava planeada. As tropas, de prevenção, aguardavam a senha para dar execução ao plano. Na verdade, duas senhas que tinham de chegar, simultânea e discretamente às várias unidades conjuradas. Em 1974, só através de uma rádio se poderia fazê-lo.

Foi assim que, às 22:55h do dia 24 de Abril de 1974, quem estava sintonizado na frequência da estação Emissores Associados de Lisboa pôde ouvir, sabendo-o ou não, a primeira senha do movimento militar que haveria de derrubar a ditadura no dia seguinte. Paulo de Carvalho cantava “E depois do Adeus” e Portugal nunca mais seria o mesmo.

Quis saber quem sou/

O que faço aqui/

Quem me abandonou/

De quem me esqueci

(Letra: José Niza. Música: José Calvário)

 

A canção devia ser, por esses dias, das mais ouvidas na rádio. Menos de um mês antes tinha representado Portugal no Festival da Eurovisão em Brighton. Ficou em último lugar, sem surpresa. Mas a sua popularidade entre portas continuava alta pelo que ninguém estranharia, nem mesmo a polícia política, ouvi-la na rádio. Era uma canção popular e sem conotações políticas. Foi escolhida como primeira senha da revolução exatamente por isso: para passar desapercebida a todos menos aos capitães de Abril. [Read more…]

Joacine Katar Moreira: 25 de Abril não é passado, Futuro!

(Joacine Katar Moreira, Historiadora, Deputada à Assembleia da República)

Comemoramos o segundo 25 de Abril em contexto de pandemia sanitária provocada pelo vírus SARS-COV, responsável pela doença COVID-19. Foi um ano difícil e imprevisível, que juntou a crise sanitária a uma crise social latente que ganha e ganhará novos contornos. Fomos todos obrigados a repensar os hábitos, os prazeres e as relações sociais com as medidas de isolamento, distanciamento e confinamentos sucessivos, mas também o emprego com o teletrabalho e o crescente desemprego, a escola com as aulas online e o futuro.

Mas falando de futuro, e da imprevisibilidade que o pode caracterizar, sabemos, no entanto, que dele depende boa parte do presente e das decisões tomadas hoje, tanto políticas como as pessoais. Neste quadro, é da nossa responsabilidade a salvaguarda da democracia e das suas instituições como garantes de um futuro marcado pela igualdade, a liberdade e maior diversidade, ou de permitir retrocessos políticos e o afirmar de ideologias já vencidas como as pró-fascistas – com o autoritarismo, a perseguição, a censura, a misoginia e o racismo que o caracterizam.

Ouviremos aqueles que abominaram sempre as transformações democráticas, pelo desconforto que trouxe aos seus privilégios, a apontar o caminho para trás, usando as dificuldades quotidianas, as frustrações legítimas de parte da população, para piorar – nunca para melhorar – as suas vidas. 

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Carla Castro: A liberdade chegou para os jovens? 

Carla Castro, Membro da Comissão Executiva da Iniciativa Liberal.

Abril é considerado em Portugal o mês em que se celebra a liberdade. É uma boa altura para refletir sobre as liberdades que estão em perigo ou que não estão garantidas. Será que a liberdade chegou mesmo para os jovens?

Em traços gerais, hoje um jovem herda uma dívida pública castradora, sobre a qual vai ter de pagar um enorme défice, depara-se com um sistema de segurança social frágil, num país que está envelhecido e pobre e vai ter de suportar um dos mais elevados esforços fiscais no mesmo país que tem vindo a perder consecutivamente posições na tabela da competitividade. Este jovem vive num país que regista um consumo elevado de ansiolíticos e que apresenta, em todas as gerações, um estado de saúde mental deteriorado. Urge reerguer as condições necessárias para se percorrer individualmente o caminho da concretização de sonhos e, em sociedade, fazer-se um percurso de prosperidade. Tenhamos consciência de que, para se fazer esse percurso, o caminho tem de ser de liberdade.

Mas, como podemos nós falar de liberdade no início de vida quando:
– Não podem escolher a escola que querem frequentar, sobretudo se não tiverem um elevado nível socioeconómico; 

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Do 25 de Abril à Pandemia: O estado da liberdade em Portugal e os nossos leitores

Começamos hoje a publicar os textos de autores convidados relativos ao 25 de Abril, à pandemia e ao estado da liberdade em Portugal.

No Aventar, os comentários dos leitores, por norma, não são moderados. Nunca foram.

