Da intolerância…

Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Uma mulher muçulmana tem o mesmo direito a usar véu islâmico que um cristão usar uma cruz ao pescoço. E ninguém tem o direito de se sentir ofendido pelo uso deste ou qualquer outro símbolo religioso. O mesmo princípio a qualquer outro símbolo, político, de clube ou qualquer outro. [Read more…]

José Diogo Quintela no seu melhor…

Ou seja, entre aqueles jovens da Associação de Estudantes está a fina flor dos nossos futuros operadores de call centers.

Todos têm o direito à palavra

Desculpa meu caro João, mas não posso de forma concordar contigo. Jaime Nogueira Pinto que nem sequer é um radical por aí além, tem inteira legitimidade para expressar as suas opiniões. Olha, ele até pensa e defendeu a tese num medíocre programa de televisão, que Salazar foi o maior português de sempre. Uma enorme quantidade de imbecis concordaram com ele e não satisfeitos com a eleição do ditador, ainda foram eleger o aspirante a ditador, Álvaro Cunhal, como o 2º maior português de sempre. O que também revelou uma monumental ignorância sobre uma história quase milenar. No entanto jamais me passaria pela cabeça, mandar calar Odete Santos. É que entre o Tarrafal e um qualquer gulag, venha o diabo e escolha. Posso até brincar como fiz há dias, quando referi que Bernardino Soares considerou em tempos a Coreia do Norte uma democracia. Mas jamais defendi que o PCP deveria ser proibido ou ilegalizado. [Read more…]

Devir

“Dos fundamentos da República (…) resulta com toda a evidência que o seu fim último não é dominar nem conter os homens pelo medo e submetê-los a um direito alheio; é, pelo contrário, libertar o indivíduo do medo a fim de que ele viva, tanto quanto possível, em segurança, isto é, a fim de que ele preserve o melhor possível, sem prejuízo para si ou para os outros, o seu direito natural a existir e a agir. O fim da República, repito, não é fazer passar os homens de seres racionais a bestas ou autómatos, é, pelo contrário, fazer com que a sua mente e o seu corpo exerçam em segurança as respectivas funções, que eles usem livremente da razão e que não se digladiem por ódio, cólera ou insídia, nem sejam intolerantes uns para com os outros. O verdadeiro fim da república é, de facto, a liberdade*”.

Bento Espinosa

*”A paixão que Espinosa coloca na origem última do Estado é, como faz Hobbes, o medo. Simplesmente, enquanto este considera que para afastar o medo recíproco que os homens têm uns dos outros é necessário que todos temam o Estado, o autor do TTP sustenta que a melhor forma de superar essa paixão é contrapor-lhe outra, a esperança, criando as condições para que todos possam, na medida do possível, ou melhor, do “compossível”, exercer em segurança a sua actividade. É a doutrina da Ética (IV parte, prop. 7): “uma paixão não pode ser reprimida ou contida a não ser mediante uma outra que lhe seja contrária e mais forte”. O verdadeiro fim do Estado não é, pois, como tantas vezes tem sido interpretado, fazer com que os homens usem da razão, mas sim que eles possam usar livremente da razão.”

Diogo Pires Aurélio

 

Evolução

Fui rocha, em tempo, e fui, no mundo antigo,
Tronco ou ramo na incógnita floresta…
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo…

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
Ou, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paul, glauco pascigo…

Hoje sou homem ‑ e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, na imensidade…
Interrogo o infinito e às vezes choro…

Mas, estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

Antero de Quental

[Read more…]

Jaime Nogueira Pinto falará em liberdade

Na Associação 25 de Abril. Obrigado ao Vasco Lourenço!

