Soho Square: Stone Temple Pilots e Van Halen

Leão XIV é anti-semita?

Pode ser uma imagem de texto

No final do Angelus de 16 de Agosto, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro para apelar ao fim da violência israelita contra os habitantes da Cisjordânia. E instou a comunidade internacional a concretizar a solução de dois estados.

Segundo a rede de propaganda da Al-Qaeda sionista, que por cá recruta idiotas úteis em partidos, redes sociais e outros bordéis, Leão XIV é um anti-semita.

Não porque verdadeiramente o seja, só um mentecapto pensaria tal coisa, mas porque a máquina de propaganda sionista é tão poderosa que consegue convencer imensas pessoas de que qualquer critica à política externa totalitária e genocida do governo de Israel equivale a odiar judeus. Uma conclusão, lá está, só acessível ao mais mentecapto dos mentecaptos.

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Lambrini Girls ao vivo na KEXP

Passados 35 anos, Dave Krusen volta a tocar “Ten”

The Handmaid’s Tale, versão portuguesa Herbert Richers

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas e texto que diz "Movimento de mulheres conservadoras de Portugal nasce com aval do Chega e com a partilha de ideais e mensagens mensa evangélicas GRUPO JUNTA MULHERES COM POSIÇÕE ANTI-FEMINISMO ANTI-ABORTO, PELA DEFESA DE ISRAEL PELO CRISTIANISMO"

É injusto culpar a unipessoal André Ventura pelo surgimento de um movimento de instrumentalização político ancorado no fanatismo religioso, alegadamente criado por mulheres conservadoras. Também lá estão fundamentalistas do PSD e do CDS a ajudar os respectivos partidos a cavar a sua sepultura. Cada partido tem o necrófago que merece.

É bom deixar algo muito claro desde já: quem defende e celebra um genocídio, quem defende o ódio contra outros povos ou religiões e quem defende corruptos que encornam a mulher com prostitutas e actrizes porno está desde logo apresentado. Usam Deus em vão e incorrem em pecado mortal. Dito por outras palavras, são uma fraude. Ou, quiçá, são um estratagema do Diabo para encaminhar o rebanho para o fogo do inferno.

São, em toda a linha, a negação dos ensinamentos de Jesus que dizem defender.

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O ouro das famílias

Antecipando o novo ano escolar, a internet das coisas diz-me que é de esperar haver clientela potencial para a venda de ouro para financiar a escola dos filhos.

Isto leva-me a perguntar se:

– a Educação não era universal e extensível a todos, independentemente do berço?

– já não há classe média em Portugal?

– o ouro não era, por excelência, o produto clássico de poupança das famílias para o futuro distante, ou emergências?

– o ouro, metáfora da providência, passou a ser a conta à ordem das famílias?

É disto que os alemães devem ter inveja?

Já tinha saudades dos tribunais políticos?

Não desespere. O Luís, que trabalha de calções em Agosto, tem a equipa empenhada em acabar com esse saudosismo.

Hoje, no PÚBLICO, “Cidadãos vão poder pedir indemnizações às entidades públicas que os lesaram“.

O processo será instruído por um novo órgão a criar no Centro Jurídico do Estado, o chamado Conselho de Consultores, que fará um projecto de decisão e caberá ao dirigente máximo da entidade a quem se imputa a lesão determinar se há lugar a uma compensação e o respectivo valor, até um limite de 50 mil euros (a partir de 10 mil euros a decisão tem que ser validada pelo ministro que tutela o organismo visado).

Quando a indemnização chegar até 500 mil euros a competência já passa para o ministro e quando é superior a esse patamar para o Conselho de Ministros.

Não há dinheiro para contratar funcionários judiciais e dotar a Justiça de meios em falta mas há para contratar a multidão que há-de fazer parte desse novo Conselho de Consultores.

Não é a criação de uma justiça paralela a forma mais rápida de enxamear o Estado com boys?

E que isenção terá este órgão que decide em causa própria?

