Sem aeroporto nem TGV, era preciso ganhar a eleição noutro lado

Os custos com a electricidade mais do que triplicaram em muitas das escolas intervencionadas pela Parque Escolar. Na sua resposta ao relatório da auditoria levada a cabo pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF), a empresa justificou a situação com as novas regras de eficiência energética, aprovadas em 2006.

No seu relatório, a IGF conclui, contudo, que foram também utilizadas “soluções técnicas com custo ou qualidade excessivos, face à finalidade da obra”. Entre os exemplos apontados figuram a “aplicação de iluminação decorativa”, “utilização exagerada de equipamentos de halogéneo”, “instalação de potências eléctricas demasiado elevadas”, “duplicação de sistemas móveis de audiovisuais”, “dependência excessiva da ventilação mecânica”, e “uso massivo de estores eléctricos”.

Ao nível da construção, foram também utilizados materiais com custo excessivo. [… A IGF] lembra ainda que se registou uma degradação rápida de vários dos materiais utilizados. [Público]

A eficiência energética levar à triplicação dos custos de electricidade é um bocado ineficiente. Mas nós fechamos os olhos perante a areia que nos atiram, não há problema. Tenho ouvido repetidamente falar nas janelas que não foram feitas para abrir. A excessiva ventilação mecânica e a factura eléctrica, mais do que a iluminação decorativa, explicam muito.

Caro e efémero. Mas a tempo de dar obra para a eleição que se avizinhava. E o que importa é ganhar, não é?

PS: Poderá alguém pedir um comentário ao sr. Albino Almeida, que ainda há um ano e picos reagia mais rápido do que a sombra?