Hong Kong

Que grande aula de Civilização está a ser dada em Hong Kong.

Apologia do Voluntariado

O voluntariado, assim como o serviço pro bono, destina-se, geralmente, a prestar ajuda aos necessitados ou a causas frágeis que sem esse auxílio encontrariam inultrapassáveis dificuldades de sobrevivência. É o caso de uma grande parte das “startups” da Web Summit, as quais nascem quase todas de cesariana e com malformações congénitas e desaparecem ao fim de alguns meses em funerais invisíveis.
Por artes misteriosas de metempsicose e transmigração aparecem na Web Summit seguinte com nova “app” andróide revolucionária, daquelas que provam que a água é molhada ou fazem disparar um alarme no smartphone a avisar que é hora de cortar as unhas ou passear o cão.
Acometidas de fatal sucesso, tombam outra vez mortas.
O ciclo, ou melhor dito, o Circo, repete-se em rotina algorítmica. O Estado apõe a sua chancela em camisolas de 800 euros que um “bate-punho” internacional manda urdir no Vietname. Chamam-lhe “futuro”, mas não é.
O futuro pertence ao Deus parido na calçada e salvo do contentor do lixo por um empreendedor de rua que lá tentava matar a fome.

Tolentino será Papa

Pedro Bingre do Amaral fez ontem um esforço tremendo, nas declarações que proferiu pelo Canal 2, para evitar dar razão póstuma e apócrifa a Angela Merkel, Passos Coelho e Vítor Gaspar. E, já agora, a António Costa.
É verdade que usou o termo “frugalidade” em vez de “austeridade”, precisão linguística com que procurou contornar o determinismo escatológico e judaico-cristão da Goldman Sachs, inflectindo para uma epistemologia neo-budista, com crescente aceitação, aliás, entre os filhos da encriptação dos dados com que Deus, segundo dizem, nunca jogou.

Concluiu, sem surpresa ou desilusão, que os pobres devem manter-se assim, pobres. E que o seu número deve diminuir por via do controlo vital, ou seja, esperando que os que existem morram e impedindo que, antes disso, se reproduzam. Nem que para tal seja forçoso vaciná-los contra o bicho mau.

Não é certo que não tenha razão.
Não se percebe, aliás, nada disto.

Entretanto a vida, essa brutalidade carbónica, emergiu em Lisboa de um caixote do lixo pelas mãos, precisamente, de um frugal.
Tolentino será Papa.

O Concílio

A Web Summit é um acontecimento relevante sob vários pontos de vista. Para Portugal é-o duplamente, uma vez que é aqui que se realiza, sendo que esse facto é visto e tido como uma vantagem pela generalidade dos agentes do poder.

Em nada isto contraria o facto de se tratar de uma assembleia evangélica, similar, em todos os aspectos fundamentais, a uma cerimónia de culto religioso, promovida e levada à prática segundo códigos, símbolos, discursos, encenações e rituais em tudo semelhantes aos que as maiores igrejas utilizam nas suas próprias celebrações e estratégias de evangelização.

Não sendo isto, à partida, bom nem mau, é assim. Tudo na Web Summit está de acordo com os princípios reguladores de uma cerimónia extática, hipnótica e persuasiva, cujo propósito é unir em torno de uma verdade sacra e de uma vontade de transcendência, a enorme massa de almas hoje rendidas ao esplendor universal da máquina.

Repete-se: isto não é, à partida, nem bom, nem mau. Há quem ache que é bom e há quem ache que é mau. O que é mau, por ser injusto, é negar à Web Summit o seu lugar de direito na História da Magia e na Antropologia das Religiões. Porque esse é um truque que os “tecno-laicos” utilizam recorrentemente para ocultar o seu monoteísmo visceral, a sua religiosidade fanática e a sua intolerância irredutível.

Joaquina Moreira

A senhora deputada do Livre, pela coragem demonstrada, conquistou o direito de proferir o discurso do 10 de Junho, Dia de Portugal.