Assim vai o rectângulo…

Teodora Cardoso teve esta semana uma expressão infeliz, quando considerou milagre o défice de 2,1%. Em primeiro lugar porque milagres não existem e bastaria dizer o óbvio, mais uma vez existiram medidas extraordinárias sem qualquer redução estrutural da despesa. A senhora não é política, não lhe peçam grandes discursos ou tiradas retóricas, mas anda nisto há muitos anos para ver a competência posta em causa por ilusionistas políticos que dominam a arte da demagogia. Alguns dos que a criticam agora, aplaudiam-na quando ela na anterior legislatura também colocava o dedo na ferida, desagradando ao governo de então. É assim a independência, não tem que se agradar a ninguém, fazer jogo político, obedecendo a estratégias partidárias. [Read more…]

Liberdade

É o Orçamento do Estado português ter que ser aprovado por Bruxelas.

Ontem senti-me representado no Parlamento

jes

Luaty Beirão não é nem nunca quis ser uma vítima. Não foi apanhado desprevenido a cometer um crime. Luaty Beirão desafiou uma ditadura, jogou com a coragem para demonstrar ao mundo que Angola é uma ditadura brutal, cleptocrática, sem liberdade, corrupta e que goza da subserviência de quem beneficia da sua caraterística ideológica real: O dinheiro.

Isabel Moreira subiu ontem ao púlpito da Assembleia da República para, de forma clara e objectiva, chamar os bois pelos nomes. Perdão: os ditadores cleptocratas pelos nomes. Já era tempo de se constatar o óbvio, na casa da Democracia. Ontem senti-me verdadeiramente representado no Parlamento. Não é algo que aconteça muitas vezes. Um forte aplauso, senhora deputada!

Foto: Paulo Novais/Lusa@Esquerda.net

Fascismo alimentar

Não bastavam os exagerados impostos sobre o alcóol e tabaco, ávidos por taxar qualquer indústria pretendem agora os socialistas arrecadar mais impostos em nome do que consideram socialmente aceitável. Uma coisa é rotular, colocar informação ao consumidor, outra é procurarem que todos os indivíduos sejam iguais, como um rebanho ou manada… Sempre que o PS está no governo surge um qualquer disparate do género, ainda não esqueci o sal no pão…

 

Defender a Constituição…

…”mas a comissão entende que este abala o sigilo bancário e viola a Constituição.

O mal

image

Dortmund. Novos nazis manifestaram-se há dias, fazendo uso da liberdade que querem cercear.

Deve a liberdade permitir as raízes do mal? Eu acho que não. É um equilíbrio delicado definir onde começa a proibição. Mas estas acções dos novos nazis não estão nesse limbo.

Outra coisa que se deve frisar é que estamos perante actos da extrema-direita. Ora, quando a direita portuguesa fala de uma suposta extrema-esquerda, referindo-se ao PCP e ao BE, deve sublinhar-se que não há extremo algum que se possa usar como sendo igual à extrema-direita, mas do lado oposto. Esta manobra da direita, tão repetida em blogues, comunicação social e até usada por políticos da direita, é um golpe nojento de demagogia. Uma estratégia, essa sim, digna da extrema-direita.

Abril, 25

Mariana Figueiredo, 6 anos

img004

De como uma sátira política conduz à revisão do código penal por via de um contencioso diplomático

erdogan spiegelFoto: Capa “Der Spiegel”

Isto foi um verdadeiro policial e uma galhofa que entreteve o pessoal durante toda a semana. É que no meio de assuntos tão confrangedores como a questão dos refugiados, crises financeiras, paraísos fiscais e que tais, de repente temos um caso satírico no centro das atenções, um caso simplesmente ridículo elevado à categoria de caso diplomático, com potencial para

  1. provocar um agravamento da relação com a Turquia com a inerente problemática relativa aos refugiados
  2. provocar uma desavença entre os partidos da coligação no governo
  3. provocar uma actualização do código penal alemão.

Aqui vai a história completa: Primeiro foi uma música com letra dedicada às brutais tropelias de Erdogan, apresentada num programa de sátira política alemão, que motivou Erdogan a convocar o embaixador alemão em Ancara para exigir a extinção do vídeo. Uma semana mais tarde, o governo federal alemão rejeitou o protesto, declarando que a liberdade de imprensa e opinião “não é negociável”.  Parecia assim estar encerrada a contenda. [Read more…]

Activistas angolanos condenados. Luaty Beirão, cinco anos e seis meses de prisão

Vamos ler um livro em conjunto e discutir formas democráticas de apear ditadores?

