Já depois das 13h00 de ontem, hora de encerramento compulsivo da actividade, os estabelecimentos comerciais visados pelo despacho da CML foram informados pela PSP que poderiam continuar em funcionamento até às 16h00.
A comunicação chegou tarde e a más-horas, apesar do incumprimento estar a ser generalizado, os restaurantes continuavam abertos, mas várias reservas haviam sido canceladas e muitos clientes escolheram outros locais para almoçarem.
Este episódio mostrou uma liderança fraca, errática da autarquia lisboeta, navegando ao sabor do coro de protestos que ecoou no país. O executivo de Carlos Moedas nunca teve um plano de segurança, nem se articulou com a Junta de Freguesia e muito menos ouviu os comerciantes, que seriam os primeiros interessados na segurança dos seus espaços, que obviamente não queriam vandalizados.
Episódio lamentável e desnecessário da inteira responsabilidade da CML.






Só lá está porque alguém votou nele.
Um adepto perde um olho com uma bala de borracha, outros são agredidos… pergunta o liberal, e os restaurantes do país onde não vivo, pá?
Mas o pior…
Foi terem privado, por cancelamento de reservas, o jantar anual dos ex-trabalhadores da Autoeuropa que perderam o emprego porque os alemães não acharam piada nenhuma a um dia de greve completamente selvagem para a qual foram levados por sindicaleiros comunistoides instruídos durante um estágio em roupa opcional na Colónia de Férias da CGTP no Meco.
Há até uma canção que o povinho, lá na minha terrinha, canta a este propósito:
“Trabalhavam em Palmela,
E faziam os Tê-Roques.
Um dia fizeram greve,
E foram todos de frosques”.
Canta o povinho. Lá na minha terrinha.