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“Do 25 de Abril até à pandemia, O Estado da Liberdade em Portugal”

No âmbito das comemorações do 12.º ano do blogue Aventar e do 47.º aniversário do 25 de Abril de 1974, o colectivo Aventar decidiu convidar um conjunto de personalidades a escrever um artigo de opinião sob o tema “Do 25 de Abril até à pandemia, O Estado da Liberdade em Portugal”.

Ao longo dos próximos dias, vamos publicar os artigos de todos os que aceitaram o nosso convite e partilhar com todos os leitores do Aventar a sua opinião. Desde já fica o nosso muito obrigado e o nosso reconhecimento.

Amanhã, serão publicados os dois primeiro contributos, da autoria do Conselheiro de Estado e fundador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã e da Deputada à Assembleia da República, Cristina Rodrigues.

José Sócrates, democracia e o monopólio da promiscuidade

João Miguel Tavares, uma das vozes mediáticas que mais ferozmente tem esmiuçado e criticado José Sócrates ao longo dos (pelo menos) últimos 15 anos, no último Governo Sombra:

É fácil ser corrupto, é muito difícil provar a corrupção. Portanto eu acho que todos os indícios que estão na acusação são indícios muito sólidos, mas, de facto, a solidez esbarra em algo que é ainda mais sólido, que é a dificuldade de provar coisas em função daquilo que é a lei portuguesa no que diz respeito à corrupção. E isso é que é muito assustador.

Faço parte do grupo de pessoas que está absolutamente convicto que José Sócrates é culpado da maior parte dos crimes que lhe são imputados pelo Ministério Público. E só não digo todos porque não integro o amplo grupo de pessoas que leram as 6728 páginas da decisão instrutória de Ivo Rosa, nos 15 minutos que se seguiram à leitura do resumo pelo juiz do Ticão, depois de terem analisado a acusação ao mais ínfimo detalhe, para concluir que o Ministério Público fez um excelente trabalho e que a única explicação possível para o revoltante desfecho da instrução é o facto provado de que Ivo Rosa reside no bolso das moedas de José Sócrates. Ao contrário dessas pessoas, não tenho dados objectivos que me permitam saber se Ivo Rosa favoreceu deliberadamente José Sócrates. E acho formidável que se simplifique um problema destes, que é estrutural e está na raiz do regime, muito maior que a Operação Marquês, porque é preciso encontrar um bode expiatório instantâneo para direccionar a raiva das massas. Desta vez foi Ivo Rosa, noutras ocasiões foram advogados, procuradores ou outros magistrados. E enquanto se lincha o juíz, quem escapa em toda a linha abre garrafas de champanhe na Comporta, e já ninguém quer saber deles. Da parte que me toca, quero agradecer a Ivo Rosa por ter liberalizado e oficializado algo que já todos sabíamos mas que, finalmente, ouvimos da boca de um juíz: que José Sócrates é corrupto. E não será a prescrição do crime que alguma vez mudará isso. José Sócrates é corrupto.

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Liberdade, liberdade, quem a tem chama-lhe sua…

Vêm aí as comemorações do 25 de Abril e, isso sim, é uma óptima razão para se falar de Liberdade. É uma bela razão para celebrar a Liberdade e a libertação.

O que é totalmente incompreensível para mim é este desfraldar sistemático do tema Liberdade na nossa actual sociedade, na qual, muito mais do que falta de Liberdade, existe falta de Igualdade.

Ele é partidos liberais a despontar, ele é uma forte ala intelectual a colocar o tema na agenda mediática, ele é uma pressão para alargar os limites da Liberdade e tolerância até englobarem aqueles que são, declaradamente, intolerantes, exclusivos, violentos.

Como se não houvesse outros valores a colocar na balança,

como se a liberdade de um não acabasse onde começa a liberdade do outro, [Read more…]

Pod ser ou nem por isso – A democracia e a ascensão dos extremismos

Nesta edição do “Pod ser ou nem por isso”, arrancamos com o grande ciclo de debates sobre Liberdade durante todo o mês de Abril com convidados dos mais diversos quadrantes. Falámos do estado da democracia e da ascensão dos extremismos em Portugal e na Europa. Tivemos connosco Adolfo Mesquita Nunes e Rui Tavares, que nos mostraram duas visões diferentes e importantes sobre a liberdade, a democracia e o Estado de Direito. Com moderação de Francisco Salvador Figueiredo.