Super Rosa

Rosa Mota no Olimpo.

A Super Bock, que é uma grande Marca, decidiu que seria boa política de marketing entrar em guerra com outra grande Marca, Rosa Mota.

Alguém na Super Bock se terá esquecido que Rosa Mota é uma Marca-Cicatriz, ou seja, penetrou um tecido que pertence ao património imaterial e ao inconsciente colectivo de um grupo muito grande de pessoas, pelos feitos heróicos que realizou. A Super Bock só atinge esse nível do inconsciente colectivo quando manda caloiros em coma alcoólico para o hospital. Convenhamos que é um pouco diferente.

Assim sendo, e para que todos vejam defendidos os seus interesses legítimos, ainda que nenhum desses interesses seja mais legítimo do que o daqueles que se libertaram da lei da morte – pois representam o interesse de todos – proponho que o Palácio de Cristal se passe a designar Arena Super Rosa.

Açores

Carlos César poderia ter chegado a Presidente da República, se além da inteligência conhecesse a virtude.

Gaia, a silenciosa hecatombe do PS

Gaia: Variação dos resultados eleitorais entre as Autárquicas de 2017 e as Legislativas de 2019.

Vila Nova de Gaia: das Autárquicas de 2017 para as Legislativas de 2019, o PS perdeu em Gaia cerca de 35% dos votos. Passou de 85.118 para 57.891. Acresce que em 2019 houve quase mais 20.000 votantes que em 2017.

O Parecer

Será que o Partido Socialista tem como fito distorcer os princípios que regem o funcionamento e a independência do poder judicial, sob inspiração do modelo que o próprio partido tem instituído nas suas comissões distritais de jurisdição, as quais, na generalidade, são uma afronta vergonhosa ao ideário democrático e ao Estado de Direito?

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O PS e o poder

O maior desafio que o poder coloca a um homem não é o de conquistá-lo, mas de dominá-lo quando o conquista. Para possuir poder basta, por vezes, deixar que ele se encaminhe até nós. O problema surge quando é necessário exercer domínio sobre o poder que o poder exerce sobre quem o possui. É aqui que se distinguem os verdadeiros homens de poder.

O PS não tem homens capazes de exercer o poder, uma vez que demonstrou não ter homens capazes de dominar o poder que possuem.
Todo o militante ou simpatizante do Partido Socialista deve levar isto em conta nas próximas eleições. Assim como deve levar em conta que acima da lealdade que deve ao seu partido está o respeito pelos valores que emanam da sua Declaração de Princípios. E que acima de tudo isto está Portugal.

Bruno Santos
Militante 149536 do Partido Socialista

Albino Pinto de Almeida

Albino Pinto de Almeida, Presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia.

O homem – se assim lhe podemos chamar – da fotografia junta, chama-se Albino Pinto de Almeida e é o presidente socialista da Assembleia Municipal de Vila Nova de Gaia. Parece que, recentemente, foi empossado num outro cargo, numa tal de Associação Nacional das Assembleias Municipais, de cuja direcção, consta, é também presidente.

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João Paulo Correia

 

João Paulo Correia

João Paulo Correia foi na última legislatura vice-presidente da bancada parlamentar do PS e coordenador da Comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Na sua declaração de interesses, disponível no sítio do Parlamento, João Paulo Correia apresenta-se como “Gestor”, declarando possuir uma licenciatura em Organização e Gestão de Empresas. Segundo essa mesma declaração de interesses, o deputado João Paulo Correia trabalhou durante dois anos como gerente de uma sociedade chamada “Sempre à Espreita”, da qual foi sócio-gerente entre 2005 e 2007, sociedade essa que se dedicava à cobrança de créditos. À parte esta curta experiência profissional tida há mais de uma década, João Paulo Correia nunca mais exerceu qualquer actividade profissional, tendo ocupado apenas cargos políticos e sociais.

