Deixemo-nos de ingenuidades. Este governo tem um objectivo. Lançar os megaprojectos que interessam a construtoras, bancos, consultores, por forma a que se tornem irreversíveis.
O TGV já vai em cinco linhas, quando Sócrates nunca conseguiu explicar como rentabiliza uma só que seja. O aeroporto , a sua dimensão, face ao futuro do transporte aéreo que serviu para o impor , não serve agora para o parar. Quanto à construção por módulos conforme as necessidades, nem uma palavra.
A ponte, a terceira, sobre o Tejo avança, quando a Vasco da Gama nem um terço da sua capacidade tem esgotada.
Tudo isto para financiar com dívida externa a juntar à monstruosa que já temos que pagar.
A composição deste governo reforça este desígnio, um núcleo duro, coeso, que centraliza o que interessa e na periferia, ministros sem qualquer peso político, a quem está reservado o fogo de artíficio.
Os casos que envolvem José Sócrates diminuiram-no, fragilizaram-no e como já hoje se percebe, nenhum primeiro ministro a governar em maioria teve tão forte diminuição de votos quanto este. Com este governo estão os poderosos deste país, os gestores por nomeação política, os milhares de funcionários socialistas.
O país empobreceu nos últimos anos, com especial ênfase nos últimos três anos e vai continuar a empobrecer, pese embora já sermos o mais pobre da UE.
Recuperar o tecido empresarial das PMEs, que representam 70% do emprego e 80% das exportações é que é a tarefa nacional. Inovar, ajudar a torná-las competitivas, desenvolver e exportar tecnologia, isso sim, é que é um desígnio nacional.
Endividar o país para fazer mais umas obras de betão, nada tem de grande.






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