Nobel a favor de bancos do estado!

Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia defende que se os bancos não emprestam à economia real, Pequenas e Médias Empresas e famílias, então os estados deveriam criar os seus próprios bancos. “Nos Estados Unidos entregamos à banca 700 mil milhões de dólares.Se tivéssemos investido na criação de um novo banco teríamos todos os empréstimos necessários”

Isto faz-me lembrar a nossa Caixa Geral de Depósitos que, em vez de andar nos negócios especulativos e nas grandes empresas do regime, deveria ser o motor da economia financiando as empresas que asseguram 80% do emprego e 70% da riqueza , que produzem bens e serviços transaccionáveis e viradas para a exportação.

Na verdade não há razão nenhuma, e ainda menos, depois desta crise e da imensa culpa que os bancos tiveram no seu  desenvolvimento, que os Estados não tenham nas suas mãos instrumentos de “padronização” da actividade bancária ( e para isso é preciso controlar uma parte importante do sistema financeiro) e uma regulação muito eficaz. Aqui em Portugal, o dinheiro que falta na economia foi entregue ao BPP, ao BNP e ao BCP, nada se sabendo quanto ao destino final desse dinheiro.

Serviu para pagar empréstimos ao estrangeiro e salvar amigos de apertos? Convinha esclarecer!

As empresas privadas que mantêm o Estado !

Vejam lá se já ouviram falar das empresas portuguesas que inovam, produzem, não vivem à conta do estado, concorrem a nível mundial em mercados muitíssimo concorrenciais, mas não têm boys nem girls a ganharem “balúrdios”!

Já viram ou ouviram algum político preocupado com estas empresas? No máximo, vão lá para tirarem a foto e a entrevista para a TV. E, claro, não se esquecem delas para pagarem impostos. Aí vão:

Alert, Nfive, Critical Software, Têxtil Manuel Gonçaves, Lameirinho, Simoldes, Ibermoldes, Efacec, Fepsa, Stab Vida, Primavera, Bial, Grupo Pestana, Vila Galé, Janz, BA vidro, Ydreams, Logoplaste, Fresite, Renova, Nelo Kayaks, Frulacts, Alfama, Altitude Software, Out Sistems, WeDo, Brisa Space services, Activspace, Tecnologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Hovione, Porto editora, Luis Simões, Martifer, Novabase, Delta, Revigrés, Douro Azul, Cabelte, Queijo Saloio e outras há…

Mas como se nota, não constam as PT, a Galp, a EDP, os Bancos, a Motta-Engil. a Teixeira Duarte… as tais que precisam dos TVGs, das pontes, das autoestradas, que o Estado lhes oferece continuamente e que nós pagamos…

Se fosse precisa uma explicação para sermos o pais mais pobre e mais desigual da UE, está aí, para quem quer ver. E o curioso é que não há partido nenhum que coloque estas empresas na primeira fila das suas preocupações.

As importantes, sugam a riqueza às que criam valor e é melhor estar próximo da “caixa forte” onde está a massa do que no terreno a ter dores de cabeça…

Ah, e já agora, são todas de iniciativa privada, a mal amada!

A salvação está nas PMEs exportadoras…

A EDP, a Galp, a CGD, os bancos, os centros comerciais, a TMN, a Refer, a Rave, as autoestradas, as pontes, o TGV, o aeroporto, as milhentas empresas que absorvem as mais valias do nosso trabalho, que não saem da órbita do Estado com boys e girls, as construtoras que apresentam milhões de lucros todos os meses, todas estas empresas não são chamadas quando toca o sinal de alerta!

São as PMEs que representam 80% do emprego e 70% do PIB que ninguem conhece, que não fazem primeiras páginas, que não vão ao Prós e Contras, essas, são as chamadas. Não pertencem ao PSI 20, nem frequentam os corredores do poder, labutam e operam em mercados altamente concorrênciais, onde ganha quem tem mérito, qualidade e preço competitivo. Estes empresários metem lá o seu dinheiro, muitas vezes garantindo empréstimos bancários com a propriedade da família, arriscando, persistindo…

Mas os melhores CEOs do Mundo estão nas grandes empresas de rendimento garantido, em monopólio ou perto disso, apoiados pelas “golden-shares” do Estado, onde trabalham os filhos e os netos de tudo o que é político ou que já foi, ganhando o que nunca ganhariam se estivessem num mercado livre.

Enquanto os portugueses não perceberem esta ganância, e andarem convencidos que estas empresas que vivem à custa do Estado e em condições particulares de “posição dominante”, são a chave do problema, nunca saíremos desta economia moribunda que não cria riqueza e que arrasta tantos cidadãos para a miséria. Sem aumentar a produtividade nem as contas públicas no “são” nos safam! Sem criar riqueza como pagamos as dívidas?

A prioridade são as empresas exportadoras que tambem substituem importações, que vendem valor acrescentado, que se dedicam a actividades onde o país tem vantagens competitivas. Peter Drucker, o célebre guru da gestão das empresas já cá fez um estudo a dizer tudo isto. Apontou as actividades a apoiar pelo Estado e os “clusteres” a desenvolver.

