Carrasco és tu

Carrasco és tu, pindérica de cabelo pintado. Tu e os da tua laia – os mesmos que nos sugam o sangue e o suor há demasiados anos.
Não são os portugueses os carrascos. Porque são eles que te pagam o ordenado ao fim do mês, bruxa oxigenada. Que digo eu! A reforma, a reforma dourada de 7 mil euros (mais 2 mil de ajudas de custo) conseguida aos 42 anos depois de 10 anos de trabalho árduo no Tribunal Constitucional. Tu, que preferiste não ser paga pelo trabalho de expulsar portugueses das galerias – antes queres a reforma. É mais.
Se tivesses vergonha na cara, dobravas a língua quando falas dos portugueses. Porque tu és um dos nossos carrascos. E porque nós, portugueses, temos em sobra o que te falta a ti: honra, dignidade e nobreza de carácter.