Podemos escolher várias palavras e expressões para designar a morte de alguém. Podemos dizer que morreu, que foi para o outro mundo, que dorme o sono eterno, podemos dizer que nos deixou. Jane Goodall deixou-nos.
Quando morre alguém que deu exemplo de tanta generosidade e dedicação, que olhou para diferentes como semelhantes ou para semelhantes como iguais, ficamos abandonados à sorte de uma humanidade que continua a revelar-se animalesca, verificando-se, nos últimos tempos, uma revalorização do ódio, uma perseguição do outro, a obsessão da identidade nacional como desculpa para a agressão.
Jane Goodall deixou-nos sozinhos diante de uma multidão que vive maravilhada com símios que descobriram que mostrar constantemente os caninos dá votos.




António Tânger Correia, outrora diplomata do sistema, hoje dirigente nacional do CH, foi à convenção dizer aos jotas do seu partido que gostava de os ver “a lutar na rua à cacetada com o MRPP e o PCP”.















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