Mas, ao contrário, nos últimos trinta anos só ouvimos os políticos a defenderem as grandes obras públicas! Porque será?

A leitura das sondagens

Dizem os “ analistas” que o facto de haver um maior número de votantes  socialistas a preferirem Pedro Passos Coelho é porque têm medo de Paulo Rangel. Como socialistas preferem o que menor perigo representa.  Esquecem é que há 20% de votantes socialistas que já votaram social-democrata, são os tais 20% que dão ou não maiorias, que dão ou não a vitória e, sendo assim,  uma leitura certeira é estes votantes “volantes” preferirem PPC quando se trata de votar o futuro potencial primeiro ministro.

As leituras das sondagens podem ser várias, até antagónicas, pois se até nas eleições perante “factos” os partidos que têm menor número de votos conseguem dizer que não perdem!

Mas o que é absolutamente importante é que PPC apresente um caminho alternativo a este caminho Socrático que nos arrasta para a pobreza, como hoje é claro para quem quer ver. Um caminho assente numa economia virada para as  pequenas e médias empresas ( e não nos negócios da PT, BCP, CGD…) que exporte e substitua importações, que inove, que invista em novas tecnologias, que crie emprego e valor.

Pagar o IVA – não diminui a receita do Estado!

Em época de negociações para o OE 2010, recordamos que toda a oposição esteve de acordo com a proposta do IVA com Recibo aquando da discussão da petição na AR em Julho 2009. O Movimento IVA com Recibo enfatiza que esta medida pode salvar milhares de Micro empresas e PMEs e proporcionar o aumento do Emprego. O Movimento pede assim que os Políticos actuem de forma responsável para com 99,6% do tecido empresarial Português.

Todos os partidos da oposição ao Partido Socialista na Assembleia da República concordaram com os princípios formulados pelo Movimento Cívico IVA com Recibo, aquando da discussão da petição no dia 22 Julho 2009. O PS que detinha a maioria não viabilizou esta medida que em muito ajudaria milhares e milhares de PME portuguesas, e considerou-a uma demagogia política. No entanto, o contexto político alterou-se e agora a oposição tem o dever de fazer valer a sua opinião unânime.

“Com o equadramento económico actual, linhas de financiamento que não chegam às empresa e a perspectiva de aumento das taxas de juro, o que as PMEs querem é libertação de tesouraria para que possam desenvolver o seu negócio. Muitas empresas estão a realizar livranças relativas a facturas que não são pagas, de forma a poderem pagar o IVA e os salários. Por exemplo, uma livrança de 50,000 euros, a 90 dias, referente a facturas em atraso de grandes empresas, implica cerca de 400 euros de custo. Estes custos adicionais fragilizam também a empresa relativamente a novas contratações”, afirma Sofia Santos, coordenadora do Movimento e micro-empresária. [Read more…]

Coisas do Diabo – onde páram 50 Mil Milhões de Euros?

Anda aí uma brigada europeia de inspecção, chefiada pelo Director do gabinete Anti-Fraude da União Europeia (Franz Brüner).

 

Desapareceram cinquenta mil milhões de euros enviados por Bruxelas e misteriosamente desaparecidos nos corredores do Poder…

 

Guterres negociou dez milhões de contos para desenvolver o país, mas o dinheiro entregue, na maioria, a parceiros sociais, não deu os resultados negociados à partida com Bruxelas. O Tribunal de Contas  Europeu acusa Portugal de não ter sistemas de controlo de despesas e estima o desperdício anual comunitário em 4,6 mil milhões de euros.

 

Stefan Zickgraf, presidente da Confederação das PMEs da Europa, denunciou ao gabinete anti-fraude da Comissão as assustadoras suspeitas de desaparecimento de dinheiro do lll Quadro Comunitário de Apoio (QCA).

 

A aplicação deste dinheiro começou em 2000 e foi até 2006, e deveriam ter sido aplicados em i) 14 mil milhões para a qualificação e emprego ii) 16 mil milhões para alterar o perfil produtivo do país iii) 5 mil milhões para afirmar o valor do território e da posição geo-estratégica iiii)15 mil milhões para o desenvolvimento sustentável das regiões mais pobres.

 

Mas quase dez anos depois, a Europa olha para o trabalho feito e não vê resultados, e perante a estagnação do país quer saber a que mãos ílicitas foram parar os milhões.

O nosso tribunal de Contas tambem já afirma que as entidades gestoras e pagadoras não têm um controlo eficiente destes dinheiros.

 

Augusto Morais, coordenador da Associação Nacional das PMEs, considera haver uma profunda suspeita de sérias irregularidades e que o Tribunal de Contas deve investigar para não sermos apanhados pela Comissão Europeia em processos de corrupção muito maiores que o "Face Oculta ". Aliás, já somos conhecidos por sermos os mais corruptos na UE a 27, termina Augusto Morais.

A banca ganha cinco milhões de Euros por dia.

Neste país, onde a riqueza não cresce há dez anos, e onde há desemprego, que não segura os cérebros jovens, em que os seus cidadãos são já os mais vergastados pelos impostos na UE, onde há, ainda, (vergonha!) dois milhões de pobres, a Banca ganha um milhão de contos por dia.