Espero que Seguro não ande a dormire e que pare este completo disparate.

Fernando Alexandre vai à caça

Há muitos anos que é assim: o Ministério da Educação é dirigido por liquidatários do sistema público que despejam sobre as escolas enxurradas de decisões disparatadas que têm como consequência (para não dizer como objectivo) dificultar a vida de quem está no terreno. O sistema público de educação, ainda assim, funciona graças ao trabalho dos que estão nas escolas, que funcionam muito melhor do que a tutela e funcionam apesar da tutela.

Por muitos defeitos individuais e colectivos que os funcionários das escolas (docentes ou não) tenham, a qualidade do seu trabalho é superior, são a almofada que protege as comunidades escolares da avalanche perniciosa que cai aos roldões dos gabinetes ministeriais. Todas as asneiras produzidas pela tutela têm sido ultrapassadas ou atenuadas devido à dedicação e à preocupação de centenas de milhares de malabaristas que mantêm tudo a funcionar.

Este ano, o ministério resolveu impor um novo sistema de classificação de exames. Tudo correu muito mal por manifesta falta de preparação. Como de costume, caiu tudo em cima dos malabaristas, com destaque para os directores, para os professores classificadores, para os secretariados de exames e para os funcionários das secretarias das escolas obrigados a compensar as incertezas amadoras de quem decidiu.

Fernando Alexandre e todos os que o defenderam disseram coisas indefensáveis, ainda que tenha havido pedidos de desculpa, reconhecimento de erros e elogios aos professores. Cosmética.

De repente, o mesmo Fernando Alexandre, o criador do caos, decidiu que era necessário investigar as causas do caos. Para isso, resolveu abrir um inquérito a fim de descobrir culpas entre aqueles que foram disfarçando o caos. Não há nenhuma maneira educada de qualificar esta decisão.

Problema n.º 5: descubra os quatro erros desta notícia

Depois dos Problemas  n.º 1n.º 2, n.º 3 e n.º 4, chegámos, cinco anos e quase cinco meses depois, ao Problema n.º 5.

Descubra os quatro erros desta notícia:

SOLUÇÃO: [Read more…]

Focus on top, don’t punch down

Conteúdo gerado com recurso a IA.

Professores, seus ingratos

Já muito se escreveu sobre os exames e a experiência do Fernando.

Ficai a saber, seus ingratos professores, que não dais o devido valor ao facto de o Fernando colocar Portugal na linha da frente.

Vejam como estamos lado a lado com o que se passa nas américas, mais concretamente, no México.

A maior universidade do México, a UNAM, Universidade Nacional Autónoma do México, resolveu, pela primeira vez,  realizar a prova de acesso completamente de forma remota, utilizando um browser “bloqueado” e um software com monitorização por webcam com inteligência artificial.

Se tem AI, controlo por webcam e prova 100% digital e remota o que é que poderia correr mal? Perguntem lá ao Fernando se ele não apoiaria toda esta inovação.

É certo que houve alguns soluços e que a UNAM vai repetir a prova a 58 mil candidatos devido a suspeitas de copianço generalizado. Uns desconfiados, é o que é. Consta que entre 2021 e 2025, 3,5% dos candidatos obtiveram 100 ou mais pontos na prova (em120) e que este ano a percentagem foi 16,3%. E que entre 2021 e 2025, 0,9% dos candidatos obtiveram uma nota igual ou superior a 110 valores, tendo este ano subido para 5,5%. Mas, seus desconfiados, isto apenas demonstra como os alunos aproveitaram o tempo da deslocação à universidade, onde iriam realizar a prova, para estudar mais e os resultados estão à vista!

Apesar dos excelentes resultados que este método trouxe, a tese dos incrédulos ganhou terreno, houve uma escandaleira e as provas terão que ser repetidas.