Talvez seja melhor não, podemos ser condenados por associação de malfeitores (nós, pugnando por um pouco de decência, não eles – a clique das malfeitorias organizadas e programadas) e por actos preparatórios de rebelião.
Quem quiser compactuar com isto, pode, porque as acções ficam com quem as pratica, mas quem estiver do lado da justiça, da dignidade humana e do direito de participação, deve começar já a denunciar e reagir. [Read more…]

Felizmente tinha uma arma…

Uma boa razão em defesa posse de armas. Espero que a Justiça o absolva, afinal não se perdeu nada, excepto não ter atingido os restantes…

Ventos de Liberdade sopram na América latina…

Os Kirchner apeados do poder na Argentina, Maduro cada vez mais acossado no parlamento venezuelano após uma colossal derrota nas legislativas, agora é Morales que vê frustrada a tentativa de se perpetuar no poder…

Teoria económica vs ciência política

Apogeu da ética protestante

Imagem © Bruno Santos

Imagem © Bruno Santos

 

A segurança conquista-se quase sempre à custa da liberdade e da auto-determinação. Sem cedência de soberania, quando não estão garantidos os meios que assegurem a auto-suficiência – ou mesmo que estejam – qualquer povo, assim como qualquer indivíduo, está sujeito aos perigos com origem nas suas próprias fraquezas e nas forças dos predadores do mundo. A não ser que esteja disposto a assumir como lema de vida e como destino o “pão nosso de cada dia” e entregue a sua sorte à Vontade d’O que está no Céu, tanto o povo como o indivíduo terão de privar-se da autoridade sobre si próprios e encarar a Obediência como fim útil e último das suas vidas.

[Read more…]

Uma vitória que não pode ser negada

JA

O homem que revelou ao mundo uma pequena amostra das atrocidades militares de que o império norte-americano é capaz viu ontem a Organização das Nações Unidas confirmar que a sua prisão é arbitrária e ilegal, e que não só deve ser libertado como deverá também ser indemnizado pelas autoridades britânicas e suecas. O parecer da ONU chega um dia após Julian Assange afirmar ao mundo, a partir da varanda da embaixada do Equador no Reino Unido, que se entregaria às autoridades caso o parecer da ONU lhe fosse desfavorável. [Read more…]

Abstenção e responsabilidade

São insuportáveis os devaneios argumentativos de justificação da abstenção eleitoral. Tudo serve para responder a este mistério: a culpa é dos partidos, da meteorologia, dos astros, do karma. Tudo se invoca menos a responsabilidade – eu não disse culpa – e a deliberação dos próprios abstencionistas. Temos de deixar de vez este ângulo de análise que parece reduzir as pessoas, os cidadãos, a meros títeres de obscuras forças manipuladoras. Não se pense que ignoro a complexidade que envolve a formação das visões do mundo e idiossincrasias de cada um, bem como do papel dominante da ideologia. Mas o que nos resta de liberdade e autonomia individual tem de se erguer em nós e, chamado à decisão, tem de ser chamado à responsabilidade. Sob pena de questionarmos os próprios fundamentos e possibilidade da democracia, tenha ela a forma que tiver.

A abstenção é, pois, quer se queira quer não, um acto de escolha, por muito diversas que sejam as razões que a fundamentam, o grau de consciência que a informa, os efeitos vários que venha a ter. Mas não podemos omitir a responsabilidade, para que não se desvaneça a liberdade.

Nem sempre a ficção anda longe da realidade

O medo é o maior inimigo da Liberdade…

Há sempre alguém disposto a ceder…

Ne me quitte pas

FullSizeRender

Foi ao som de “Ne me quitte pas” de Jacques Brel que Bono Vox, ajoelhado,  fez a homenagem dos U2 a Paris e encerrou a iNNOCENCE Tour.