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Vamos cair todos

Uns, mortos. Outros, de quatro. Os que caírem de quatro terão morte eterna.

Lenocínio ideológico

Quando um alto dirigente partidário afirma que as “maiorias podem ser feitas com todos os partidos” não falta à verdade. Porque é verdade que as maiorias podem ser feitas com todos os partidos. Aliás, essa é uma conveniência aritmética que não se aplica apenas à política e ao governo do Estado, mas a qualquer situação em que se verifique a necessidade de, a qualquer preço, atingir um determinado objectivo. É o velho princípio segundo o qual os fins justificam os meios. Mais antigo que Maquiavel. Mais antigo que Platão. Mais antigo que a mais antiga profissão do mundo. No caso vertente, a afirmação afigura-se como uma declaração de princípios segundo a qual esses mesmos princípios são susceptíveis de leilão, vendendo-se, portanto, à melhor e mais adequada oferta. Faz sentido.
Há ainda, como é evidente, uma certa vitalidade nisso. Uma verdade. E até, por estranho que pareça, uma Ética – aquela que nos trouxe até aqui, a este paraíso apocalíptico.

Ser o eixo, contudo, ser o ponto imóvel que faz movimentar todo o Universo, não é o mesmo que ser uma roda livre que fugiu da carroça, em movimento acelerado e caótico rumo a lugar nenhum.

O Estado de Direito e o Homem Jurídico

Tive oportunidade de assistir, via internet, a uma boa parte da audição do Dr. Vítor Constâncio na AR. Enquanto o ouvia, lia um interessante livro da Livraria Figueirinhas – Porto, editado em 1945, escrito por José Marinho sobre Leonardo Coimbra. Dizia Leonardo Coimbra que o Cidadão é o “homem jurídico”, uma manifestação truncada, incompleta, inferior, do Espírito que anima o Ser do Homem.
Há dias escrevia aqui sobre isso, a propósito do Cidadão e do Estado de Direito, sem saber que Leonardo Coimbra tinha resolvido a equação com esta simplicidade.
Mas estamos tão longe desta Filosofia. Ou estaremos perto?

A palavra e o Estado de Direito

Aquilo que transforma o habitante da cidade num Cidadão não é a Geografia, mas o Direito. Cidade e Cidadão são institutos jurídicos através dos quais se materializa a Cidadania e, assim, os pilares fundamentais do Estado de Direito Democrático. Não existe, obviamente, Cidadão sem Cidadania e esta apenas pode subsistir num contexto onde impere o primado da Lei, a independência dos poderes e a liberdade de escolha.

É o Estado de Direito Democrático, enquanto estrutura jurídico-administrativa, que confere ao Cidadão a prerrogativa de exercer e materializar a Cidadania. A maioria dos instrumentos constituintes dessa estrutura jurídico-administrativa não está, porém, ao alcance do Cidadão comum, por um conjunto de motivos, conhecidos ou desconhecidos, todos eles ilegítimos, que não importa aqui indagar. A Cidadania acaba por exercer-se, quando se exerce, com recurso a um repertório mínimo de instrumentos – é o Estado de Direito Democrático Mínimo. O mais universal, democrático e acessível desses instrumentos é a Palavra. É por isso que só em Estados Totalitários, que não são, portanto, compostos por Cidadãos, se limita, condiciona ou suprime, por acção ou omissão, o direito ao seu uso legítimo.

10 de Junho, um outro discurso

João Paulo Correia

É evidente que o discurso do 10 de Junho poderia ter sido outro, que não aquele que foi. Poderia ter subido ao palanque um “homem de esquerda”, daqueles extremamente anti-fascistas e solidários, com o coração cheio de amor ao próximo e a justiça social transpirando de cada palavra. Como o deputado João Paulo Correia, por exemplo. Um tribuno “socialista” à moda antiga, que consegue ser vice-presidente da sua bancada parlamentar, deputado municipal em Gaia, presidente de uma junta de freguesia que fica a trezentos quilómetros de Lisboa, presidente de um clube de futebol (até Julho do ano passado) e ainda ter tempo para umas comissões de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Imagino assim o solene e patriótico panegírico do senhor deputado:

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Não pagamos!