Valha-nos o nosso Fernando que não cai em desnorte como o reitor da UNAM. Cá, a inovação é levada a sério e a digitalização das provas de resposta, cortadas em tirinhas para que não haja cá arredondamentos de “, 1” na nota final, é um sucesso retumbante, pese embora alguns ingratos alunos que teimam em querer ver a prova completa e apenas com as suas repostas. Uma cambada não inclusiva, é o que esta gente que rejeita as respostas de outros na sua prova é.

CEUTA

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…

(A) Odisseia

Sanctuary was massive.
Johnny Marr

***

Hei-de ver o filme A Odisseia — aparentemente, o título em português do filme tem um A antes da Odisseia, mas vê-lo-ei na Bélgica, por isso, este pormenor de interesse geral português é-me individualmente irrelevante: verei o filme no inglês original, com legendas em francês e em flamengo.

Felizmente, tenho conseguido desviar o olhar das várias tentativas, nas redes sociais e alhures, de me darem cabo da ida ao cinema. Hei-de vê-lo, pois as minhas impressões iniciais raras vezes (diria nunca, mas isto é tudo muito subjectivo) são afectadas negativamente pelas experiências novas. Acrescentaria mesmo que antes pelo contrário.

Até hoje, a minha versão cinematográfica predilecta da Odisseia é o “O Brother, Where Art Thou?“. Exactamente, essa versão aproximada. Não me estragou a “minha” (todos temos a “nossa”) Odisseia original: longe disso, enriqueceu-a. Vários filmes e séries têm reproduzido obras literárias que aprecio, mas não me recordo de qualquer impacto negativo na minha impressão inicial, nas minhas representações pessoais originais de personagens, narradores, enredos, tempos, espaços.

Apesar de ter visto incontáveis e belíssimos Hamlets, a minha representação pessoal do primeiro acto do Hamlet valeu-me, há poucos anos, uma vitória que me deixou mais eufórico do que o golo do Éder em 2016 ou o vozeirão do Ian Astbury em 1993. Em suma, quando regresso ao texto, é a minha representação original que prevalece.


Ao falar em Hamlet, lembrei-me da Helena de Tróia. Sim, essa. Adiante. O significado da palavra representação é unívoco. A representação respeita todos os elementos da obra? Excelente. Não respeita? Choca? Óptimo.

Antes de regressar ao impacto da instrução na aquisição e aprendizagem de segmentos de uma L2 (porque a vida não é só ficção), vamos à forma como a Odisseia efectivamente acaba. Como diz uma pessoa da minha família, é assim (a tradução portuguesa, na imagem supra, é de Frederico Lourenço):


ὣς φάτ᾽ Ἀθηναίη, ὁ δ᾽ ἐπείθετο, χαῖρε δὲ θυμῷ.
ὅρκια δ᾽ αὖ κατόπισθε μετ᾽ ἀμφοτέροισιν ἔθηκεν
Παλλὰς Ἀθηναίη, κούρη Διὸς αἰγιόχοιο,
Μέντορι εἰδομένη ἠμὲν δέμας ἠδὲ καὶ αὐδήν.

***

Geografia da Conveniência

Pé ante pé, não vá a água estar fria

O Chega e a «traição de 74»

Num texto publicado hoje no Facebook, Bruno Nunes, deputado do Chega, comenta os problemas ocorridos em Ceuta, usando a previsível linguagem própria de um marialva, ao mesmo tempo que faz referência à «nossa civilização», à boa maneira dos fachos que não querem perder tempo a estudar História.

O que vale a pena realçar, no entanto, é o modo como Bruno se refere ao 25 de Abril: a «traição de 74». Nada que já não se soubesse, mas é sempre importante confirmar.

Não é especialmente preocupante haver gente que odeia a revolução dos cravos – muito preocupante é haver muita gente a votar em quem pensa assim, numa ilusão de que o regresso à ditadura, essa idade de ouro dos cheganos, irá trazer a ordem e a segurança, como se viver em ditadura significasse viver em ordem e em segurança.

Guiana Francesa

Se um cidadão brasileiro atravessar o rio Oiapoque para ir comprar caramelos à Guiana Francesa, ele chegou à Europa?