
Foto: CNN
O Ministério Público abriu, nos últimos anos, vários inquéritos a mortes relacionadas com falhas estruturais do INEM. Uma morte que fosse serviria para nos colocar em estado de alerta.
Afinal, quando falha o nosso serviço de emergência médica nacional, o que nos resta como sociedade? Não estamos todos dentro dessas falhas? Ou continuamos, ingenuamente, a ver o Estado como uma entidade quase onírica, muito longe da nossa acção diária, cívica e política?
O INEM tem sido casa de várias situações que nos deviam envergonhar, porque representam uma disfuncionalidade que diz respeito a todos nós. Bombeiros a exigir ao Estado e ao INEM o pagamento de dívidas relacionadas com acções de socorro – ou seja, bombeiros a financiar o próprio Estado; profissionais do INEM que se queixam da falta de atractividade das carreiras, dos baixos salários e da ausência de reconhecimento. Ainda este ano o Ministério das Finanças autorizou a ultrapassagem das horas extraordinárias previstas por lei, para evitar o colapso. E é esta multiplicidade de casos que nos demonstra uma falência do sistema: a sobrecarga de pessoas levadas ao limite para compensar aquilo que o Estado não assegura.
É factual que o orçamento da saúde, em sede de Orçamento de Estado, tem crescido. E isto tem sido usado como argumento em forma de soundbite para atacar o SNS enquanto estrutura pública de suporte aos cidadãos. Mas mais dinheiro não significa necessariamente melhor serviço. É possível, aliás, existir um aumento de orçamento simultâneo com um desinvestimento funcional, quando a valorização das carreiras dos profissionais de saúde não é equiparada à sua importância na sociedade. E tudo isto com um objectivo muito claro: o ataque posterior a um SNS em falência, que abre a porta ao sector privado como salvador óbvio do sistema.
Vem tudo isto a propósito da revolução que o Governo quer operar no INEM, com as ambulâncias de socorro a serem geridas pelo sector privado, segundo parecer da comissão técnica independente. Enquanto mais desenvolvimentos não existem, subsistem algumas questões às quais ainda não temos respostas: quanto custará esta decisão aos cofres do Estado, sendo que a rubrica “aquisição de bens e serviços” do orçamento da saúde representa, há vários anos, cerca de 50% do bolo total? Os privados que ficarão a gerir as ambulâncias vão garantir uma cobertura nacional? Se decidirem não cobrir determinadas zonas, por “questões de rentabilidade”, o Estado vai assegurar essas zonas, pagando em dois lados?
Já não estou em idade política de negar, por princípio, a existência do sector privado na saúde. Mas estou convencido de que essa existência deve estar subjugada a uma lógica de escolha livre dos cidadãos. E a escolha só será livre com a existência de um serviço público de excelência, que valorize profissionais, carreiras e meios, e não com a sobrecarga permanente e a normalização da exaustão.
E se tudo isto parece demasiado longe do nosso dia-a-dia (enquanto não precisamos de chamar o INEM), vale a pena fazer um exercício simples: o que diríamos nós se tivéssemos de lidar com o stress que lidam estes profissionais e nos víssemos obrigados a trabalhar sistematicamente para além dos limites legais porque não há contratações suficientes? O que sentiríamos se o nosso novo chefe (aqui o novo presidente do INEM) decidisse excluir quem não concordar com as mudanças no sistema? A democracia não é apenas um sistema político; é uma forma de estar na vida e no trabalho.
Engane-se quem pensa que este texto e este problema são sobre o INEM. São, na verdade, sobre o país em que queremos viver.







Não faltam militantes do ‘dado e arregaçado…e A HORAS!
Na saúde o caso é ainda mais dramático:
– Adoeçam na sua vez sem atrapalhar a vez do vizinho.
– Quanto a parir, eduquem os filhos desde cedo a saberem quando devem pôr a cabeça de fora.
E sempre, sempre , equipas de transporte e assistência disponíveis! … públicas e de borla, naturalmente.
Ora bem, tenham o mérito de não adoecer e nascer ao fim de semana para a mãe não ir para a rua.
Pois claro!
E que saudades da era salazaresca, em que essas coisas de saúde e partos eram problemas domésticos.
E quem saía de casa, era por sua conta e risco! Um vizinho meu resolvei ir ter um filho ao Hospital da Misericórdia mas mandaram-no de volta porque as freiras que assistiam aos partos estavam todas para Fátima. A criança acabou por nascer no carro de praça e o condutor ficou tão assustado que se enfaixou numa daquelas árvores com faixas caiadas a branco.
Foi bem feito!
Os salários no INEM não são baixos, andam entre os 900€ e os 1500€, quem não estiver satisfeito com aquilo que os Portugueses lhe podem pagar, mude de profissão.
A maioria dos funcionários do INEM de cima para baixo não têm perfil para a profissão, se forem submetidos a testes psico-técnicos chumbam e o perfil profissional dessa gente é outro.
Para o INEM só se entra por cunha/tráfico de influências e os concursos são ilegais, exigem o 12 º ano aos candidatos para o posto de socorrista ou telefonista quando em Portugal a escolaridade obrigatória é definida por Lei pela data de nascimento, isto faz com que não existam candidatos e atrai os mais medíocres, aqueles com 12º ano, licenciatura, mestrado, ou doutoramento.
Antigamente nos concursos de recrutamento o INEM cumpria a Lei da escolaridade obrigatória de acordo com a data nascimento, agora não, mas não é só lá, em quase todos os concursos para postos de trabalho na base e no meio da cadeia hierárquica o Estado não está a cumprir essa Lei, não faz testes psico-técnicos e exigem ilegalmente o 12º ano.
O INEM funcionava correctamente, mas desde 2012 com o governo liberal/maçónico do dr. Pedro Coelho e os que lhe seguiram passou a funcionar mal intencionalmente, sendo uma entidade que está a ser sabotada tanto por dentro como por fora para a destruir ou colocá-la ao serviço e a render em benefício de empresas/negócios/esquemas privados.
Por último, é preciso obrigar os funcionários do INEM desde o topo até à base da cadeia hierárquica a declarar de colaboraram/pertenceram ou se colaboram/pertencem à maçonaria ou a outras sociedades secretas (jesuítas, opus dei, etc.) depois de identificados terão de sair, os sindicatos, associações, ou qualquer actividade sindical proibidos, realizar testes psico-técnicos a todos os funcionários para saber se têm perfil para serem funcionários do Estado e exercer as respectivas especialidades, e os despedimentos implementados.
Independentemente da alucinação, há algo no qual os cultos de direita concordam: a solução é sempre despedir, manter o resto remediado, e destruir a capacidade do estado, a bem de uma qualquer pureza da nação que mantenha a hierarquia mitológica.
E baixar impostos. Não se esqueça do baixar impostos, sobretudo sobre rendimentos altos e de capital, que resolve qualquer problema estrutural.
olha eles a prepararem-se para criar mais uma sangue suga a aspirar dinheiro dos impostos.