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Pod ser ou nem por isso - A democracia e a ascensão dos extremismos







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A semântica da eutanásia

O chumbo da lei da eutanásia pelo colectivo de juízes do Tribunal Constitucional, levou Francisco Rodrigues dos Santos e André Ventura a celebrar uma vitória que é sobretudo semântica: a inconstitucionalidade da nova lei assenta, fundamentalmente, no texto apresentado pelos deputados, e enviado por Marcelo para subsequente validação do TC, e não naquilo que é o objecto e o conteúdo da lei.

Enquanto agitavam as suas bandeiras e decretavam a derrota da maioria parlamentar, que incluiu BE, IL, PAN, Verdes, a maioria dos deputados socialistas e 14 deputados do PSD, Rodrigues dos Santos e Ventura não terão certamente dado ouvidos ao presidente do Constitucional, sobretudo quando este afirmou que “O direito à vida não pode transfigurar-se num dever de viver em qualquer circunstância”, algo que pode ser traduzido à letra como “ser humano algum deve ser obrigado a viver em sofrimento atroz, se assim não pretender”, ao que eu acrescentaria “apenas para servir os interesses ideológicos e religiosos de pequenos lobbies que se estão nas tintas para a liberdade individual de cada um”. O presidente do TC foi ainda mais claro, quando afirmou que a inviolabilidade da vida “não constitui obstáculo inultrapassável”. Posto isto, parece-me claro que, ultrapassada a questão semântica, a lei passará pelo crivo do Tribunal Constitucional sem levantar grandes ondas. É uma questão de tempo e de gramática.

Compete agora aos deputados dos partidos proponentes, rever os textos apresentados no hemiciclo e rescrever a lei de maneira a ultrapassar os obstáculos semânticos que a fizeram bater na trave do Constitucional, em particular o conceito de “lesão definitiva de gravidade extrema”. De resto, estamos no bom caminho: no caminho do reforço das liberdades e dos direitos civis. Já faltou mais para nos libertarmos desta amarra conservadora e egoísta, que reserva o direito à morte medicamente assistida apenas e só àqueles que podem pagar pelo privilégio de o fazer na Suíça, ou noutro país onde o procedimento é legal.

Pod do Dia – Help

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O exagero dos liberais

Desde já, alerto que este texto irá conter vestígios de bairrismo e de sentimento. Todos nós temos as nossas hipocrisias e, por muito que eu gostasse de ser totalmente racional, não consigo. Prefiro admitir desde já em vez de tentar arranjar razões forçadas para justificar os meus sentimentos.

Ontem, o meu Porto acordou diferente. A Avenida principal da cidade, que até contém a estátua do Rei Liberal, estava de uma ponta à outra repleta de bandeiras comunistas. Eu não sou contra a existência do Partido Comunista nem sou contra propaganda comunista, mas sou completamente contra este tipo de propaganda. Faria este texto se fosse o PAN ou o PSD? Sim. Seria tão chocante para mim? Não.

Os liberais nunca se revoltaram com cartazes comunistas, mas ontem sim, porque quem não se sente não é filho de boa gente. A disposição daquelas bandeiras lembra perfeitamente um regime comunista típico de Século XX. Uma coisa é um cartaz na berma da estrada, outra é ocupar a Avenida dos Aliados com bandeiras de um partido. E não, não é um partido qualquer, é um partido comunista. Um partido que defende Estaline, que comemora hoje 68 anos como comunista bom, um partido que defende Lenine, um partido que não condena o regime ditatorial existente na Coreia do Norte, entre outras barbaridades. Mas que se engane quem acha que isto é “só lá fora”. Como muito proclama, o PCP não lutou pela liberdade, lutou para impor a sua ditadura. Isto não é querer a liberdade, é querer o poder. Mas aos comunistas é fácil perdoar tudo sob a desculpa de ser apenas uma parvoíce ou uma utopia. Ainda na última festa do Avante se ouviu que é necessário acabar com o capitalismo pela força. Facilmente, se passeiam camisolas de assassinos como Che Guevara e Fidel. Isto não é admissível num partido democrático. [Read more…]

Confinamento – II

-Está um dia lindo, primaveril, solarengo, daqueles em que apetece dar um passeio à beira-mar, ou beira-rio. Alguns biltres dizem que não posso, que tenho que ficar em casa, apesar do corpo precisar de vitamina D. Vão encarcerar o raio que os parta, ditadores de meia-tigela e deixem-me viver em paz, não quero, não tolero, nem admito, que me digam o que fazer ou como devo viver. Só vivemos uma vez, o tempo que perdermos, jamais recuperaremos…

Pela liberdade, sempre!

