Glória ao vencedor

O Povo que o tal Comendador alegadamente gozou está em festa no Marquês. A Comissão celebra com malte e um robusto no Bairro Alto. O Infante, na Ribeira, está sujo de vermelho.

As Comendas, os que vão comendo e os que comem tudo

Vai, pelos vistos, séria e profunda a reflexão na Assembleia sobre os “deveres e obrigações” dos titulares de graus honoríficos, matéria em que releva actualmente a alegada dislexia do Comendador patriarca do Budismo do Bombarral ao qual, imagine-se, se dirige agora um “processo disciplinar” que visa retirar-lhe a comenda e a grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique, este último às voltas no túmulo ante tanto escândalo institucional, tanta cruz, tanta comenda e tão pouco que comer.
Instrua-se, com a coerência que reste, igual e competente “processo disciplinar” aos que distribuem comendas, sempre às custas dos que são comidos, pelos que comem tudo e nada deixam a não ser esta República em feitio de comissão de garagem. Uma comissão de garagem que pensa poder disfarçar a sua falta de vergonha com tardios e artificiais “processos disciplinares” para retirar comendas a quem não apenas já comeu tudo, mas, acima de tudo, deu de comer a muitos dos falsos indignados de circunstância.

Aquele Chagall diz-me muito

De repente, a colecção de quadros do Comendador transformou-se numa espécie de Cova da Iria estética do republicano e indigente protectorado. É melhor ouvir um fado do Alfredo Marceneiro e comer dois bolinhos de bacalhau.

A Palestina na Eurovisão

Através de Conan Osíris.

A ideologia da decência

A decência – a mera decência – não é característica que exija santidade, que faça andar o paralítico ou o cego ver. A decência não é um milagre nem viaja até junto de nós num raio cósmico vindo de outros sistemas ou galáxias. A decência é um módico atributo da simples humanidade, um asseio que a separa das bestas, as quais, porém, manifestam amiúde graus de decência que uma boa parte dos homens não alcança.

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Eurovisão

Em face dos resultados obtidos pelo concorrente português à Eurovisão não se vislumbra outra saída que não seja a imediata demissão, com efeitos retroactivos à vitória do excelente cantor Salvador Sobral, de sua excelência o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Como diria Ary dos Santos, “Aristóteles, visita de casa da minha Avó, não acharia estranha esta forma de estar só”. O senhor ministro, lamentavelmente, falhou. Deve ter a dignidade de o reconhecer.

Kramer contra Kramer

É sem surpresa que se verifica a tentativa de fazer do Comendador Joe Berardo o “bode expiatório” da gigantesca rapina de que foi – e é – objecto o povo português.

Quem tenha assistido à audição do empresário na II Comissão de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, terá ficado a pensar que de um lado estavam os representantes da República e do Estado Português, e do outro lado um milionário habilidoso procurando iludir as suas responsabilidades. Mas não foi isso que sucedeu. Na verdade, de um lado estava o Estado a fazer perguntas e do outro estava também o Estado, representado pelo senhor Comendador Joe Berardo, a responder a essas perguntas de modo juridicamente adequado. Ou seja, estava o Estado a fingir que inquiria o Estado e este a fingir que respondia.

Não é fácil, convenhamos, descobrir um caminho virtuoso neste jogo de espelhos. Mas pior é continuar a permitir a grotesca impunidade daqueles que, em nome e representação do Estado e da República, são cúmplices da rapina e da destruição do património comum, rapina e destruição que servem depois como argumento falacioso para esmagar os direitos da população que é seu dever servir.

Bandas de garagem

O senhor Comendador Berardo parecia que estava numa barraca da queima das fitas, a servir “shots” de aguardente de arroz. Recitou o Sutra Diamante, mas ninguém percebeu. Ali ninguém percebe nada. Nem sequer foram ao Bombarral.

O maior.

GAIA, a fraude política das “contas no verde”

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Em meados do passado mês de Março houve polémica estridente por causa de uma informação da Comissão Nacional de Eleições sobre propaganda proibida em período pré-eleitoral. No centro dessa polémica, liderando as críticas à CNE, esteve a Câmara de Gaia, cujo presidente se queixou de uma alegada “lei da rolha” que o impedia de apresentar “as melhores contas” de sempre do Município. Dizia então o autarca que estava “a dias de apresentar as melhores contas de sempre da Câmara de Gaia. Vou ser impedido de apresentar as melhores contas porque a CNE não me deixa dizer “melhores contas”? A democracia não é prestação de contas? A CNE está a beneficiar quem prevarica”.

