Uma arte portuguesa

 

Há uns anos fiz um trabalho de investigação sobre os azulejos em Aveiro, tentando fazer uma história da Empresa Cerâmica da Fonte Nova, uma fábrica aveirense iniciada no final do século XIX e por muito tempo nas mãos dos irmãos Melo Guimarães.

Sempre gostei de casas revestidas a azulejo… Arte Nova ou não, em relevo ou lisos.

“A paisagem urbana portuguesa está marcada por eles. São os azulejos, que, em cada cidade e vila do país, cobrem fachadas e decoram interiores. Os turistas que nos visitam espantam-se e maravilham-se com a cor que dão às ruas, e interrogam-se sobre o gosto que, com gradações diferentes, continua a ser o nosso. Mas poucos sabem como começou.” («Uma arte muito nossa», Público, 17/7/2012).

O Museu Nacional do Azulejo expõe, até 28 de Outubro, azulejos do século XVII.

Três dicas para estas férias: visitar a exposição, fotografar os azulejos da sua vila ou cidade ou fazer passeio de comboio prestando atenção aos painéis de azulejos que decoram as nossas estações de comboio de norte a sul!

Ponto de partida

O DN coloca, diariamente, uma frase no topo da primeira página, num tamanho de letra mínimo. O Público, por seu turno, seleciona também uma frase por dia (Escrito na Pedra) que, ao invés, vem na última página. Tanto num caso como no outro, as frases devem passar despercebidas a muita gente, atraída pelas letras gordas e a negrito. A minha leitura começa, justamente, por lá, pelo que é mais pequenino e quase não se vê (típico das mulheres!).

Hoje, no DN, da escritora e filósofa Simone de Beauvoir (mulher de Sartre), uma frase curta mas muito rica em sentidos. Partilho com os leitores do Aventar:

Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida.

E já não é pouco!