Hoje é dia 25 de Novembro. Há 45 anos, um golpe militar evitou que Portugal caísse numa ditadura comunista. Apenas nesse dia se cumpriram os verdadeiros valores de Abril, a democracia e a liberdade. Só podemos considerar que luta pela liberdade aquele que o faz de uma forma desinteressada. Quando o faz por todos e não apenas por alguns.

Hoje não é dia para discutir que dia 25 é mais importante, visto que foram diferentes. Um acabou com uma ditadura e o outro evitou uma que não temos ideia que consequências teria. Hoje também não é dia para apenas a direita celebrar esta data, até porque o Golpe teve influência de forças centro-esquerdistas.

O dia 25 de Novembro deve servir para nos fazer refletir sobre a nossa democracia. Temos várias franjas moderadas dependentes dos seus extremos e estamos todos a deixar que isso se normalize. O clubismo político está a sobrepor-se ao bom sentido democrático. E a melhor forma de combater este fortalecimento dos extremos não é apenas identificá-los, mas sim perceber o que leva às pessoas a optar por estes caminhos que podem pôr em causa aquilo que conquistamos.

Há valores básicos que não podem ser apropriados por ninguém, venham da esquerda ou da direita. 45 anos depois da última data realmente importante para continuarmos num país democrático, isto já não deveria ser tópico de conversa.

Que se unam os verdadeiros democratas e não deixem a liberdade refém de uma minoria. Há momentos em que a melhor ideologia é a decência.

 

VIVA O 25 DE NOVEMBRO!

Pandemia: breve análise do Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa

Ricardo Graça, Jurista

Depois de estudar minuciosamente o conteúdo do acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa, venho esclarecer o mais popularmente possível, para entendimento por todos os cidadãos portugueses sejam eles mais letrados ou menos, sempre fazendo uso do meu dever para com a comunidade, o seguinte:

Como é do conhecimento de alguns, foi proferido ACÓRDÃO N.º 1783/20.7T8PDL.L1-3 pelo Tribunal da Relação de Lisboa datado de  11 de Novembro de 2020.

Tal acórdão corresponde a uma decisão de mérito judicial de um Tribunal Superior e não permite recurso para o STJ, pelo que se consolidou na jurisprudência portuguesa.

A título de curiosidade popular, venho indicar que, este acórdão decisão teve origem num “habeus corpus” intentado por cidadãos a que foi decretado o isolamento no Arquipélago dos Açores, em que o Juiz de Instrução Criminal local ordenou, novamente, a libertação por prisão ilegal. Tendo a Direcção Geral de Saúde recorrido para o tribunal superior competente territorialmente, o Tribunal da Relação de Lisboa. O recurso da própria DGS foi apreciado neste acórdão e pela bondade das Sras. Drs. Juízas Desembargadores, incidiu aquele em várias questões que foram suscitadas pelas partes.

Assim sendo, permitiu a aplicação a todo o território nacional e ilhas do seguinte:

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E dizem-se democratas

Está fácil de ver que a solução apresentada pelo Governo para “achatar a curva”, é limitar-nos a liberdade.

Isto quando a curva chegou onde chegou, e o SNS abeirou-se da ruptura, porque o Governo não fez o que lhe competia e permitiu o que não devia.

Milhões terão de ficar em casa, para que umas dezenas de milhar pudessem fazer aquilo que queriam.

Milhões terão de ficar em casa, porque a economia tinha que trabalhar, ao ponto dos hotéis poderem exibir o selo “Clean & Safe” com base em mera declaração de compromisso dos donos, e não numa efectiva avaliação técnica. E as praias tinham semáforos, mas se estivesse vermelho, podia-se ir na mesma.

Não houve uma única campanha nacional de sensibilização digna desse nome. Num país em que constantemente se juntam cantores, actores e afins, em campanhas solidárias. Algo para o que esta pandemia, pelos vistos, não teve dignidade suficiente.

Só tivemos direito às constantes conferências de imprensa a debitar números, por entre disparates que uma DGS, claramente inapta para o cargo, lá ia dizendo por entre a estatística.

Ficam na memória as máscaras que davam uma falsa sensação de segurança, e a desnecessidade de distanciamento nos aviões porque as pessoas vão a olhar para a frente.

O SNS está à beira da ruptura, porque, contrariando os apelos dos médicos que estavam no terreno, o Governo não aproveitou a Primavera e o Verão para reforçar os hospitais com recursos humanos nas valências mais sensíveis como a dos cuidados intensivos.