O Boris ameaça sair sem pagar. Rings a bell?

João Miguel Tavares

João Miguel tavares

“A falta de esperança e a desigualdade de oportunidades podem dar origem a uma geração de adultos desencantados, incapazes de acreditar num país meritocrático. Esta perda de esperança aparece depois travestida de lucidez e rapidamente se transforma numa forma de cinismo. Achamos que temos de ser pessimistas para sermos lúcidos, que temos de ser desesperançados para sermos realistas, que temos de ser eternamente desconfiados para não sermos comidos por parvos”.

Estaria a faltar à verdade se dissesse que não me surpreendeu o discurso de João Miguel Tavares nas comemorações do 10 de Junho de 2019, em Portalegre. Enquanto alguns partidos políticos aproveitaram a data de celebração colectiva para a associar a propaganda partidária nas redes sociais, perfeitamente dispensável e inadequada, Tavares proferiu uma alocução crua e serena, na qual nenhuma palavra foi desperdiçada. Sendo um discurso apenas um discurso, este foi certamente um dos melhores que a democracia produziu desde a sua fundação.

 

Discurso na íntegra.

Liga das Nações

Liga das Nações

© Rádio Renascença

Na primeira fila podem ver-se as figuras proeminentes que hoje assistiram, no Estádio do Dragão, à final da “Liga das Nações”, uma das mais importantes competições futebolísticas mundiais. O desafio opôs as selecções nacionais de Portugal, país pertencente à União Europeia e situado no extremo ocidental da Europa, e da Holanda, reino protestante antigo situado abaixo do nível das águas do mar e a duas horas de Paris, por estrada.

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A questão do escroto

Um político que cruza a perna no confronto, mostra medo. Um homem que exibe o seu medo não está à altura da Soberania. César, que tem coragem, deve ser candidato a Presidente da República contra Marcelo.

Deputados aprovam nova audição de Vítor Constâncio

O Dr. Vítor Constâncio tem direito à defesa do seu bom nome, pelo que já deveria ter sido constituído Arguido pelo Ministério Público.

A crise do Regime

Estará em crise um Regime no qual se admite que um presidente de Câmara exerça as suas funções em prisão domiciliária? Responda o senhor Presidente da República.

O Supremo Magistrado da Nação

Não pode ser um Tiririca com cátedra. Pede-se mais.

Política de balneário

Num debate parlamentar ocorrido há uns meses, o senhor Primeiro Ministro, quando respondia a uma interpelação do líder da bancada do PSD, achou por bem referir, no contexto do irrelevante assunto em apreço, que ambos eram adeptos do mesmo clube de futebol.
Há uns dias, foi a vez do senhor Secretário de Estado das Finanças ir à televisão filosofar em estilo coaching e auto-ajuda transcendental sobre a operação de estrada levada a cabo pela Autoridade Tributária, a PSP e a GNR, fenómeno para a explicação do qual recorreu a frases lapidares extraídas de um discurso histórico proferido por um treinador de futebol em dia de festa. Hoje foi a vez de um outro Secretário de Estado comentar a circunstância nefanda de um jogador de futebol ter sido assobiado à chegada a um local de estágio.
Uma vez que toda esta gente há-de ter olhos na cara, estando por isso ciente de que quando fala na condição de membro do Governo da República se dirige ao detentor da soberania e não a uma jaula de símios, não será absurdo lembrar que um país não é um balneário, um cidadão não é um sócio de bancada nem membro de claque, e que ter responsabilidades governativas não é o mesmo que gerir um circo.

