Podemos escolher várias palavras e expressões para designar a morte de alguém. Podemos dizer que morreu, que foi para o outro mundo, que dorme o sono eterno, podemos dizer que nos deixou. Jane Goodall deixou-nos.
Quando morre alguém que deu exemplo de tanta generosidade e dedicação, que olhou para diferentes como semelhantes ou para semelhantes como iguais, ficamos abandonados à sorte de uma humanidade que continua a revelar-se animalesca, verificando-se, nos últimos tempos, uma revalorização do ódio, uma perseguição do outro, a obsessão da identidade nacional como desculpa para a agressão.
Jane Goodall deixou-nos sozinhos diante de uma multidão que vive maravilhada com símios que descobriram que mostrar constantemente os caninos dá votos.







Jane Goodall foi uma antropóloga, primatóloga, a maior especialista em símios da actualidade.
Pena é que não tenha vindo a Portugal por uns tempos, estudar como antropóloga, alguns símios que por aqui andam.
«uma humanidade que continua a revelar-se animalesca»
Haveria de revelar-se vegetal… e ser comida por chicos-espertos.
Não é tão simplesmente como mostrar constantemente os caninos, é ter uma versão aceitável aos donos disto tudo (incluindo os meios de comunicação de todos os tipos) de porque é que a vida das pessoas e o que os rodeia está cada vez pior, enquanto os Costas e Montenegros por esse mundo fora só têm a dizer que estão melhor, ou que com mais do mesmo passa já o “pequeno” infortúnio. Os eleitores em boa parte vão-se convencendo a si próprios que isto e aquilo não é bem assim, e que vai correr bem; não vai, mas que vão ser levados ao colo é imparável.
A indústria ideológica precisa de ícones “irrefutáveis” .
Jane Goodall , cientista, gentil, amiga dos bichos é o arquétipo perfeito.
Gostava de saber se foi consciente ou inconscientemente que a Goodall cientista, foi transformada num ícone do animalismo.
O problema aqui não é a defesa da vida animal em si, mas a inversão completa da hierarquia ontológica: o animal ascende a sujeito digno de todos os direitos, e o homem é convertido num intruso.
A esquerda rejubila…enfim , zero pessoas surpreendidas !
Joana Quelhas
Pois Vosselência, ó Qwelllasss…
É pobre e mal agradecida! Então ascendeu a sujeita política digna de todos os direitos e ainda se queixa??? Morde a mão de quem lhe deu de comer, obrigando os contribuintes a pagar os curativos e as vacinas contra a raiva???
Francamente!
“animal ascende a sujeito digno de todos os direitos”
Onde? Nos armazéns empacotados uns com os outros, ou nas máquinas de esmagar pintos?
“e o homem é convertido num intruso”
Depende da cor da pele e do tamanho da carteira.
Não se preocupem, Joaninha e Menos. Vocês são animais de pleno direito. Selvagens mas ficam lixados porque nem toda a gente segue a vossa manada de ódio e muito menos tem medo de vocês.
E nem toda a gente se vai deixar comer pelos chicos espertos da extrema direita.
Pensei que iria haver alguns de vocês a ir esperar e insultar os activistas libertados pelos animais sionistas de que vocês tanto gostam.
Enganei me. Vocês só saem dos covis quando sabem que estão em maioria. Grande maioria. Nem o vosso lider lá apareceu rodeado dos seus gorilas.
E isso que vos lixa.
Vão ver se o mar da um grande cardume de animais, nomeadamente tubarões brancos cheios de larica.
A esquerda radical está em declínio – um facto hoje tão evidente como incontestável.
A versão pós-moderna da esquerda, que prosperou à sombra de “causas” fabricadas, encontra-se moribunda.
Em desespero, tenta agora salvar-se agarrando-se às mesmas causas que usou para enganar o mundo.
É um espectáculo melancólico, sim — mas um fim justo e merecido.
Joana Quelhas
Ora pois! Vosselência tem toda a razão, ó Qwelllhhhhasss!
Está particamente findo o 1257º fim da esquerda radical da História!
E a malta ainda pensa que vai haver um 1258º! É p’ra rir, Ah!, Ah!, Ah!
E, mesmo que haja, é uma questão de tempo até Vosselência voltar a ter toda a razão outra vez!
E quanto mais a direita cultista domina e controla, ignorando qualquer valor que não seja o que lhes cai no bolso, melhor corre.
É um espectáculo merecido às europas e américas, lá isso é.
Ainda tens guelras para sair da fossa em que habitas?
A cambada idiota que faz cruzeiros no mediterrâneo para aparecer nas televisões que te leve em missão humanitária ao Sudão.
Pois…
Vosselência está assim tão nervozinho? Tão raivozinho?
Emtão a malta da flotilha acertou! Na mouche!
Pago-te 100€ para ires tu no divertido cruzeiro. Mas, sim, é mais uma guerra por procuração do império que acaba no mesmo, e muitas vezes com apoio dos colonos do médio oriente.