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Os homens de poder

Quis, certo dia, um homem de poder explicar-me sucintamente a sua visão sobre o mundo, a qual determinava tudo o que ele fazia. Disse-me assim:
– Eu gosto de ver o Porto ganhar aos 95 minutos de jogo, com um penálti inventado.

A confissão não pedia resposta. Era uma espécie de lição gratuita do presumido mestre em “petas e lérias” ao ingénuo aprendiz que se lhe apresentava em inferioridade.

Sou do Porto. Mas não sou do mesmo Porto daquele homem de poder. Sou do Porto que ele ajudou a matar. Do Porto que ganha porque é melhor. Do Porto que perde porque não soube mais.
Aquele homem de poder simboliza a derrota do que é mais valioso na humanidade. Simboliza a traição ao esforço de superação, à determinação inquebrantável dos que acreditam poder criar força das suas fraquezas, dos que enfrentam os obstáculos transmutando o medo em energia vital, dos que não se submetem ao destino que qualquer falso deus lhes quis impôr.

Aquele homem de poder é um símbolo da batota e da fraqueza. Na verdade, ele não é do Porto. Ele é de quem ganha.
Lembrei-me dele por causa desta história dos professores e do golpe palaciano urdido pelo primeiro-ministro.

Livro dos Fariseus

Disponível a partir de hoje em formato e-book, na Amazon, o Livro dos Fariseus, de Alburneo, foi escrito no ano 2000, o tal ano do qual o mundo não passaria. E não passou.

A outra crise

Há crises e crises.

Fila da sopa.
Porto, Praça do Município.
5 de Maio de 2019. 20h33.

A crise

Houve unanimidade entre os “comentadores” de direita, incluindo aqueles que falam pelo Presidente da República, em “dar a vitória” a António Costa e em tecer ao líder do PS os mais rasgados elogios nesta triste pantomina de fim de semana.

É curioso.

Entrevista imaginária ao Dr. Vítor Constâncio sobre a ameaça de demissão do Primeiro-Ministro

 

– Dr. Vítor Constâncio, quais os motivos que, na sua opinião, levaram o senhor Primeiro-Ministro a ameaçar demitir-se?
– Está em causa a credibilidade externa de Portugal e – isso é um facto – o Estado não tem dinheiro para satisfazer as reivindicações dos professores e as outras que, inevitavelmente, se seguiriam.
– Mas não tem dinheiro porquê?
– Bem, isso não me lembro.

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João Ferreira

João Ferreira, cabeça de lista do PCP às eleições europeias.

 

Quem tenha assistido ao último debate televisivo entre João Ferreira (PCP) e Paulo Rangel (PSD), não pode ter deixado de reparar na impressionante qualidade do candidato comunista. Totalmente imune às permanentes tentativas de sabotagem do seu discurso, João Ferreira deu mostras de uma invulgar clareza de pensamento e de uma extraordinária capacidade para o verbalizar. Com convicção e com grande honestidade. Portugal precisa de homens como João Ferreira.

Pela dignidade da Democracia e das instituições

O Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues, dirigente nacional do PS e autarca de Gaia.

Talvez comece a ser hora de a Faculdade de Letras da Universidade do Porto se pronunciar sobre isto, já que a direcção nacional do PS não o faz.

Notícia do jornal PÚBLICO:

“As queixas-crime contra o presidente da Câmara de Gaia apresentadas por autarcas, funcionários da autarquia e até por um ex-colaborador sucedem-se nos tribunais. Eduardo Vítor Rodrigues tem sido alvo de vários processos por crimes de difamação, injúria e ofensa à honra e consideração dos ofendidos, mas também há uma acção administrativa por “assédio moral”. Contactada pelo PÚBLICO, a Câmara de Gaia recusou-se a falar.

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Marcelo tem o Tao

“É mais importante a aposta da divulgação da língua e cultura portuguesa, a aposta no mandarim e no ensino nas escolas portuguesas e intercâmbio cultural – porque tem efeito em várias gerações – do que os muito importantes acordos em matéria económica”.

Artigo completo no Hoje Macau.