Ver Bono ajoelhado fez-me pensar na política francesa e europeia. Está quase a fazer um ano que regressei a Paris e voltei a ver/sentir o que já tinha visto e sentido poucos anos antes. Desconforto.

Desconforto de muitos franceses, portugueses, africanos ou asiáticos que se sentiam (e sentem) “abandonados” por um conjunto de políticas internas descuidadas que os atiram para os braços da Frente Nacional, uma espécie de “lado negro” da política francesa. E as últimas eleições em França (tanto as europeias como agora as regionais) são disso testemunha.

[Read more…]

O homem que mandou Deus passear

"Jonas e a baleia", ilustração no "Jami' al-tawarikh" (Pérsia, c. 1400)

“Jonas e a baleia”, ilustração no “Jami’ al-tawarikh” (Pérsia, c. 1400)

Jonas era um tipo ponderado, reflexivo, avesso a que lhe desordenassem os dias e ainda mais a receber ordens. Deus embirrou logo com ele. Ou não fosse Ele hábil a identificar os problemáticos, os que insistiam em pensar e duvidar e ver além. Jonas tinha de ser domado. E por isso, estando o homem posto em sossego, Deus foi ter com ele e mandou-o ir a Nínive, a cidade assíria do culto a Ishtar, deusa da fertilidade, do amor e do sexo. Vai lá e avisa-os de que o fim está próximo, diz-lhes que destruirei a cidade e todos os seus habitantes, ordena.

Jonas, que esperava a divina visita e adivinhava o desfecho de tal incumbência, correu para o porto mais próximo e apanhou o primeiro barco que saía, que por acaso ia para Társis, mas, sobretudo, não ia para Nínive. [Read more…]

O mais importante dos valores…

Queremos ser escravos ou homens e mulheres livres?

Liberdade

Tenho ouvido por aí que o impasse político em Portugal está a afastar os investidores. Leigo que sou, perante notícias tão alarmistas que anunciam o apocalipse económico, tenho sérias dificuldades em perceber em que consiste tudo isto. Até porque o que nos é dito em TV’s e jornais é tão vago que só uma mão cheia de doutos iluminados parece perceber. Serão investidores que se preparavam para investir em Portugal e que, perante a possibilidade de um governo de esquerda, mudaram de ideias? E se mudaram, o que os fez mudar? Será a perspectiva de que um governo desalinhado com o liberalismo da precariedade poderá acrescentar umas migalhas aos custos de tão lucrativos negócios? Mas se eles continuam a ser lucrativos, porquê recuar? Por ganância? Fanatismo ideológico? Será apenas pressão para condicionar o normal curso da democracia em benefício das elites do costume? Chantagem? Talvez seja tudo junto. [Read more…]

#LiberdadeJá – Vigília de apoio aos activistas politicos angolanos

“Senhor Presidente: Se tiver ainda um momento de reflexão possível recorde-se dos seus tempos de jovem quando a revolução do seu país lhe ocupava a sua força, a sua inteligência e todas as suas capacidades. O tempo em que provavelmente era feliz.”

Não resisto a juntar às minhas fotos a carta escrita por Alípio de Freitas, dirigida ao presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e lida no dia da vigília pela filha, Luanda Cozetti.

“Senhor Presidente:

Ao mandar prender Luaty Beirão e os 14 ativistas, que estão até agora encarcerados sem culpa formada, não devia saber que um homem se quiser pode resistir e sobreviver vitoriosamente a qualquer forma de opressão.

Não devia saber porque se esqueceu. Esqueceu que já foi jovem, que já lutou por ideais. Ideais de liberdade de democracia e bem-estar social. Esqueceu tudo porque infelizmente o seu país é o exemplo contrário de tudo isto. É uma ditadura cruel, um valhacouto de ladrões, uma associação de interesses mesquinhos, melhor dizendo, um país sem povo. Quem lho afirma é alguém que durante dez anos esteve preso, sobreviveu às greves de fome e à tortura. Esta é a afirmação de um homem que esteve disposto a morrer por aquilo em que acreditava. E digo-lhe que um homem pode ser triturado pela máquina do terror que a sua condição de homem sobrevive, pois todo o homem pode manter-se vivo enquanto resistir.