Descurou a segunda vaga, que há meses que a comunidade científica, nacional e internacional, avisou que ia chegar. Mas que pelo vistos o PM nunca ouviu falar, a avaliar pela entrevista que hoje deu a Miguel Sousa Tavares.

Ao contrário, foi-se pelo mais barato: mandar sms para quem tinha consultas agendadas, a desmarcar e a dizer para não ir ao hospital nem sequer telefonar. E, mais tarde umas sms a disponibilizar apoio psicológico gratuito. Enquanto consultas, rastreios, tratamentos e cirurgias eram desmarcados por todo o país.

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Sequestradores e carcereiros da liberdade

Suspeito que a maioria dos portugueses sofre síndrome de Estocolmo e se prepara para reeleger Marcelo Rebelo de Sousa, no próximo Janeiro. O Presidente da República é um dos sequestradores e carcereiros do povo português, a par de António Costa, que enquanto vai distraindo as atenções com a novela política em torno dos Açores, anunciou um conjunto de restrições e proibições, capazes de fazer inveja a muito ditador pelo mundo fora. Mas não estão sós, contaram com a cumplicidade do PSD e Rui Rio, que deixaram evidente aos portugueses que não oferecem alternativa, apenas alternância política. O cada vez mais irrelevante CDS/PP também surge neste retrato de família ao lado dos torcionários. [Read more…]

Livre arbítrio e imposição coerciva: descubra as diferenças


Faz-me imensa confusão, esta comparação disparatada entre a possibilidade do governo nos enfiar uma app telefone adentro, transformando agentes de segurança em monitorizadores de telemóveis, e os dados que entregamos voluntariamente aos Facebooques da vida. Será assim tão difícil de perceber a diferença entre uma imposição coerciva e uma decisão pessoal e voluntária?

Sejamos sérios: se eu, ou qualquer um de vocês, decide entregar informação pessoal a uma plataforma digital, bem ou mal, é de uma escolha livre que se trata. Uma escolha que pode ser revertida a qualquer momento. Se um governo decide impor uma aplicação, fazendo uso de multas e de patrulhamento policial, é o espírito da democracia que está a ser posto em causa. São os nossos direitos, liberdades e garantias que estão na prancha. [Read more…]

Em Portugal, os direitos não são iguais para todos…


-No passado dia 1 de Maio, os sindicalistas puderam comemorar na Alameda o dia do trabalhador.
-No passado fim de semana, os comunistas puderam participar na festa do Avante.
-Hoje, fiéis devotos puderam assistir em Fátima a cerimónia religiosa, evocando a sua fé.
-Eu, continuo impedido de me deslocar ao estádio José Alvalade, para apoiar o meu SCP…

Politicamente incorrecto (1) – racismo em Portugal

Propositadamente deixei passar algumas semanas desde o assassinato a sangue-frio de Bruno Candé numa rua de Moscavide, para escrever estas linhas.
Ao que se sabe, a vítima tinha um cão, que incomodava Evaristo Marinho, autor dos disparos. E segundo vários relatos que tenho lido de testemunhos na vizinhança, não era Bruno Candé a única pessoa na vizinhança a ser ameaçada pelo idoso Evaristo, 76 anos, ex-combatente no ultramar, frequentemente quezilento, neurótico, pessoa descrita como tendo mau-feitio. [Read more…]

Feminismo vs Liberdade Individual

Há certezas absolutas que ninguém pode refutar quando falamos nas desigualdades entre homens e mulheres. Temos o exemplo dos salários ganhos por cada género, sendo que por cada euro ganho por um homem, uma mulher recebe 84 cêntimos. O problema coloca-se quando nos questionamos pela razão desta desigualdade factual. O movimento feminista fala de uma sociedade patriarcal, uma sociedade em que o homem tem predominância apenas pelo género. As feministas, que tanto criticam o capitalismo e aqueles que têm o lucro como algo positivo, são as primeiras a falar das diferenças salariais. Pelos vistos, o dinheiro não é assim tão irrelevante quanto isso. O movimento feminista, que não podemos confundir com as mulheres, não defende a igualdade de oportunidades para os indivíduos de ambos os géneros, mas sim uma igualdade de resultados. Se antes, as pessoas viviam numa ditadura pela ordem, agora vivem numa obsessão pela igualdade. Colocaram essa obsessão à frente da liberdade individual, não permitindo que as mulheres sigam o seu caminho, mas impondo uma luta identitária contra os homens.

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