Os Filipes

Tiago Braga será o próximo presidente da Metro do Porto

Engenheiro Tiago Braga.

 

O próximo presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto – no caso de o seu nome ser aprovado pela CRESAP – será o ex-chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Tiago Braga, actualmente vogal do Conselho de Administração das Águas do Centro Litoral.
Tiago Braga é também presidente da Assembleia da União de Freguesias de Mafamude e Vilar do Paraíso (Gaia), cujo executivo é presidido pelo deputado João Paulo Correia.
É este o seu Curriculum Vitae.

Antes de rumar ao Conselho de Administração das Águas do Centro Litoral, o jovem quadro do PS Gaia esteve no Conselho de Administração dos STCP, facto que suscita – a quem suscita – uma questão: como foi resolvido aquele problema dos autocarros que não passam debaixo dos viadutos?

E, já agora, se também foi recebido na Maçonaria e em que Loja.

 

O senhor Presidente está na República Popular da China

E mandou um recado interno sobre o tipo de investimento que os chineses fazem actualmente em Portugal, contrapondo aquele que, na sua opinião, deveriam fazer.
O senhor Presidente tem razão (mas, mesmo assim, não vou votar nele).
O problema que o Professor Marcelo Sousa bem coloca resolve-se (resolver-se-ia) facilmente, privilegiando o contacto institucional directo com Pequim, Soberano a Soberano, ou seja, retirando a Macau a primazia pontífica com certos circuitos lisboetas.

Tem coragem para isso, senhor Presidente?

25 de Abril

Todo o Ser Vivo vem a este mundo com um desígnio primeiro, que é o de cumprir-se. Cumprir-se é esgotar todos os seus possíveis, todo o potencial que transporta como a semente de algo que ele é e que simultaneamente o transcende e que o aguarda num tempo e num espaço ainda para si desconhecidos. Caminhará sempre por um Mar de obstáculos que colocarão à prova não tanto a sua inteligência como a sua Liberdade. A Liberdade de perante cada um desses acidentes do caminho optar, fazer escolhas, decidir. Assumir com absoluta integridade essa missão de estar vivo, de materializar, trazer ao lugar da Manifestação, os mundos infinitos que habitam em potência a tal semente. Lugar e não-lugar onde é ele próprio em transcendência, em rigorosa e absoluta Obediência ao desígnio de ser livre.

Assédio moral na câmara de Gaia

 

Fundador do Parque Biológico de Gaia acusa câmara de assédio moral

Há níveis de decência abaixo dos quais um partido político – no caso, o PS – deixa de poder ser considerado uma instituição democrática. Enquanto militante do Partido Socialista responsabilizo directamente os órgãos nacionais do partido pela absoluta degenerescência humana, cívica e democrática que têm permitido em Vila Nova de Gaia.

Esclarecimento

O artigo da autoria do Professor Santana Castilho, publicado há poucos minutos aqui no Aventar, foi-me erradamente atribuído, por lapso de “backoffice”. A situação foi já corrigida. As minhas desculpas ao Prof. Castilho e aos leitores.

No aniversário da fundação do partido da liberdade

Ligação para a notícia de hoje do PÚBLICO.

Andou bem, o PS

O assédio moral é um crime. Cometido por um “socialista” é agravado.

Marcas lapidares (2)

Artigo do jornal  La Tribune
15 de Abril de 2019, 9h12
Tradução*

 

Grande Debate: esta noite [15 de Abril de 2019], Macron joga com os franceses o II Acto do seu mandato

Depois de passar 100 horas a debater com os franceses sem nunca revelar nenhuma de suas intenções, o Chefe de Estado finalmente decide, nesta segunda-feira [15 de Abril de 2019] às 20H00, apresentar os seus “projectos de acção prioritários e as primeiras medidas concretas” para responder à crise dos “Coletes Amarelos”. Há rumores que sugerem que “mudanças profundas serão lançadas”. O presidente da República joga forte. O presidente do Senado, Gérard Larcher, alertou que o presidente “não teria uma segunda oportunidade”. A pressão é, portanto, máxima para esse discurso, que deve revisitar um mandato em perda de velocidade.

 

Macron II Acto: Depois de aumentar as expectativas, Emmanuel Macron revela segunda-feira à noite aos franceses as suas respostas ao grande debate e à crise dos “Coletes Amarelos”, com a obrigação de convencer e não comprometer a continuação da sua presidência.

