Acto de Fuga

Acabei de ler uma passagem de Últimas Notícias do Sul de Luis Sepúlveda que mostra como os escritores são óptimos agentes turísticos!! Garentem-nos viagens a baixo preço, de grande qualidade e a lugares paradisíacos, mas sem sair de casa!
Quando lemos ou escrevemos realizamos um ato de fuga, a mais pura e legítima das evasões. Dela saímos mais fortes, renovados e talvez melhores. No fundo, apesar de tantas teorias literárias, os escritores são como aqueles personagens do cinema mudo que escondiam uma lima num bolo e, assim, o preso conseguia cortar as grades da cela. Proporcionamos fugas temporais.
Que sirva este livro (ou outro) como uma boa dica para este verão!

Uma arte portuguesa

 

Há uns anos fiz um trabalho de investigação sobre os azulejos em Aveiro, tentando fazer uma história da Empresa Cerâmica da Fonte Nova, uma fábrica aveirense iniciada no final do século XIX e por muito tempo nas mãos dos irmãos Melo Guimarães.

Sempre gostei de casas revestidas a azulejo… Arte Nova ou não, em relevo ou lisos.

“A paisagem urbana portuguesa está marcada por eles. São os azulejos, que, em cada cidade e vila do país, cobrem fachadas e decoram interiores. Os turistas que nos visitam espantam-se e maravilham-se com a cor que dão às ruas, e interrogam-se sobre o gosto que, com gradações diferentes, continua a ser o nosso. Mas poucos sabem como começou.” («Uma arte muito nossa», Público, 17/7/2012).

O Museu Nacional do Azulejo expõe, até 28 de Outubro, azulejos do século XVII.

Três dicas para estas férias: visitar a exposição, fotografar os azulejos da sua vila ou cidade ou fazer passeio de comboio prestando atenção aos painéis de azulejos que decoram as nossas estações de comboio de norte a sul!