A luta dos jovens angolanos é um libelo contra a opressão como forma de vida política, contra o silêncio das mordaças, contra todos os processos de aviltamento dos seres humanos, contra a corrupção ideológica. A luta dos jovens angolanos é a constatação de como o arbítrio avilta os indivíduos e as instituições, corrompendo-os pelo abuso do poder, pela falsa certeza da impunidade, pela imposição imoral de uma vontade sem limites, pelo silêncio indigno, pela conivência criminosa, pela omissão filha do medo, em que o silêncio do terror tem que ser aceito como paz social.

Se me atrevo a dizer-lhe tudo isto é porque Angola fez parte do meu ideário político e das minhas preocupações revolucionárias e muitos revolucionários angolanos foram meus amigos. Quando parti de Portugal para o Brasil devia ter partido para Angola, mas já nesse tempo as condições da minha ida não foram possíveis, devido às minhas ligações com a resistência angolana. No Brasil, colaborei com a resistência angolana e fui seguindo os seus passos como pude a té porque eu já estava umbilicalmente ligado à resistência brasileira. Mesmo assim, à minha única filha, coloquei o nome de Luanda.

Senhor Presidente, é tempo de não se deixar enredar por intrigas palacianas, por intrigantes gananciosos, por saqueadores de todo o tipo. Quando esse saque acabar o único responsável será o senhor. Se tiver ainda um momento de reflexão possível recorde-se dos seus tempos de jovem quando a revolução do seu país lhe ocupava a sua força, a sua inteligência e todas as suas capacidades. O tempo em que provavelmente era feliz.

Como sabe, o poder tanto pode chegar aos que dele abusarão como àqueles que o usarão com legitimidade a favor dos seus povos. Mas só os poderosos podem ser magnânimos, cometer actos que aos outros mortais não são possíveis Tem agora tempo de ser magnânimo: retire os presos da prisão, ouça-os e depois peça-lhes desculpa. Eles merecem.” 

Lisboa, 18 de Outubro de 2015 

Alípio de Freitas

Este slideshow necessita de JavaScript.

A Trofa, os jornalistas e a imprensa regional

Foi ontem, numa terra onde eu nunca tinha estado, que senti o quanto valeu a pena. Decorria em Vila Nova de Famalicão  o [primeiro] Encontro de Imprensa Regional e lá fui, à procura dos pares, saber como páram as modas a norte – onde os jornais são mais antigos, são muitos e ainda empregam muita gente. Tinham passado apenas umas horas desde que o Sindicato dos Jornalistas emitiu um comunicado a propósito do (inenarrável, mas real) caso da apresentação pública na Trofa, a semana passada, de que tive conhecimento por aqui mesmo, num post do João Mendes. [Read more…]

É oficial: José Sócrates está em liberdade

e sujeito apenas a termo de identidade e residência e impedimento de sair do país. Pobre António Costa, logo agora que estava a ganhar algum protagonismo!

Armando Vara compra liberdade por 300 mil rob…euros

Vara

O que revolta mais nem é tanto a alteração da medida de coacção. Esse é um problema da nossa justiça, uma espécie de anedota nacional que permite que um pescador de 79 anos seja detido por causa de uma caixa de sardinhas enquanto outros, hábeis com peixes mais graúdos, continuem a passar entre os pingos da chuva. O que revolta mesmo é a possibilidade que um cidadão tem de comprar a sua liberdade. Armando Vara, implicado na Operação Marquês, no processo Face Oculta e indiciado por corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal, comprou hoje a sua pela módica quantia de 300 mil robalos euros.

Foto: Ana Baião@Expresso
%d bloggers like this: