A Câmara de Gaia e a Maçonaria

Uma longa história que, certamente, valerá a pena revisitar um dia. Com calma.

Arderam as Naus

Pinhal de Leiria. Imagem: Adriano Miranda / Público

 

        Sexto

D. DINIS

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.

 

Fernando Pessoa
Mensagem

Hecatombe?

O PSD, concorrendo sozinho ou coligado, teve nas eleições autárquicas de 2017 mais 1412 votos do que em 2013.

A batota autárquica dos “fake likes”

Coisas curiosas vão ocorrendo nas redes sociais, uma vez que se transformaram num dos principais veículos de propaganda política e eleitoral. O número de “Gostos” é um sinal aparente de popularidade e adesão, servindo para fazer passar uma ideia de notoriedade que, por vezes, não corresponde integralmente à realidade. Aquilo que de facto se verifica é uma gigantesca operação de falsificação de “gostos”, com candidatos autárquicos a recolhê-los em lugares tão distantes como o Sri Lanka, o Paquistão, os Estados Unidos ou a Índia. A compra de “likes” do Feicebuque é um modo de fazer batota e de induzir em erro os eleitores que se deparam com um grau de popularidade dos candidatos sem qualquer correspondência na realidade. Mas a verdade é que por meros 15 dólares é possível comprar 1000 likes de pessoas que nem sequer existem.

A título de exemplo, atente-se na página da recandidatura do actual presidente da Câmara de Gaia, analisada pelo “Facebook Like Checker”, uma aplicação citada hoje pela SIC Notícias e pelo  jornal Expresso, e usada numa interessante reportagem daquele canal de televisão.

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Escolas Waldorf

Barça

Comunicado do FC Barcelona

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Quando é o próximo comboio para o Gulag?

“Quem se abstém sem uma razão de força maior é um mau cidadão.”
Daniel Oliveira, jornalista e opinion maker (Jornal Expresso, 18 de Setembro de 2017)

E quem não põe o vidro no vidrão.
E quem não faz tatuagens. E quem compra manuais escolares da Porto Editora. E quem gosta de ler o Camões, principalmente a parte da Ilha dos Amores. E quem canta o Hino Nacional de pé . E quem não tem cão. E quem caça com gato e vai a touradas. E quem ainda ouve discos da Amália. E quem não telefona para a linha de Pedrógão. E quem não vê o Eixo do Mal. E quem não compra o Expresso. E quem não tem os dentes todos. E quem não come sushi. E quem enfia o guardanapo no colarinho da camisa. E quem não canta a Grândola no banho. E quem não toma banho. E quem ainda tem Bilhete de Identidade. E quem manda piropos na rua. E quem não usa medalhas e talismãs budistas ao peito, num fio de pele de vaca morta.

E mais: quem come pica no chão é um mau cidadão.
Quando é o próximo comboio para o Gulag?