 

No país que se prepara para aumentar os impostos, que tem uma dívida externa colossal, um défice orçamental de 8% ( 3% é o défice aconselhável), que a sua balança comercial é deficitária desde sempre, e que é equilibrada pelas remessas dos que mais sentiram na pele, quanto madrasta  a sua terra pode ser, há ilhas de opulência e  níveis de captação de mais valias do trabalho de nós todos, indecentes.

 

O nosso país, que tem sido governado à vez por um partido que se diz social-democrata e por outro partido que se diz socialista, consegue ser o mais injusto da UE e o mais pobre!

 

Mas não satisfeitos com os lucros fabulosos, os bancos ainda têm um tratamento de favor

fiscal que roça o absurdo. Pagam de IRC menos de metade das pobres PMEs que asseguram trabalho a 80% dos trabalhadores portugueses, e que produzem 70% da riqueza e 90% das exportações ( valores indicativos).

 

Se entrarmos nos cálculos com os lucros obtidos nas off-shores e que desta forma fogem ao Fisco, os bancos não chegarão a pagar 10% de IRC, um terço do que pagam as PMEs

 

Mas são estes os gestores endeusados  que têm que ganhar milhões porque podem ir embora, não se sabe para onde, lá fora os países decentes são muito mais rigorosos e não os querem para nada. Quem tinha mercado de trabalho a este nível, há muito que já foi!

 

E é neste país nesta situação, pobre, injusto, com um futuro negro ( os próximos dez anos são de empobrecimento) que querem um povo taciturno, tontamente conformado !

 

É a  estes patetas incompetentes que nos levaram para esta situação de pedinte, depois dos milhões recebidos da UE, que devemos parcimónia nas críticas e respeito no tratamento !

 

Mereçam-nos!

 

 

 

 

 

A visão anti iniciativa privada do PS

Já se enterraram milhões em bancos e em grandes empresas, procura-se lançar os megainvestimentos, mas não há nenhuma medida dirigida às Pequenas e Médias Empresas.

 

Medidas tão simples e tão justas como pagar o que deve aos pequenos e médios fornecedores, nunca para além dos 30 dias, cobrar o IVA só quando as empresas o tenham, elas próprias, cobrado, suspender o Pagamento por Conta em empresas que não conseguem facturar quanto mais ter lucros, suspender o pagamento à Segurança Social até que a situação das empresas melhore, nada disto é encarado pelo governo Sócrates.

 

Isto mostra duas coisas. Primeiro, que para o PS a contribuição da iniciativa privada de 360 000 empresas, é marginal, passando por cima do facto bem real de representarem 70% do emprego, 80% da riqueza criada, e 90% das exportações; segundo, que não podem viver sem a sua contribuição para as receitas do Orçamento Geral do Estado.

 

Esta visão que persiste, quando a crise já vai longe e depois de tantas medidas promovidas, explica como é que neste país cada vez mais pobre, continuamos a adorar as grandes empresas estatais e os grandes grupos económicos, umas e outras a operarem no mercado interno, em monopólio ou perto disso, em cartel e com benefícios fiscais que representam milhões.

 

Esta visão centralista, estatista, já levou o país para o último lugar da pobreza dos países europeus. Mas centralizar é a única forma de controlar os negócios, mesmo os do "ferro velho" não vá escapar alguma coisa…

Os desígnios de Sócrates

Deixemo-nos de ingenuidades. Este governo tem um objectivo. Lançar os megaprojectos que interessam a construtoras, bancos, consultores, por forma a que se tornem irreversíveis.

 

O TGV já vai em cinco linhas, quando Sócrates nunca conseguiu explicar como rentabiliza uma só que seja. O aeroporto , a sua dimensão, face ao futuro do transporte aéreo que serviu para o impor , não serve agora para o parar. Quanto à construção por módulos conforme as necessidades,  nem uma palavra.

 

A ponte, a terceira, sobre o Tejo avança, quando a Vasco da Gama nem um terço da sua capacidade tem esgotada.

 

Tudo isto para financiar com dívida externa a juntar à monstruosa que já temos que pagar.

 

A composição deste governo reforça este desígnio, um núcleo duro, coeso, que centraliza o que interessa e na periferia, ministros sem qualquer peso político, a quem está reservado o fogo de artíficio.

 

Os casos que envolvem José Sócrates diminuiram-no, fragilizaram-no e como já hoje se percebe, nenhum primeiro ministro a governar em maioria teve tão forte diminuição de votos quanto este. Com este governo estão os poderosos deste país, os gestores por nomeação política, os milhares de funcionários socialistas.

 

O país empobreceu nos últimos anos, com especial ênfase nos últimos três anos e vai continuar a empobrecer, pese embora já sermos o mais pobre da UE.

 

Recuperar o tecido empresarial das PMEs, que representam 70% do emprego e 80% das exportações é que é a tarefa nacional. Inovar, ajudar a torná-las competitivas, desenvolver e exportar tecnologia, isso sim,  é que é um desígnio nacional.

 

Endividar o país para fazer mais umas obras de betão, nada tem de grande.