Sobretudo porque o Chefe de Estado joga forte também no plano internacional, enfrentando desafios como o Brexit, as eleições europeias em Maio e ainda a abertura das negociações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos.

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A malta do gasol

Uns, finos, enchem o depósito na bomba secreta. Outros, mais justos, metem só até meio. Pensam no próximo, no que também precisa. É claro que vão ficar na estrada, mas é a vida.

Marcas lapidares

Algumas pedras das igrejas e catedrais são assinadas. Essas Marcas Lapidares identificam os mestres-pedreiros que ergueram a obra, mas também o seu grau de conhecimento da Arte. A gramática das Marcas não é, normalmente, visível, e só a reconhece quem sabe “ler” para lá do que é aparente. Oculta, nessas Marcas, está geralmente uma Matriz geométrica que tem por base o Círculo e a inscrição nele do Triângulo e do Quadrado.

Todas as obras humanas têm uma Marca. Seja ela visível ou invisível. Se for visível, a identificação do seu autor é facilitada, por ser patente e notória. Se for invisível, há que buscar a matriz oculta, eminentemente simbólica, que traça com igual clareza o perfil do Mestre de Obras. Isto vale para as Catedrais góticas que buscam rasgar o céu, como para as catacumbas do Hades, onde se abre caminho para o inferno. Vale para qualquer obra humana.

O incêndio de Notre Dame também tem uma marca, uma assinatura. Ela é evidente para os que têm os olhos abertos. É uma Marca nauseabunda, infernal. Mostra-se teatral, quase angélica, mas é uma cicatriz do Mal. É o sinal de um fortíssimo inimigo da humanidade.

INRI

O jovem presidente da República francesa proferiu ontem, às 22h34, um extraordinário discurso, dirigido a todo o mundo civilizado através da comunicação social presente, sobre o incêndio que destruiu parte da Catedral de Notre Dame, em Paris. Fê-lo sem papel, de improviso, sem nunca se enganar ou corrigir, com uma fluidez, uma clareza e um frémito épico apenas ao alcance de homens escolhidos – não releva, para o assunto em análise, o facto de ter sido escolhido pela indústria financeira.

Macron, que já tinha tuitado sobre a catástrofe parcos 15 minutos após o seu início, agradeceu aos Bombeiros, agradeceu aos Bombeiros e agradeceu aos Bombeiros. Depois referiu-se aos católicos, evocou a História – agora em chamas -, aludiu à Esperança e agradeceu aos Bombeiros. Anunciou o peditório da praxe, agradeceu aos Bombeiros e rematou em registo heróico, afirmando que “o destino da França é reconstruir a Catedral”. A Marselhesa ecoou muda no subconsciente de cada enfant de la Patrie.

Só se esqueceu de uma coisa: da Responsabilidade.

O Polígrafo faltou à verdade

O Polígrafo, que se apresenta como “o primeiro jornal português de Fact-Checking”, faltou à verdade, no seu artigo publicado a 14 de Abril de 2019, pelas 19h10, com o título “Estes exames divulgados pela Wikileaks depois da prisão de Assange provam que Steve Jobs era seropositivo?”

O jornal escreve nesse artigo “Promessa feita, promessa honrada. Logo após a detenção de Julian Assange, 47 anos, na Embaixada do Equador em Londres, a Wikileaks, que avisara que se isso acontecesse divulgaria o arquivo de segurança que mantinha reservado para uma situação de emergência,  libertou milhares de novos documentos.”

Acontece que isto é falso. 

A verdade é que a Wikileaks não libertou qualquer arquivo após a detenção de Julian Assange na embaixada do Equador, tendo, aliás, tido a preocupação de informar, a 13 de Abril de 2019, pelas 18h51, que o endereço file.wikileaks.org, a que o Polígrafo se refere, está disponível há vários anos e não constitui qualquer “cumprimento de promessa”, conforme afirma o jornal de pretenso “fact-checking”.

Nota da Wikileaks publicada no Twitter a 13 de Abril de 2019 (ontem):

“Note: file.wikileaks.org is not a release, insurance dump, or response to Assange’s arrest. It is the page where published documents are available for bulk download so that people can create mirrors, access publications offline, or use the raw data. It has existed for years.”