Rui Rio

Rui Rio tem três problemas fundamentais, sendo que nenhum deles resulta de defeito seu particularmente grave. A saber:

  • É do Porto.
  • É conservador nos costumes.
  • Não voa, mas usa vassoura.

Nenhum destes problemas tem, aparentemente, solução favorável. Rui Rio não vai deixar de ser do Porto, cidade para a qual transferiu o centro simbólico do poder do seu partido. Também não vai deixar de ser conservador nos costumes, pois essa é uma marca fundamental da sua identidade política, muito embora esteja em total contra-ciclo com a dinâmica social vigente. Finalmente, não é expectável que desista a meio do processo de reconfiguração interna que iniciou, uma vez que foi precisamente para o executar que foi eleito presidente do PSD.

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O suplício de Assange

JULIAN ASSANGE

O Relator especial das Nações Unidas para a Tortura, Nils Melzer, afirmou que Julian Assange tem sido “deliberadamente exposto, por um período de vários anos, a formas de tratamento e punição progressivamente cruéis, desumanas e degradantes, cujos efeitos acumulados apenas podem ser descritos como “Tortura psicológica”.

A punição que Julian Assange tem sofrido ao longo de anos é uma forma grotesca de suplício e martírio. Esse suplício é o castigo, aplicado à margem de qualquer princípio do Estado de Direito, por ter ousado revelar a verdade. As Nações Unidas já deveriam ter intervindo a um outro nível da sua hierarquia.

É possível escrever a Julian Assange, que se encontra detido em Londres, enfrentando dificuldades e um sofrimento que poucos poderão sequer imaginar. É um Homem, de qualquer modo, com uma força e uma coragem verdadeiramente invulgares. O endereço é o seguinte:

Mr. Julian Assange
DOB 3/7/1971
HMP Belmarsh
Western Way
London SE28 OEB
UK

A Lista

Lóbi dos Estados Unidos da América na União Europeia.

Agora que os votos estão contados

O International Consortium of Investigative Journalists foi a organização responsável pela investigação internacional que tomou o nome de Panama Papers.

Esta organização de jornalistas foi financiada por algumas instituições internacionais, entre as quais se encontram a Ford Foundation, a Hollywood Foreign Press Association e a conhecida Open Society Foundation, criada pelo filantropo húngaro George Soros.

A Open Society Foundation tem intensa actividade na Europa, particularmente junto das instituições da União Europeia. Leva o seu trabalho muito a sério. A prova disso é que encomendou a uma grande consultora internacional – a Kumquat – um estudo intitulado “Mapping – Reliable allies in the European Parliament (2014-2019)” com o propósito de, segundo as suas próprias palavras, “fornecer à Open Society European Policy Institute e à rede da Open Society, informações sobre os “Membros do 8º Parlamento Europeu susceptíveis de apoiar os valores da Open Society durante a legislatura 2014-2019”.

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Os resultados eleitorais das eleições europeias realizadas em Portugal a 26 de Maio de 2019

Distribuição dos votos:

PS
1.102.796 votos – 11,8%

PSD
723.209 votos – 7,7%

BE
324.143 votos – 3,4%

CDU
227.556 votos – 2,4%

CDS
204.209 votos – 2,1%

PAN
167.506 votos – 1,7%

BRANCOS E NULOS
229.643 votos – 2,4%

ABSTENÇÃO
6.044.089 – 64,6%

O Partido Socialista venceu claramente estas eleições europeias. A soma dos votos Brancos e Nulos equivale à votação da CDU. O Bloco de Esquerda teve metade dos votos do PSD e foi o terceiro partido mais votado. A brutalidade da Abstenção está profusamente explicada por todos os especialistas, sendo que nenhuma dessas explicações é verdadeira. A legitimidade formal de um acto não corresponde necessariamente à sua legitimidade social. Existem diferentes formas de ilegitimidade. Os mandatos de poder que resultam destas eleições são uma delas.